segunda-feira, 6 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Uma flor para cada Mãe




UMA FLOR PARA CADA MÃE

Para todas as que riem e para todas as que choram...
Para todas as que trabalham e para as desempregadas…
Para todas as que foram mães e para as que o não puderam ser…
Para todas as que sofrem injustiças e para todas as justas…
Para todas as perseguidas e ofendidas…
Para todas as que amam e para as não amadas...
Para todas as artistas que fazem o mundo mais belo…
Para todas as que rezam pelos que não rezam...
Para todas as que sofrem com o sofrimento dos outros…
Para todas as que partilham alegrias com os tristes...
Para todas as que lutam por um mundo melhor…
Para todas as MULHERES…


Andanças

Gafanha da Encarnação



Nas minhas andanças por aí, sem rumo mas com norte, há imenso que ver e que apreciar. Um dia destes andei pela vizinha Gafanha da Encarnação, terra de gente gafanhoa, tal como nós, e deparei-me com recantos dignos de bonitos postais ilustrados, estes um tanto ou quanto a caírem em desuso. As máquinas digitais levam-nos, com toda a simplicidade, a construir os nossos postais. Na zona da "Bruxa", de tantas histórias e encontros registei estes postais, que ofereço como desafio aos meus  leitores.
Nesta imagem, vê-se, ao fundo, a célebre "Estufa", onde se torrava a chicória, quando eu era menino e moço. A sua história merece ser contada em letra de forma. Quem ma quer contar?


Terra de gente da ria e do mar, não podia deixar de ter a sua marina, com bar e demais espaços de apoio. As águas estavam serenas apesar do vento agreste que se fazia sentir. E fiquei com a garantia de que há movimento, sinal de vida de marinheiros da nossa laguna, dedicados à pesca e ao recreio. Vale a pena passar por lá. 


Embarcações de pequeno e médio porte estão prontas para a partida. Uma simples viagem pela Ria? Por que não? Não tem ela encantos vários, cores e cheiros que nos levam até às nossas raízes? Recortes e silhuetas, ilhotas e enseadas, marisco e peixes vários, arbustos e areais, águas transparentes e a paz que tanto almejamos? Vá, experimente e diga depois o que lhe aprouver.

Dia da Mãe






O ENCANTO QUE ENCERRA A PALAVRA MÃE
Maria Donzilia Almeida

O Dia da Mãe, que hoje se celebra, remonta às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Na Inglaterra, no século XVII, celebrava-se, no 4º Domingo de Quaresma, um dia chamado “Domingo da Mãe”, que homenageava todas as mães inglesas.
Nos Estados Unidos, em 1904, quando Anna Jarvis perdeu a sua mãe ficou muito triste. As suas amigas decidiram organizar uma festa em memória à sua mãe e Anna quis que a festa fosse festejada para todas as mães, vivas ou mortas. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson e passou e ser celebrada no primeiro domingo de Maio.
Dada a relevância que esta figura tem, no plano afetivo e pela dimensão que atinge, na família, na sociedade, no mundo, uma enorme e merecida homenagem lhe é feita, neste dia.
Evoco, aqui e hoje, a minha mãe que partiu quatro anos, antes do seu companheiro de jornada. Penso que, finalmente se reencontraram, num certo lugar, onde fruirão de muita paz, muita harmonia, como sempre foi o desejo de ambos,
E, melhor do que eu, dirá o poeta toda a doçura e encanto que encerra a palavra “Mãe”!

Alexandre O’Neil

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

5 de Maio de 2013

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sábado, 4 de maio de 2013

Finalistas

Amanhã, 5 de maio, na alameda da Universidade



Finalistas de 2006 (foto do meu arquivo)
Amanhã, pelas 10 horas, vai acontecer, na alameda da Universidade de Aveiro, mais uma festa da Bênção dos Finalistas da universidade aveirense e demais escolas superiores da capital do Distrito. A cerimónia tem como marco mais significativo a eucaristia, presidida, como reza a tradição, pelo Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, que não deixará de dirigir palavras de estímulo e de esperança, à luz da Boa Nova de Jesus Cristo, fundamentais na construção de um mundo mais justo e mais fraterno.

Religião

O bispo R. Williams enfrenta o ateu R. Dawkins
Anselmo Borges


Anselmo Borges



1-Não tem faltado aqui, nestas crónicas, a denúncia das patologias da religião. Como ser insensível ao sofrimento das vítimas da pedofilia do clero? Vítimas de escrúpulos, vítimas da humilhação intelectual, vítimas da intolerância religiosa, de um deus mesquinho e escravizador... O historiador católico Jean Delumeau escreveu: "As minhas investigações convenceram-me de que a imagem do Deus castigador e vingativo foi um factor decisivo para uma descristianização cujas raízes são antigas e poderosas".

Parece que, enquanto pôde, o clero controlou a vida sexual dos fiéis, a ponto de outro historiador, Guy Bechtel, afirmar que a fractura entre a Igreja católica e o mundo moderno se deu na teoria do sexo e do amor, com uma confissão inquisitorial centrada na actividade sexual.

Deus


SOMOS A MORADA DE DEUS
Georgino Rocha
Georgino Rocha


Jesus está na hora das grandes confidências, pois é o tempo da despedida, de dizer aos discípulos o que lhe vai no coração, e quer deixar como distintivo da sua identidade. Em diálogo franco, faz declarações que suscitam perguntas. Judas, não o Iscariotes, não entende como é que Jesus se vai manifestar nem porque escolhe a quem o irá fazer. E formula a correspondente pergunta a que Jesus dá resposta, abrindo horizontes surpreendentes e interpelantes. Os contemplados são aqueles que acolhem o seu amor e guardam a sua palavra; a estes, Jesus dá a garantia de serem morada de Deus e de receberem o Espírito Santo. Assim, terão companhia em todas as circunstâncias da vida e nada os poderá perturbar. Assim, a saudade da despedida é compensada pela nova forma de presença. E Jesus destaca a alegria como testemunho da fé dos que compreendem o alcance destes factos.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Crises

De mal a pior

Em apenas três meses, a Comissão Europeia agravou as previsões para todos os indicadores económicos relativos a Portugal.


