sábado, 15 de outubro de 2011

O ensino primário foi promulgado no século XIX


Uma história singular
Maria Donzília Almeida


O ensino primário, obrigatório, foi promulgado, no século XIX, mais precisamente, no dia 7 de Setembro de 1835. Por curiosidade, dei-me ao trabalho de analisar o Decreto do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino: determina as matérias a serem ensinadas na Instrução Primária; estabelece que a instrução primária é gratuita para todos os cidadãos em escolas públicas; incumbe às Câmaras Municipais e aos párocos empregar todos os meios prudentes de modo a persuadir ao cumprimento desta obrigação, junto dos pais. 
A partir daí, foram-se sucedendo os decretos e Cartas de Lei, que regulamentavam a institucionalização e obrigatoriedade do Ensino Primário. Dessa legislação emitida pelo governo, saltou-me à vista pelo insólito do texto, o Decreto do Governo de 28 de Setembro de 1884, que passo a transcrever: Os que faltarem a este dever, (Ensino Primário Obrigatório) serão avisados, intimidados, repreendidos e por último multados em 500 até 1000 reis; serão preferidos para o recrutamento do exército e da armada os indivíduos que não souberem ler nem escrever; serão criadas escolas especiais para meninas e definidos os objectos de ensino. Se por um lado se fazia o apelo ao cumprimento da escolaridade obrigatória, surge como algo paradoxal, a preferência para a defesa do estado, de indivíduos analfabetos! O poder legislativo, desde, há séculos, que se baseia na incongruência e omissão.

Sem Jesus Cristo a História seria diferente



DE JESUS A JESUS CRISTO
Anselmo Borges


Realizou-se nos dias 8 e 9 deste mês, em Valadares, Seminário da Boa Nova, com mais de duzentos participantes, um Colóquio internacional, subordinado ao tema: "Quem foi (é) Jesus Cristo?"
Jesus Cristo está na base da maior religião: mais de dois mil milhões de seres humanos espalhados pelo mundo reclamam-se hoje da fé nele e dizem-se cristãos. A sua figura foi de tal modo determinante que a História se dividiu em antes e depois de Cristo. Ninguém tem dúvidas de que sem ele a História seria diferente.
No entanto, viveu num recanto do Império Romano e a sua intervenção pública pode não ter chegado a dois anos. Morreu como blasfemo religioso e subversivo social e político. Uma coligação de interesses religiosos e políticos de Jerusalém e Roma condenou-o à morte e morte de cruz, própria dos escravos.
Com essa morte ignominiosa, deveria ter sido o fim. O que se passou, para que, pouco depois, tivesse começado em seu nome um movimento que transformou o mundo e que chegou até nós? Após a dispersão, os discípulos voltaram a reunir-se, afirmando que ele está vivo em Deus.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Políticos no banco dos réus

O Padre Agostinho Jardim Moreira, presidente da EAPN Portugal - Rede Europeia Anti-Pobreza, afirmou que "É preciso responsabilizar neste país os que fizeram atos criminosos na administração pública". Pois é. Se calhar a maioria dos responsáveis pelos governos do pós-25 de Abril, e mesmo antes, teria de se sentar no banco dos réus.

Avenidas da Gafanha da Nazaré





Fernão de Magalhães empreendeu 
a primeira viagem 
de circum-navegação por mar 



A Avenida Fernão de Magalhães está situada no lugar da Praia de Barra, Gafanha da Nazaré. Estende-se desde a antiga ponte de madeira até ao Farol, em linha reta. É a principal avenida da Praia da Barra. Sendo civilmente da Gafanha da Nazaré, pertence, contudo, à paróquia da Sagrada Família. A Praia da Barra foi denominada nos seus princípios por Lugar do Farol, como o atesta o registo do primeiro óbito da então criada freguesia e paróquia da Gafanha da Nazaré, que reza assim: «Neste dia, 7 de maio de 1911, às dez horas da noite, faleceu numa casa do “Pharol da Barra”, Joaquim Francisco Gafanhão, de cinquenta anos, pescador e casado com Maria de Jesus, o qual recebeu os “sacramentos da Santa Madre Igreja”, natural desta freguesia. Era filho legítimo de António Francisco Gafanhão e de Ana de Jesus, jornaleiros, naturais desta freguesia, e não fez testamento. Deixa filhos menores e foi sepultado no cemitério público da vila e freguesia de Ílhavo.»

