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sábado, 13 de abril de 2013
É com Fé que todos somos homens, quando o somos.
Anselmo Borges
Figura cimeira da cultura portuguesa do século XX, Óscar Lopes deu contributos fundamentais para a linguística, a crítica literária, a história da literatura. Falámos várias vezes. Em 1970, convidei-o para uma "mesa redonda" sobre "a crise da fé hoje", na qual também participou o bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes. O que aí fica é uma homenagem ao pensador e professor, a partir dessa "mesa redonda".
D. António Ferreira Gomes, que tinha chegado havia pouco tempo do exílio, revelou que tinha "uma cartinha muito breve do Sr. Dr. Óscar Lopes (não combinámos nada), em que diz que a sua participação seria "um depoimento na primeira pessoa do singular acerca daquilo que durante 50 anos julgo ter crido a partir de um fervoroso catolicismo de infância. Apenas desejaria descobrir o melhor de mim mesmo no melhor catolicismo de hoje, e contribuir para tudo aquilo que deveras nos transcende"." E o bispo do Porto acrescentou: "Nós sabemos que a maior parte da nossa boa gente não transcende. Muitas vezes para o povo a religião no geral não significa nada de transcendente." E, depois de denunciar a religião das promessas, a religião utilitária, afirmou: "A religião cristã, entretanto, o limiar diferencial da religião cristã começa quando alguém se debruça sobre o outro, quando alguém se volta para aquilo que o transcende, seja o outro neste mundo, seja o outro absoluto (a relação ao outro absoluto é exactamente também a relação ao irmão). Por conseguinte, eu tenho para mim que quem procura pôr-se deveras em relação com aquilo que nos transcende está numa atitude religiosa. Desculpe, Senhor Doutor, se o ofendo." E Óscar Lopes: "De modo algum."
“Rapazes, tendes alguma coisa de comer?”
JESUS ORIENTA OS DISCÍPULOS EM MISSÃO
Georgino Rocha
| Mar Tiberíades |
O mar de Tiberíades é cenário aberto e expressivo da acção de Jesus ressuscitado. Acção que nos chega em forma de narrativa com fundo histórico e/ou carácter simbólico. A que faz o relato da aparição/manifestação de Jesus aos discípulos pescadores pertence a este tipo de narrativas e comporta uma mensagem qualificada.
Antes de serem discípulos, alguns dos que seguiam Jesus eram pescadores de profissão, conhecendo bem os tempos e as marés favoráveis, o rumo previsível do peixe em movimento e, consequentemente, as horas propícias para a sua captura. Também lhes eram familiares a barca do trabalho, as redes da esperança, o saco repleto de sonhos alcançados ou de desejos adiados. Esta sábia experiência perdura mesmo durante o acompanhamento de Jesus em que tantas surpresas aliciantes acontecem.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Promover a Renovação da Igreja Católica
«Formar comunidades que sejam autênticas escolas de vivência da fé e da comunhão, gerando entre todos os seus membros laços de fidelidade, de proximidade e de confiança, que se traduzam no serviço humilde da caridade fraterna. É este o caminho para avivar o sentido de pertença à comunidade e para fortalecer os laços da comunhão, que é a primeira forma de missão, de acordo com a Palavra de Jesus, Bom Pastor: «Nisto todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13,35). De acordo também com a forma de viver das primeiras comunidades cristãs.»
Ler nota pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa
quinta-feira, 11 de abril de 2013
No Povo de Deus todos têm vocação própria
Referências para a renovação e solução dos problemas pastorais
D. António Marcelino
| António Marcelino |
O novo Papa acordou muita gente para a renovação da Igreja e para a urgência de soluções para os problemas das comunidades cristãs. As propostas que aparecem, mais de cariz tradicional, não coincidem com os caminhos que o Papa Francisco propõe e mostra. Deve procurar-se luz onde existe, não onde ela foi perdendo o seu brilho.
Não é fácil a desmontagem de ideias feitas e experiências vividas em tempos que não estes. O mesmo se passa com as instâncias políticas europeias e nacionais, onde predominam os interesses nacionais e partidários, que empurram sempre para becos de saída difícil. Na Igreja, porém, pela sua natureza e objetivos da missão, as referências têm outra dimensão. A menos que os interesses particulares abafem os comuns, mais abertos à verdade objetiva.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Bom tempo no fim do mês
«No princípio ou no fim, costuma abril ser ruim»
Tendo em conta o provérbio, apoiado na milenar experiência do povo, que não tinha outra forma de registar os seus conhecimentos, vamos acreditar que no fim do mês estará bom tempo, com a primavera esperada e desejada há muito. O abril ruim deve estar a passar...
Rádio Renascença completa 76 anos
Os meus parabéns à RR e a todos quantos a animam dia após dia, desde há 76 anos. É um exemplo, claríssimo, de sucesso, para bem do nosso país e dos portugueses.
«A Renascença completa hoje mais um aniversário: já lá vão 76 anos desde que foi para o ar. Deste modo, fecha-se o ciclo das bodas de diamante, que começou há um ano e que incluiu diversas iniciativas, como uma lotaria nacional e o concerto de José Carreras, passando ainda pela plantação de 75 mil árvores.
Durante este ano, a Renascença foi também condecorada pelo Presidente da República, tornando-se no primeiro órgão de comunicação privado a ser receber a distinção.
Hoje, a data é assinalada com uma missa de Acção de Graças, às 18h00, na igreja de São Domingos, em Lisboa. A cerimónia vai ser presidida pelo Padre Vítor Gonçalves, assistente espiritual da emissora católica portuguesa.»
Nota: Texto e foto do site da RR
Nota: Texto e foto do site da RR
segunda-feira, 8 de abril de 2013
DIA MUNDIAL DOS CIGANOS - 8 de abril
| A caravana lá vai a caminho... |
A MAIOR MINORIA DA EUROPA
Maria Donzilia AlmeidaIncómodo para uns, polémico para muitos, o tema despertou a minha atenção, desde que foi inscrito no meu ambiente de trabalho.
A temática dos ciganos começou a despertar-me interesse, quando lidei, de perto, com esta minoria étnica, tão significativa. A minha relação com eles, sempre se pautou por uma grande cordialidade e respeito mútuo, em que o trabalho fluía sem impedimentos ou quaisquer constrangimentos. Despertando no comum dos mortais os mais contraditórios sentimentos, são uma camada de gente, muito peculiar, que tem suscitado estudos aprofundados, no sentido duma maior compreensão e consequente integração.
