Festival Nacional de Folclore da Gafanha da Nazaré

Espaço da "Casa Gafanhoa" vai ser melhorado e ampliado 

Ferreira da Silva na abertura do festival
Ana Abrantes com o GEGN
Ana do Grupo Etnográfico, Miguel Almeida e Ana Abrantes

Paulo Costa com o grupo Cantarinhas de Triana
Fernando Martins com o grupo de Pevidém
Vasco Lagarto com os Camponeses de Vale das Mós
Carlos Rocha com o Rancho de Parada de Gonta
Realizou-se no sábado, 2 de julho, no Jardim 31 de Agosto, o XXXIII Festival Nacional de Folclore, com organização do Grupo Etnográfico da nossa terra, não faltando a habitual presença do público, sobretudo do que se revê com gosto nestas manifestações que trazem até ao presente vivências, usos e costumes dos nossos antepassados.
Na abertura do Festival, na Casa Gafanhoa, o vereador da Cultura, Paulo Costa, em representação da Câmara Municipal de Ílhavo, afirmou, referindo-se à Casa Gafanhoa, que a Gafanha da Nazaré tem «a caraterística ligação à terra e ao mar», sublinhando que somos hoje a Capital do Bacalhau, estando nesta terra «o maior património nacional relacionado com a pesca e transformação do fiel amigo».
Referiu que foi com muito gosto que há uns anos atrás foi membro do grupo, desempenhando o papel de jornaleiro, «andando com o malho às costas». Disse que «não fazemos nenhum favor aos grupos etnográficos», sendo certo «que são eles que muito nos dão a nós». E garantiu que o GEGN é para a CMI «um parceiro de excelência, tendo a autarquia trabalhado com ele desde a sua fundação». 
Paulo Costa informou que a Casa Gafanhoa vai sofrer obras «a médio prazo», para que o museu se apresente «com mais qualidade» para receber o espólio que o GEGN tem conseguido juntar. «O espaço vai ser melhorado e ampliado, com novas condições», disse. Ao desejar as boas-vindas aos grupos convidados, manifestou o desejo de que fiquem com vontade de voltar ao nosso concelho, que muito tem para oferecer.
Entretanto, antes da abertura oficial do Festival, o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Rocha, adiantou ao nosso jornal que o Grupo Etnográfico «é uma mais-valia para a nossa terra», pois garante «os nossos valores, os nossos costumes, as nossas vivências e as nossas tradições». Daí, frisou que «os nossos apoios são investimentos», e «tudo o que se fizer para preservar a história e a cultura da nossa terra é fundamental». E acrescentou que o Etnográfico «leva a Gafanha da Nazaré pelo país fora», referindo que «os melhores reflexos são os comentários que nos chegam das visitas que o grupo faz pelo país e pelo estrangeiro».
Ana Abrantes, em representação da Federação do Folclore Português, afirmou que o «GEGN está a seguir as diretrizes que são exigidas pela federação», salientando que «devemos sempre procurar a autenticidade, a verdade daquilo que foram os nossos antepassados».
Frisou que «a gente nova é sempre bem-vinda», mas os grupos devem ter em conta o cuidado de apresentar o povo de antanho, «ricos ou pobres», com os seus trajes a condizer, «de luxo, de romaria e de trabalho», sem a tentação de mostrar apenas «o bonitinho», sem «adulterarmos o que os nossos antepassados nos deixaram».
Alfredo Ferreira da Silva, fundador e presidente o Grupo Etnográfico, fez as honras da casa, saudando os grupos convidados a quem desejou boas atuações, sem ninguém se magoar, adiantando que, por força da lei, os espetáculos têm de terminar mais cedo. E convidou todos os convidados para o jantar que se seguiria na Escola Preparatória da Gafanha da Nazaré.
Atuaram no palco montado no Jardim 31 de Agosto o Etnográfico da nossa terra, o Rancho Folclórico de Parada de Gonta — Tondela, o Rancho Folclórico Cantarinhas da Triana — Rio Tinto, o Grupo Folclórico e Etnográfico “Os Camponeses” de Vale das Mós e o Grupo Regional Folclórico e Agrícola de Pevidém — Guimarães.

Fernando Martins

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