Isabel Jonet: Famílias já não têm onde cortar



A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, Isabel Jonet, considerou hoje que as medidas apresentadas pelo Governo são «muito duras» e particularmente gravosas para as famílias que já não têm onde cortar. «Estas medidas seriam expectáveis, em função do que foi anteriormente divulgado, mas para a população com orçamentos mais baixos são muito duras e essa dureza é tanto maior quanto essas pessoas vivem com orçamentos muito reduzidos, sem folga para mais reduções», afirmou.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

OE-2012: Conheça algumas medidas

O Orçamento do Estado vem aí. Veja algumas medidas prestes a sair. Teremos mesmo de nos preparar para isto, sob pena de Portugal ficar ingovernável! Veja aqui.

Igreja Católica disponível para dialogar sobre alteração do número de feriados

A Igreja Católica, atenta à situação de crise que se vive, está disponível para dialogar com o Governo sobre    alteração dos feriados, partindo do princípio de que há datas que devem ser mantidas, como é o caso do Natal...

Bento XVI: “há mundo a mais e Espírito a menos”



Resistências à mudança 

António Marcelino 

«As maiores recriminações de Cristo foram feitas aos conservadores interessados do seu tempo, que não queriam andar, nem deixavam que outros andassem. Parece que a história se repete, com prejuízo irreparável das pessoas e da sociedade. Ao repensar a acção da Igreja hoje, há que estar atento porque, em alguns casos, os falar-se de renovação e ao dar exemplo de coisas novas, o horizonte é muito curto, o que não admira pelo pouco que se estuda, lê e reflecte, se escuta, avalia e inova. Os que querem de verdade são sonhadores e utópicos. Os que parece que querem são agentes promovidos.» 

"Sangue do meu sangue": o Portugal de João Canijo

Estreou na quinta-feira passada 
e já foi visto por mais de 3300 espectadores





«Do Festival Internacional de San Sebastian “Sangue do meu Sangue” trouxera já a nomeação para a prestigiada Concha de Ouro e a escolha do júri FIPRESCI (Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica), este ano presidida por um português. 
Num bairro pobre e periférico de Lisboa, Márcia, 42 anos, cozinheira a trabalhar para o namorado, bom amigo, desdobra-se para suster casa e família: uma irmã, de dia esteticista, de noite a extravasar mágoas num bar noturno de karaoke; a filha Cláudia, caixa de supermercado, estudante de enfermagem e noiva de César, a quem a vida parece encaminhar o futuro que Márcia desejou aos filhos; e finalmente Joca, 18 anos, a quem as contas feitas com a justiça não demoveram de arriscar nos negócios ilícitos da droga.»

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Painéis cerâmicos: Gratidão e súplica a Deus



Na Avenida José Estêvão, este painel cerâmico é um gesto expressivo de gratidão, dirigido, naturalmente,  a Deus, a quem se manifesta o desejo ou o pedido de proteção para o ente querido, não nomeado, que anda sobre as ondas do mar. Quem o encomendou disse o que muitos sentem...  Trata-se de dois painéis, um ao lado do outro, que aqui juntei para uma leitura mais fácil.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

AVEIRO: D. António Francisco elegeu reabilitação da Família Cristã como grande desafio pastoral

Lançamento do ano pastoral


«O bispo de Aveiro elegeu a reabilitação da família cristã como o “grande desafio” pastoral deste ano, na sua diocese, sublinhando que o sacramento do matrimónio contribui para o “crescimento harmonioso da sociedade”.
“Constitui para nós um grande desafio reafirmar e viver os valores da família cristã, fazendo dela modelo e opção dos lares cristãos na nossa sociedade e sabendo que, a partir das família cristãs, a vida sorri de novo”, disse este domingo D. António Francisco dos Santos, na assembleia diocesana de lançamento do ano pastoral 2011-12.»
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Um livro de Raul Brandão: “As Ilhas Desconhecidas”