As populações ciganas, atualmente espalhadas por todo o continente europeu são muito diferentes entre si. Todas têm, contudo, em comum, uma única população ancestral, como prova agora o estudo do seu ADN.
Fórum da Juventude e a responsabilidade cívica
Vereadora Beatriz Martins em entrevista ao Timoneiro
| Vereadora Beatriz Martins canta e ajuda a cantar |
O Polo da Gafanha da Nazaré do Fórum Municipal da Juventude (FMJGN), de braços abertos e acolhedores no Centro Cultural da nossa cidade, é razão primeira da entrevista que a Vereadora Beatriz Martins, responsável por este setor, concedeu ao Timoneiro. Trata-se de um serviço dinâmico, que acolhe mensalmente 500 jovens, entre as 10 e as 18 horas, de segunda a sexta-feira.
A riqueza e a importância das iniciativas e projetos que no FMJ se desenvolvem são por demais evidentes, representando, sem dúvida, uma preciosa ajuda para o desenvolvimento integral da juventude. E se é verdade que nos polos do FMJ tudo está concebido para que os jovens estejam plenamente empenhados no que se planifica e faz, importa reconhecer a mais-valia que significa a cooperação da comunidade em geral. Esta entrevista foi conduzida por Fernando Martins, via e-mail.
O que é e o que pretende a CMI com o Fórum da Juventude?
— Com a criação do Fórum Municipal da Juventude a CMI pretende prosseguir com uma política de juventude próxima dos Jovens do Município. Neste âmbito surgem os investimentos na construção de novos equipamentos, na criação destes serviços, programas e iniciativas com o intuito de acrescentar mais-valias à formação pessoal e ocupação do tempo livre com qualidade.
Importa contribuir para a formação, informação e entretenimento dos nossos jovens.
sábado, 6 de abril de 2013
A ARROGÂNCIA DE QUEM VIVE DE BARRIGA CHEIA
António Marujo,
no DN
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no DN
"Há uma coisa que não dará para aguentar, claro: a arrogância de quem vive de barriga cheia, achando que só eles é que trabalham e lutam pela vida. Já tínhamos percebido que grande parte da classe política vive em circuito fechado, sem conhecer a vida real das pessoas. Agora, percebemos também que, para boa parte da classe empresarial, as pessoas são apenas factores de produção. Servem apenas para lhes dar dinheiro a ganhar, a eles que, eles sim, são cultos, dinâmicos e trabalhadores.
Se preferirem, podem trocar antes o vosso salário com um sem-abrigo que receba ou não os trocos do "Rendimento Social de Inserção" (que não é social e não insere ninguém, ao contrário do que acontecia quando foi criado como Rendimento Mínimo Garantido). Desse modo, podem juntar ao baixo salário (uma experiência de contorcionismo) a experiência radical de ir à "sopa dos pobres" ou dormir com cartões à entrada de um prédio."
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Estranho aviso
Nas minhas deambulações por aí, um pouco longe da Gafanha da Nazaré, encontro por vezes avisos e dísticos no mínimo curiosos. Como o que ilustra esta mensagem. Por que razão foi necessário escrever, de forma que pudesse ser lido, este aviso? Será que a habitação modesta indiciaria sinais da impossibilidade de alguém viver nela? A porta, com a caixa do correio, não seria prova suficiente?
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O ser humano é realidade sagrada
Desafios para o século XXI
Anselmo Borges
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| Anselmo Borges |
São muitos os desafios que se nos apresentam neste século XXI, ao mesmo tempo com imensas vantagens e imensos riscos.
A sua ordem é um pouco arbitrária, mas começaria pela globalização. Pela primeira vez, somos verdadeiramente uma "pequena aldeia". Devido às redes de transportes e comunicações, fluxos de bens, serviços, capitais, conhecimentos e pessoas, os países e os povos do mundo estão cada vez mais integrados numa sociedade global. O que vai então significar a globalização: simples liberalização económica? Que nova configuração vai ter o mundo, com a emergência dos BRICS e, concretamente, das potências asiáticas, nomeadamente da China e da Índia? E o que será da Europa, se não caminhar para estruturas federativas?
O caminho para a autêntica alegria cristã
CHEIOS DE ALEGRIA AO VEREM O SENHOR
Georgino Rocha
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| Cerâmica de Jeremias Bandarra (Igreja da Costa Nova) |
A alegria surge espontânea no coração dos discípulos e mostra-se exuberante ao verem o Senhor. E São João - o narrador desta cena de aparição de Jesus – anota outros sentimentos e atitudes: o medo cede lugar à confiança, o limite das portas fechadas na memória do passado e sem perspectiva no presente é superado pela novidade de horizontes que se entreabrem, a dúvida tormentosa e asfixiante da situação vivida dissipa-se com a certeza alegre e contagiante provinda da visão do Ressuscitado, a agitação interior serena com a oferta da paz, a sensação de abandono e orfandade é vencida pela doação do Espírito Santo, presença amiga e revigorante, a consciência do pecado da negação e deserção é regenerada pelo perdão sanador e recuperante.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Poesia para todos os tempos
Um poema de António Gedeão

A MINHA ALDEIA
Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Angulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
Sugestão do caderno Economia do EXPRESSO
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A MINHA ALDEIA
Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.
Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
Angulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.
Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza.
Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.
Valência de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.
Sugestão do caderno Economia do EXPRESSO
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Um retrato bonito da Gafanha do Carmo:
A Cândida Pascoal, autora do texto que copiei do Facebook, presta desta forma uma bonita homenagem à Gafanha do Carmo, terra que lhe está na alma. Gostei muito e daqui, por esta forma, saúdo todos os emigrantes que cultivam o amor à sua terra-natal.
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| Igreja matriz da Gafanha do Carmo |
«A minha terra tem uma "Rua De Baixo". Tem um "Café Central" e uma " loja do Ti Larico" e o Talho do Ti Mário da Fátima . No Largo da Igreja há um jardim para as crianças brincarem nesse largo existe aos Domingos no fim da missa uns senhores a venderem fruta , ouro e lençóis . Tem varias pessoa que ainda fazem pão em casa . Flores amarelas de erva azeda em vez de ervas daninhas pelas bermas da estrada. Tem pessoas que dizem sempre "bom dia" a quem passa, mesmo que sejam desconhecidos , tem o Ti Tairoco sentado no seu banquinho , que nos chama de Cachopas
Ao meio dia toca o Sino. Tem um campo da bola. Um Grupo União Desportivo. Tem um Centro Comunitário onde tomam conta dos nossos idosos , com jovens cheios de entusiamo , o mesmo entusiamo que teve o seu Fundador e a sua equipa . Tem um grupo de pessoas que, eles vestem umas capas vermelhas , elas uma blusa branca e uma saia preta e vão na procissão da festa e funerais .
