Dia 20 de março, pelas 16 horas, na Sala da Biblioteca do Museu Marítimo de Ílhavo. Leve o poema de que mais gosta. Organização da Confraria Camoniana de Ílhavo. Apoios da CMI e do MMI.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Museu Marítimo de Ílhavo: Um documento inédito sobre a pesca do bacalhau à linha
Apresentação de livro: 19 de Março, 17 horas, no Museu Marítimo de Ílhavo
Aparelhos e Métodos de Pesca à Linha
usados na Frota Bacalhoeira Portuguesa
A pesca do bacalhau à linha com dóris de um só homem foi uma saga de heroísmos cruéis. O projecto cultural do Museu Marítimo de Ílhavo e a investigação empenhada em conhecer este “fenómeno total” têm permitido revolver uma memória que, em certos meios, teima em persistir fechada e mítica, conservadoramente épica.
Porque se trata de um documento inédito, escrito em finais dos anos cinquenta do século XX, optámos por não alterar o original, quer na grafia, quer nos desenhos e fotografias. Por razões diversas, esta improvável aliança determinada por compromissos externos que a organização corporativa das pescas acabou por assumir para defender a política de abastecimento de bacalhau resultou num escrito a duas mãos que não chegou a ser publicado. Fazê-lo agora significa partilhar um documento de admirável realismo científico que
exprime como poucos a íntima ligação dos aspectos humanos, técnicos e científicos da “grande pesca” por homens e navios portugueses no Atlântico Norte.
Edição Câmara Municipal de Ílhavo/Museu Marítimo de Ílhavo.
terça-feira, 15 de março de 2011
A Salve Rainha de Alçada Baptista
De vez em quando volto ao Alçada Baptista, um escritor intimista e memorialista que muito me marcou. Hoje andei às voltas com estórias e estorietas de “A cor dos dias — memórias e peregrinações”, escritas com saber e sabor inexcedíveis, pela forma e sumo.
Alçada Baptista nunca perdia a oportunidade de criticar o que em seu entender estava mal, tanto em textos cívicos como religiosos. Um dia insurgiu-se contra o Hino Nacional, naquela parte que nos incita a lutar contra os canhões. Em sua opinião, essa fase já está ultrapassada, pelo que seria importante dar uma volta ao texto. Hoje recordo a sua discordância em relação à Salve Rainha, uma oração que acompanha a recitação do terço. E propõe uma nova oração, para eliminar «os degradados filhos de Eva», e depois «deste desterro nos mostrai Jesus». Então diz:
«Eu acho que era bonito termos uma oração a Nossa Senhora mas escusávamos de nos desvalorizar tanto para o fazer.» Sugeriu então:
“Salve Rainha, mãe de Deus, olhai por nós que somos frágeis. A vós nos dirigimos do meio das dificuldades da vida com ansiedade e confiança. Lançai sobre nós os vossos olhos bondosos e, depois da nossa morte, leva-nos a Jesus com a ternura da mãe para o filho querido. Ó doce Virgem Maria, ajudai-nos e olhai para nós e ajudai-nos para podermos alcançar as promessas de Cristo.”
Centro Cultural de Ílhavo: Nadir Afonso — Retrospectiva
Inauguração: 24 de Março, às 22 horas
Fonte: CMI
Nadir Afonso nasceu em 1920, em Chaves. Após ter completado o ensino liceal, quis inscrever-se na Escola de Belas-Artes do Porto mas, por influência de seu pai, acabou por se matricular em Arquitectura. Em 1946, troca o Porto por Paris para frequentar a Escola Nacional Superior de Belas-Artes. Ao longo da sua carreira conviveu e trabalhou com figuras notáveis da cultura contemporânea como Jean Cocteau, Fernand Lèger, Le Corbusier e Óscar Niemeyer.
A exposição apresenta um conjunto de obras de pintura, guache e estudos preparatórios, que permite ao visitante uma reflexão sobre a metodologia de trabalho e o percurso de um artista incontornável na história da arte portuguesa do século XX.
Patente ao público até 19 de Junho.
Fonte: CMI
A nossa vida está prometida à primavera
A primavera está por toda a parte. Até em nós?
José Tolentino Mendonça
A primavera está por toda a parte. Em nosso redor a natureza parece vencer a imobilidade do inverno e amontoa os traços insinuantes do seu reflorir. Há uma seiva que revitaliza a paisagem do mundo. Mesmo nos baldios, nos pátios e quintais abandonados, nos jardins mais desprovidos a primavera desponta com uma energia que arrebata. Penso muitas vezes nos versos do Cântico dos Cânticos, o mais primaveril poema da Bíblia: «Fala o meu amado e diz-me: “Levanta-te! Anda, vem daí, ó minha bela amada! Eis que o inverno já passou, a chuva parou e foi-se embora; despontam as flores na terra, chegou o tempo das canções, e a voz da rola já se ouve na nossa terra; a figueira faz brotar os seus figos e as vinhas floridas exalam perfume. Levanta-te! Anda, vem daí, ó minha bela amada! Minha pomba, nas fendas do rochedo, no escondido dos penhascos: deixa-me ver o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz; pois a tua voz é doce e o teu rosto, encantador”» (Ct 2, 10-14). Neste poema, a primavera do mundo é uma representação simbólica da primavera interior que nos desafia. Na verdade, o nosso coração não pode continuar eternamente sequestrado pelos impasses dos seus invernos gelados. A nossa vida está prometida à primavera – é a mensagem que o despertar da natureza (e aquele mais íntimo) nos parece segredar.
Ler todo o texto aqui
domingo, 13 de março de 2011
A Epopeia do Bacalhau
Museu Marítimo de Ílhavo: Apresentação de livro, 19 de Março, 17 horas edição CTT - Correios de Portugal
Álvaro Garrido traça a evolução histórica da pesca do bacalhau, descrevendo as vicissitudes dessa actividade, os perigos, os métodos de pesca, a vida a bordo e a importância do bacalhau na economia portuguesa. David Lopes Ramos reflecte sobre a importância deste peixe nos hábitos alimentares dos portugueses apresentando as receitas clássicas do bacalhau.
Trata-se de uma edição profusamente ilustrada, sobretudo com iconografia do acervo do Museu Marítimo de Ílhavo. De tiragem numerada e limitada a 5.000 exemplares, contém 6 selos com o valor facial de €3,45 da emissão filatélica Pesca do Bacalhau de 2000.
Edição bilingue
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