Jovens universitários partilham vocação missionária


Jovens missionários
No domingo, 3 de maio, na eucaristia das 11.15 horas, na igreja matriz da Gafanha da Nazaré, um grupo de jovens universitários da GASTagus, uma ONG vocacionada para intervenções solidárias, com sede em Oeiras, veio dar testemunho da sua ação missionária e vender produtos de artesanato, cuja receita se destina às muitas despesas da organização em que se integraram. Beatriz, Sofia, Mariana, Constança e João, identificados por camisola da GASTagus, no final da missa, venderam alguns produtos condicionados pelos membros do grupo missionário e de intervenção social, tanto no nosso país como nos PALOP — Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.
Aquela organização juvenil, sem fins lucrativos, tem por missão alertar e incentivar a juventude para a descoberta e promoção da dignidade humana, através da realização de atividades de voluntariado em Portugal e África, cientes como estão de que não podemos viver indiferentes a pessoas e comunidades multicarenciadas. 
Os voluntários GASTagus desenvolvem no terreno projetos na área da educação e cooperação para o desenvolvimento, interagindo em parceria com outras instituições, já que não é só com esmolas que se promovem a diversos níveis pessoas e sociedades.~


Em conversa connosco, explicaram que esta ONG existe desde 2009 e tem atuado, em especial, em Moçambique, Angola, S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, principalmente no mês de agosto, recebendo os jovens, como é natural, formação adequada. Trabalham em comunidades e paróquias, mas também em escolas e instituições, muitas delas vocacionadas para ajuda a pessoas com deficiência.
Os jovens universitários, que assumem a vocação missionária, sabem que na GASTagus todos têm de fazer voluntariado nacional uma vez por semana, em lugares diversos e em circunstâncias variadas e concretas. Dão explicações a crianças com dificuldades específicas e de integração, apoiam idosos, ajudam numa perspetiva de promoção os sem-abrigo e tentam descobrir outras situações de carência para depois atuarem em conformidade. Ainda participam em rastreios de saúde.
A recolha de fundos, para além das visitas a paróquias, leva-os a organizarem jantares, churrascos, concertos e outras festas. Para além da recolha de algum dinheiro que essas iniciativas proporcionam, os universitários voluntários fazem artesanato, com arte, para venda. Porém, em tudo o que fazem, os jovens apostam na divulgação da importância do voluntariado no mundo em que vivemos, de tantos contrastes, onde os pobres são cada vez mais pobres e os ridos cada vez mais ricos. 

Fernando Martins

Nota: Texto publicado no Timoneiro de maio


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