Ler mais aqui

ACOLHIMENTO

Caminho conhecido e que urge andar sempre 
D. António Marcelino 

António Marcelino


«O acolhimento é um ato humano digno e necessário e também um ato de fraternidade cristã, expressão de um amor que não admite fronteiras e exprime, sem exclusões, uma prioridade a que têm direito os mais pobres e afastados. Disso mesmo deu testemunho Jesus Cristo na sua vida pública. Outro não pode ser o caminho dos seus discípulos e da Igreja. Houve séculos de um clericalismo e de uma Igreja referenciada a si própria que deixaram marcas negativas e dolorosas. O Vaticano II fez-nos voltar ao Evangelho e ao testemunho do único Mestre. A sociedade atual, voltada para o reconhecimento da dignidade de cada pessoa, veio ao encontro desta necessidade. Conhecido o caminho, loucura será andar ao arrepio dele.» 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Igreja da Gafanha da Encarnação

Fachada principal
Visitei hoje a reformulada igreja da Gafanha da Encarnação, de que gostei bastante. Na minha ótica, trata-se de um trabalho de qualidade, digno de ser apreciado. Fiquei com a sensação de que ficou um templo acolhedor, com pormenores de muita beleza. 
Aqui ficam algumas fotografias, para que os nossos emigrantes possam ficar com uma ideia, embora limitada, das obras que foram executadas em pouco tempo. Os meus parabéns aos paroquianos da Gafanha da Encarnação, ao pároco, Padre Francisco Melo, e seus colaboradores mais próximos, Padres Pedro José e César Fernandes.

Cristo Ressuscitado
Vista geral. Interior,
com a Senhora da Encarnação,
 à esquerda, e a  Pia Batismal , à direita

Cadeira da Presidência
Sacrário
Velho relógio da torre

Papa Francisco



«O Papa Francisco assinalou hoje no Vaticano a celebração do 1.º de Maio, alertando para o “trabalho escravo” no mundo e pedindo um novo “ímpeto” dos responsáveis políticos para a criação de emprego.
“Uma situação particular de trabalho que me preocupa (...) é aquilo que poderíamos definir como ‘trabalho escravo’, o trabalho que escraviza”, disse o Papa na audiência pública semanal, que esta quarta-feira coincide com o dia em que a Igreja evoca os trabalhadores sob a intercessão de São José, operário.
Segundo Francisco, há muitas pessoas “em todo o mundo” que são vítimas deste tipo de “escravidão”, na qual “é a pessoa que serve o trabalho” e não o contrário.»

Li aqui

O 1.º de Maio promete


O 1.º de Maio promete. O tempo vai estar bom e a festa está garantida. S. José Operário não será esquecido.  E como manda a tradição, sobretudo, entre nós, depois do 25 de Abril de 1974, os festejos vão sair enriquecidos com a alegria dos trabalhadores. É certo que muitos pouca alegria terão para cantar, dançar ou festejar de qualquer forma o dia que lhes é dedicado e que não vale a pena recordar por tão conhecido ser. Que ao menos, por umas boas horas, se esqueçam as crises, alimentando a esperança em melhores dias, 
Por estas bandas, a Colónia Agrícola da Gafanha vai encher-se de gente, de música, de comes e bebes, de convívio, de amizades reforçadas, de partilha sempre apetecida. Amanhã teremos tempo de retomar a labuta do dia a dia ou da espera de trabalho, que eu desejo promissora para todos.

terça-feira, 30 de abril de 2013

IGREJA MUNDANA...

"O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que o “maior perigo para a Igreja é tornar-se “mundana” e apelou à oração por todos os seus membros.
“Quando a Igreja se torna mundana, quando tem dentro de si o espírito do mundo, quando tem a paz que não é a do Senhor, mas a paz mundana, a Igreja é uma Igreja fraca, uma Igreja que será vencida e incapaz de levar mesmo o Evangelho, a mensagem da cruz”, declarou, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, onde reside."


Li aqui


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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Desculpa lá, ó João


Foi no domingo 
que não reconheci um amigo da infância

Encontrei-me ontem com um amigo de infância que não via há muitos anos, mas de quem sempre guardei recordações que sustentaram uma amizade sincera. Os tempos passaram sem possibilidades de nos cruzarmos e cada um ficou no seu canto.
Quando caminhava pelo passeio da Av. José Estêvão, na manhã de domingo, surgiu o inesperado encontro. Tão inesperado... que nem o conheci. Olhei para o seu rosto, cabelos grisalhos, tez marcada pela idade, rugas profundas a deformarem-lhe a fisionomia, olhos que denunciavam tristeza. O meu amigo reconheceu-me e teve a bondade de me avivar a memória ciciando, com a maior tranquilidade, o nome de sua falecida mãe. Era ela uma mulher robusta, determinada, que impunha respeito. Até parece que a estou a ver. Tanto bastou para que a minha memória voltasse à vida.
Com o passar dos anos, sinto em mim fenómenos no mínimo curiosos, que decerto os psicólogos saberão definir. A memória terá compartimentos onde vai armazenando, com extremo cuidado, o importante, o menos importante e o supérfluo... E por aí fora.
Acontece que nem sempre põe no sítio próprio o que há para guardar, criando em nós uma natural confusão que nos deixa ficar mal. Foi o que se verificou comigo neste domingo friorento e ventoso. Não reconhecer um amigo na rua torna-se muito doloroso para mim.
É verdade que diversas vezes, depois de uns minutos de conversa, tem sido possível em breves momentos descobrir a caixa certa onde tenho bem arrumadas as ideias. E quando tal não se verifica, fico mesmo incomodado. Desculpa lá, ó João, o meu embaraço da manhã de domingo.