Um carteiro que se entrega cartas deslocando-se numa Vespa . Tem uma mercearia que toda a gente achou que ia à falência com a abertura do shopping mais próximo mas que resiste porque vende o pão da padeira, frango churrasco ao Domingo e a Quinta, os legumes mais frescos vindos directamente dos fornecedores locais, sempre que lhe falta um cliente idoso mais que um dia na loja, vai tentar saber junto da família e vizinhos se está tudo bem. Teve vacas e ordenhas que fizeram muitas vezes parar o trânsito, às vezes. Tem Senhoras que moram ao pé do adro da Igreja e que vão a todos os funerais e velórios, mesmo que não conheçam os mortos. Tem um sino que se ouve, altaneiro, às onze da manhã de domingo. Tem vizinhos que se cumprimentam por "vizinhos" como se fosse um parentesco. Tem muita gente que não sabe o meu nome mas sabe de quem sou nora ou Cunhada. Tem a ida aos cricos e ao moliço. Tem gente que se conhece pelo nome próprio.
Do mês de Junho ao mês de Agosto as casas enchem-se ,com gente, filha , prima , Cunhada, netos , de muitos TI Maria e de muitos Tí Maneis .
Tem um Presidente da Junta que pertence aos Escuteiros.
A minha terra tem vida lá dentro. E vocês conhecem esta terra ?;))
Cândida Pascoal»
quinta-feira, 4 de abril de 2013
A caminho de um século de vida
Diamantino Sarabando
desfia recordações de trabalho duro
| Diamantino Sarabando |
Diamantino da Rocha Sarabando é um ancião prestes a completar um século de vida. No dia 2 de Janeiro de 2014, se lá chegar, como nos garantiu, terá 100 anos. «Mas ainda falta muito!», disse-nos com um sorriso bem-humorado. E nessa altura seria justo que a família e a comunidade o ajudassem a comemorar tão feliz acontecimento, como decerto vai acontecer.
Diamantino Sarabando fala com desenvoltura, intercalando a conversa com um ou outro trocadilho cheio de graça. Mas a sua grande dificuldade está bem patente na necessidade de usar «duas bengalas para se equilibrar melhor». Não sabe ler nem escrever, porque, enquanto menino, «não havia tempo nem escolas para isso». Porém, quando chegámos junto dele, com o ministro extraordinário da comunhão Alfredo Ferreira da Silva, tinha um folheto publicitário na mão, fixando nele os olhos, ao jeito de quem está a ler. Mas não estava: «Estava só a ver as figuras» — explicou-nos.
Natural da Gafanha da Encarnação, desde pequeno embrenhou-se no trabalho da pesca, ao lado do pai, nas companhas da arte da xávega de S. Jacinto e da Costa Nova, que tinham seis juntas de bois a puxar em cada corda da rede. A princípio tinha de arrastar as cordas até aos bois e poucos anos depois já as atava e desatava. O salário diário era de cinco centavos. Não sabe ler nem escrever porque «não havia tempo nem comer; era preciso trabalhar, mas trabalhar bem» — esclareceu.
Na sua juventude, as companhas eram batizadas pelos pescadores com nomes que só eles saberiam explicar. Recorda as companhas da Burra, Zana Trana, Landrona e Velhinhos, entre outras que a memória já não consegue trazer até ao presente.
Uns dias na Figueira da Foz
![]() |
| Centro de Artes e Espetáculos |
Regressei hoje aos ares da minha Gafanha da Nazaré, depois de uns dias de descanso na Figueira da Foz, onde saboreei o prazer de poder olhar à minha volta sem pressas nem horários. Livres, sem compromissos de maior, para além dos naturais que nos ligam à família, podemos apreciar recantos tantas vezes cruzados mas nem sempre vistos na sua riqueza artística e na sua beleza natural.
Sei que os olhares fixos no chão, indiferentes ao que nos rodeia, pessoas, paisagens, pedras, janelas, estátuas, riachos e nuvens são sinal de morte lenta, de desprezo pela vida e pelos encantos que ela encerra. Fez-me bem, também, esta mudança de ares envolvida pelo aconchego de familiares e pelas leituras que nunca dispenso, numa procura de paz interior, longe dos ruídos ensurdecedores dos telejornais e equiparados, carregados de nuvens negras prenunciando tempestades terríveis, que teremos de vencer para nos podermos manter de pé.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
JOÃO DE BARROS: AQUELE MAR
| Junto ao monumento dedicado ao poeta |
Aquele mar da minha infância,
bom camarada e meu irmão
a sua voz, o seu olor, sua fragrância
tanto os ouvi e respirei
que trago em mim o seu largo ritmo,
seu ritmo forte,
como se as praias onde espuma
quase me fossem
praias sem fim dentro de mim
ocultas praias, largas praias
do tumultuoso coração…
Aquele mar
meu confidente de horas idas
tudo escutava e adivinhava
do meu pueril e ingénuo anseio.
Nada sonhei que o não dissesse
– frémito de alma, grito ou prece –,
às madrugadas e aos poentes,
ao sol, às nuvens, ao luar,
ora nascendo, ora morrendo
nos longos, longos horizontes
em que se perdia o meu olhar…
Dia do Porto de Aveiro - 3 de abril
UMA DATA PARA RECORDAR

O Porto de Aveiro contribuiu imenso para o desenvolvimento da Gafanha da Nazaré e de toda a região. Sem ele, a nossa terra seria muito diferente. Contudo, desde a abertura da barra, nunca deixaram de ser necessárias obras para que as entradas e saídas de navios pudessem ser possíveis.
Muitos gafanhões trabalharam nas Obras da Barra e muito progresso veio por via disso. Houve alguns atropelos ao ambiente, mas o progresso tem sempre alguns custos. Porém, o cuidado e a atenção dos responsáveis e das demais pessoas da terra e região muito contribuíram para que o Porto de Aveiro seja olhado como um bem a estimar...
