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sábado, 3 de março de 2012
ESCUTAI O MEU FILHO AMADO
Uma reflexão de Georgino Rocha
A exortação é dirigida às futuras “colunas” da Igreja – Pedro, Tiago e João – e, nelas, aos discípulos e aos cristãos de todos os tempos. A voz que se faz ouvir é de Deus Pai, profundamente envolvido na “aventura” em curso protagonizada pelo Nazareno perturbador. O Filho amado a quem é preciso escutar é Jesus que se deixa transfigurar, antecipando a dimensão futura do itinerário vital, recorrendo à brancura irradiante das vestes.
Marcos descreve o episódio ocorrido num alto monte e, com reminiscências de outras passagens bíblicas, elabora uma excelente catequese sobre o esperado Messias. Situa a transfiguração num momento crucial da missão de Jesus: Fá-lo sentir o fracasso devido à incompreensão do povo que o deseja político e curandeiro; à hostilidade das autoridades que não o querem tão politizado; ao endurecimento do coração dos discípulos que não deixam de pensar num messias poderoso; A tentação “bate” forte e mostra-se de modo emblemático no deserto para onde Jesus é impelido pelo Espírito.
ANJOS E VÍBORAS
Confrontados com decisões vitais, é necessário reflectir longa e profundamente. E foi o que Jesus fez. Ele foi para o deserto meditar e rezar.
E foi tentado. E as três tentações são todas referidas à tentação do poder. O poder económico: "o tentador disse-lhe: 'ordena que estas pedras se tornem em pães'. Jesus respondeu: 'nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus'". O poder religioso: "o tentador colocou-o no ponto mais alto do Templo e disse-lhe: 'lança-te daqui abaixo'. E Jesus: 'não tentarás o Senhor teu Deus'". O tentador mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a sua glória: 'dar-te-ei tudo isto, se, prostrando-te diante de mim, me adorares'. Jesus respondeu-lhe: 'adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás'".
sexta-feira, 2 de março de 2012
CARREIRISMO NA IGREJA CATÓLICA
DESFOCAGEM INÚTIL,
DENÚNCIA NECESSÁRIA, URGÊNCIA DO ESSENCIAL
Um texto de António Marcelino
De quando em quando surgem na Igreja acontecimentos de cariz menos evangélico, que põem em causa o essencial. São fracassos e cedências à natureza humana e a um passado caduco, que nada trazem de positivo para a missão da Igreja, antes a deslustram e dificultam. Os confrontos surgem, e ainda bem, mesmo que dolorosos. Os últimos dias foram cheios: novos cardeais em festa, opiniões sérias sobre a sua escolha e sentido presente e futuro, da mesma, críticas objetivas a gente de carreira eclesiástica, que mais parece mover-se por interesses que pela causa do Reino.
CONFRARIA DO BACALHAU NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA
A convite do Turismo Centro, a Confraria Gastronómica do Bacalhau esteve presente no passado dia 29 na inauguração do maior evento turístico realizado em Portugal, a Bolsa de Turismo de Lisboa, com apresentação de bacalhau desfiado e feijoada de Samos, iguarias que se esgotaram rapidamente. Entretanto foi presente o cartaz “Eventos Ria 2012”e um novo vídeo promocional de autoria do jornalista e cinéfilo Mário Augusto, assim como a degustação de outros produtos da Região Centro, como o Leitão, Chanfana e as Trouxas de V.Nova de Poiares, o vinho do Dão, os pastéis de Vouzela e a prova de espumantes.
Nos restantes dias da BTL foram presentes no stand do Turismo Centro: Sever do Vouga com a Rota da Lampreia e Vitela, os Espumantes da Bairrada, a Arte Xávega (Vagos), a Confraria da Saiinhas, o Pão de Ló de Ovar, os pastéis de Lorvão, o cabrito da serra do Caramulo e o queijo da Serra da Estrela entre muitos outros produtos da Região Centro.
Carlos Duarte
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DOIS PADRES CELEBRAM MISSAS COM ARTE
«Dois padres de Coimbra celebram às quintas-feiras «missas com arte», em que a homilia é substituída por uma reflexão em torno de uma pintura, excerto de um texto ou bailado.
As cerimónias, no Centro Universitário Manuel da Nóbrega, em Coimbra, são celebradas pelos padres Gonçalo Castro Fonseca Afonso Seixas e caracterizam-se por, no período da homilia, ser apresentada uma obra de arte, através de PowerPoint, que tanto pode ser uma pintura, o excerto de um livro ou música, ou mesmo um bailado.
«Introduzimos a obra de arte, localizando o artista e em que contexto foi elaborada. As pessoas ficam em silêncio, a contactar com a obra e, depois, quem quiser partilha com o grupo o que ela tem a ver com a sua vida», disse à agência Lusa o padre Afonso Seixas.»
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quinta-feira, 1 de março de 2012
Praia da Costa Nova candidata às "7 Maravilhas das Praias de Portugal"
A Costa Nova do Prado é uma das 70 praias escolhidas para concorrerem às "7 maravilhas das praias de Portugal"... Uma escolha que nos honra a todos, ou não tenha ela grandes potencialidades para ombrear com as demais praias do nosso país. É claro que, para além de todos sabermos disso, importa lutar pela vitória, que será uma mais-valia para o turismo que temos a obrigação de defender e de divulgar.
