domingo, 20 de março de 2005

Mais portugueses com fome

Um ano depois de mostrar ao País e às pessoas mais desatentas que há cerca de 200 mil portugueses a passar fome, o PÚBLICO voltou hoje, domingo, a alertar para a realidade de que esse número está a crescer. Porque me parece que o tema não pode cair no esquecimento dos políticos, em particular, e de todos nós, em geral, não resisti à ideia de vir partilhar com os meus amigos da blogosfera esta inquietação, propondo a cada um a reflexão que se impõe, tendo por meta, de alguma forma, minimizar o problema. Cinco páginas e o Editorial do director José Manuel Fernandes são elucidativos sobre a situação dramática em que vivem muitos dos nossos concidadãos. O desemprego, os ordenados baixíssimos, as reformas de miséria, o endividamento de famílias, mães que trabalham com a prole, exclusivamente, a seu cargo, ordenados em atraso, encerramento de fábricas, entre muitas outras razões, estarão na base da pobreza em Portugal. Defende o director do PÚBLICO que o “Estado pode e deve criar novos e melhores mecanismos de solidariedade, tanto para assistir às situações extremas onde a pobreza é mesmo uma fatalidade (como é o caso de muitos idosos), como para apoiar os que ajudam a recuperar quem está nas margens da sociedade. Mas não se deve esperar ou exigir do Estado que cuide de todos, até porque isso geraria dependências que apenas agravariam os ciclos de pobreza. Deve-se sim estimular, apoiar, participar, financiar, as organizações que estão no terreno e fazem com muito pouco imenso – o imenso que torna menos imensa a brutalidade das realidades a que hoje regressámos nas páginas do PÚBLICO”. Estou mesmo em crer que, se todos os órgãos de comunicação social se debruçassem sobre estas questões, em vez de se entreterem e nos entreterem com futilidades e politiquices, tudo poderia mudar a curto e médio prazo. E como o actual primeiro-ministro José Sócrates afirmou, em Janeiro deste ano, que “A palavra pobreza vai voltar ao dicionário da agenda política em Portugal”, vamos todos acreditar, positivamente, que vai ser mesmo assim. Fernando Martins

sexta-feira, 18 de março de 2005

Aristides de Sousa Mendes perpetuado em Jerusalém

Aristides de Sousa Mendes, Cônsul de Portugal em Bordéus durante a segunda guerra mundial, foi perpetuado, hoje, no Museu do Holocausto, em Jerusalém, por ter salvo mais de 30 mil judeus das perseguições nazis, pondo em risco a sua sobrevivência como diplomata. Presentemente, são centenas de milhares os descendentes dos que escaparam das garras da Gestapo e da SS de Hitler, que os perseguiam pelo simples facto de serem judeus. Aristides de Sousa Mendes, que foi exonerado das suas funções pelo Governo de Salazar, acabou por morrer na miséria, unicamente por ser fiel às suas convicções humanistas e cristãs. E não há registo de se ter arrependido pelo que fez. Honra, por isso, à sua memória. Que o seu exemplo sirva a todos os indecisos, para que assumam, sempre, posições compatíveis com os seus ideais, em direcção a uma sociedade mais humanizada. F.M. «««««««««««««««««««««««« Porta aberta a todos Nesta "porta" que encontrei na Biblioteca da Figueira da Foz, só posso congratular-me com o que tenho visto. Muita gente, a qualquer hora, procura cultivar-se. Novos e menos novos, estudam e lêem, ouvem música, frequentam a Net e consultam livros e jornais. Estudantes universitários e outros, aposentados e profissionais dão vida a este espaço cultural, que se enquadra num todo que engloba o Museu Santos Rocha, grande arqueólogo figueirense, e o Centro de Arte e Espectáculos. Vale a pena passar por aqui uma tardes e ver que, afinal, há muita gente que procura cultivar-se, nas horas vagas. F.M.

quinta-feira, 17 de março de 2005

Férias

Durante uma semana, estarei longe do meu local de trabalho. Por isso, só voltarei a este espaço se encontrar pelo caminho uma "porta" por onde possa entrar, para partilhar, com os meus amigos, o que de bom há no nosso mundo.
Fernando Martins

Mensagem Pascal do Bispo de Aveiro

Louvado o Senhor da Páscoa, 
alegria e força de quem crê 


Eu sei, Senhor, que a Páscoa é a Festa, da minha alegria e da minha fé. Sei-o desde criança, mesmo sem entender por que era assim. Mais tarde percebi que não podia ser de outra maneira. Porque a Páscoa, Senhor Jesus, assim o creio, é, pela Tua Ressurreição, a vitória definitiva sobre a morte. É a Vida, por inteiro, oferecida a todos, por igual. Assim, fui e vou experimentando, em mim e à minha volta, que a Tua Páscoa é fonte inesgotável de alegria, certeza perene de amor, sentido iniludível de paz, fundamento inquebrantável de esperança, garantia definitiva de vida, vida que é sempre dom e festa.
Já não sei viver sem a Tua Páscoa, Senhor da Vida, sem a alegria que dela brota, sem a certeza de Ti, sempre vivo, que a tudo dás sentido. Pela Tua Páscoa e a descoberta de nela eu ter lugar, ouvi, um dia, o convite para Te seguir, joguei contigo a vida que me deste, fui aprendendo, a teu jeito, a fazer dos outros o meu caminho, e a amar o tempo e a sociedade, em que me é dado viver. Por isso, cantarei, cada dia, a alegria da Tua Páscoa, Senhor! Cada dia agradecerei a graça da Tua Páscoa. Cada dia do meu viver, sentirei a certeza da Tua Páscoa, nos desafios que me tocam, na luta dos irmãos, nos sonhos da humanidade... 
Páscoa de Cristo, festa do coração e da alegria sem limites! Luz nova que esclarece, purifica, compromete! Bendita Páscoa, que liberta de medos e tristezas, de injustiças e mentiras, de dores sem sentido, de amor sem misericórdia, de passos mal andados! 
Bendita Páscoa, que a todos une, como irmãos, a todos abre novos caminhos de vida! Páscoa de Cristo, minha Páscoa e nossa Páscoa! Alegria de Cristo, minha alegria e nossa alegria! Luz de Cristo, minha luz e nossa luz! Vitória de Cristo, vitória de todos quantos crêem, que só Ele é o Senhor!

António Marcelino, Bispo de Aveiro

LEITURAS

No Correio do Vouga pode ler o artigo de D. António Marcelino, intitulado “Liberdade e vida, inseparáveis e nunca concorrentes”. De Acácio Catarino, “Quatro patamares da política social”. Pode ainda ler “Em busca da casa comum”.

ÍLHAVO, VAGOS E MIRA unidos na defesa da FLORESTA

Os municípios de Ílhavo, Vagos e Mira avançaram com uma Comissão Intermunicipal da Floresta. Num tempo de seca, como não se via há muitos anos, os técnicos admitem a intensificação dos fogos florestais no próximo Verão. Aliás, ainda não estamos na Primavera e esse flagelo já apareceu no nosso País, causando estragos incalculáveis. Esta Comissão, a todos os títulos louvável, pretende, para além da gestão dos meios de combate aos fogos florestais, apostar na preservação da Floresta a todos os níveis. A Câmara Municipal de Ílhavo informou, entretanto, que vai mobilizar jovens para acções de vigilância e limpeza da conhecida e centenária Mata da Gafanha, durante as férias escolares do Verão, depois de uma preparação prévia, a ministrar pelos Bombeiros de Ílhavo.