Capitais Imperiais - Bratislava

Domingo, 18 de Agosto

Donzília Almeida numa aula de xadrez 

Logo de manhãzinha, partimos para Bratislava, capital da república da Eslováquia.
Foi-nos descrita, pormenorizadamente, a antiga história da Checoslováquia, sob o domínio comunista, a emancipação da Eslováquia em 1993, a poderosa influência dos apóstolos Cirilo e Metódio, que chegaram cá, no séc. IX, e foram dadas outras informações relativas ao país.
Após uma longa viagem de autocarro, almoçámos num restaurante local, numa artéria muito movimentada da cidade.
Pode ver-se, a olho nu, como estes países emergentes do bloco de leste apostaram fortemente no turismo, como fonte de receita bem gorda! Fazem dinheiro em tudo... até no uso dos sanitários. A higiene também rende!
De tarde, houve uma breve visita panorâmica à cidade de Bratislava, outrora capital da Hungria, na qual se destaca o maravilhoso centro, que ainda hoje testemunha a importância que teve: palácios da antiga nobreza húngara, a casa residência de Lizt, de Mozart, etc. A 40ª sinfonia, imediatamente, aflorou à mente.


Da Fortaleza, contempla-se uma maravilhosa panorâmica do rio Danúbio.
Nas ruas, apinhadas de gente, deparámos com algo insólito: uma estátua de bronze, em que aparecia apenas a cabeça de um bombeiro a emergir duma caixa de saneamento... a espreitar as pernas das moças que por ali passam... indiferentes aos olhares concupiscentes... O capacete e o nariz do dito cujo, de tão coçados pelas mãos dos turistas, (diz-se que dá sorte apalpar!) brilham como ouro maciço!
Observámos também na frontaria de uma antiga padaria dos tempos imperiais, uma pequena estátua, quase escondida a um canto, de um homem que saiu do banheiro para contemplar o rei, recém-coroado. Apresentava, impudoradamente, as partes íntimas, a descoberto, de cócoras!
No edifício da Ópera pude contemplar o busto de individualidades culturais, eminentes, entre as quais duas que me deram muitas dores de cabeça no meu percurso académico e a quem roguei muitas pragas, sem sequer ter a ideia que existia, ali por perto, a cidade de Praga: Goëthe e Shakespeare.
“Am Anfang war der Tat!” (No princípio era a verdade!) – disse o primeiro que eu tive que “gramar” um ano inteiro, a tentar decifrar o que lhe ia na mente!
Partimos depois em direção a Viena, capital da Áustria, onde chegámos à noitinha.
“A vida é feita de três quartos de comédia e um de tragédia. Por isso, um cómico está em maior contato com a realidade.”
Stefan Zweig - Escritor austríaco.
Assaltam-me, de imediato, à memória, os salões requintados, onde as belas damas da sociedade austríaca deslizavam ao ritmo trepidante da valsa, nos seus trajes sumptuosos e onde a música enche o ouvido e alimenta a fantasia.
No percurso de autocarro, para a Áustria, pude constatar o poderoso volume de torres eólicas que salpicam a paisagem, de resto, numa meticulosa disposição em campos cultivados, primorosamente. A grande aposta nas energias renováveis que a natureza fornece, de mão beijada. Povo inteligente que sabe aproveitar os recursos naturais!
Nós, em Aveiro, vivendo numa zona tão favorecida por Eolo, ainda não tivemos políticos com esse rasgo de inteligência!

Mª Donzília Almeida

18.08.2013


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Comentários

  1. Porque os Austríacos são avessos à energia nuclear!!!

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  2. E ainda bem! Só revelam que são um povo com cabeça, que sabem utilizar a inteligência e os recursos que a Providência lhes deu. São um exemplo a seguir por outros povos, que infelizmente são governados por criaturas acéfalas! Já tinha uma boa opinião deste povo, mas depois de ter visitado o país...........ah! Fico rendida à herança da música clássica, que alimenta o espírito e enche a alma. Ich Kann wirklich sagen: Ich liebe Östricht!

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  3. Entshuldigung!
    Ich meinte...Österreich!

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