Numa primeira fase, vai haver um júri para escolher 25 e, só depois, estas serão colocadas à votação pública. Como é natural, nesta última fase teremos de trabalhar no sentido de a nossa praia chegar ao pódio.
António Angeja lembra, em e-mail que me enviou, que espera das autoridades a devida atenção a esse facto, pois se sabe como é difícil competir seja no que for. Para já, aquele ilhavense avança com um trabalho sobre a nossa praia, em que sublinha o contraste entre a Costa Nova antiga e moderna. Tal como ele o fez, outros poderão imitá-lo, cada um à sua maneira, na convicção de que unidos termos mais força.
Praia de São Jacinto candidata às "7 Maravilhas das Praias de Portugal"
Nesta lista, constituída por 70 praias de todos o país, encontra-se nomeada a única praia do Concelho de Aveiro, praia de São Jacinto que se encontra classificada no conjunto de Praias de dunas.
Um painel de 21 figuras públicas vai eleger as 21 praias finalistas para serem votadas pelo público de 7 de maio a 7 de setembro.
As vencedoras serão conhecidas no dia 8 de setembro.
A Praia de São Jacinto, a única do município de Aveiro, localiza-se a noroeste da cidade de Aveiro, a cerca de 12 km em percurso fluvial e a cerca de 50 km em percurso por estrada. As coordenadas da Praia são M(m): 148102 e P(m): 411304. É uma Praia rural, com areal do tipo robusto, largo e com berma bem desenvolvida. O corpo dunar é robusto e bem estabelecido. A tendência é a continuação do estado actual das dunas, inexistindo a curto prazo riscos devido ao actual estado robusto. A temperatura média da água de banho na época balnear é de 16ºC e fora da época balnear é de 14ºC. A temperatura média da água de banho na época balnear é de 16ºC e fora da época balnear é de 14ºC.
A Praia de São Jacinto tem Bandeira Azul desde 2006.
Fonte: CMA
Curiosidade: Anos Bissextos
Sabia que nem todos os anos divisíveis por 4 são bissextos?
Vulgarmente diz-se que os anos bissextos são aqueles que quando divididos por 4 o resto é zero: 2000, 2004, 2008, 2012… Na verdade, a regra dos bissextos é um pouco mais complicada. A regra diz que de 4 em 4 anos é ano bissexto, exceto nos anos de viragem dos séculos (1700, 1800, 1900), a não ser que o ano do século seja divisível por 400, obtendo resto zero. Assim, 1900 não foi ano bissexto, mas 2000 foi (tal como 1600). Já 2100, não será.
A Igreja foi, ao longo da sua história, promotora da arte e da beleza
Outros aspetos da vida litúrgica
Um artigo de António Marcelino
Não sendo meu propósito ter comentado, ponto por ponto, a Constituição da Liturgia, parece útil falar de outros temas importantes ligados à reforma litúrgica, tais como: o ofício divino, o ano litúrgico, a música sacra, a arte e os objetos sagrados.
O ofício divino, também nomeado “liturgia das horas”, é entendido como oração da Igreja, Corpo de Cristo, que consagra ao louvor do Pai as horas do dia e da noite. É uma tradição de séculos dos mosteiros de monges que depois se estendeu, como dever diário, aos padres e aos consagrados. Esta ação litúrgica comporta o Ofício de Leituras, a oração de Laudes e de uma Hora Intermédia (Tércia, Sexta ou Noa), Vésperas e Completas. O Ofício é mais simplificado do que o rezado pelos monges, daí chamar-se-lhe “Breviário”, mas tem o mesmo sentido, como expressão viva da Igreja Orante. O pároco reza-o pelo povo que lhe foi confiado. É constituído por hinos, salmos, leituras bíblicas e outras da tradição ou da actualidade eclesial e preces, de carácter universal. Trata-se de cuidar que a vida cristã, pessoal e comunitária, seja um orar permanente que dê sentido de louvor ao trabalho do dia, interrompido, de quando em quando, para a oração explícita. O Concílio recomenda aos padres que levem os leigos a participar neste louvor da Igreja, individualmente, em família e em comunidade cristã, de modo adaptado à sua condição laica. E o façam, sobretudo, com a recitação das Vésperas dominicais. Há padres com este cuidado e paróquias que já assim fazem.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Universidade de Coimbra
Um texto de Maria Donzília Almeida
Universidade de Coimbra
A Universidade de Coimbra é uma das mais antigas da Europa. Os Estudos Gerais foram fundados, em Lisboa, por D. Dinis, em 1290, tendo sido transferidos para Coimbra, em 1308. Após um vai e vem entre as duas cidades, foi definitivamente, transferida para Coimbra em 1537, vindo a ocupar os edifícios do Paço Real da Alcáçova. Durante os reinados de D. João V e D. José I, a instituição sofreu grandes reformas, não só a nível do ensino, mas também no que concerne à construção de novos edifícios de estilo barroco e neo-clássico.