Andava há muito com vontade de ler “As Ilhas Desconhecidas — Notas e Paisagens”, um livro escrito por Raul Brandão na década de 20 do século passado, concretamente, entre junho e agosto de 1924. A primeira edição viu a luz do dia em 1926 e a presente, da QUETZAL, tem data de março de 2011. Dir-se-ia tratar-se de uma obra clássica, com lugar próprio nos estudos de especialistas da literatura de viagens. Afinal, pelo que tenho lido, de críticos e apreciadores deste género literário, a obra continua a valer por tudo quanto Raul Brandão disse e como disse. 
As minhas leituras tinham-se circunscrito a simples passagens, mas este ano tive a sorte de poder comprar a mais recente edição de “As Ilhas Desconhecidas”, que tenho andado a ler com calma. E o prazer da leitura, que tenho sentido quando lhe dedico algum tempo, já que apostei em saborear este livro de viagens como quem se serve de um excelente petisco com a preocupação de o reter na boca o necessário para dele se usufruir tudo, mas mesmo tudo, quanto for possível, dá razão a quantos continuam a afirmar, quase um século depois de ter sido publicado pela primeira vez, que a obra “As Ilhas Desconhecidas” «permanece no nosso património literário como a mais completa das homenagens aos arquipélagos atlânticos». 
O autor diz, “Em Três Linhas”, que «Este livro é feito com notas de viagens, quase sem retoques. Apenas ampliei um ou outro quadro, procurando sempre não tirar a frescura às primeiras impressões. Tinha ouvido a um oficial de marinha que a paisagem do arquipélago valia a do Japão. E talvez valha… não poder eu pintar com palavras alguns dos sítios mais pitorescos das ilhas, despertando nos leitores o desejo de os verem com os seus próprios olhos!...».

Excerto do livro 

«Mas hoje acordo, subo ao convés e tenho uma alegria frenética. Tudo isto, todo este azul, toda esta frescura, me entra em jorros pelos olhos dentro e pela alma dentro. A tinta azul não só ondula — estremece em pequenos grãos vivos, duma acção extraordinária, e o mundo sempre novo que me rodeia penetra-me do seu bafo e comunica-me a sua vida.» 

E a chegada a Cascais 

«… A noite de 29 de Agosto passo-a no tombadilho, sempre à espera, numa sofreguidão de luz — e toda a noite é de trágica tempestade. No convés, só vejo negrume agitando-se num clamor. Mas de manhã a borrasca aplaca-se dentro da baía de Cascais — e a luz irrompe, uma luz alegre, uma luz que vibra toda, uma luz em que cada átomo tem asas e vem direito a mim como uma flecha de oiro. No céu imenso, azul e livre, o Sol bóia como num grande fluido. Portugal!»




«A morte é muito provavelmente a melhor invenção da Vida…»



LIGAR OS PONTOS

José Tolentino Mendonça

É estranho dizer-se de um homem que morre aos 56 anos que tenha tido três vidas. Mas é isso que apetece dizer quando se escuta o inspirador discurso que Steve Jobs fez em 2005, na entrega de diplomas da universidade de Stanford, e que hoje podemos perceber claramente como uma espécie de testamento. Jobs conta, então, três histórias, que correspondem a momentos-chave do seu percurso. A primeira descreve os seus difíceis começos e ele chama-lhe “ligar os pontos”. O arranque da vida não podia ser mais áspero. Entregue para a adoção assim que nasceu, uma adolescência hesitante, a entrada numa universidade que os pais não conseguiam pagar nem ele verdadeiramente suportava, a dureza de uma juventude feita de biscates, meio à deriva…Mas no meio disso, a aprendizagem pessoal do valor das coisas, a busca exigente daquilo que realmente gostava e aceitar pagar o preço, em dedicação e esforço. Ele conta, por exemplo, que escolheu frequentar minuciosamente um bizarro curso de caligrafia. Só dez anos mais tarde, quando inventou o revolucionário Macintosh, percebeu que esse conhecimento viria a ter uma aplicação preciosa. Como diz Steve Jobs, precisamos confiar que os pontos dispersos do nosso percurso se vão ligar e receber daí confiança para seguir um caminho diferente do previsto.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

2014 — Centenário de Schoenstatt


Sé do Porto

S. Pedro de Rates

Nos caminhos de Santiago


O Movimento de Schoenstatt está a caminho de celebrar, em 18 de outubro de 2014, o seu centenário. Um século de graças que os schoenstattianos saberão agradecer à Mãe Três Vezes Admirável, ao fundador, Padre José Kentenich, e ao Santuário com o seu ambiente acolhedor.