Ler Programa aqui
O Porto de Aveiro contribuiu imenso para o desenvolvimento da Gafanha da Nazaré e de toda a região. Sem ele, a nossa terra seria muito diferente. Contudo, desde a abertura da barra, nunca deixaram de ser necessárias obras para que as entradas e saídas de navios pudessem ser possíveis.
Muitos gafanhões trabalharam nas Obras da Barra e muito progresso veio por via disso. Houve alguns atropelos ao ambiente, mas o progresso tem sempre alguns custos. Porém, o cuidado e a atenção dos responsáveis e das demais pessoas da terra e região muito contribuíram para que o Porto de Aveiro seja olhado como um bem a estimar...
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sábado, 30 de março de 2013
Feira Medieval de Buarcos
Hoje gostei de passear pela Feira Medieval de Buarcos, um evento que conta com organização da Vivarte, um grupo especialista neste tipo de evocações históricas, em especial da Idade Média.
A feira termina amanhã, domingo, com dia cheio de figurantes e de representações que são outras tantas lições de história. Recriações, espetáculos de fogo e outros, assalto ao castelo, cortejo histórico, torneios d'Armas e a Cavalo. Tudo junto ao Forte de S. Pedro, com encerramento previsto lá para a meia-noite.
Barracas de comes e bebes, utensílios domésticos, armas da época, bebidas e especiarias, caça e porco no espeto, bolos e ervas para todas as doenças e enxaquecas, diversões e comediantes, músicas e arautos, cavaleiros e guerreiros, de tudo um pouco se viu na feira. Vale a pena uma visita...
JARDIM INTERIOR NO CAE DA FIGUEIRA DA FOZ
Os jardins são recantos de paz e de pureza quando são cuidados. O bom gosto e a beleza, nos jardins, são dádivas de paz e harmonia. No interior dos edifícios, são convite ao recolhimento e à meditação. E é isso que eu sinto no CAE - Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz, quando lá vou e me sento, tranquilamente, num canto a ler e a saborear um café.
Não sei a razão por que o CAE não é muito frequentado durante a semana, salvo quando há encontros e festas ou em dias de inauguração de exposições de fotografia e pintura, entre outras artes. Também nas horas de refeições há um regular movimento, porque o bar-restaurante serve bem, passe a publicidade desinteressada que manifesto neste curto escrito.
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É PRECISO CUIDAR DE TODA A CRIAÇÃO
FRANCISCO, BISMARCK E AS BEM-AVENTURANÇAS
Anselmo Borges
Numa obra cimeira, Ser e Tempo, Martin Heidegger, um dos maiores filósofos do século XX, retoma a famosa fábula de Higino sobre o cuidado. O texto latino da fábula conta como Cuidado modelou uma figura a partir do barro, pedindo depois a Júpiter que lhe insuflasse o espírito, levantando-se então uma disputa sobre quem deveria dar o nome a essa figura, pois esse direito era reclamado por Cuidado, por Júpiter e pela Terra. No meio da contenda, foi escolhido Saturno como juiz, que assim decidiu: o nome para a nova criatura será "homem", pois foi feito a partir da terra, "ex humo" (em latim); na morte, Júpiter receberá o seu espírito e a Terra acolherá o corpo. Mas quem o manterá e terá solicitude com ele enquanto viver será Cuidado. Saturno (o Tempo) escolheu Cuidado precisamente pelo papel decisivo que cuidar desempenha na formação, desenvolvimento e manutenção do ser humano até à morte, incluindo o morrer. Para Heidegger, o cuidado é um existenciário, estrutura originária da existência. O que é a existência sem o cuidado, cuidar e ser cuidado?
Anselmo Borges
Numa obra cimeira, Ser e Tempo, Martin Heidegger, um dos maiores filósofos do século XX, retoma a famosa fábula de Higino sobre o cuidado. O texto latino da fábula conta como Cuidado modelou uma figura a partir do barro, pedindo depois a Júpiter que lhe insuflasse o espírito, levantando-se então uma disputa sobre quem deveria dar o nome a essa figura, pois esse direito era reclamado por Cuidado, por Júpiter e pela Terra. No meio da contenda, foi escolhido Saturno como juiz, que assim decidiu: o nome para a nova criatura será "homem", pois foi feito a partir da terra, "ex humo" (em latim); na morte, Júpiter receberá o seu espírito e a Terra acolherá o corpo. Mas quem o manterá e terá solicitude com ele enquanto viver será Cuidado. Saturno (o Tempo) escolheu Cuidado precisamente pelo papel decisivo que cuidar desempenha na formação, desenvolvimento e manutenção do ser humano até à morte, incluindo o morrer. Para Heidegger, o cuidado é um existenciário, estrutura originária da existência. O que é a existência sem o cuidado, cuidar e ser cuidado?
sexta-feira, 29 de março de 2013
PALAVRAS LEVA-AS O VENTO
VERDADEIRA FELICIDADE
António Marcelino
Foi no Fórum da TSF do dia 20. Ouço sempre quando vou de viagem. As intervenções livres multiplicavam as opiniões sobre “o que é para mim a felicidade”. O tom era quase sempre o mesmo, traduzindo felicidade por bem estar material.
Foi então que apareceu uma senhora. Não fixei nome nem terra de onde telefonava. E disse que também havia felicidade, grande felicidade, em dar e em se dar aos outros. Ela sentia isso mesmo quando ia ao encontro de uma pessoa em solidão, de um doente ou de um casal em dificuldades, quando partilhava com os outros o seu tempo, as suas posses, quando se esquecia de si para pensar e cuidar dos outros. Maior felicidade em dar do que em receber!...
Dito, ficou dito, e muita gente o terá ouvido e o terá guardado. Ninguém sabe o bem que faz quando faz bem. Um testemunho assim, com simplicidade, com verdade, com coragem, aproveitando a antena aberta e quando ninguém responde a ninguém… O testemunho é isto mesmo e é o testemunho que convence, porque palavras leva-as o vento.
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António Marcelino
Foi no Fórum da TSF do dia 20. Ouço sempre quando vou de viagem. As intervenções livres multiplicavam as opiniões sobre “o que é para mim a felicidade”. O tom era quase sempre o mesmo, traduzindo felicidade por bem estar material.
