quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Mensagem de D. António Marcelino

Temos um  novo Bispo em Aveiro!

Venho dar a todos vós, caríssimos diocesanos, uma boa notícia. Neste dia, em que completo 76 anos de idade e 31 de episcopado, quase 26 destes vividos convosco e ao vosso serviço, quis o Santo Padre dispensar-me do governo diocesano e nomear, como meu sucessor, o Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo Auxiliar de Braga e originário da Diocese de Lamego. Noutro local deste jornal podereis ver a sua biografia e os serviços apostólicos e pastorais a que foi sendo chamado.
Sinto muita alegria nesta escolha do Santo Padre. D. António Francisco, como iremos chamar-lhe e logo veremos, é um homem simples, aberto, amadurecido e experiente, um padre exemplar, culto, apostólico e bem preparado para a missão, um Bispo próximo e acolhedor, com sensibilidade e grande compreensão das exigências que hoje são postas à Igreja e das realidades humanas e sociais.
A mensagem que ele quis, já neste dia, dirigir à Diocese, e hoje mesmo publicada, denuncia bem o seu espírito sacerdotal e apostólico. Ele a dirige de Roma, onde participa num encontro para bispos, sendo hoje mesmo recebido por Bento XVI. A entrada na Diocese, será, por sua vontade, no dia 8 de Dezembro, festa litúrgica da Imaculada Conceição e 34.º aniversário da sua ordenação sacerdotal.
Até lá, pede-me o Papa que continue a dirigir a Diocese como Administrador Apostólico, com as faculdades e as responsabilidades que este título canónico comporta.
D. António Francisco, ainda com muitos compromissos assumidos em Braga, passará, porém, pela Diocese, para ir conhecendo pessoas e instituições e se aperceber, de perto, da nossa realidade social e pastoral. Rezemos, a partir de hoje, pelo novo Bispo, dom de Deus à Diocese de Aveiro, para que ele seja, como é seu desejo, um Pastor à maneira de Jesus Cristo, o Bom Pastor.

António Marcelino,
Administrador Apostólico

NOVO BISPO DE AVEIRO

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D. António Francisco dos Santos
entra na diocese em 8 de Dezembro
Por solicitação da Nunciatura Apostólica em Portugal, a Agência ECCLESIA informa que o Papa Bento XVI nomeou como novo Bispo de Aveiro D. António Francisco dos Santos, até agora Bispo Auxiliar de Braga. Bento XVI aceitou a renúncia do governo pastoral da Diocese de Aveiro, apresentada por D. António Marcelino, dado este ter completado o limite de 75 anos de idade (em conformidade com o cân. 401, parágrafo 1, do Código de Direito Canónico). D. António Francisco dos Santos foi nomeado Bispo Auxiliar de Braga por João Paulo II a 21 de Dezembro de 2004. Na Conferência Episcopal Portuguesa tem a responsabilidade de presidir à Comissão Episcopal para as Vocações e Ministérios. O novo Bispo de Aveiro é natural da Freguesia e Paróquia de Tendais, Concelho de Cinfães, Diocese de Lamego. Nasceu a 29 de Agosto de 1948, filho de Ernesto Francisco (já falecido) e de D. Donzelina dos Santos. Frequentou a Escola Primária de Tendais, Cinfães, de 1955 a 1959; ingressou no Seminário Menor Diocesano de Resende, em 1959 e concluiu o Curso Superior de Teologia no Seminário Maior de Lamego em 24 de Junho de 1971. Foi ordenado Diácono em 22 de Agosto de 1971 e fez estágio Pastoral na Paróquia de S. João Baptista na Vila de S. João da Pesqueira. O Arcebispo D. António de Castro Xavier Monteiro ordenou-o sacerdote na Catedral de Lamego, a 8 de Dezembro de 1972. Foi então nomeado coadjutor da Paróquia de S. João Baptista de Cinfães de 8 de Dezembro de 1972 até Junho de 1974. Em Julho de 1974 foi enviado para Paris para continuar os estudos de Filosofia e Sociologia. Concluiu a Licenciatura de Filosofia na Faculdade de Filosofia do Instituto Católico de Paris, em 1977, e o Mestrado em Filosofia Contemporânea, na mesma Faculdade em 1979. Foi aluno da Escola Prática de Altos Estudos em Ciências Sociais e do Centro Nacional de Investigação Científica de Paris (C.N.R.S.), onde obteve o Diploma de Sociologia Religiosa. Durante estes anos de estudos em Paris, foi membro da Equipa Sacerdotal da Paróquia de S. João Baptista de Neuilly-sur-Seine, assumindo a responsabilidade Pastoral da Comunidade Portuguesa Emigrante. De volta a Portugal foi nomeado Professor e membro da Equipa Formadora do Seminário Maior de Lamego, desempenhando cumulativamente as funções de Secretário e Ecónomo do mesmo Seminário. Foi ainda membro do Conselho de Presbíteros e vice-Reitor do Seminário Maior de Lamego, de 1986 a 1991. A 19 de Março de 1991 é investido como Cónego Capitular da Sé de Lamego. Em Setembro deste mesmo ano é nomeado delegado Episcopal para a Formação do Clero, Responsável da Pastoral Universitária da Cidade, Secretário Diocesano da Pastoral das Migrações e Membro da Equipa Sacerdotal da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave. Da sua acção na Diocese de Lamego destacam-se ainda a passagem como Chefe de Redacção no Jornal Diocesano “Voz de Lamego”, de 1992 a 1998; a 13 de Abril é nomeado Vigário Episcopal do Clero; foi Pró-Vigário Geral da Diocese entre 20 de Janeiro de 1996 e 2 de Dezembro de 1998; presidiu ao Centro de Promoção Social Rural de Lamego e foi irector Espiritual Diocesano do Movimento dos Cursos de Cristandade. A 19 de Março de 2000 é nomeado Pró-Vigário Geral da Diocese de Lamego; membro da Equipa Sacerdotal da Paróquia de Santa Maria Maior de Almacave; professor do Instituto Superior de Teologia do Núcleo Regional das Beiras da Universidade Católica Portuguesa; conselheiro Espiritual das Equipas de Nossa Senhora; vice-Presidente da Associação de Ajuda Mútua do Clero de Lamego (Fraternidade Sacerdotal); e membro da Direcção da ASEL – Associação dos Antigos Alunos dos Seminários de Lamego; A 21 de Dezembro de 2004 foi nomeado Bispo titular de Meinedo e Auxiliar da Arquidiocese de Braga, por João Paulo II. Foi ordenado Bispo, na Sé de Lamego, a 19 de Março de 2005.
: Fonte: Ecclesia : Foto: Correio do Vouga