Cruz dos franceses

Histórias tornam-nos herdeiros de um lugar


  
Deixa-me contar-te uma história

José Tolentino Mendonça

Algumas histórias tornam-nos herdeiros de um lugar, outras de uma casa, outras de uma razão pela qual viver. Certas histórias deixam-nos o mapa depois da viagem, ou o barco em qualquer enseada, oculto ainda na folhagem, ou o azul desamparado e irresistível que lhes serviu de motivo para a demanda. Há histórias que nos pintam o rosto com terra amassada, vermelha, amarela, negra e iniciam-nos na decifração do fogo, na escuta dos silêncios da terra, no entendimento dos sonhos. Há histórias que nos conduzem ao centro impenetrável de bosques, aos segredos da penumbra do templo, à geografia de cidades, ao alarido dos mercados e à hesitação que a sabedoria por vezes dissolve, por vezes amplia.

domingo, 9 de outubro de 2011

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

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Um poema para este domingo






UM DIA AINDA VOU DAR-TE FILHOS








Um dia ainda vou dar-te filhos, se é mesmo
isso o que tu queres – eu já estou por tudo. O mundo
ganha-nos todos os dias, infiltra-se no sangue
e nos espelhos da casa, cose-nos a sombra a prazos,
recados e listas de compras, estraga a nossa vontade
e dá-a a telenovelas e programas de rádio no caminho
para um trabalho que diz tudo sobre o que
não atingimos. Talvez mais tarde nos ataque o arrependimento
e lamentemos não termos perdido tudo ainda jovens,
com uma morte infantil numa brincadeira qualquer,
a dançar com algum sonho ou fugindo para muito longe
com outro alguém.

Diogo Vaz Pinto
 O extremo exercício do cansaço do poeta português

Sugestão do Caderno Economia do EXPRESSO

Faleceu o padre Luís Archer

Padre Luís Archer


Uma vida de ciência e humanismo

«O padre e cientista português Luís Archer faleceu este sábado, aos 85 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, depois de uma «indisposição», anunciou a Companhia de Jesus (Jesuítas), a que pertencia.
O sacerdote, distinguido em 2006 com o prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes, atribuído pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura em nome da Igreja Católica, é considerado um impulsionador da biogenética em Portugal.»

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Painéis cerâmicos com história



Na Rua Almeida Garrett, Gafanha da Nazaré, registei este painel cerâmico com história. Os seus proprietários souberam e quiseram manter vivas algumas lembranças de há bons anos e que eu ainda recordo bem, porque tenho idade para isso. O painel é recente e foi elaborado e montado em 2009, sendo da autoria de Cláudia Pereira. Os elementos nele expressos trazem até ao presente a ceifa, o poço de rega (Havia tantos nas Gafanhas!...) com engenho e seus alcatruzes, o carro de vacas ou bois, uma casa de lavrador e campos à volta... 



Uma reflexão para este domingo




CONVIDADOS PARA A FESTA NUPCIAL

Georgino Rocha


A sala enche-se de convidados para a festa nupcial. Esteve em risco de ficar vazia, contrariando todas as expectativas. Salva a situação, a insistência paciente do pai do noivo que resulta em pleno. O amor desdobra-se em convites, face às recusas recebidas. A lista convencional tem de ser profundamente alterada. Quem, segundo a praxe, estava em primeiro lugar, dá preferência a outros interesses e não quer participar, sobrepõe as preocupações reais ou fingidas, liberta-se de incómodos, dá largas a velhos ressentimentos, exercendo violência e eliminando os portadores do convite.A praxe é rigorosa. Antes de aceitar, o convidado procura informar-se cuidadosamente sobre os possíveis participantes. A escala social é padrão de referência e introduz níveis de oscilação no apreço e na consideração de cada um. Entre os comensais e entre estes e quem organiza a festa.

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 258

DE BICICLETA... ADMIRANDO A PAISAGEM - 41




TANDEM E MARCAS DE BICICLETAS 

Caríssima/o:

Esta foto tem uma história; história tem o objecto fotografado. 
Um dia, um jovem pensou fazer um tandem [bicicleta para duas (por vezes mais) pessoas, com os assentos e os pedais alinhados um atrás do outro]. Conseguidos dois quadros de bicicletas já fora de uso, uma azáfama se apoderou deles: limpá-los, lixá-los, soldá-los... 
Isto dito assim, dá a impressão de “vou ali e já está!” Não, nada disso; foi tudo bem medido, esquadrias verificadas... Pedais, rodas livres, correntes... guiadores, selins... 
Bem, terminadas as férias grandes, já se via obra! 
Nas férias grandes do ano seguinte, depois da pintura e das afinações gerais, a máquina fez sensação nas estradas da Murtosa e... do Porto. 
Mas havia um problema: o registo. Sem este, não deveria circular ou sujeitava-se a pesada multa o seu proprietário... 
Registar? Como? Qual a marca? 
Aqui a experiência acumulada deu uma pequena ajuda: «marca desconhecida»! 