Foi então que apareceu uma senhora. Não fixei nome nem terra de onde telefonava. E disse que também havia felicidade, grande felicidade, em dar e em se dar aos outros. Ela sentia isso mesmo quando ia ao encontro de uma pessoa em solidão, de um doente ou de um casal em dificuldades, quando partilhava com os outros o seu tempo, as suas posses, quando se esquecia de si para pensar e cuidar dos outros. Maior felicidade em dar do que em receber!...
Dito, ficou dito, e muita gente o terá ouvido e o terá guardado. Ninguém sabe o bem que faz quando faz bem. Um testemunho assim, com simplicidade, com verdade, com coragem, aproveitando a antena aberta e quando ninguém responde a ninguém… O testemunho é isto mesmo e é o testemunho que convence, porque palavras leva-as o vento.
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SÍLVIA CARDOSO MAIS PERTO DOS ALTARES
quinta-feira, 28 de março de 2013
Dia Nacional dos Centros Históricos - 28 de março
Alexandre Herculano,
Patrono dos Centros Históricos
Maria Donzília Almeida
Comemora-se, neste dia 28 de Março, data do nascimento de Alexandre Herculano, seu patrono, o Dia Nacional dos Centros Históricos.
Para quem, como eu gosta da Cidade Invicta, por onde já passei no meu périplo pelo país, aqui fica a sugestão para um programa assaz interessante. As distâncias, hoje, em dia, deixaram de obstar às deslocações das pessoas, pelo aumento significativo do parque automóvel e a rede de auto-estradas que cobre o país numa área muito significativa.
Desde 2008 que a cidade do Porto celebra o Dia Nacional dos Centros Históricos.
É um dia que se quer dedicado ao Centro Histórico do Porto, classificado, em 1996, como Património Cultural da Humanidade, estando todos convidados a visitar este lugar repleto de História, onde em cada rua, em cada largo, há elementos novos a descobrir.
Respondendo ao convite lançado pela Câmara Municipal do Porto, várias entidades, sediadas no Centro Histórico, vão abrir as suas portas e promover um conjunto de actividades. A maioria delas, gratuitas, tendo algumas, um custo reduzido: visitas guiadas a monumentos, circuitos pelas ruas históricas, passeios de barco pelo Rio Douro, feiras, exposições, workshops, filmes, oficinas pedagógicas e outras acções que são um convite irrecusável à sua participação.
Este ano, por motivos de conveniência, as comemorações passarão para o dia 31 de março, constituindo uma boa programação para o dia de Páscoa.
A Fundação da Juventude é uma das entidades parceiras das celebrações, realizando no seu equipamento cultural, o Palácio das Artes – Fábrica de Talentos (no Largo de S. Domingos), vários eventos:
• 10h-19h: Visita às Residências Artísticas do Palácio das Artes
• 10h-13h e 14h30-16h: Workshop “Banda RockinSchool Silva Monteiro
• 10h-19h: Exposição de Maria Leal “Impressões sobre a Obra de um Mestre”
• 16h: Dança Tango Argentino, da Escola “La Galeria Ideal” - Exibições, Demonstrações e Aula Aberta
• 17h: Orquestra de Guitarras do Curso de Música Silva Monteiro
• 17h30: Lusitanae Ensemble do Curso de Música Silva Monteiro
• 18h: Banda RockinSchool Silva Monteiro
• 19h-21h: Tertúlia: “Portugueses criativos pelo Mundo”
Ainda no mesmo dia, mas no Auditório da Fundação da Juventude (Rua das Flores, 69):
• 21h30: Master Class Acordeão, Escola de Música de Perosinho
O Porto, cantado por Rui Veloso é sempre aquele local de encantamento, que nos transporta a lugares de sonho e lazer!
28.03.2013
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Mensagem Pascal do Bispo de Aveiro
A Páscoa é Cristo vivo
«Em Missão Jubilar, sentimos ainda mais viva e mais nítida a fé, a confiança e a audácia apostólica que nos vêm da Páscoa. Sabemo-nos discípulos de Jesus Cristo, testemunhas felizes da sua ressurreição e mensageiros decididos das bem-aventuranças do evangelho. Vivemos um tempo concreto da nossa história como Diocese que realiza nas pessoas, nas famílias e nas comunidades a alegria da Páscoa e concretiza nesta hora jubilar a história da salvação.»
Na manhã de domingo, o primeiro dia da semana, algumas mulheres visitaram o túmulo de Jesus. Vinham ao túmulo para envolverem de saudade e de perfume, à boa maneira dos judeus, a sepultura de Jesus.
O túmulo estava aberto e vazio. O corpo de Jesus já não estava ali. Compreenderão mais tarde, juntamente com os apóstolos, agora ainda dominados pela dúvida e pelo medo, o alcance desta hora. Elas vão ser as primeiras testemunhas da ressurreição.
No acontecimento da ressurreição de Cristo está a raiz e o coração da nossa fé. Pelo baptismo, mergulhamos com Cristo na morte e com Ele somos chamados a entrar numa vida nova, a vida dos ressuscitados.
A Igreja não cessa de nascer e de renascer desta fonte viva que é o acontecimento pascal. A partir da Páscoa, as injustiças e violências do mundo, o pecado e a morte não estancam a vida de Deus em nós.
Sabemos que as maiores feridas sociais e as dores humanas precisam de cireneus que ajudem os que sofrem a olhar com esperança para este sinal redentor da cruz de Jesus. “Não tenhais medo! Não procureis entre os mortos Aquele que está vivo! Ele ressuscitou” (Lc 24, 5-6). A Páscoa é Cristo vivo. A Páscoa é obra de Deus que não mais termina e que nunca cessa de trabalhar e transformar a Humanidade.
A PÁSCOA DE JESUS DÁ SENTIDO À VIDA
VIVE UMA PÁSCOA FELIZ!
Georgino Rocha
É a Páscoa de Jesus que dá sentido à nossa. Com ela, podemos apreciar o alcance do que estamos a viver e a celebrar. Com ela, Deus confirma e dá razão ao amor que Jesus dedica aos esquecidos da sociedade, aos amaldiçoados do povo devido às doenças que eram consideradas como fruto dos pecados, aos postos à margem da convivência organizada por não satisfazerem certos requisitos legais, aos “não produtivos” da riqueza que enche a bolsa dos donos das terras e da pesca e dos impostos que sobre elas recaem.
Dia Mundial do Teatro - 27 de março
SHAKESPEARE
Maria Donzília Almeida

Evoco, neste dia, um grande dramaturgo que estudei na minha juventude e que é o expoente máximo do teatro isabelino, do século XVI.