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

JOÃO XXI, UM PAPA PORTUGUÊS

Há 730 anos, Pedro Hispano era entronizado
como João XXI Assinalam-se hoje 730 anos sobre o dia em que o Cardeal Pedro Julião, ou Pedro Hispano, era entronizado Papa João XXI, em Viterbo, na Catedral de São Lourenço. O único português que foi Papa era natural de Lisboa, sendo designado, no seu tempo, como filósofo, teólogo, cientista e médico, e autor de várias obras científicas. Estando em Roma, depois de participar no Concílio Ecuménico de Lião, tratou o Papa Gregório X de uma doença dos olhos, sendo elevado a Cardeal em 1274. Foi Papa com o nome de João XXI, desde Setembro de 1276 a Maio de 1277. A sua morte deveu-se a um desastre na Catedral de Viterbo, cujas as obras acompanhava. Ficou ali sepultado. A importância do seu talento de homem de ciência mereceu-lhe ser referido por Dante, na Divina Comédia (Paraíso, canto XII). Fonte: www.patriarcado-lisboa.pt.

APELO URGENTE

APELO
Há apelos aos quais não posso, nem devo, ficar indiferente. Quem puder ajudar, faça-o quanto antes. Não fique só a pensar nos que nada têm.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Nós precisamos de TI ! Precisamos da TUA ajuda. TU, que estás a ler esta mensagem. Precisamos da TUA generosidade, da TUA boa vontade, da TUA oferta. Somos um grupo de AMIGOS DE MOÇAMBIQUE e estamos a preparar um contentor para ajudar as crianças de Inharrime – Centro Laura Vicuña das Irmãs Salesianas. É necessário ALIMENTAR uma missão
e uma comunidade pobre com centenas de crianças órfãs... ALIMENTOS: PRIORITÁRIO Enlatados (salsichas, sardinhas, atum)
Leite em Pó PARA CRIANÇAS (principalmente recém-nascidos)
Papas Lácteas (Nestum, Cerelac...) MEDICAMENTOS: Desparasitantes; Antimaláricos;
Multivitamínicos/ferro; Antibióticos;
Antiflamatórios; Analgésicos; Anti-alérgicos;
Pomadas para queimaduras e antifúngicas. CONTACTOS: filomena.pires@sapo.pt (969 474 878);
Local de entrega das ofertas:
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Um artigo de António Rego