É que ter bicicleta de marca era privilégio de raros, pois nos livretes a mais registada era «Marca Desconhecida». Espanto, pois, e boca aberta e descaída quando surgia alguém com uma Humber, Raleigh, Zenith, Rudge... 
No outro dia fui ao entendido com a bicicleta que às vezes (poucas, agora...) aguenta com o meu peso; olhou para ela e disse-me logo: 
- Mas isto é uma relíquia!... Triumph!...Merece bem uma limpeza com óleo e petróleo... A ferrugem nunca lhe pega! 

As bicicletas destas marcas eram máquinas vindas do exterior, como é evidente. Porém, temos hoje boas marcas fabricadas em Portugal, com muitas a serem exportadas... e a tendência é manter os nomes em língua estrangeira. Paciência! 

Mas voltemos à fotografia lá de cima. Depois do que disse sobre o tandem, resta acrescentar que está dependurado à espera que outro jovem de uma nova geração olhe para ele e se resolva a dar umas pedaladas com gosto e segurança. Ora bem: peguem no blogue e virem a fotografia ... que está de pernas para o ar! 

Manuel

sábado, 8 de outubro de 2011

P2 do PÚBLICO: Poema ao sábado

Um inédito de Miguel Martins


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Zé Penicheiro expõe pela última vez em Aveiro

Aveiro: Sinfonia em Azul - Acrílico sobre Tela, coleção particular



Quase com 90 anos, que completará em 15 de Outubro, Zé Penicheiro expõe, na Galeria da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, aquela que será a sua última mostra.
Nascido na aldeia beirã de Candosa, em Tábua, foi em Aveiro que Zé Penicheiro iniciou a sua vida artística há 60 anos. Veio a público, conforme li no Diário de Aveiro, que “é junto da Ria que ele quer fazer a sua última exposição”. Este foi, sem dúvida, um bonito gesto de gratidão de Zé Penicheiro  para com a cidade e a ria, cujas cores, formas e silhuetas tão bem soube  transplantar para as telas.
Li ainda que esta mostra “Vai ser o culminar de uma vida inteira dedicada à pintura”, reflecte a companheira de Penicheiro, adiantando que o “Zé vai apresentar obras novas nesta exposição”. E se o artista soube ser grato para com Aveiro e suas gentes, mal seria que o nosso povo não soubesse retribuir no mesmo espírito.

Sem a Alemanha não haveria UE nem Euro


Os do Sul
Anselmo Borges

Se há país de que eu gosto, ele é a Alemanha. Tenho excelentes e queridos amigos alemães. O que eu sei devo-o em grande parte à Alemanha. É de lá que vem da melhor filosofia, da melhor teologia, da melhor música, da melhor matemática, da melhor física, da melhor literatura. A língua alemã é singular no forjar do pensamento.
Diz-se que os alemães são racionais, ordenados, quase marciais. Mas aí são os alemães na exterioridade e na organização social. Afinal, donde vêm o romantismo, as filosofias da vida, a descoberta do inconsciente? Então, por causa dessa vitalidade, precisaram do travão racional.
E aí estão as guerras, guerras mundiais, com todo o seu cortejo terrível de tragédia. Ouvi o grande Karl Rahner numa aula dizer que passou a vida a perguntar como tinha sido possível o horror de Auschwitz e não encontrou resposta. De qualquer forma, essa experiência foi e ainda é um nó na alma alemã. Eles não poderão esquecer as ajudas que então receberam para se reerguer. Mas a Alemanha também foi generosa. Sem ela, não haveria o que se chama União Europeia nem o euro.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O tempo de "mesmice" acabou

"A Reforma da Administração Local tem o desígnio de alterar o status quo – se fosse uma reforma ‘à socialista’, existiriam anúncios tonitruantes seguidos de uma reordenação inócua das coisas de modo a deixar tudo mais ou menos na mesma. Esses tempos de ‘mesmice’ acabaram. A Reforma vai mudar tudo o que conhecemos sobre as empresas municipais, vai diminuir o número de vereadores e de cargos dirigentes nos municípios, vai cessar com a singularidade portuguesa da figura do ‘vereador da oposição’, vai fazer desabrochar as actuais Assembleias Municipais, desprestigiadas e vãs, em verdadeiros Parlamentos locais com poderes acrescidos de fiscalização (podendo nomear e demitir os executivos), vai transformar o associativismo local (hoje multiplicado e amontoado sem sombra de critério) concentrando-o em CIM robustecidas e nas duas áreas metropolitanas (Lisboa e Porto) e, por último, vai reorganizar o território abrindo a possibilidade de fusão de municípios e agregando parte das 4.259 freguesias."
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