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues






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domingo, 28 de abril de 2013

Misericórdia de Ílhavo


Provedor Fernando Maria recebe Medalha de Mérito
da União  das Misericórdias


Um Lar de Idosos é sonho à espera de forças 

Na cerimónia comemorativa do aniversário da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo (SCMI), que se realizou no sábado, 27 de abril, na sede do concelho, o provedor Fernando Maria da Paz Duarte afirmou que foram 94 anos com a preocupação de cumprir as «obras de misericórdia», sempre em luta «por uma sociedade mais fraterna, mais solidária e mais justa». Durante todos estes anos, a Santa Casa «foi crescendo nas suas respostas», enfrentando os desafios de cada tempo. Mas na década de 80 do século passado foi reativada, depois de um período menos atuante, voltando-se para novas valências da área da criança, dos idosos, da saúde e da reabilitação, disse o provedor. E acrescentou: «Num período mais recente, continuou o seu crescimento, com o RSI (Rendimento Social de Inserção), o espaço sénior, a reabilitação e a Unidade dos Cuidados Continuados (UCC), mas também no campo da cultura, com o orfeão.» 

Scott




Helloooooooooooo! 
Maria Donzília Almeida

Eu sou o Scott, o novo habitante da casa! Não tenho nenhuma relação com o Scott Mckenzie, o cantor americano que ficou famoso, na década de 60 do século passado. Apenas no imaginário da minha dona, que nutre por ele uma saudade enorme.... Faz-lhe lembrar os tempos de juventude...e isso é sempre bom! 
Eu cá estou, não a substituir o anterior inquilino, pois nestas coisas ninguém substitui ninguém, mas apenas a fazer companhia canina a quem tem a minha espécie, em alta consideração. 
Devo ter poucas semelhanças com o Boris meu antecessor, acho até que nem lhe chego aos calcanhares....nem tenho isso, calha bem! Não que a dona faça comparações, mas, pela conversa que lhe ouço e pelo modo nostálgico como fala dele, adivinha-se que ele era um gentleman. Era de raça nobre, tinha pedigree! E portava-se como tal! 

A Generosidade

Centro Cultural da Gafanha da Nazaré e os seus reflexos

A campanha “A partilha”, iniciativa promovida pela Diocese de Aveiro e integrada na Missão Jubilar em curso, até dezembro deste ano, rendeu já seis toneladas de produtos não perecíveis, que a Cáritas Paroquial  da Gafanha da Nazaré se encarregará de distribuir por pessoas e famílias notoriamente carenciadas. 
Em plena crise económica e social, os paroquianos, gafanhões e não só, souberam responder, com muita generosidade, aos apelos lançados pelo nosso Bispo, D. António Francisco, e repetidos pelo nosso prior, Padre Francisco Melo, e seus mais diretos colaboradores, Padres César e Pedro José. 
Segundo informações que colhi, a recolha de produtos alimentares, sobretudo, continua, pelo que é de admitir que as seis toneladas sejam ultrapassadas muito em breve.

sábado, 27 de abril de 2013

Ética da libertação, com o imperativo moral

Mercadodiceia, ética e utopia
Anselmo Borges


Primeiro, foi a Providência divina. Deus, na sua omnipotência e infinita bondade, acompanha a humanidade no combate contra o mal - Deus é o anti-Mal -, de tal modo que tem fundamento a esperança do triunfo final do bem. Depois, pela secularização da Providência, a própria história aparece como justificando-se a si própria, no quadro de uma historiodiceia: "A história do mundo é o julgamento do mundo." Finalmente, os mercados são a nova presença do divino, de tal modo que através do seu jogo, mediante uma "mão invisível", tudo se conjuga para que, embora cada um lute pelos seus próprios interesses, dessa luta resulta o maior bem para todos. Sequência: teodiceia (justificação de Deus frente ao mal), historiodiceia (justificação da história), mercadodiceia (justificação dos mercados) - Adriano Moreira utiliza a expressão: "Teologia do Mercado".

FAMÍLIA: Santuário da Vida e do Amor

“Amai-vos como eu vos amei” 
é atitude que inclui todas as outras atitudes humanas


Esta recomendação é feita por Jesus e tem “sabores” muito ricos e plurais: mandamentos novo, testamento vital, espelho do amor mútuo a Deus seu Pai, núcleo fundamental e dinamismo permanente da comunidade cristã, credencial do testemunho dos discípulos, força e imperativo de humanização qualificada de toda a sociedade. Os momentos cruciais da vida de Jesus entram na “recta” final. É hora de abertura total, de confidências, de comunicação de “últimas” vontades. E o amor surge com toda a sua energia e amplitude. É um amor de entrega, de serviço, de perdão. A atestá-lo está a ceia de despedida, o lava-pés, o episódio de Judas.
A recomendação feita comporta uma dupla novidade: ser discípulo é viver um amor recíproco, amor este que realiza, a seu modo, o próprio amor de salvação que Jesus irradia na sua missão. “Amai-vos” porque é a forma única de viverdes o amor que me tendes e que eu recebi de meu Pai. Este “vos” configura-se em muitos rostos humanos, dos quais se destacam o amor conjugal e familiar, as relações fraternas no seio da comunidade cristã que celebra a eucaristia. A “seiva” vitalizadora de todas as configurações é sempre o amor, amor de doação e de entrega.
A história regista abundantes exemplos de homens e mulheres que fizeram da sua vida o projecto mobilizador do amor. Valha, a título de ilustração, o testemunho de Dom Hélder Câmara, bispo brasileiro, que relata a sua vocação a partir da conversa com o pai que era maçon. Hélder alimentava o sonho de ser padre desde muito novo. Um dia resolve dizê-lo ao pai que não se opõe, mas lhe faz algumas perguntas esclarecedoras: “Tu queres ser sacerdote? Mas sabes o que é que isso quer dizer? Padre e egoísmo não podem andar juntos: o padre é alguém que deve dar-se, dar-se sempre. Estás disposto a ser assim?”. Ele responde: “Mas é precisamente assim que eu quero ser!”. E acrescenta Dom Hélder, agora bispo: “Mais, para que serve o cristão senão para se dar?!”. A sua resposta clara e decidida leva-o a assumir atitudes coerentes em todas as situações de vida.
O cristão está chamado a dar-se, sobretudo no amor conjugal, familiar. Esta vocação provém da fonte que é Deus, o criador da natureza, da cultura e educação que encaminham a energia humana de atracção mútua e de apoio pessoal, da fé cristã que descobre e aprecia no matrimónio o apelo à colaboração com Deus na obra da realização pessoal e da transmissão da vida e de serviço à humanidade.
Afirmam os nossos bispos em recente mensagem sobre ‘a força da família em tempos de crise’: “A família é o santuário da vida e do amor, lugar da manifestação de «uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura»” (Papa Francisco).
“Amai-vos como eu vos amei” é atitude que inclui todas as outras atitudes humanas: de justiça e verdade, de tolerância e respeito pela diversidade, mas pode ter de as superar como Jesus nos deixa no exemplo da sua vida. O perdão constitui, sem dúvida, a prova mais qualificada e expressiva.

