Festa da Fé na Gafanha da Nazaré

Não devemos ter medo de afirmar 
a nossa adesão a Jesus Cristo






No domingo, 29 de maio, na Eucaristia das 10 horas, 65 pré-adolescentes fizeram a sua Profissão de Fé, depois de uma preparação de três anos, sob a orientação de seis catequistas. Estes pré-adolescentes, que contam já com seis anos de catequese sistemática, sentiram-se naturalmente apoiados pelos pais, que testemunharam na cerimónia ser sua obrigação ajudar os filhos «a crescer também na fé e no amor a Deus e à Igreja».
Os catequistas, na altura própria, disseram que os catequizandos «foram aprofundando a sua fé e a sua experiência de Jesus Cristo», aprendendo «a conhecer melhor Deus, seu filho Jesus e o Espírito Santo». E os pré-adolescentes reconheceram, pela voz de um deles, «que este dia é um passo consciente no crescimento da fé», referindo que querem continuar, «pela vida fora», a caminhada que agora começaram, «com a ajuda de Deus, dos pais e de toda a comunidade cristã».
À homilia, o nosso prior, Padre César Fernandes, fez um apelo a todos para que assumam publicamente a sua fé, testemunhando Jesus Cristo com coragem. «Não devemos ter medo de afirmar a nossa adesão a Jesus Cristo», disse.
Dirigindo-se aos pais, sublinhou que eles «têm de ser os primeiros a dar o exemplo». E recordou que os pais e padrinhos assumiram, no batismo destes pré-adolescentes, «o compromisso de os educar na fé cristã».
Dulce Faria, coordenadora da catequese preparatória da Festa da Fé, afirmou que a preparação para este dia assentou na formação da Palavra de Deus Escrita, no ensino dos Apóstolos e no início do Cristianismo, como tarefa essencial para uma maior adesão a Cristo. Os pré-adolescentes iniciaram a descoberta da Bíblia, guiados e incentivados pelo exemplo de Jesus, «a partir da apresentação do seu projeto messiânico», com a imprescindível ajuda dos catequistas.
Entre muitos outros temas e desafios, os catequizandos esforçaram-se por descobrir um Deus que caminha com os homens, que salva e liberta o seu povo e que atua no mundo através da Igreja. Mas ainda foram percebendo que Jesus veio ao nosso encontro, enquanto anuncia e propõe o Reino de Deus.
Dulce Faria reconhece que é fundamental o testemunho dos pais, «principais educadores dos seus filhos», na formação cristã dos catequizandos, pelo que devem participar assiduamente nas reuniões, Eucaristias e noutras atividades propostas pela Igreja, nomeadamente pela Catequese. . 
A coordenadora deste setor denuncia «o mundo consumista em que se dá mais valor ao ter do que ao ser», tornando-se imperioso educar os pré-adolescentes para que percam a vergonha de «dizer que gostam de Jesus Cristo». E afiançou que os catequistas recebem formação adequada, estando «a fazer esforços para “modernizar” a Catequese e tentar cativar os jovens».

Fernando Martins

Fotos de Gabriel Faneca

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