O macro edifício inclui a Biblioteca Joanina cuja construção se iniciou em 1717, sob a égide de D. João V e é a mais famosa biblioteca de Portugal, pela singularidade do seu estilo. No piso superior, a biblioteca é composta por três salas, comunicantes por arcos decorados em madeira policromada, idênticos à estrutura do portal. As paredes estão cobertas por estantes lacadas de vermelho, verde-escuro e negro, com decorações em chinoiserie dourada. Ao gosto barroco, os tetos estão ornamentados com decorações de ilusão óptica. Os mais de 300 mil volumes que esta "Casa da Livraria" comporta, distribuem-se desde o século XII ao século XVIII, sobressaindo exemplares que versam áreas como o Direito Civil e Canónico, a Teologia e a Filosofia.
As obras da construção da Capela de S. Miguel, (capela da universidade), iniciaram-se em 1517, sob a direção do arquiteto Marcos Pires. A fachada mostra uma porta em estilo manuelino, com acesso lateral através de uma porta neoclássica. No interior, é possível admirar um imponente órgão barroco de 1733, decorado em talha e chinoiserie ao estilo D. João V. As paredes da nave, são revestidas de azulejos de tipo tapete, do século XVII, e do século XVIII, os da capela-mor. O retábulo principal, de 1605, é um trabalho maneirista.
OVOS-MOLES: O PRIMEIRO DOCE CERTIFICADO
Sobre os nossos ovos-moles, é bom conhecer tudo, comê-los e saboreá-los, com a convicção de que é um doce certificado e com muita qualidade. Podem ser conservados no frio sem perderem o sabor original.
Leia mais aqui um texto da jornalista Maria José Santana, que me foi enviado por pessoa amiga.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
CONCURSO DE FOTOGRAFIA - "OLHOS SOBRE O MAR"
O Executivo Municipal aprovou as Normas de Participação no IX Concurso de Fotografia “Olhos sobre o Mar", com o objetivo de posicionar o Município de Ílhavo como referência incontornável na temática do Mar.
O Concurso é aberto a todos os fotógrafos profissionais ou amadores (e tem carácter nacional), tendo como tema “O Mar” em todas as suas vertentes. Dividido em duas secções (cor e preto e branco), cada participante pode apresentar até um máximo de três fotografias por secção. A data limite de receção das fotografias a concurso é 22 de Junho de 2012.
Para mais informações contactar o secretariado do concurso através do 234 329 600 ou geral@cm-ilhavo.pt
Bispo do Porto no lançamento de um livro de João Gaspar
No Salão Nobre do Teatro Aveirense,
8 de março, pelas 18.30 horas
8 de março, pelas 18.30 horas
No próximo dia 8 de março, pelas 18.30 horas, no salão nobre
do Teatro Aveirense, vai ser apresentado publicamente o livro “1.ª REPÚBLICA
PORTUGUESA E IGREJA CATÓLICA”, de Monsenhor João Gonçalves Gaspar. A apresentação
será feita por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto – o autor do prefácio.
Este é mais um trabalho do Vigário-Geral da Diocese de
Aveiro e historiador, com larga obra publicada. Trata-se de um trabalho que
surgiu, com oportunidade, no âmbito das celebrações do Centenário da República,
oferecendo uma leitura enriquecedora, já que o livro foi elaborado com base em
dados novos ou pouco divulgados.
O Bispo do Porto diz, no Prefácio, que «Monsenhor Gaspar nos
dá boas contribuições, com referências documentais que não conhecíamos ou
precisavam de integração», referindo que «o equilíbrio dos seus comentários
coincide geralmente com o resultado geral das (...) publicações do
centenário».
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Volta, Cegonha!
Fotografia de Amorosa Oliveira
No momento único, irrepetível, e no ângulo exato, Amorosa Oliveira, da turma de Fotografia da Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo, registou esta belíssima imagem que não terá igual. A arte está, garantidamente, na sensibilidade da artista, na procura do sítio ideal, na certeza do disparo, na moldura captada, nas cores e tonalidades, nos contrastes e nas sombras, nas silhuetas e no motivo central: a cegonha, que volta sempre ao ninho onde nasceu para nidificar e perpetuar a espécie.
Emoldurada pelo ambiente que escolheu para si e para a sua descendência, a cegonha, serena, nas alturas onde se sente bem, contempla paisagens a perder de vista, enquanto sonha novas partidas para novos regressos. Volta, cegonha, que a região do Vouga gosta muito de ti!
Fernando Martins
TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 279
PITADAS DE SAL – 9
QUERO TANTO A MEU PAI,
COMO A COMIDA QUER O SAL
Caríssima/o:
Hoje é dia de conto; deliciemo-nos e apreciemos como o povo polvilha a vida com casos simples mas recheados de bons temperos.
«Um rei tinha três filhas; perguntou a cada uma delas por sua vez, qual era a mais sua amiga. A mais velha respondeu:
– Quero mais a meu pai, do que à luz do Sol.
Respondeu a do meio:
– Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.
A mais moça respondeu:
– Quero-lhe tanto, como a comida quer o sal.
O rei entendeu por isto que a filha mais nova o não amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo, e chegou ao palácio de um rei, e aí se ofereceu para ser cozinheira.