Georgino Rocha

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O batismo é um direito de todos


Batismo das crianças sim ou não? 
D. António Marcelino 



Continua a ser frequente ouvir pais chocados porque o pároco se nega a batizar o seu filho, dada a sua situação matrimonial, e também a não aceitar os padrinhos propostos por não serem idóneos. O batismo é um direito de todos. Cada criança que vem ao mundo é já divina por natureza. Deus a criou à sua imagem e semelhança e a torna capaz, com a Sua graça, de viver e crescer na fé, até à plenitude da vida cristã. 
Esta realidade obriga os responsáveis da Igreja a ponderarem bem a atitude a tomar ante o pedido do batismo feito pelos pais de uma criança. A situação atual da sociedade e da Igreja faz com que aumentem os casos de pais que não receberam ou romperam, por opção ou imposição, o sacramento do matrimónio. Este facto leva, por razões pastorais óbvias, a que não se possa ou deva celebrar, sem mais, o batismo das crianças. Porém, o que pastoralmente é mais válido será sempre acolher bem os pais e ajudá-los a aceitar caminhos acessíveis, que os preparem para poderem garantir, com a sua ação e testemunho, a celebração do sacramento com futuro. Isto significa que deve haver esperança justificada de que a criança que recebeu o batismo será educada na fé pelos pais, padrinhos e outros familiares, nomeadamente os avós. Na idade própria, a paróquia estará preparada e disponível, para que a criança possa contar na catequese de um auxílio determinante para a sua vida de cristão com as opções pessoais que vier a tomar. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A liberdade pode ser pintada de todas as cores


A liberdade de ser… 
Sónia Neves 
Agência Ecclesia 

As primeiras vezes que ouvi falar na palavra liberdade foi em jeito de recordação… Na minha cidade de Aveiro realizou-se o primeiro Congresso Republicano, em oposição ao regime do Estado Novo. 
Não percebia bem o que era ser livre mas lembro-me de os meus avós contarem a agitação subtil, quase misteriosa, de uma ida a um congresso destes, num teatro conhecido da cidade. 
“Não tínhamos liberdade para nada, havia medo e não nos deixavam falar. Íamos de fugida!”. 
Aquela frase encerrava toda a minha primeira noção de liberdade. Eram longas as conversas a querer saber mais, onde a minha curiosidade se alinhava à vontade de agora falar do que passaram “noutros tempos”, como diziam. 
Hoje pergunto-me o que é isso de liberdade? 
Gosto da palavra, da forma como soa e dos valores que traz atracados. A liberdade é encarada numa forma extrema de “se fazer o que quiser” mas não a vejo assim. O dicionário diz que é o “direito de proceder conforme nos pareça, contando que esse direito não vá contra o direito de outrem”. 
Acredito, mas vejo a liberdade de formas várias.


25 de abril de 2013

Meditando


Há 39 anos,  assisti ao nascer deste dia
Maria Donzília Almeida


Há 39 anos, na segunda metade do século XX, assisti ao nascer deste dia, logo ao eclodir da revolução, em ambiente de trabalho. Ali, ao lado, na escola mais próxima da área de residência, na Escola Técnica de Ílhavo. 
Nessa época, qualquer professor que abraçasse a profissão, tinha emprego garantido, sendo que muitas vezes se iniciava o magistério, com o curso incompleto. 
Vivia-se numa ditadura, as pessoas não podiam dizer mal dos governantes, sob pena de sofrerem represálias e perderem o emprego, caso fosse no setor público. 
Mas... o povo gosta de se exprimir, sem censura, sobretudo para dizer mal, de tudo e de todos. 
Conquistámos essa grande prerrogativa, a liberdade de expressão, que é tão do agrado dos intelectuais! 
Ah! Conquistámos também um feriado, o que hoje, com a redução que foi feita, nesse domínio, é uma mais valia e permite ao povo ir para a rua regozijar-se com “as conquistas de Abril”! 
Eu passei-o em casa, desfrutando de um dia primaveril, no meio do meu jardim policromático! 
As revoluções provocam uma reviravolta nas sociedades modernas, reestruturando a fundo as suas instituições e é notória a mudança que ocorreu na sociedade portuguesa, a todos os níveis. Basta estar atento e observar com olhar crítico, o nosso país, aqui, arrumadinho, na “ocidental praia lusitana”! 
Constato isso, por exemplo, quando viajo de comboio e sinto a diferença entre o hoje e os tempos de estudante, em que os comboios eram autênticos galinheiros pejados de “magalinhas”! Às vezes aconteciam cenas caricatas, em que o vernáculo enchia as cabines, a tresandar a suor! 
Neste contexto, não direi “Belos tempos!”, transpondo o modificador do nome, para a atualidade. 
Há, no entanto, uma coisa que se mantém inalterável, no antes e no pós 25 de Abril! Ontem, como hoje, continuamos...à espera de melhores dias! 

25.04.2013

Ditadura do medo


Mal vai uma democracia quando se fala em Ditadura do medo.



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25 de Abril: O negativo não nos pode levar ao desânimo


Aí está mais um 25 de Abril. Para celebrar e para contestar, na liberdade que o Movimento das Forças Armadas nos ofereceu em 1974. Para celebrar a riqueza que a liberdade representa; a certeza de que a liberdade nos deu a democracia; a convicção de que não há outra forma de viver em sociedade senão em democracia. Para contestar o desenvolvimento não conseguido; a justiça social que tarda em se aplicar; a falta de trabalho que atrofia os sonhos e o presente de 20 por cento dos portugueses ativos; a fome que alastra a olhos vistos; a corrupção que não desaparece dos nossos horizontes, qual lobo vestido de cordeiro.
Importa sublinhar, no entanto, que nada do negativo nos pode derrotar nem levar ao desânimo. Uma sociedade adulta e responsável tem nas suas mãos o seu futuro. Assim o queira.