Nasceu em 23 de Abril de 1564 e faleceu em 23 de Abril de 1616 em Stratford-upon-Avon, na Inglaterra. É considerado pela crítica, o mais importante autor da língua inglesa e um dos mais influentes do mundo ocidental. As suas peças permaneceram vivas, até aos nossos dias, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Como dramaturgo, escreveu não só algumas das mais marcantes tragédias da cultura ocidental, mas também algumas comédias. É notória a habilidade de Shakespeare em ultrapassar as fronteiras puramente narrativas das suas obras, penetrando de uma forma incisiva nos aspectos mais íntimos da natureza humana.
Maria Donzília Almeida
Evoco, neste dia, um grande dramaturgo que estudei na minha juventude e que é o expoente máximo do teatro isabelino, do século XVI.
Nasceu em 23 de Abril de 1564 e faleceu em 23 de Abril de 1616 em Stratford-upon-Avon, na Inglaterra. É considerado pela crítica, o mais importante autor da língua inglesa e um dos mais influentes do mundo ocidental. As suas peças permaneceram vivas, até aos nossos dias, sendo revisitados com frequência pelo teatro, televisão, cinema e literatura.
Como dramaturgo, escreveu não só algumas das mais marcantes tragédias da cultura ocidental, mas também algumas comédias. É notória a habilidade de Shakespeare em ultrapassar as fronteiras puramente narrativas das suas obras, penetrando de uma forma incisiva nos aspectos mais íntimos da natureza humana.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Folares à moda da Gafanha da Nazaré
IDOSOS DO CENTRO SOCIAL E ALUNOS DO ATL
DA EB1 DA CHAVE FAZEM FOLARES
| Escola da Chave |
«O Centro Social Paroquial Nossa Srª da Nazaré em conjunto com o ATL da Escola Básica do 1º Ciclo de Chave (Gafanha da Nazaré), promove momentos de convívio intergeracional aliado à troca de saberes com confeção do tradicional pão da Páscoa (folar) e suas tradições. O programa prevê para esta quarta-feira, às 10h, no ATL da Escola Básica da Chave, a Confeção de Folares e na quinta, às 14h, no Centro Social Paroquial Nossa Srª da Nazaré, uma caça aos ovos da Páscoa e Lanche que inclui os folares confecionado pelas crianças e idosos).»
Li na Terra Nova
Tríduo Pascal na Sé de Aveiro
Na Quinta-feira Santa, às 10h, o bispo de Aveiro preside à Missa Crismal durante a qual todos os padres farão a renovação dos compromissos sacerdotais e na qual serão benzidos os santos óleos, utilizados no Batismo, na Unção dos Doentes e no Crisma. Depois, às 21h30, preside à Missa da Ceia da Senhor, finda a qual começa a Adoração Noturna do Santíssimo Sacramento.
Na Sexta-feira Santa há oração de Laudes às 9h30 e a Celebração da Paixão e Morte do Senhor começa às 17h30. Esta celebração será transmitida também pela Rádio Renascença. À noite, realiza-se pelas ruas da cidade, entre a igreja da Vera Cruz e a Sé, a Procissão comemorativa do Enterro do Senhor.
O Sábado Santo começa com oração de Laudes e para as 21h30 está marcada a Vigília Pascal.
No Domingo de Páscoa pelas 10h haverá procissão, seguida de Eucaristia, na Paróquia da Vera Cruz.
Fonte: Diocese de Aveiro
terça-feira, 26 de março de 2013
Iniciados do GDG na fase final
Li no DA

"Ao segundo ano de permanência no Campeonato Nacional de Iniciados, o Gafanha conquistou o direito de marcar presença na derradeira fase da prova. Ao vencer (1-0) no passado domingo o União de Leiria, a equipa gafanhense vai ombrear com o Sporting, FC Porto e, ao que tudo indica, com o actual campeão Benfica, na luta pelo ceptro de campeão nacional.
Os números, até ao momento, servem apenas para confirmar o poderio do Gafanha. Em 27 jogos, ganhou 25, empatou um e apenas perdeu numa única ocasião. O conjunto gafanhense soma 66 golos marcados e apenas sete sofridos.
Um feito inédito para uma equipa do distrito de Aveiro, mas que em nada surpreende face ao desempenho do colectivo do clube da Gafanha da Nazaré, superiormente orientado pelo jovem técnico Ricardo Pinheiro. A única derrota da temporada, curiosamente, havia sido consentida precisamente frente à equipa leiriense."
Nota: Texto e foto do Diário de Aveiro
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"Ao segundo ano de permanência no Campeonato Nacional de Iniciados, o Gafanha conquistou o direito de marcar presença na derradeira fase da prova. Ao vencer (1-0) no passado domingo o União de Leiria, a equipa gafanhense vai ombrear com o Sporting, FC Porto e, ao que tudo indica, com o actual campeão Benfica, na luta pelo ceptro de campeão nacional.
Os números, até ao momento, servem apenas para confirmar o poderio do Gafanha. Em 27 jogos, ganhou 25, empatou um e apenas perdeu numa única ocasião. O conjunto gafanhense soma 66 golos marcados e apenas sete sofridos.
Um feito inédito para uma equipa do distrito de Aveiro, mas que em nada surpreende face ao desempenho do colectivo do clube da Gafanha da Nazaré, superiormente orientado pelo jovem técnico Ricardo Pinheiro. A única derrota da temporada, curiosamente, havia sido consentida precisamente frente à equipa leiriense."
Nota: Texto e foto do Diário de Aveiro
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segunda-feira, 25 de março de 2013
O jogo da "macaca" na hora do trabalho
A Deolinda veio de Fafe para a nossa terra em 1955. Tinha 11 anos e como habilitações possuía a 4.ª classe. Também já tinha feito a Profissão de Fé. Quando chegou, foi trabalhar com as irmãs, Maria da Luz e Ilda, para a seca do Milena. Na Cale da Vila. Como ela, assim menina, havia outras. Na altura não se reparava no trabalho infantil.
A Deolinda não teria verdadeiramente a noção do trabalho, mas sentia que tinha de ajudar a família. A primeira tarefa que lhe deram resumia-se a guardar o bacalhau que secava pendurado nas redes da vedação da seca, não fosse algum transeunte tentar-se e sacar algum peixe ainda não completamente seco. Outro era estendido nas mesas de arame.
