sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

D. António Moiteiro na Escola Secundária da Gafanha da Nazaré

Hoje temos de ser melhores do que ontem

Passeio pelo exterior

No espaço dos alunos

Atentos ao que se canta e como se canta

Conversa no salão dos alunos

Arte á entrada

Na zona das bicicletas

D. António numa sala de aula

As bicicletas

Momento muito expressivo aconteceu no intervalo das aulas. Dezenas e dezenas de alunos, num salão com bar, saboreavam o lanche enquanto ouviam e aplaudiam colegas que cantavam. Vozes afinadas ao ritmo certo assemelhavam-se aos concursos televisivos. Coordenava as operações o professor de música. O excelente ambiente que reina na escola secundária estava provado.


A Escola Secundária da Gafanha da Nazaré é um símbolo vivo dos edifícios com qualidade para a boa prática pedagógica. Reúne condições estudadas e aplicadas ao pormenor, proporcionando um ambiente infelizmente não muito frequente no parque escolar do nosso país. Por isso, é justo que deixemos aqui um aplauso para milhares de professores e alunos que têm de trabalhar em espaços nada agradáveis. E foi nesta escola, sede do Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré, que o Bispo de Aveiro foi recebido pela diretora, Maria Eugénia Pinheiro, no passado dia 16 este mês. 
D. António Moiteiro, acompanhado pelo pároco da Gafanha da Nazaré, Padre César Fernandes, foi esclarecido pela direção daquela escola sobre a realidade concreta do dia a dia, rica em iniciativas pedagógicas, algumas das quais têm dado motivo a reportagens. Assim aconteceu, recentemente, com o projeto GAFe Bike Lab, dedicado às bicicletas.
O nosso Bispo falou com os alunos da aula de Educação e Moral e Religiosa Católica (EMRC). Antes, porém, passou por uma sala de aula e lembrou que urge respeitar as opções religiosas de todos os alunos.
Maria Eugénia Pinheiro afirmou que, atualmente, não há professores na escola com horário zero, mas também não há transportes escolares. Daí, porventura, o uso da bicicleta, tanto pelos alunos como por empregados e até professores. 
Aquando da ampliação e reconstrução do edifício escolar, a diretora foi visitar outras escolas, para definir uma posição. E registou aquilo que não lhe interessava: escolas escuras e de corredores estreitos, que geram conflitos, ausência de luz natural e outras incongruências. Este passo levou-a a pedir aos arquitetos uma escola com toda a luz natural possível, corredores largos que facilitassem o convívio, salas amplas que sugerissem encontros entre todos, bares, recreios e pavilhão desportivo, mas ainda um largo entre pavilhões que permitisse festas coletivas e espetáculos.
Sobre a receção prestada ao Bispo de Aveiro, em Visita Pastoral à Gafanha da Nazaré, Maria Eugénia Pinheiro frisou que foi com muito gosto que a direção o recebeu na escola, onde há alunos de diversas religiões. «Nós respeitamos todas as opções, porque há espaço para todos», afiançou. «Acolhemos o senhor Bispo como acolhemos mais alguém que nos procure», disse. 
Sublinhou, contudo, a importância do conhecimento para que as crianças se desenvolvam harmoniosamente. Adiantou que, apesar de haver a aula EMRC, «a direção está aberta a todos». E reconheceu a importância da visita do nosso Bispo à comunidade católica da Gafanha da Nazaré, no contexto da qual se insere o Agrupamento. Interessa-nos que as diversas entidades «conheçam os nossos problemas, as nossas realidades, o que sentimos e o que não sentimos». Por isso, recebemos com muita satisfação a visita de D. António Moiteiro, «porque não estão em causa as minhas convicções pessoais, mesmo enquanto representante de uma instituição».
Maria Eugénia Pinheiro ainda garantiu que na escola «tentamos cativar os alunos com muita dedicação e trabalho», procurando transmitir-lhes a ideia «de que hoje temos de ser melhores do que ontem». 

Fernando Martins

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