A Justiça em Portugal


Não me repugna admitir que Isaltino Morais, o autarca de Oeiras, esteja inocente. Foi, finalmente, preso e sobre isso não posso nem devo pronunciar-me. Contudo, repugna-me aceitar que no nosso País a Justiça seja tão lenta. Não discuto se é competente ou incompetente. Porém, pelo que se vê, a nossa Justiça está a ser injusta. Tantos anos para decidir um caso. Tantos anos para decidir e concluir tantos casos. E não haverá maneira de termos em Portugal uma Justiça célere, à altura de uma sociedade democrática?

Ver notícia aqui

quarta-feira, 24 de abril de 2013

"ECONOMIA E MUNDO OPERÁRIO. OPORTUNIDADES"





O antigo secretário geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva, e o antigo secretário de estado da saúde, Óscar Gaspar, participam num debate promovido pela Diocese de Aveiro, subordinado ao tema “Economia e mundo operário. Oportunidades”.
A sessão que faz parte do programa da Missão Jubilar realiza-se esta sexta-feira, no Auditório CEFAS, em Águeda, e começa às 21h.
Depois de um debate sobre a acção social que contou com a presença do arcebispo de Braga e do ministro da solidariedade e seguranca social, outro sobre o diálogo inter-religioso que recebeu Jorge Sampaio e António Couto, este é o terceiro debate que a Diocese aveirense promove com o objectivo de auscultar aquilo que o mundo tem a dizer à acção da Igreja.
Terá transmissão em directo no canal de televisão online da Diocese.

Fonte: Diocese de Aveiro

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Aniversário da cidade recordado sem festa



Saneamento básico 
vai ficar quase 
a 100 por cento 



O 12.º aniversário da elevação da Gafanha da Nazaré a cidade foi recordado sem festa, com a presença da Câmara Municipal de Ílhavo e Junta de Freguesia, presididas, respetivamente, por Ribau Esteves e Manuel Serra. De significativo, apenas o hastear das bandeiras, visitas ao novo edifício da Escola Secundário (ES), ao complexo do Grupo Desportivo da Gafanha (GDG) e ao espaço do antigo mercado, que vai ser reconvertido em parque de estacionamento para 80 automóveis, importando as obras em 80 mil euros, inteiramente suportados pela Câmara. 
As visitas serviram, fundamentalmente, para valorizar a importância das instituições referidas e para equacionar situações, no caso do GDG, a precisarem de soluções a breve prazo, em especial no Parque de Campismo. 
O edifício da Escola Secundária mereceu rasgados elogios do presidente da Câmara, por se tratar de uma obra de «muita qualidade» que importou em 14 milhões de euros e que justificou «uma luta de muitos anos» de parte da autarquia. Ribau Esteves adiantou que o Ginásio daquela escola, que possui todos os requisitos modernos, ficará aberto à comunidade, mediante protocolo assinado entre a CMI e a ES. 
Quanto ao GDG, o autarca ilhavense reconheceu que o complexo desportivo precisa de ser melhorado, em especial o Parque de Campismo, «que não está bem, que não está licenciado e que necessita de ser qualificado», apostando a Câmara em elevá-lo à categoria de uma estrela, «de forma que possa dar lucros que beneficiem o Grupo Desportivo». 

terça-feira, 23 de abril de 2013

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR

O PRAZER DE LER
Maria Donzilia Almeida

Mesa de cabeceira do Zé da Rosa

Também chamado Dia Mundial do Livro, é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de abril e organizado pela UNESCO, para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos de autor. O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de outubro e 16 de novembro de 1995.
A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data, do ano de 1616, morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega. Para além disto, na mesma data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes: Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues




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segunda-feira, 22 de abril de 2013

DIA INTERNACIONAL DA TERRA - 22 de abril






NA NATUREZA NADA SE CRIA E NADA SE PERDE
Maria Donzilia Almeida


Neste dia, exprimo o meu extremado amor à terra, na polissemia do seu significado: amor à Terra, planeta azul de que sou uma hóspede honorífica; amor à terrra natal que elevo a um grande pedestal, onde resido e desfruto dos seus encantos: à terra, húmus vivificador, qual ventre materno que faz explodir em vida, tudo aquilo de que é inseminada!
Neste sentido restrito, respeito-a, cuido-a e sou uma defensora acérrima do seu equilíbrio ecológico!
Daí ser uma ativista militante nas questões da reciclagem que defendo, promovo e pratico.
Para comemorar este dia, deixo apenas o pensamento de Lavoisier, que incorporei e algumas imagens das minhas práticas, em favor desta maravilha que é o planeta Terra!

sábado, 20 de abril de 2013

O Mundo é espantosamente belo!


Li na RR




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Quem é o estúpido?

AS LEIS FUNDAMENTAIS DA ESTUPIDEZ HUMANA
Anselmo Borges


Este - "as leis fundamentais da estupidez humana" - é o título de um livrinho famoso, publicado há muitos anos, mas sempre actual. Apareceu em inglês, depois em italiano. Acabo de lê-lo em francês. O seu autor, Carlo M. Cipolla (1922-2000), historiador da economia, foi professor na Universidade de Berkeley e na Escola Normal Superior de Pisa.
Para estabelecer as leis fundamentais da estupidez, é preciso, primeiro, definir quem é o estúpido. Para isso, ajudará a comparação com outros tipos de gente. Diz o autor que, quando temos um indivíduo que faz algo que nos causa uma perda, mas lhe traz um ganho a ele, estamos a lidar com um bandido. Se alguém realiza uma acção que lhe causa uma perda a ele e um ganho a nós, temos um imbecil. Quando alguém age de tal maneira que todos os interessados são beneficiados, estamos em presença de uma pessoa inteligente. Ora, o nosso quotidiano está cheio de incidentes que nos fazem "perder dinheiro, e/ou tempo, e/ou energia, e/ou o nosso apetite, a nossa alegria e a nossa saúde", por causa de uma criatura ridícula que "nada tem a ganhar e que realmente nada ganha em causar-nos embaraços, dificuldades e mal". Ninguém percebe por que razão alguém procede assim. "Na verdade, não há explicação ou, melhor, há só uma explicação: o indivíduo em questão é estúpido."