O tempo ali especada a olhar custava a passar. Vai daí, começou, para se entreter, a jogar “à macaca”, um jogo muito habitual naqueles tempos entre a criançada. E assim ganhava a vida. «Os patrões eram amigos e boas pessoas», confidenciou-me.
Depois, estendeu bacalhau pelas mesas e ao fim do dia de sol recolhia-o até à manhã seguinte, se a temperatura fosse adequada e se houvesse vento. Saltou a seguir para as tinas, onde se lavava o peixe mais consumido pelos portugueses naquela época. Era miúda e mal conseguia esfregar o fiel amigo. Não ganhava tanto como as mulheres, mas já nem recorda o preço da jorna. Era de facto pequena, a Deolinda. Mas uma irmã, mais crescida e mais sabida, apressa-se a sugerir-lhe, para se assemelhar às adultas, ganhando como tal:
— Estica-te, Deolinda, para pareceres uma mulher!
Fernando Martins
Gafanha da Nazaré é a freguesia com mais bicicletas
«Aveiro é a capital das duas rodas. Tem a freguesia com mais utilizadores (Gafanha da Nazaré) e o concelho com maior percentagem (Murtosa) de ciclistas. Quinze dos 380 mil habitantes do Baixo Vouga utilizam diariamente o velocípede.
A região de Aveiro enverga a "camisola amarela" das bicicletas. Cerca de 15 mil pessoas - 4% dos 380 mil habitantes do Baixo Vouga - usa diariamente o velocípede, mais do dobro da média nacional (1,6%). De acordo com os Censos de 2011, a Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, é a freguesia do país com maior número de utilizadores diários de bicicleta (1201). Mas, percentualmente, é o concelho da Murtosa o que mais uso dá àquele meio de transporte. Mais de 20% dos murtoseiros vão de bicicleta para a escola ou para o trabalho.
A crise e a preocupação com as questões ambientais e com a saúde são as explicações. O corpo, a carteira e o ambiente agradecem.
A Secundária da Gafanha da Nazaré exemplifica a realidade da região. Em 770 alunos, cerca de 550 vão de bicicleta para a escola, revela ao JN uma responsável. Aos estudantes, juntam-se professores e funcionários que utilizam o velocípede até para se deslocarem nos serviços externos do estabelecimento.
"Nos anos 80 e 90 demos demasiada importância ao automóvel. Agora estamos a valorizar, de novo, a bicicleta, mas ainda não há um território amigo da bicicleta", considera Paulo Rodrigues, secretário-geral da ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas.»
domingo, 24 de março de 2013
DIA MUNDIAL DO ESTUDANTE: 24 de março
| Maria Donzília Almeida |
É fundamental que o estudante adquira
uma compreensão e uma percepção
nítida dos valores.
Tem de aprender a ter
um sentido bem definido
do belo e do moralmente bom.
Albert Einstein
O Dia Nacional do Estudante foi promulgado pela Assembleia da República em 1987, já eu tinha deixado de o ser, há muito tempo!
A data é celebrada pelo movimento estudantil, de forma a relembrar as dificuldades e obstáculos que os estudantes enfrentaram nas décadas de 60, que eu integrei, aquando da crise académica vivida em Portugal. Pretende ainda apelar à participação e mobilização dos estudantes em prol de um novo modelo de educação de e para todos.
sábado, 23 de março de 2013
Há razões para uma esperança paciente
Quando o nome pode ser todo um programa
Anselmo Borges
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| Anselmo Borges |
Não foi para mim completa surpresa o cardeal argentino Bergoglio, jesuíta. O que constituiu surpresa foi a escolha do nome: Francisco, sugerido pelo colega, cardeal Hummes, de São Paulo, quando o abraçou e lhe disse: "não te esqueças dos pobres." O Papa Francisco explicou: "Essa palavra entrou aqui (apontou para a cabeça): os pobres. Pensei imediatamente em Francisco de Assis. Assim surgiu o nome no meu coração." E exclamou: "Ah, como gostaria de uma Igreja pobre e para os pobres", provocando a ovação dos jornalistas.
O amor de Jesus faz-se oração de perdão
TÃO HUMANO, SÓ DEUS
Georgino Rocha
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| Georgino Rocha |
A paixão de Jesus condensa e realiza, de forma sublime, o seu amor pelo bem dos outros. Mostra com clareza o centro da sua vida e missão. Une, de modo feliz, a dedicação às pessoas com o desejo intenso de Deus Pai salvar a todos. Leva ao extremo a capacidade de doação que perdoa aos verdugos, suporta o abandono dos amigos, vibra e chora com a dor da multidão, aceita a ajuda dos que o acompanham na caminhada pública, se solidariza com a sorte dos excluídos e condenados e condói com toda a humanidade.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Papa telefona para cancelar jornais
Pois é verdade. O Papa telefonou para o quiosque, simplesmente para cancelar os jornais que lhe eram entregues com regularidade em Buenos Aires. Li aqui
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quinta-feira, 21 de março de 2013
ÁRVORE, FLORESTA E POESIA
Dia Mundial da Árvore e da Floresta
Dia Mundial da Poesia
21 de Março

Afinal, é hoje que se comemoram estas efemérides e não ontem como supus! É bom que assim seja, para que a Felicidade fique mais liberta e tenha um dia só p’ra ela, que bem merece!
Para assinalar o dia, ocupei a manhã a plantar uma limeira, no pomar! Aumentei a minha coleção de citrinos, que medram bem, nestas terras da Gafanha e, particularmente, nesta terra pobre e arenosa. E, como não dou ponto sem nó, há uma grande meta a atingir com este ato agrário – produzir, ali, ao descer da cozinha, as tão apetecíveis limas, que irão dar origem à caipirinha...
Até fiquei a saber das grandes qualidades deste citrino:
A limeira, árvore família das Rutáceas, é originária da Ásia, tendo sido aclimatada no Brasil. O suco da fruta, branco, tem sabor doce-amargo.
Utilidades Medicinais:
Enxaqueca - Aplicar à têmpora cataplasmas de folhas de limeira maceradas.
Escorbuto - A lima, sendo rica em vitamina C, é indica contra essa doença carencial.
Febre - Misturar o suco de lima com água e tomar sem açúcar.
Febre tifóide - Proceder como indicado em febre.
Flatulência - Tomar, após as refeições, meio copo duplo do chá da casca da lima em infusão.