VENCER A TENTAÇÃO
Uma reflexão de Georgino Rocha
É impressionante o que acontece a Jesus, após o baptismo. Imediatamente, se dirige ao deserto. Sem prestar contas a ninguém. Fá-lo “empurrado” pelo Espírito Santo. Abdica dos laços familiares de sangue. Fica entregue a si mesmo e à novidade que vai surgir.
É esclarecedor e provocante o motivo que o leva ao deserto: ser tentado por Satanás, a figuração por excelência das forças do mal. A tentação assalta-o ao longo de quarentas dias, o tempo da sua estadia entre animais selvagens. Marcos, o autor da narrativa não diz mais. Mas, não é difícil – como aliás fazem Mateus e Lucas – ir mais longe e ser mais pormenorizado.
O deserto e a tentação surgem como metáforas da realidade humana. Hoje, revestem as formas da nossa situação histórica e social, da nossa cultura fragmentada e subjectivista, da nossa economia precária e subjugada, da nossa religião predominantemente pendente do gosto do “cliente” e das tradições.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
LUGARES COM MEMÓRIA DE CASIMIRO MADAIL
De 3 a 31 de Março, vai estar patente na Biblioteca Municipal de Ílhavo uma exposição de fotografia a preto e branco de autoria de Casimiro Madail.
Esta nova exposição é composta por um conjunto de fotografias, a preto e branco, que pretende reflectir, no olhar do fotógrafo, sentimentos e emoções das visitas a Auschwitz, Birkenau e a alguns recantos da Normandia, que evocam o "Dia D", lugares marcantes da II Guerra Mundial, que ficaram na memória colectiva pelo seu significado e pela violência a que estão associados, e que cada vez mais é urgente lembrar às gerações actuais.
História de amor que passa a história de desamor
Um livro de Aida Viegas
Aida Viegas
“Laura — Um Grito no Silêncio”
Participei ontem, em Aveiro, na Casa da Cultura, no
lançamento do mais recente livro da escritora Aida Viegas, “Laura — Um Grito no
Silêncio”, uma edição da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro. Trata-se de um
romance que casa bem na obra de Aida Viegas, que inclui poesia, contos,
história e memórias. A autora é ainda artista plástica, oferecendo à comunidade
a sua envolvência empenhada e qualificada em diversas áreas do saber e da
cultura. A sessão foi organizada pela Academia de Saberes a que Aida Viegas
está ligada.
Idália Sá Chaves
A apresentação do livro esteve a cargo de Idália Sá Chaves, amiga
da autora e apreciadora do seu labor literário, que elucidou os presentes, com
riqueza de pormenores, num trabalho escrito e muito bem elaborado, a trama
romanesca do livro “Laura — Um Grito no Silêncio”, que aborda, com largo
sentido de oportunidade, a problemática da violência doméstica de todos os
tempos e tão notória nos dias de hoje. E a este propósito, Idália Sá Chaves
sublinhou que sabemos ensinar artes e ciências, mas nenhuma universidade ainda
conseguiu ensinar «a didática do amor». A apresentadora adiantou que se impõe,
no século XXI, «ensinar os valores para uma sociedade mais equilibrada».
Sobre o livro, considerou que este romance de Aida
Viegas se apresenta com «laivos de
realismo», bem patentes nos temas sociais que a autora aborda, sem descurar o
estilo memorialista num espaço da Bairrada do século XX, concretamente dos anos
60 e 70.
Idália Sá Chaves frisa que se torna necessário ampliar o «eco
do grito», numa clara alusão aos recentes crimes de Beja e de Águeda. E sobre
Laura, a figura principal do romance, avança, em jeito de quem sugere a leitura
do livro, que ela protagonizou uma história de amor, que evoluiu para uma
história de desamor.
O Papa e as intrigas no Vaticano
Uma crónica de Anselmo Borges,
no DN
Dizia-me uma vez em Bruxelas, admirado e pesaroso, um ilustre teólogo da Universidade de Lovaina (Joseph Ratzinger até o cita num dos seus livros sobre Jesus de Nazaré; não é herege): "Como é que foi possível o movimento desencadeado por Jesus, essa figura simples e amiga dos pobres, que acabou crucificado, desembocar no Vaticano, com um Papa chefe do Estado?" Entende-se, quando se estuda a História, mas é preciso reconhecer a tremenda ambiguidade da situação e o perigo constante de traição da mensagem cristã.
Hoje, concretamente, como já aqui chamei a atenção, citando o livro de Hans Küng, Ist die Kirche noch zu retten? (A Igreja ainda tem salvação?), a Igreja Católica, a maior, a mais poderosa, a mais internacional Igreja, essa grande comunidade de fé, está "realmente doente", "sofre do sistema romano de poder", que se caracteriza pelo monopólio da verdade, pelo juridicismo e clericalismo, pelo medo do sexo e da mulher, pela violência espiritual.
Cesário Verde: 25 de fevereiro
Evoca-se hoje, a
data de nascimento deste poeta parnasiano. (1855-1886) que estudei, na
juventude. De poesia delicada, com tendências ecologistas, (!?) Cesário
empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade, ao retratar a
cidade e o campo, seus cenários prediletos. Usa um vocabulário muito concreto,
com que retrata o quotidiano, aproximando-se do naturalismo.
