Grandes Aveirenses


Aveiro, Canal Central (Foto FM)


Inspirado pelo programa televisivo dos “Grandes Portugueses”, o Correio do Vouga pediu a 10 figuras de relevo da atualidade que escolhessem cinco grandes aveirenses. Como critérios, o nosso jornal sugeriu que considerassem aveirenses, além dos naturais de Aveiro (mesmo que não tivessem desenvolvido a sua ação na cidade), os que nasceram noutro local, mas que viveram na cidade da Ria a parte mais significativa das suas vidas, ou seja, os que Aveiro fez seus. Aqui ficam os eleitos. Na próxima semana, o Correio do Vouga apresentará dados biográficos de algumas personalidades que neste número são apenas nomeadas.

Fernando Martins

Anterior diretor do Correio do Vouga, escolheu: D. João Evangelista de Lima Vidal; José Estêvão; Homem Cristo; Jaime de Magalhães Lima e Antónia Rodrigues

D. João Evangelista de Lima Vidal. Primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro, depois de muitos anos ao serviço da Igreja e do País. Foi, para mim e para muitos, de uma importância crucial na restauração da Igreja Aveirense. Como Bispo da Diocese de Aveiro, soube abrir caminhos para uma sociedade mais cristã e, por isso mesmo, mais fraterna. Mostrando grande amor à Igreja e aos aveirenses, soube intervir na sociedade, com oportunidade e poesia, falando e escrevendo com rara sensibilidade sobre as nossas gentes e coisas.

José Estêvão. Grande orador parlamentar, foi, sem dúvida, pela sua intervenção cívica e política, um arauto dos interesses de Aveiro e sua região. Pelo dinamismo que sempre pôs em tudo o que fez, pela visão com que levou o Estado a abrir caminhos de progresso entre nós, pelo exemplo de envolvimento na coisa pública, ainda hoje a sua coragem e a sua acção são recordadas em Aveiro.

Homem Cristo. Jornalista e pedagogo, político e cidadão, representou, pela sua tenacidade e espírito aguerrido, coragem e exemplo, todo o Povo de Aveiro. Lutando incansavelmente pela liberdade, pela justiça, pela educação e pela verdade, deixou-nos um ótimo testemunho de vida. Defensor de causas, batia-se com coragem em sua defesa, quando sentia que eram importantes para as pessoas e instituições, mesmo que diretamente não lhe dissessem respeito.

Jaime de Magalhães Lima. Escritor e pensador, político e conferencista, agricultor e ecologista, contemplativo e homem bom, foi e é, tanto quanto posso perceber, uma das figuras mais veneráveis de Aveiro. Amante da natureza, crente fervoroso e cultor do espírito franciscano, foi amigo e confidente de figuras gradas do seu tempo. Homem de cultura universal, multifacetado na vida e na arte de escrever, defendeu as suas ideias em inúmeros livros, revistas, jornais e conferências.

Antónia Rodrigues. Heroína de Mazagão, foi uma mulher aventureira, encarnando, de maneira original, o espírito determinado da alma aveirense. Disfarçando-se de grumete, combateu com tal tenacidade, em Mazagão, ao ponto de ser considerada(o) o “terror dos mouros”. A sua coragem foi reconhecida por Filipe II e o seu exemplo foi cantado por escritores e artistas.

Ver outras propostas:  CV - Fevereiro 1, 2007 

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