Infecções em geral - Substituir algumas refeições, esporadicamente, por lima, exclusivamente.
Como a árvore anda sempre associada à poesia, remato de forma colorida.
As limas, de casca tão fininha,
São de textura rica e sumarenta.
Apreciadas são na caipirinha,
Que ajuda a passar uma noitinha,
De forma sonhadora e pachorrenta!
Mª Donzília Almeida
21 de Março de 2013
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Dia Mundial da Poesia
21 de Março
Afinal, é hoje que se comemoram estas efemérides e não ontem como supus! É bom que assim seja, para que a Felicidade fique mais liberta e tenha um dia só p’ra ela, que bem merece!
Para assinalar o dia, ocupei a manhã a plantar uma limeira, no pomar! Aumentei a minha coleção de citrinos, que medram bem, nestas terras da Gafanha e, particularmente, nesta terra pobre e arenosa. E, como não dou ponto sem nó, há uma grande meta a atingir com este ato agrário – produzir, ali, ao descer da cozinha, as tão apetecíveis limas, que irão dar origem à caipirinha...
Até fiquei a saber das grandes qualidades deste citrino:
A limeira, árvore família das Rutáceas, é originária da Ásia, tendo sido aclimatada no Brasil. O suco da fruta, branco, tem sabor doce-amargo.
Utilidades Medicinais:
Enxaqueca - Aplicar à têmpora cataplasmas de folhas de limeira maceradas.
Escorbuto - A lima, sendo rica em vitamina C, é indica contra essa doença carencial.
Febre - Misturar o suco de lima com água e tomar sem açúcar.
Febre tifóide - Proceder como indicado em febre.
Flatulência - Tomar, após as refeições, meio copo duplo do chá da casca da lima em infusão.
Infecções em geral - Substituir algumas refeições, esporadicamente, por lima, exclusivamente.
Como a árvore anda sempre associada à poesia, remato de forma colorida.
As limas, de casca tão fininha,
São de textura rica e sumarenta.
Apreciadas são na caipirinha,
Que ajuda a passar uma noitinha,
De forma sonhadora e pachorrenta!
Mª Donzília Almeida
21 de Março de 2013
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Rafael Bordalo Pinheiro nasceu neste dia
21 de Março de 1846
Artista multifacetado, Rafael Bordalo Pinheiro é, ainda hoje e decerto por muito mais tempo, uma referência nacional, como desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor.
O Google presta-lhe uma merecida homenagem, distinguindo-o na sua página de abertura. Penso que não há no nosso país quem desconheça a sua obra mais badalada, o Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português.
Ler mais aqui
A ESPERANÇA
"A esperança muda o inverno em verão,
a escuridão em aurora, a descida em subida,
a esterilidade em criatividade
a agonia em alegria"
Daisaku Ikeda (1928)
Nota: Está tudo dito; está tudo certo; resta-nos alimentar esse propósito.
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a escuridão em aurora, a descida em subida,
a esterilidade em criatividade
a agonia em alegria"
Daisaku Ikeda (1928)
Nota: Está tudo dito; está tudo certo; resta-nos alimentar esse propósito.
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Papa convida os pobres para a missa da Ceia do Senhor
«O Papa Francisco determinou que sejam convidadas pessoas assistidas pela Cáritas de Roma e outras organizações de apoio social para a missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de Quinta-feira Santa. Durante a audiência que teve esta quarta-feira no Vaticano com representantes de Igrejas cristãs, comunidades eclesiais e tradições religiosas, Francisco sublinhou que, em conjunto, «é possível fazer muito pelo bem de quem é mais pobre, de quem é fraco e de quem sofre, para favorecer a justiça, para promover a reconciliação, para construir a paz». Esta quinta-feira o papa recebe o argentino Adolfo Pèrez Esquivel (n. 1931), arquiteto, escultor e ativista dos direitos humanos que em 1980 foi distinguido com o Prémio Nobel da Paz.»
Ler mais aqui
Não vão muito bem as coisas da Igreja na Europa
Do presente ao futuro da Igreja
António Marcelino
| António Marcelino |
«Abusa-se facilmente da afirmação de que Deus não abandona a sua Igreja. É verdade. Mas esquece-se que a ação prometida e assegurada de Deus pode ser minimizada ou menosprezada pela deficiente mediação humana, o que muitas vezes acontece.»
Não vão muito bem as coisas da Igreja na Europa. E não só na Europa, não obstante as regiões onde se sente menos a crise ou se vê uma renovada vitalidade. As coisas não vão bem pelas mazelas de todos conhecidas, mas, ainda, por uma leitura deficiente da realidade que se vive e consequente dificuldade de uma resposta adequada aos muitos problemas existentes. Se governar é também prever e prevenir, no presente que se vive o futuro não aparece auspicioso. Parece urgente que a realidade se veja e encare com olhos novos e se procurem, com persistente humildade e com as pessoas certas, novos caminhos de esperança.
quarta-feira, 20 de março de 2013
Primavera, Poesia, Felicidade
Hoje, em que simultaneamente, se assinalam três efemérides de grande significado, a entrada da primavera, o dia da poesia e o dia da felicidade, gostaria apenas de referir que me sinto muito feliz por ter sido a depositária fiel da herança genética do Zé da Rosa. Enquanto esta criatura respirar o ar da Gafanha, contemplar a erupção da primavera e for sensível à poesia que nos rodeia, a esmo, a sua memória não se desvanecerá do planeta Terra.
E para atestar o que aqui fica dito, farei apenas uma singela citação dum autor que muito prezo - Andrew Mattews:"
On this special day!
Being happy is a decision!
Being happy can be hard work, sometimes. It is like maintaining a nice home-you have got to hang on your treasures and throw out the garbage. Being happy requires looking for good things. One person sees the beautiful view and the other sees the dirty window. You choose what you see and you choose what you think.
Kazantzakis said, “You have got brush and colours. You paint paradise, then in you go.”
(Ser feliz é, por vezes, tarefa difícil. É como manter uma casa bonita – tem que se separar os tesouros, do lixo. Ser feliz implica olhar para as coisas boas. Uma pessoa vê a paisagem bonita, enquanto outra, apenas, vê os vidros sujos. Escolhe-se o que se vê e escolhe-se o que se pensa.
Katzantzakis disse, “Tens o pincel e as tintas. Pintas o paraíso e entras nele.”)
Mª Donzília Almeida
20.03.2013
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