DOU A VIDA A QUEM ME SEGUE
Georgino Rocha




Esta garantia é dada por Jesus na sequência da parábola do Bom Pastor. Surge no diálogo tenso com as autoridades dos judeus. Não faz nenhuma excepção. Está aberta a todos. Apenas indica algumas condições. E a observância destas são indispensáveis para que a garantia/promessa seja efectivamente realizada. É feita aquando da festa da Dedicação do Templo, em Jerusalém. Mas tem como horizonte as “rotinas” do tempo comum e os acontecimentos da história de toda a humanidade. Desde que sejam satisfeitas as condições apresentadas.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Instituições da Gafanha da Nazaré de mãos dadas em “Olhares Abertos”

Exposição até domingo

Hugo Coelho, Padre Francisco e Eduardo Arvins

“Olhares Abertos” é uma iniciativa das IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) de matriz eclesial da Gafanha da Nazaré, nomeadamente, do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Nazaré, Obra da Providência e Fundação Prior Sardo, que surgiu com o objetivo de estimular e enriquecer o desenvolvimento de interações e mútuo conhecimento, fatores geradores de dinâmica de cooperação entre instituições, como resposta otimizada no exigente contexto atual, como se lê num texto de apresentação. 
A ação levou à prática uma exposição de fotografia, patente no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré entre  19 e 21 de abril, que reflete trabalhos realizados no primeiro trimestre de 2013, sobressaindo a partilha de olhares personalizados, de pendor humanista, social e solidário, ao serviço do bem-comum. 

Padre Francisco, Ribau Esteves e Manuel Serra

O pároco da Gafanha da Nazaré, Padre Francisco Melo, enalteceu a importância das três instituições ligadas à Igreja Católica estarem unidas nesta iniciativa, fruto de «um pequeno percurso», numa perspetiva de se trabalhar em conjunto. Lembrou que estas IPSS têm valores em comum, em especial «o do serviço, que queremos prestar no âmbito da Igreja». 
O Padre Francisco frisou que houve visitas mútuas entre as instituições, das quais resultou esta exposição, “Olhares Abertos”, onde temos «os olhares dos mais novos, que são o nosso futuro, que nos desafiam a um futuro de esperança». Disse ainda que não faltam os olhares dos que nos «antecederam na vida e que nos dão a garantia de que vale a pena caminhar». 
Manuel Serra, presidente da Junta de Freguesia, afirmou que a Gafanha da Nazaré tem razões para se sentir muito feliz por tudo quanto se faz, «em termos exemplares», como esta ação, sobretudo por escolherem, se é que o fizeram, para a sua inauguração, o dia em que se comemora «o aniversário da elevação da nossa terra a cidade». Por isso, todos estamos de parabéns, disse. 

Visitantes


Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, depois de afirmar que durante a manhã, no âmbito das celebrações do aniversário da elevação a cidade da Gafanha da Nazaré, esteve em visita de trabalho no novo e moderno edifício da Escola Secundário, nas instalações do Grupo Desportivo da Gafanha e na zona do novo parque de estacionamento, anexo à Junta de Freguesia, salientou a premência de olhar o futuro, «futuro que já chegou, fazendo coisas de forma diferente». E acrescentou: «As exigências novas e as dificuldades novas exigem de nossa parte soluções novas, instituições mais fortes, com mais escala e com mais capacidade para responderem às solicitações que as pessoas nos fazem.» 
O Presidente da Câmara manifestou o desejo de que «estes “Olhares Abertos” nos abram o espírito, nos alimentem a inteligência e nos deem coragem, porque a forma melhor de fazermos as coisas para o nosso comodismo é sempre fazermos como fizemos; a forma mais exigente, aquela que é mais geradora, é fazer de forma diferente, respondendo às novas exigências do tempo novo, que vai chegar». 

Fernando Martins

Gafanha da Nazaré é cidade há 12 anos




A Gafanha da Nazaré é cidade há 12 anos. O acontecimento, isto é, a festa que os gafanhões viveram no dia 19 de abril de 2001, merece ser recordado sempre. Na Junta de Freguesia, as bandeiras, desfraldadas ao vento, disseram a quem passa que a nossa terra revive algo importante num ambiente festivo. É óbvio que não vou, hoje e aqui, dizer que a cidade precisava de muito mais. Quero, tão-só, sublinhar a data, para que cada um a comemore ao seu jeito. 
A imagem das bandeiras está acompanhada de uma outra, que tem um certo significado. Talvez pouca gente saiba que as duas oliveiras que se veem brotaram de um tronco, com 300 anos, que ali foi mandado colocar pelo presidente da Junta, Manuel Serra, em 2010, na esperança de que pudéssemos contemplar um sinal de perenidade. Gostei do simbolismo da oliveira. E por isso o apresento neste meu espaço.

O HOMEM LIVRE...

"O homem livre é aquele que vê os erros com a mesma claridade que a verdade."

G. K. Chesterton

Nota: Boa afirmação. Poderemos dizer que não abundam os homens livres? Talvez. Mas sempre haverá homens que se esforcem por ver erros e verdade com a mesma claridade.