Naquele pique-nique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
houve
talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.
Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
Cesário
Verde
Mª Donzília Almeida
25.02.2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Um livro de João Gonçalves Gaspar: 1.ª República Portuguesa e Igreja Católica
A República abriu um espaço novo de liberdade para a Igreja
No Prefácio de mais este trabalho de João Gonçalves Gaspar, Manuel Clemente, Bispo do Porto, refere: «De grande oportunidade é o presente estudo, na esteira das comemorações do centenário da implantação da República, que deu azo a muitas publicações sobre o assunto.» E adianta que, «Graças a estas publicações, temos hoje uma visão muito mais pormenorizada e circunstanciada do que sucedeu em Portugal nas primeiras décadas do século passado».
Frisa a seguir que «Monsenhor Gaspar nos dá boas contribuições, com referências documentais que não conhecíamos ou precisavam de integração», referindo que «o equilíbrio dos seus comentários coincide geralmente com o resultado geral das referidas publicações do centenário».
Por sua vez, João Gonçalves Gaspar diz, na Introdução, citando Bento XVI, aquando da sua viagem apostólica ao nosso país, que «A viragem republicana, operada há cem anos em Portugal, abriu, na distinção entre a Igreja e o Estado, um espaço novo de liberdade para a Igreja, que as duas concordatas de 1940 e 2004 formalizariam, em contextos culturais e perspectivas eclesiais bem demarcadas por rápida mudança. Os sofrimentos causados pelas mutações foram enfrentados geralmente com coragem».
O autor afirma que o seu propósito se situou em «ordenar alguns factos sobre o que se passou no decurso dos anos da 1.ª República em Portugal, no que concerne às relações entre o Governo e a Igreja Católica». E acrescenta: «se houve pontos negativos com incontroláveis desacatos, injustas perseguições e múltiplas dificuldades que advieram da legislação civil, a Igreja também beneficiou muitíssimo, conquistando a sua própria autonomia, com muita persistência e tenacidade.»
1.ª República Portuguesa e Igreja Católica,
de João Gonçalves Gaspar,
Edição da Diocese de Aveiro,
novembro de 2011
BISPO DO PORTO NA 13.ª EDIÇÃO DO CORRENTES D'ESCRITAS
«Onde estamos, afinal? Simbolicamente, não num sítio muito diverso do que era o nosso há vinte anos, mas desta vez e para sempre não sós» (Eduardo Lourenço, Vence, 23 de outubro de 2000)
Agradeço o convite para estar aqui convosco, na 13ª edição do Correntes d’Escritas, embora sinceramente algo me custe, sobretudo por mim. Com o vosso convite, só posso ganhar e ganhar muito. Significa-me um misto de oportunidade e deslocação, não geográfica, que é curta, mas pessoal, por não ser propriamente um escritor. Escritor, que para o Dicionário da Academia é a “pessoa que escreve obras literárias ou científicas”. Isto não sou nem nunca fui bastantemente, ainda que tenha escrevinhado e poetado alguma vez, ou seguido um percurso académico discente e docente, com os respetivos encargos de investigação e redação. Nada que justifique o título.
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OVELHA DOLLY - 24 de fevereiro
Um texto de Maria Donzília Almeida
Descansadinha
Homónima da verdadeira, a minha ovelha Dolly, foi uma criatura lãzuda que viveu dois anos de existência feliz, no pomar de minha casa. Com o objetivo de ser o meu corta-relva, doméstico, a tempo inteiro e em contínuo funcionamento, é, aqui, lembrada, no dia em que a inspiradora do nome é notícia
A ovelha Dolly (5 de Julho de 1996 — 14 de Fevereiro de 2003) foi o primeiro mamífero a ser clonado, com sucesso, a partir de uma célula adulta. Foi criada por investigadores do Instituto Roslin, na Escócia, onde viveu toda a sua vida. O mérito pela clonagem, foi atribuído a Ian Wilmut, mas este admitiu, em 2006, que Keith Campbell seria, na verdade, o maior responsável pela clonagem.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Artista da Universidade Sénior
A Gafanha da Nazaré também é terra de Artistas! Eis um trabalho feito pelo aluno da Universidade Sénior da Fundação Prior Sardo, J.Teixeira, que foi apresentado na aula de fotografia. Afinal, há tanta gente com tanto para dar à comunidade. Ficamos à espera de mais.
Nota: gentileza de Carlos Duarte
COMUNIDADE DE LEITORES NA BIBLIOTECA DE AVEIRO
O Grupo Poético de Aveiro, na sua missão de estimular a leitura e a partilha das reflexões de obras, irá promover um total de seis sessões durante o presente ano aos sábados de manhã: 25 de fevereiro, 7 de abril, 26 de maio, 21 de julho, 8 de setembro e 10 de novembro. Valter Hugo Mãe e Miguel Torga são alguns dos autores que serão abordados em sessões que contarão com a moderação de membros do Grupo Poético de Aveiro – Aida Viegas e Rita Capucho.
