Qualquer estudo que se faça sobre a nossa terra, leva, inevitavelmente, os seus autores a debruçarem-se sobre as origens do vocábulo Gafanha, sem que até hoje alguém tenha chegado a qualquer verdade absoluta.
A palavra Gafanha não escapa à dificuldade natural e ainda hoje não é possível saber-se concretamente qual a sua origem. Sobre ela, falei várias vezes com o tio João, o primeiro gafanhão que me falou da “Monografia da Gafanha”, escrita pelo Padre João Vieira Rezende, antigo pároco da Gafanha da Encarnação e bem conhecido do meu amigo.
Não conhecia a obra do Padre Rezende, mas não descansei enquanto não a li. Ainda hoje, agora com edição da Câmara Municipal de Ílhavo, se mantém como ponto de partida ou de referência para diversos estudos sobre esta região.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Nelson Évora: Medalha de Ouro
Nelson Évora Somos assim: Da depressão saltámos para a euforia
Fomos para os Jogos Olímpicos com muita euforia. Confiávamos, mdesmedidamente, nos nossos atletas, al-guns com fibra de campeões. Os resultados, com medalhas, não surgiram. Frustrações! Depois da depressão, que espoletou críticas e mais críticas, com acusações direccionadas para atletas, dirigentes e outros responsáveis pelo desporto nacional, saltámos para a euforia, com a conquista, por Nelson Évora, da Medalha de Ouro, no triplo salto. Agora, sim, com a comoção de todos, já somos bons. Venham outros jogos, e verão, então, do que havemos de ser capazes! Sim... somos poucos, mas temos alguns atletas bons. Ainda bem! A depressão destes dias ficou guardada no saco do esquecimento.
Voluntários Aumentam no Verão
"Quando partimos, levamos uma migalha,
no regresso trazemos um saco cheio de pão"
O Diário de Notícias trouxe hoje uma reportagem sobre voluntários portugueses que, no Verão, deixam tu-do para ajudar comunidades muito pobres. Este ano, 283 leigos missionários partiram para ensinar, apoiar e tratar as populações. Voluntários garantem que recebem mais do que dão. São gente jovem, mas também há aposentados que se enriquecem, dando muito de si aos mais pobres.
Leia mais no Diário de Notícias
Construções na Areia
Hoje foi dia de "Construções na Areia", uma iniciativa de décadas do Diário de Notícias. Quando passei, a criançada lá estava a enfrentar um desafio interessante, dando asas à sua imaginação. Outros aguardavam a sua vez, já que o concurso é para diversas idades. Ainda bem que a arte invade, no bom sentido, a nossa Praia da Barra, envolvendo tantas crianças e jovens. Afinal, praia não é só tostar a tez ao sol, brincar na água ou jogar à bola. Praia também pode ser cultivar o espírito, nem que seja com a areia molhada, que logo se esboroa com a quentura do astro rei ou com a maré.
FÉRIAS: Notas do Meu Diário
Planura alentejana
Na planura alentejana
se reflecte o braseiro escaldante
de um verão sem vento
Rebolam anseios de fugas na tarde longa
onde estendo
lentamente
um grito dolente
para além de horizontes que não alcanço
nesta tarde calmosa de Agosto
Na planura amortecida em sono de estio
vai renascer cada manhã fresca
cândida e leve
a paz sonhada
em cada madrugada
Na planura ressequida do Alentejo
tão esquecido
há-de voltar aos olhares
de quem passa
a esperança de vida nova
sempre tão apetecida
Agosto de 2008
Fernando Martins
ÍLHAVO EM FESTA: Nossa Senhora do Pranto
TRADIÇÃO DE 208 ANOS REPETIU-SE
A tradição de 208 anos repetiu-se, com o Arco Alegórico a ser erguido de novo.
Sem a grandiosidade de anos anteriores, já que a crise financeira e a falta de quem queira ajudar são as principais razões dessa crise que também se reflecte nas festas tradicionais, muitas delas com várias centenas de anos, os festejos decorreram de 9 a 17 destes mês, em honra da Nª. Srª. do Pranto, em Cimo de Vila.
Na entrada da Rua Arcebispo Pereira Bilhano, foi erguido o bicentenário Arco Alegórico após uma cuidada recuperação de milhares de peças em madeira, devidamente pintadas, feita por António Rocha e Fernando Castro, com ajuda de moradores de Cimo de Vila.
Com a colocação do Arco Alegórico, deram-se início às festas com o festival de aniversário do Grupo Floclórico O Arrais, que contou com a presença de grupos de S.Pedro da Palhaça, Vale Domingos e de Belazaima.
Nas festas actuaram a Música Nova e a Fanfarra da Costa do Valado. À noite houve arraial com música. O povo, como de costume, participou em grande número. Na missa solene também participou a Música Nova. E a festa terminou com os jogos tradicionais, o espectáculo com Nely Correia e missa por alma dos irmãos da respectiva Irmandade, já falecidos.
Carlos Duarte
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Festival do Bacalhau
O melhor bacalhau do mundo
come-se aqui
No renovado Jardim Oudinot, iniciou-se hoje o Festival do Bacalhau, que se prolongará até domingo, com bons petiscos e muita animação. Petiscos maioritariamente com sabor a bacalhau, ou não fosse o concelho de Ílhavo, como sublinhou o presidente da Câmara Municipal, Ribau Esteves, “a verdadeira capital nacional” do fiel amigo.
Como salão nobre deste espaço de lazer, frisou o autarca ilhavense, teremos neste evento o Navio-Museu Santo André, que está a comemorar 60 anos de vida, com sete como pólo museológico. Ribau Esteves recordou que este festival é um “gesto cultural”, em torno da história e das actividades económicas ligadas ao bacalhau, tendo como mais-valia as padeiras de Vale de Ílhavo e a louça da Vista Alegre, que “todo o mundo conhece”. O autarca sugeriu, ainda, que os visitantes apreciassem a restaurada ponte que faz a ligação às praias, agora com iluminação que a torna mais bonita.
Agradeceu, por fim, o contributo de entidades, empresas e associações, estando garantido que nas tasquinhas se pode comer, até domingo, o “melhor bacalhau do mundo”, graças ao esforço de todos, em especial da Associação dos Industriais do Bacalhau. O bacalhau que já provei, numa tasquinha, deu sinais evidentes disso. A animação musical, e outra, começou. Até domingo, aproveite.
FM
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