"Certos canais de televisão colocam no ar comentadores de politica interna exclusivamente oriundos do mesmo lado do espetro político. Percebe-se que tal possa dar jeito à agenda política que pretendem favorecer, mas será que, jornalisticamente, isso não os envergonha?"
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024
FÉRIAS
Uns diazitos de férias para espairecer, mesmo por casa. O ritmo da vida também cansa e eu precisava de alguma folga para olhar o mundo, apesar do limite dos meus espaços. Por aqui, nesta terra que foi do bacalhau, com os horizontes das redes sociais, ainda vou vendo e lendo notícias com guerras em tantos recantos do mundo. E, meditando um pouco, na minha longa vida nunca houve paz.
Perto ou longe, os arautos das desgraças vão construindo conflitos. Mas a paz existe e está dentro de nós. O problema é que nem sempre a sabemos aplicar nos ambientes em que labutamos e nos divertimos.
NOTA: Podem apreciar, por detrás do monumento, o símbolo real do fim da construção naval em madeira.
sábado, 3 de fevereiro de 2024
A religião confrontada com a razão crítica
Anselmo Borges
Afinal, o que justamente nos indigna noutros também já esteve presente, de uma forma ou outra, entre nós. E será que a tentação não continua lá?
Vamos dar exemplos.
Não foi há 1000 anos - muitos de nós ainda se lembram perfeitamente disso - que as mulheres só podiam entrar nas igrejas com o véu e que a missa era em latim, e as pessoas ali estavam durante uma hora ou mais a ouvir e a dizer o que exprimimos no dito: “Para mim, é chinês.”
Tudo indica que, enquanto pôde, o clero controlou a vida sexual dos fiéis, a ponto de o historiador Guy Bechtel afirmar que a fractura entre a Igreja Católica e o mundo moderno se deu essencialmente na teoria do sexo e do amor: “Onde Estaline se detinha à porta da alcova, a Igreja pretendia deslizar para o meio dos lençóis”, pois o diabo estava também, e sobretudo, dentro da cama. A confissão inquisitorial centrada na actividade sexual terá sido causa determinante na descristianização da Europa. Neste sentido, o historiador católico Jean Delumeau afirmou: “As minhas investigações históricas convenceram-me de que a imagem do Deus castigador e vingativo foi um factor decisivo de uma descristianização cujas raízes são antigas e poderosas.” Os homens e as mulheres começaram a abandonar a Igreja, quando recusaram a confissão do seu território sexual, isto é, quando contestaram a invasão do segredo da intimidade, considerado um direito inalienável. Ah! E o carácter hediondo da pedofilia!...
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024
Grupo Columbófilo da Gafanha da Nazaré
A MAIS ANTIGA ASSOCIAÇÃO DA NOSSA TERRA
| Sede do GCGN em dia de festa |
Em 15 de janeiro de 1952 foi fundada a mais antiga associação da nossa freguesia, ainda em atividade: Grupo Columbófilo da Gafanha da Nazaré. Foram seus fundadores João Nunes Bola, Joaquim Robalo Campos, Augusto Francisco Ferreira e Joaquim Pereira.
O Grupo tinha como objetivos principais cuidar, criar, selecionar e treinar pombos-correios para competição em concursos, quer a nível nacional quer internacional, organizados pela Federação Portuguesa de Columbofilia.
Atualmente, João Manuel Bola preside à Assembleia Geral; Adelino Jorge Pinheiro Pina preside à Direção; Filipe José Ribeiro preside ao Conselho Técnico; e Vítor Manuel Marques Serôdio preside ao Conselho Fiscal.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024
MOLICEIROS - AMADEU DE SOUSA
| Vão no longe moliceiros De asas brancas, a voar, Ao vento, leves, ligeiros, Por sobre a ria a singrar. Vão no longe moliceiros De grandes velas a arfar. Andam na faina do dia, Desde a manhã ao sol-pôr. Buscam nas águas da ria, — O moliço, verde cor. Andam na faina do dia, Colorido, encantador. Vogam num lago de prata, Circundado de cristal, Qual sonho de serenata Numa noite sensual! Vogam num lago de prata Sob o céu celestial. Cortam as ondas de espuma Pelas águas a boiar, E essas vagas, uma a uma, Vão mais longe desmaiar. Cortam as ondas de espuma Erguidas na preia-mar. | Parecem os bandos de aves, Que no céu vão a subir, E depois voltam, suaves, Muito leves, a cair. Parecem os bandos de aves, A luz do sol a fugir. Descrevem curvas serenas, Como talhada magia, Umas maiores, mais pequenas, Duma estranha bizarria. Descrevem curvas serenas Nas transparências da ria. As proas são rendilhadas por coloridas pinturas, Com frases adequadas As populares formosuras. As proas são rendilhadas, São ornadas de figuras. Vão no longe moliceiros, De asas brancas a voar... Singram na ria altaneiros, A luz do sol, ao luar, Vão no longe moliceiros, — Majestoso deslizar! |
quarta-feira, 31 de janeiro de 2024
CAMÕES nasceu há 500 anos
Luís Vaz de Camões nasceu há 500 anos. Em dia incerto, mas certamente, segundo apontam diversos especialistas, em janeiro de 1524. O mês do meio milénio termina hoje. Restam 11 meses para celebrar os 500 anos do nosso maior poeta. Não merecia tanto esquecimento.
Li no Correio do Vouga
A lei tenho daquele, a cujo império
Obedece o visíbil e ínvisíbil
Aquele que criou todo o Hemisfério,
Tudo o que sente, o todo o insensíbil;
Que padeceu desonra e vitupério,
Sofrendo morte injusta e insofríbil,
E que do Céu à Terra, enfim desceu,
Por subir os mortais da Terra ao Céu.
Luís de Camões,
“Os Lusíadas”, Canto I,
Estrofe 65
A lei tenho daquele, a cujo império
Obedece o visíbil e ínvisíbil
Aquele que criou todo o Hemisfério,
Tudo o que sente, o todo o insensíbil;
Que padeceu desonra e vitupério,
Sofrendo morte injusta e insofríbil,
E que do Céu à Terra, enfim desceu,
Por subir os mortais da Terra ao Céu.
Luís de Camões,
“Os Lusíadas”, Canto I,
Estrofe 65
Moliceiros
No meu sótão encontro sempre novidades. No meio do papelada e de livros, há sempre que ver e apreciar. Desta feita encontrei MOLICEIROS DA RIA DE AVEIRO, uma edição da CMA, com data de 2001. Bem ilustrada e elucidativa, com dados interessantes.
Barcos existentes
1935 1008
1949 794
1959 542
1969 164
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