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GUARDAS DA JARBA
Inauguração no Museu da Cidade em 10 de março
No próximo dia 10 de março, pelas 16:00, vai proceder-se, no Museu da Cidade de Aveiro, à inauguração da exposição “PASTA 76 e 76-A - Participações dos guardas da Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro e avulsos – 1925-1949”.
Ponte-cais da Torreira, 1936
No próximo dia 10 de março, pelas 16:00, vai proceder-se, no Museu da Cidade de Aveiro, à inauguração da exposição “PASTA 76 e 76-A - Participações dos guardas da Junta Autónoma da Ria e Barra de Aveiro e avulsos – 1925-1949”.
Na ocasião será assinado um Acordo de Parceria entre a Administração do Porto de Aveiro e o Museu da Cidade de Aveiro, entidades que há anos vêm mantendo profícua colaboração.
A exposição, de natureza documental, é composta por documentos constantes da “Pasta 76 e 76-A”, uma das muitas pastas existentes no Arquivo Histórico-Documental da APA (AHDAPA) e que se encontram a ser digitalizadas.
Poesia de Manuel Armando
“Domingos de Luz e Poesia” é um livro de Manuel Armando, sacerdote da Diocese de Aveiro e pároco das freguesias de Aguada de Baixo e Avelãs de Caminho, desde 1990. Trata-se de um livro que vem na sequência de “Os pés de um homem nas pegadas de Deus”, publicado no ano anterior e no qual ensaia alguns poemas no capítulo “Breve colheita de poesia”.
O autor, que também é artista de palco, nas áreas da Magia e da Hipnose teatral, tem colaborado em revista e jornais, dando largas ao seu pendor para a escrita.
Em “Domingos de Luz e Poesia”, Manuel Armando veste de poesia os domingos e festividades do Ano A do Tempo Litúrgico, legando-nos o que meditou, rezou e escreveu, «não a esperar críticas ou elogios, mas como penhor de respeito por quantos compartilham a mesma fé no Senhor Jesus, expressão e Palavra de Deus-Pai».
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
PONTO ESSENCIAL DA VIDA DA IGREJA
Um artigo de António Marcelino
Foi na celebração da Eucaristia, a partir do Concílio, que o povo cristão melhor captou, por certo, o sentido da liturgia conciliar. Pôde, então, perceber que há uma unidade na celebração que não se pode menosprezar e muito menos destruir. As coisas já andavam pelos mínimos. Ainda está na mente de muita gente e justificava-se que, ao largo da celebração, estivesse sempre gente a entrar. Dizia-se que cumpria o preceito quem participasse no “levantar a Deus”, ou seja, na primeira elevação que se seguia à consagração. O moralismo do preceito nunca educou na fé e na vivência da Eucaristia.
MENSAGEM DO PAPA PARA A QUARESMA
"A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspectos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão."
Ler a MENSAGEM
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Dia Europeu do Apoio à Vítima - 22 de fevereiro
Um texto de Maria Donzília Almeida
O crime hediondo
que há pouco tempo abalou o país inteiro e deixou a sociedade portuguesa em
suspenso fez refletir sobre as causas profundas que levam uma criatura a
cometer um crime.
O Dia Europeu da Vítima de Crime é assinalado hoje,
quando se regista um aumento de mulheres afetadas por crimes, principalmente de
violência doméstica. A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, APAV, assinalou
6539 mulheres afetadas por crime em 2009, uma média de 18 por dia, a maioria
entre 26 e 45 anos, num total de 7639 vítimas apoiadas pela entidade. No
balanço da sua atividade no ano passado, a APAV aponta um acréscimo de 1,3 por
cento dos processos de apoio, que totalizaram 10 132, com o número de pessoas
ajudadas a ultrapassar 20 mil. No total, foram registados 17 628 crimes, a
maior parte de violência doméstica.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Dia Internacional da Língua Materna: 21 de fevereiro
Um texto de Maria Donzília Almeida
As línguas
maternas têm um papel fundamental na nossa vida, pois são o meio pelo qual
verbalizamos o mundo pela primeira vez, sendo as lentes pelas quais começamos a
entendê-lo. O Dia Internacional da Língua Materna é o momento de
reconhecer a importância destas e de nos mobilizarmos pela diversidade
linguística. Como fontes de criatividade e meios para a expressão cultural,
elas também são importantes para a saúde das sociedades, além de serem fatores
de desenvolvimento e crescimento. Hoje conhecemos a importância do ensino na
língua materna para obtermos bons resultados de aprendizagem. Todos os saberes
a utilizam para veicular informação, como suporte da investigação e aliada da
ciência. A instrução em língua materna é uma poderosa forma de lutar contra a
discriminação e para que o conhecimento alcance as populações marginalizadas.
Como verdadeiros mananciais de conhecimento, as línguas também são o ponto de
partida básico na busca por maior sustentabilidade no desenvolvimento e para
criar relações mais harmoniosas com o meio ambiente As línguas maternas
convivem, pacificamente, com a aquisição de outras línguas. Um espaço
linguístico plural permite compartilhar a riqueza da diversidade, acelerando o
intercâmbio de conhecimentos e experiências. A partir da língua materna, a
aprendizagem de outros idiomas deve ser uma das altas prioridades da educação
no século XXI.