DUAS FRENTES
Os tempos não deixam de nos surpreender. No Vaticano, com um Porta-voz novo e um Secretário de Estado acabado de empossar, eis que surge matéria complexa e imediata para os dois, na sequência dum discurso do Papa Bento XVI na Aula Magna da Universidade de Regensburg aos representantes do mundo científico. A citação dum texto medieval, recentemente lido por Joseph Ratzinger, despoleta uma série de reacções nalguns sectores muçulmanos, de tal forma que se torna em caso diplomático e político, para não falar da violência com que algumas igrejas cristãs foram atingidas. O Papa, no seu discurso, tocou o ponto nevrálgico de incompatibilidade total entre fé e violência ou "difusão da fé pela espada". Mas esta referência tem um enquadramento. Bento XVI fala a gente da ciência para dizer que a razão não pode expulsar Deus da vida e a fé não pode separar-se da razão. Neste contexto surgem as citações que apenas uma leitura apressada ou fanática interpretará como ofensa ou agressão a Maomé. Parece que chegamos de novo ao nervosismo de linguagem que os media utilizam para tornar vivas as suas crónicas e o uso de textos e pretextos para incendiar a opinião pública. Honra a grande parte dos responsáveis de comunidades islâmicas que entenderam o que Bento XVI tinha dito e até alguns agradeceram a explicitação de princípios duramente cultivados pelas correntes lúcidas e moderadas do Islamismo. O texto tal como pretendia incluir Deus na ciência e no mundo contemporâneo com a inevitabilidade da razão, também recusava a espada como instrumento de implantação da fé. Bento XVI, por ocasião do Angelus manifestou-se magoado pela interpretação enviesada das suas palavras. E recordou que o seu discurso" era um convite ao diálogo franco e sincero, com grande respeito mútuo." Importa neste momento realçar o papel dos comentadores dos media que perceberam a falsa armadilha que se estava a lançar não apenas à Igreja mas ao próprio mundo ocidental. O conjunto de leituras sobre o incidente revelou o risco das sínteses precipitadas que se pretendem fazer passar por análises. E pela separação completa entre um discurso que recorda a história, não para ofender ninguém, mas para reafirmar a urgência da presença de Deus no mundo de hoje, proclamada pelo Cristianismo e pelo Islamismo. Mas com a recusa total da violência como arma política ou religiosa.

Imagens do mar

O PESCADOR, EM BUARCOS

Se for à Figueira da Foz, aconselho-o a caminhar, calmamente, pela marginal, até Buarcos. Lá mais adiante, um pouco longe do centro da Figueira, é certo, não pode deixar de apreciar este monumento ao pescador daquela terra, de tantas tradições marítimas, e não só. É verdade que há menos pescadores, mas sempre há por ali quem pesque saboroso peixe que dá vida a bons pratos, nos muitos restaurantes daquelas praias. Verá que, com o passeio e com a maresia a abrir-lhe o apetite, e depois com uma boa caldeirada, dará graças a Deus por tanta paz que tudo isto lhe pode oferecer.

Bom passeio e bom apetite.

Fernando Martins

Um artigo de Acácio Catarino, no CV

Voluntariado
com sensibilidades
diferentes
São bastante diversificadas as sensibilidades dentro do voluntariado e em relação a ele. O mais tradicional não se designava por “voluntariado”, exceptuando o caso dos bombeiros e pouco mais; outrora designava-se por serviço, “ajuda”, dádiva, partilha, assistência, caridade...
Normalmente, esse voluntariado achava-se associado à dádiva de outros, para além do trabalho, e não recebia compensação das despesas efectuadas. Não considerava necessário um quadro legal de regulação, nem um quadro de direitos e deveres. As palavras “responsabilidade” e “compromisso” traduziam melhor o seu tipo de relacionamento.
Pelo contrário, o voluntariado mais recente assume naturalmente a designação, considera necessários os quadros legal e de direitos e deveres, bem como a compensação das despesas efectuadas. Insiste bastante no imperativo da organização e até defende que o trabalho voluntário, caracterizado pela gratuitidade, deve ser tão profissionalizado como o remunerado, qualquer que seja o número médio de horas semanais de serviço.
Compreensivelmente, observam-se reservas mútuas entre o voluntariado mais tradicional e o mais recente, podendo afirmar-se que se estão a aproximar um do outro. Observa-se até uma verdadeira convergência das diferentes famílias e histórias de voluntariado.
Umas e outras vão tomando consciência daquilo que as une e sabendo conciliar aquilo que as diferencia.Trata-se de um processo evolutivo merecedor de simpatia e de atenta ponderação.
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Fonte: Correio do Vouga

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