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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Índia: país multicultural

Vestígios da presença portuguesa por toda a parte
Maria Donzília Almeida

Esperando o nascer do sol no Ganges
Desde que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia, em 1498, que a curiosidade lusitana jamais parou de se imiscuir neste destino exótico. A minha concretizou-se em 2008, mas optei por outro meio de transporte, diferente do utilizado pelo navegador português, Vasco da Gama. Mais veloz, poupando-me ao enjoo e ao escorbuto, caso contrário gastaria mais que o período de férias, concedido pelo patronato! 
Uma jovem (!?) democracia, desde 1947, apenas dois anos, mais velha que a autora destas linhas. Uma economia emergente, a 10ª no ranking mundial. De todos os contrastes verificados neste país do extremo oriente, desde o exotismo das gentes, ao esplendor dos monumentos, do Kamasutra aos palácios dos marajás, vou evocar aqueles que são já, uma marca nos roteiros dos agentes turísticos. 
Umas das 7 maravilhas do mundo, praticamente todos já o viram em inúmeras fotografias, mas o que poucos sabem, é a história que está, por detrás, deste inigualável monumento. O Taj Mahal é uma ode ao amor e representa toda a eloquência deste sentimento. Durante séculos, inspirou poetas e outros artistas, que tentaram captar a sua magia em palavras, cores e música. Multidões de viajantes têm cruzado continentes inteiros, para ver esta esplendorosa beleza, poucos lhe ficando indiferentes.

Cardeais, bispos, monsenhores e padres a sonhar carreira na Cúria Romana

Interpelação do Papa à Igreja e toda a hierarquia 
 António Marcelino 

António Marcelino


Com toda aquela corte de gente a rodeá-lo, cardeais, bispos, monsenhores e padres a sonhar carreira na Cúria Romana, que continuam com as suas vestes coloridas e vistosas, e a não quererem mudar, como se sentirá o Papa Francisco? Com o desconforto de quem espera? Com a normal compreensão e paciência de quem respeita? Mais voltado para mostrar que para falar? Todas as hipóteses se podem formular. Mas a pergunta é pertinente, dado que ele optou, desde o primeiro momento, pela simplicidade no viver, no vestir, no calçar, no comunicar, no relacionar-se, como que a querer dizer que coisas supérfluas e vistosas que choquem não são com ele e a sua opção é a simplicidade e a disponibilidade de quem serve. 

Gafanha da Nazaré é cidade há 12 anos


Comemorações do 12.º Aniversário 



Amanhã, dia 19 de abril,  assinala-se o 12.º Aniversário de Elevação da Gafanha da Nazaré a Cidade, com um conjunto de ações que marcam a data, honrando a década passada e o futuro que juntos queremos continuar a construir a cada dia. 
O Programa das Comemorações, que está centrado em visitas de trabalho tendo a Educação, o Desporto e a Regeneração Urbana como temáticas, é o seguinte: 

08.30h – Hastear das Bandeiras (junto à Sede da Junta de Freguesia); 

09.00h – Visita à Escola Secundária da Gafanha da Nazaré; 

10.30h – Visita ao Grupo Desportivo da Gafanha; 

11.30h – Apresentação do Projeto de Qualificação Urbana no terreno do  antigo Mercado da Gafanha da Nazaré (no local da obra). 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os generosos ficam na memória do povo

OS BOLSOS DA MORTALHA
António Marcelino

Ao denunciar os que enriquecem por caminhos sujos e de corrupção, o Papa Francisco recordou uma palavra da sua avó que ela dizia com a sabedoria de mulher humilde, mas realista: “As mortalhas não têm bolsos”. Ao ouvir lembrei-me de uma quadra popular, ao jeito do António Aleixo: 

“Tenho uma viagem marcada
 Fazê-la, quando, não sei
 Do que tenho não levo nada
 Levo tudo quanto dei”

Não falta gente a pensar que a mortalha tem bolsos a abarrotar, e que é perdido o que se reparte e dá aos mais pobres de tudo. A alegria de dar, recorda a Bíblia, é maior do que a de receber. E eu acrescento: é maior do que a de guardar avaramente o que se tem a mais. Não faltam exemplos a confirmá-lo ao longo da história. Ainda hoje, quem fica, de modo grato, na memória do povo? Os avarentos e forretas ou os generosos e disponíveis? A vida tem a missão de nos ensinar. Ela realiza-se na história de cada um e a história, para quem a souber ler, será sempre a mestra de vida.


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COIMBRA: 17 de abril de 1969

Alberto Martins levanta-se e pede a palavra
Maria Donzília Almeida
Desde tenra idade, que a vida me foi preenchendo com acontecimentos marcantes. Neste dia, evoco o meu ano de caloira na Academia de Coimbra, em que foi lançado o embrião daquilo que viria a nascer, em Abril de 1974.
Há 44 anos atrás, era eu uma jovem de 19 anos, a dar os primeiros passos na senda de Minerva, postada ali, em grande plano, no átrio da Faculdade de Letras.
Naquela manhã primaveril de 17 de abril de 1969, por ocasião da inauguração do Edifício das Matemáticas, a cidade de Coimbra estava em polvorosa. Vieram, a Coimbra, os Ministros das Obras Públicas, da Educação, o Prof. Hermano Saraiva e o então Presidente da República, Almirante Américo Tomás.

Passos Coelho e Seguro com encontro marcado


Portugal enfrenta um momento crucial. Pelas notícias que nos chegam, estamos a ficar mal na fotografia, com o precipício mesmo ali ao lado. Seria bom que Passos Coelho e António José Seguro se unissem para salvar o país da bancarrota. Na impossibilidade de se construir um Governo de Salvação Nacional, que implantasse um esquema que respeitasse o ser humano, ao menos que os partidos da área da governação se entendam para bem de todos e para fazerem o necessário e possível depressa e bem. Será viável? Eu gostaria que fosse, mas...
O problema da falta de entendimento está, a meu ver, no orgulho que todos alimentam e levam à prática. Cada líder, neste caso Passos Coelho e Seguro, senhor da verdade toda, da honestidade toda e da solução única, procura apenas empoleirar-se no poder para si e seus clientes, menosprezando o povo português. Custa-me dizer isto, mas tenho quase a certeza de que as posições de raiva entre um e outro, ou entre uns e outros, vão permanecer intocáveis. Depois, se a democracia se deixar arrombar, não se queixem. O povo português tem de começar a perceber que há gente nos poderes sem capacidade para o diálogo.