Praias de Aveiro em risco muito elevado
Diz o DN:
«As praias do litoral aveirense vivem uma situação de "risco muito elevado", dizem os especialistas. Barra, Costa Nova ou Areão têm perdido dezenas de metros de areal nos últimos anos, a Vagueira "pode ser arrasada de um dia para o outro..." E o problema tem epicentro no concelho de Ovar, com Furadouro e Cortegaça ainda mais encurtados e 50 famílias do bairro dos pescadores de Esmoriz com as casas fortemente ameaçadas.»
Conspiração para matar Bento XVI?
O que está a dar, na
comunicação social, são os escândalos. E se eles estiverem ligados à Igreja
Católica, muito mais valor têm, sendo esmiuçados até ao tutano. Mesmo que sejam
simples boatos, é certo e sabido que têm logo honras de primeira página e destaque, com grandes parangonas, no interior. Depois, os desmentidos já não interessam. No jornal i de hoje
vem mais um, com o título “Vatileaks”. Ou a estranha conspiração para matar oPapa Bento XVI. Vejam só.
O CARNAVAL
Apesar das polémicas, o Carnaval animou e ainda vai animar os portugueses. Mesmo sem dispensa de ponto, as festas carnavalescas vieram para a rua e não houve frio que impedisse o povo de folgar, ora seguindo as tradições portuguesas ora copiando o carnaval carioca onde o calor ajuda na animação.
Apesar de não ser fã desta festa popular, que vem de tempos ancestrais para descontrair, já que a quaresma vem a seguir, precisamente na quarta-feira de cinzas, não deixo de apreciar quem gosta de parodiar a vida, com políticos e políticas à cabeça. Antes assim que carregarmos frustrações e injustiças, quiçá algumas raivas que a troika criou em nós para escaparmos à anunciada bancarrota das contas públicas e de muitas famílias, por se habituarem, erradamente, a viver à grande e à francesa, gastando mais do que entra na saca dos rendimentos normais.
Depois dos festejos, é certo e sabido que vamos cair na real, no quotidiano cheio de lutas para poupar ou para conseguir o indispensável para viver ou sobreviver. Isto para quem trabalha, porque, para quem está desempregado, a luta por um emprego minimamente estável vai fazer esquecer festas e brincadeiras, com ou sem máscaras.
Bom Carnaval para este ano, com votos de que o próximo seja mais festivo e mais esperançoso.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Resistência não Violenta
Disse Jesus:“... mas se alguém te ferir na tua
face direita, oferece-lhe também a outra» S.Mateus, cap. 5: vv. 38 e 39.
Jesus
não nos proibiu a defesa, mas condenou a vingança. Ao dizer-nos para oferecermos
uma face em resposta à agressão na outra, defendia a ideia que não devemos
retribuir o mal com o mal; que é mais glorioso para Ele ser ferido que ferir,
suportar, pacientemente, uma injustiça que cometê-la; que mais vale ser
enganado que enganar, ser arruinado que arruinar os outros.
Mais que uma
simples efeméride, o dia 20 de Fevereiro deve relembrar, à nossa sociedade, que
a luta por aquilo em que acreditamos, por aquilo que consideramos correcto, não
deve ser feita, utilizando a violência. Com o recurso à força estamos
simplesmente a perder a razão que eventualmente possamos ter. A luta por todas
as causas deve basear-se no diálogo, em manifestações pacíficas, que demonstrem
a nossa posição.
Um dos exemplos
mais marcantes da História, sobre uma luta pacifica é sem dúvida Mahatma
Ghandi, uma das principais personalidades a nível mundial de defesa dos
Direitos Humanos, cuja vida foi dedicada à luta pela independência da Índia.
Criador do principio do Satyagraha, principio da não agressão, do protesto não
violento, Ghandi é uma enorme inspiração para todos aqueles que lutam por uma
sociedade mais justa e pacifica. Certa vez, o líder indiano
comentou: “Posso até estar
disposto a morrer por uma causa, mas nunca a matar por ela!”.
Quando, em certos momentos, a violência começou a manifestar-se, entre os Indianos,
Gandhi praticou o jejum, por duas vezes, colocando em risco a sua própria vida,
com o objetivo de sensibilizar os seus seguidores a não fazer uso da violência.
O termo “não-violência” em sânscrito – “ahimsa” – tem o significado profundo de
não dano, não prejuízo. Daí surge a ideia central desse conceito que nos
inspira a sermos pacíficos, o que é bastante diferente de ser passivo.
Um livro de João Gonçalves Gaspar: “Pio XII — Defensor do Homem — Recordações e Testemunhos”
Nesta obra, o sacerdote e
escritor com predileção pela história, João Gonçalves Gaspar, responde, de
forma elevada, a apreciações e a críticas, «mais ideológicas do que
historiográficas, sobre as atitudes do papa Pio XII e da Igreja Católica em
face das atrocidades nazi-fascistas durante a segunda guerra mundial (1939-1945)».
E fê-lo por não poder calar algo que conheceu e viveu, «em cima dos
acontecimentos», durante os seus anos de jovem.
