Festa do Crisma na Gafanha da Nazaré

A vida é para a gastarmos ao serviço dos outros




«Se alguém quiser ser como Jesus, ser seu discípulo, tem de tomar a sua cruz todos os dias para O seguir”. Assim falou o nosso Bispo, D. António Moiteiro, na parte final da homilia, na Eucaristia das 19h, dia 18 de junho,  onde ministrou o sacramento da Confirmação a 39 jovens e 11 adultos.
D. António sublinhou que «a vida é para ser dada, para ser oferecida, para a gastarmos ao serviço dos outros». E referindo-se ao Padre Danny Santos Rodrigues, com origens nas Gafanhas da Nazaré e Carmo, que no domingo seguinte celebraria a Missa Nova na nossa igreja matriz, o prelado aveirense disse que «também ele um dia sentiu que Jesus o chamou para ser seu discípulo». 
Aos jovens e adultos que iam ser crismados, D. António salientou que também «Jesus passou hoje por aqui e está no meio de vós» para perguntar a cada um se quer ser seu discípulo, pegando na cruz de cada dia para O seguir. E para concretizar, lembrou que a cruz pode ser a do estudo, da incompreensão dos amigos, das dificuldades do trabalho, da própria família. 
O Bispo de Aveiro formulou o desejo de que, «se Jesus passa por vós e diz vinde comigo, vós deveis fazer com que o Espírito que ides receber e que enche o vosso coração seja fonte de vida nova para trabalhar na paróquia, fonte de vida nova para vos comprometerdes no lugar onde vos encontrais, fonte de vida nova para serdes também agentes para transformar o mundo em que vivemos». 
D. António Moiteiro disse que o Crisma não pode ser apenas uma celebração, uma festa, devendo ser, sobretudo, «um compromisso de viver a nossa fé e a nossa vida cristã, como dom para os outros». «Ser discípulo implica sempre duas realidades: o anúncio do Evangelho e o testemunho da nossa vida que somos chamados a dar cada dia».
Célia Pinho informou ao Timoneiro que os 39 jovens foram acompanhados por quatro catequistas durante seis anos, tendo sido abordados temas sobre as relações entre eles, com os outros e consigo próprios, com destaque, ainda, para o estudo dos Sacramentos, em especial a Eucaristia e a Confirmação. Sempre presente, naturalmente, a Palavra de Deus.
Confirmou que alguns pais se interessam pela catequese dos filhos, «mas muitos não, infelizmente». 
Célia Pinho adianta que «há jovens empenhados na sua formação, estando conscientes do que os espera». «Oxalá tenham coragem, mas hoje não é fácil», frisou. 
Sabe que a catequese sistemática não continua, porém, «tentamos que agora se inicie uma nova fase», sugerindo aos crismados o envolvimento nos corais, em tarefas de auxiliares da catequese, nas leituras das celebrações, entre outros serviços ligados à paróquia, nomeadamente, nos setores vocacionados para o apoio os mais fragilizados. Há ainda a preocupação de formar grupos de jovens para os ajudar na sua formação religiosa, espiritual e humana.
Olhando para as recomendações do nosso Bispo, D. António Moiteiro, acreditamos que os crismados não vão ficar indiferentes às muitas solicitações que a paróquia lhes apresenta como desafios à coerência de vida alicerçada na Boa Nova de Jesus Cristo. Testemunhar Jesus Cristo, na vida a vários níveis, no trabalho, no lazer, na família e na sociedade em geral, implica formação, coerência, disponibilidade e amor a Jesus Cristo e à sua Igreja.

Fernando Martins

Nota: Fotos de Gabriel Faneca

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