DESEMPREGO: O grande drama de Portugal

Padre Lino Maia


«O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) afirmou hoje à Agência ECCLESIA que o desemprego, “o grande drama de Portugal”, diminui a esperança e aumenta a depressão, o vício e a marginalização.
Com a falta de trabalho “as pessoas ficam mais deprimidas, mais sujeitas a criarem vícios e também mais marginalizadas, dado que uma pessoa desempregada perde um grupo de relações e não está em condições de criar novos laços”, sublinhou o padre Lino Maia.
Quem não tem ocupação profissional “perde a esperança porque um desempregado é alguém que, provavelmente, não encontrará trabalho nos próximos anos”, acrescentou o responsável à margem do seminário ‘Pobreza e Direitos Humanos’ que decorre esta terça-feira na Assembleia da República, em Lisboa.»

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Para conhecer o Papa Francisco

"Papa Francisco - Conversas com Jorge Bergoglio": 
família, vocação e escolhas culturais, da leitura, 
à dança, do cinema ao futebol



«"Papa Francisco - Conversas com Jorge Bergoglio", lançado esta terça-feira nas livrarias pela Paulinas Editora, é o resultado de uma entrevista ao arcebispo de Buenos Aires originalmente publicada em 2010 na Argentina.
«Não se trata apenas de uma biografia, mas é um testemunho direto, em primeira pessoa, onde o novo papa dá a conhecer os acontecimentos que marcaram a sua vida, traçando um impressivo auto-retrato», refere a nota de apresentação.
A conversa, que se prolongou por vários meses, é dirigida pelos jornalistas Sergio Rubin, argentino, e Francesca Ambrogetti, italiana.
Apresentamos um dos capítulos da obra, onde Bergoglio fala sobre episódios da infância, família, vocação e as escolhas culturais, da leitura à dança, do cinema ao futebol.»

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terça-feira, 16 de abril de 2013

Dia Mundial da Voz - 16 de abril



Neste dia especial, não declamo, nem reclamo, mas proclamo
Maria Donzília Almeida

Numa passagem meteórica pela cidade do Mondego, onde revivo sempre, com nostalgia, memórias da juventude, quis a sorte que me cruzasse, no mesmo hotel, com um médico muito jovem. Também fez estudos nesta urbe universitária e apesar da sua ainda curta vida, protagoniza já, uma carreira brilhante e vaticina-se-lhe um futuro promissor.
Neste dia especial, não declamo, nem reclamo, mas proclamo, de viva voz, umas palavrinhas singelas, mas de grande significado e admiração, para com o nosso herói.

Miguel Augusto Trigo Ribeiro

Dr Miguel Augusto Trigo Ribeiro

Especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética. 
Licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. 
Formação específica em Cirurgia da Mama estética e reconstrutiva na Unitá Operativa Complessa di Chirurgia Plastica Ricostruttiva – Istituto Nazionale per lo Studio e la Cura dei Tumori em Milão. Curso de Cirurgia Nasal Estética e Reco2nstrutiva no Centro Médico Teknon em Barcelona. Curso de Cirurgia do Rejuvenescimento Facial no Ilustre Colégio Oficial de Médicos em Madrid.Assistente Hospitalar do Serviço de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Maxilo-Facial do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental.


Médico cirurgião
Inventa harmonia
Gerando beleza
Um escultor!
Em carne natural
Levanta o moral!

Transforma a tristeza,
Reacende a alegria,
Irradia juventude!
Gere a decrepitude
O herói da cirurgia!

Maria Donzília Jesus Almeida
16 de abril de 2013

OS "CHEIOS DE SI"

Os tais comentadores desempregados da política ou à espera de nela encontrarem um lugar ao sol sabem de tudo e mais alguma coisa... De tal maneira que, antes de abrirem a boca, já sabemos o que vão dizer.


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segunda-feira, 15 de abril de 2013

PÚBLICO: CRÓNICA DE BENTO DOMINGUES






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Dois gafanhões perfilam-se nas autárquicas



Que eu saiba, já há dois gafanhões candidatos às autárquicas. Outros surgirão, decerto. Ribau Esteves será o candidato do PSD à Câmara Municipal de Aveiro, mudando, portanto, para o município vizinho, se vencer, obviamente. Fernando Caçoilo, vice-presidente da Câmara de Ílhavo, durante os mandatos de Ribau Esteves, passa a candidato natural do PSD à autarquia que tem servido. Aos dois desejo os maiores êxitos políticos e pessoais. 
De outros falarei quando souber das suas candidaturas. 
O serviço público, político ou outro, merece-me o maior respeito. Quem se candidata a estes cargos, por espírito de missão, pois só assim o entendo, deve suscitar em nós, os eleitores, o apoio possível, mesmo que esse apoio se possa traduzir em crítica pela positiva. Como, aliás, gosto de pautar a minha intervenção pública.

sábado, 13 de abril de 2013

Almoço de antigos alunos da EICA


Para mais tarde recordar
A alegria da juventude
As conversas de sempre

No cenário único da Costa Nova, hoje, dia de sol quente e luminoso, participei no XIX almoço de antigos alunos da EICA (Escola Industrial e Comercial de Aveiro). O restaurante Marisqueira, com a sua já conhecida lhaneza de trato, proporcionou um encontro agradável para os convivas degustarem, com prazer e animação, acepipes saborosos: Carapauzinhos fritos, presunto bem curado, galeota à maneira, amêijoas à Bulhão Pato, creme de legumes para serenar o estômago, bacalhau com batata assada, sobremesa e café, tudo bem temperado. O prato especial foi a conversa, variada e apetitosa, ao sabor da maré, com estórias que nunca mais acabam, ano a ano renovadas, ano a ano prometidas, porque é preciso alimentar a chama do convívio, da fraternidade que a todos anima, porque é necessário afugentar enxaquecas e males que a idade traz, criar coragem que a vida nos convida a manter, alegria que urge cultivar. 
Cabelos brancos? Peles enrugadas? Pernas trôpegas? Ouvidos que não captam tudo? Corações que se tornaram frágeis? Que importa isso, se os sorrisos se mantêm, se as amizades persistem, se a vontade de estar e de continuar na luta cresce dia a dia, se o companheirismo é mola-real da nossa existência? 
Para o próximo ano, se Deus quiser, voltaremos à mesa da fraternidade, ponto de encontro dos presentes e dos ausentes, que os primeiros saberão recordar. Como hoje aconteceu.

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