No Prefácio, o Bispo de
Aveiro, D. António Francisco, refere que escrever hoje um livro sobre Pio XII
«exige coragem, determinação e lucidez», numa alusão clara ao autor, «que há
muito nos habituou ao rigor da investigação, à exigência da verdade e à beleza
da palavra».
O prelado aveirense
frisa: «A história de um Pontífice escreve-se habitualmente mais a partir das
palavras ditas e dos textos do magistério publicadas do que de actos
documentados e de pessoas implicadas nos acontecimentos que à história dão o
autêntico rosto da verdade. E isso é pena!»
João Gaspar desenvolve o
tema, longo e complexo, por 9 capítulos, começando precisamente por “D. João
Evangelista de Lima Vidal e Mons. Eugénio Maria Pacelli (Pio XII), duas
personalidades cujas vidas acompanhou de perto.
O autor evoca memórias de
D. João em relação ao papa de quem foi condiscípulo, «vivendo debaixo das
mesmas telhas, firmando-se entre ambos uma amizade de que Aveiro viria a
beneficiar.»
Seguem-se capítulos sobre
Pio XII “Lutador pela Paz, “Salvador de Judeus”, “Salvador de Roma”, “Na
gratidão dos Judeus… e não só”, “Na recordação de João Paulo II” e, ainda, em
jeito de conclusão, “Pio XII — Profeta da Paz”.
de João Gonçalves Gaspar.
Edição da Diocese de Aveiro,
Outubro de 2011
Serra da Boa Viagem: Memorial Floresta
Nos meus arquivos, nem sempre bem organizados, de quando em vez encontro imagens que me recordam viagens que fiz. Desta feita, veio-me à mão esta foto captada na serra da Boa Viagem, com um memorial assinalado pela sensibilidade de Fernando Pessoa, cujos ritmos, inconfundíveis, nos deixam a pensar.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
CARNAVAL - 2012
Ai que linda Cinderella!
Mas no fundo não é ela!
Pobre gata borralheira
Que trabalha a vida inteira
P’ra hoje se divertir
Quem sabe se p’ra carpir!
Uma vida atormentada
Em dívidas mergulhada,
Neste país da desgraça
Que só vive da trapaça!
Nada é já como dantes
Nem sequer os governantes
São gente de confiança!
Já se perdeu a esperança!
Só sabem apregoar
Medidas p’ra controlar
E o povo na pobreza
A contar os seus tostões
Nem sequer tem ilusões
Mas tem a firme certeza
Que aqueles figurões
Longe destes foliões,
Vivem à grande e à francesa!
Quando virá mão heróica
Que nos liberte da Troika?
Maria Donzília Almeida
19.02.2012
TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 278
PITADAS DE SAL – 8
O SAL
Caríssima/o:
«Desde o momento em que se inicia a preparação da marinha para a gestação do sal, passando pela recolha da água nos canais vizinhos, sua engorda salineira, e toda aquela teia delicada de que o marnoto se vale na luta heróica pela sua subsistência, até ao limiar da morte do sal em pleno Outono, sempre o marnoto é tocado de carinho, engenho e arte.
O sal de Aveiro não nasce, como nascem e medram os frutos silvestres. É feito pelo marnoto, com o seu talento, sofrimento e dedicação.» [Victor Manuel Machado Gomes]
«Já em textos de 1057 se faz referência às águas marítimas de Esgueira.
Era na altura a produção e o comércio do sal origem da riqueza desta região, então com o mar a banhar-lhe os pés.
O sal de Aveiro imperou nos mercados nacionais e estrangeiros até ao século XVII...
Exportações de Aveiro: sal, laranja e cortiça; e vidro e porcelana da Vista Alegre.»[ p. 53 do Diccionário Geographico Abreviado de Portugal e suas Possessões Ultramarinas, P. Francisco dos Prazeres Maranhão, 1852]
FILHO, OS TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS
Uma reflexão de Georgino Rocha
Que declaração tão ousada! Que certeza tão firme! Que proximidade tão terna e familiar! Que afirmação tão provocante! Estas exclamações podem traduzir expressões da atitude de Jesus em relação ao paralítico em Cafarnaum. O episódio ocorre em casa aonde regressa o curador do leproso, após ter passado o tempo da descontaminação. Aí acorre tanta gente que barra a porta de entrada. Aí estão sentados rabinos e escribas, mestres em “fabricar” leis e a interpretá-las em nome de Deus. Aí chegam os amigos do paralítico, transportando-o numa enxerga. Aí acontece um diálogo em que o desafio e a resposta põem a claro a novidade de Deus que Jesus anuncia e realiza.
O Nazareno está a blasfemar – dizem. “Só Deus pode perdoar os pecados”. E segundo as leis religiosas era e continua a ser verdade. Mas Jesus, incomodado com os “murmúrio” do coração deles e condoído com a situação do paralítico, questiona-os abertamente: “Porque pensais assim nos vossos corações”?
sábado, 18 de fevereiro de 2012
COMO BRUXELAS ESTÁ A DESTRUIR A GRÉCIA
"Afundada numa violenta depressão, a Grécia está a ser exaurida por uma UE "incompetente" e pelo seu "insensível" comissário para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, acusa Peter Oborne, num veemente comentário de página inteira."
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