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A mostrar mensagens de Agosto, 2017

O Farol faz anos hoje

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O Farol da Barra de Aveiro, situado em pleno concelho de Ílhavo, na Gafanha da Nazaré, é um ex-líbris da região aveirense. Imponente, não há por aí quem não o conheça, como o mais alto de Portugal e um dos mais altos da Europa. Já centenário, faz parte do imaginário de quem visita a Praia da Barra. Quem chega, não pode deixar de ficar extasiado e com desejos, legítimos, de subir ao varandim do topo, para daí poder desfrutar de paisagens únicas, com mar sem fim, laguna, povoações à volta e ao longe, a dominar os horizontes, os contornos sombrios das serras de perto e mais distantes. À noite, o seu foco luminoso, rodopiante e cadenciado, atrai todos os olhares, mesmo os mais distraídos, tal a sua força. Mas são os navegantes, os que mais o apreciam, sem dúvida.  Foi inaugurado em 31 de agosto de 1893. Oficialmente, completa hoje 124 anos. No próximo ano chega a uma data redonda — 125 anos. Vamos todos contribuir para uma festa? Ele bem a merece!
F. M.

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Poesia de José Régio para começar o dia...

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(…)
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
— Sei que não vou por aí!

José Régio,

in 'Poemas de Deus e do Diabo' , do poema Cântico Negro

A paróquia da Gafanha da Nazaré está na blogosfera

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A nossa paróquia saltou os muros do adro da igreja e da área matriz da sua razão de ser, a Gafanha da Nazaré, para se projetar no mundo. O propósito é compreensível, já que há gafanhões nem sempre disponíveis para participarem no dia a dia da paróquia, mas também há muitos outros, um pouco por todo o mundo, lutando por uma vida melhor. Acresce uma outra razão, que se apoia na realidade concreta de haver um sem-número de lusodescendentes que nunca ou raramente visitaram esta terra das suas origens, por estarem, decerto, plenamente integrados nas comunidades dos países onde nasceram. O blogue tem por título “Paróquia Nossa Senhora da Nazaré” (https://paroquianossasenhoranazare.blogspot.pt/) e apresenta-se como uma comunidade atenta aos sinais dos tempos. E é neste pressuposto que pretende viver, num espírito de abertura aos seus paroquianos e ao mundo em geral.  Presentemente, ainda está em construção e assim permanecerá, porque assume fugir à estagnação, desejando que os nossos paroqu…

Festival de Folclore “Cidade de Ílhavo” — Jardim Henriqueta Maia

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Com organização do Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo, vai realizar-se, no sábado, 2 de setembro, pelas 21 horas, no Jardim Henriqueta Maia, o Festival de Folclore “Cidade de Ílhavo”. Para além do rancho  anfitrião, participam o Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros, o Rancho Folclórico de Terras da Feira, o Grupo Folclórico do Bairro de Santarém, o Grupo Regional de Moreira da Maia e a Ronda Típica da Meadela

REFAN — Perfumaria & Cosmética na Gafanha da Nazaré

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No passado dia 18 de agosto, abriu ao público na Av. José Estêvão, n.º 89, na Cale da Vila, Gafanha da Nazaré, uma loja de perfumaria e cosmética ligada à REFAN, líder mundial nesta área de perfumes de alta qualidade e cosmética natural, para todas as idades. Trata-se de uma iniciativa do casal Alexandre Cruz e Luísa Marabuto, «um sonho alimentado há bastante tempo» que avança agora na linha do «empreendedorismo da juventude», convictos de que «a vida é feita de riscos — e nós arriscámos». Alexandre Cruz adianta ainda que nesta terra, com estabelecimentos de muitas e variadas dimensões, «faltava uma perfumaria, sendo esta a primeira do género no município de Ílhavo». Para Luísa Marabuto, Luisinha para familiares e amigos, mas também, porventura, para os seus clientes na Gafanha da Nazaré, mostrou satisfação pela abertura do seu espaço comercial, para de imediato frisar a «importância dos odores agradáveis, porque nos fazem sentir bem, deixando-nos felizes». O odor — provavelmente um…

PRAIAS — Queimam-se os últimos cartuchos

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O verão do calor e das praias está a chegar ao fim. Este fim de semana, para a grande maioria dos veraneantes, queimam-se os últimos cartuchos. Corpos bronzeados pelo sol e pelos unguentos próprios de quem quer proteger-se das queimaduras solares, espíritos livres dos stresses, almas lavadas pelos convívios, leituras e reflexões a gosto de cada um, mais pulmões purificados pela maresia, tudo isto nos dá ânimo para voltarmos à vida real do trabalho, canseiras, desafios e ânsias de novos projetos, que parar é morrer. Bom regresso para todos, com muita saúde e otimismo.

Um poema para este dia — SÍSIFO

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SÍSIFO 
Recomeça.... Se puderes, Sem angústia e sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro, Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado, Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar E vendo, Acordado, O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga 

In POESIA COMPLETA, Diário XIII

Fim de tarde — Recreio dos Bandeirantes - RJ

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Há vários motivos para você não ser feliz, mas a decisão é opcional.

Fotógrafos do Brasil

Georgino Rocha — PERGUNTA CRUCIAL, RESPOSTA SUBLIME

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O ser humano tende a fazer perguntas que saciem a sua curiosidade e fome de saber. É sinal dos limites da natureza finita e da aspiração infinita do seu espírito. Faz perguntas desde a mais tenra idade e sobre os mais diversos assuntos, chegando normalmente a interrogar-se sobre o sentido da vida, a identidade pessoal, a convivência em sociedade, o futuro após a morte, Deus, Jesus Cristo, Igreja, família. Tem tendência a interrogar Deus, a pedir-lhe explicações dos seus actos, a julgá-lo no “tribunal da razão” pelas suas ausências e cumplicidades. A pergunta do ser humano é um eco das perguntas que Deus lhe faz ao longo da história: Adão, onde estás? Caim, que fizeste do teu irmão? Povo meu, que te fiz eu? Responde-me – suplica por meio do profeta. E vós, quem dizeis que eu sou? – indaga Jesus aos seus discípulos. Este modo de ser manifesta a relação mais profunda e o diálogo mais salutar que, naturalmente, se estabelece entre ambos: criatura e criador, ser carenciado e salvador, ser…

"A PESCA POR UM MAR SEM LIXO"

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A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, apresentou hoje, pelas 16 horas, no Porto de Pesca Costeira, o projeto "A Pesca por um Mar sem Lixo", integrado num dos compromissos voluntários assumidos por Portugal no âmbito do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 14 – Oceanos, segundo informa o sítio do Porto de Aveiro. Trata-se de um projeto, tanto quanto é possível saber, de grande interesse para o asseio das nossas zonas ribeirinhas.  Quem passeia com alguma regularidade pelas referidas zonas, junto do mar ou da ria, pode confirmar que a permanência de pescadores é notória e compreensível. Pescar faz parte da vida humana desde tempos imemoriais. Contudo, também se nota com frequência que alguns pescadores, menos dados à limpeza e ao cuidado da natureza, deixam os espaços carregados de lixo que os anzóis arrancam da maré.  Eu sei que nem sempre há caixotes do lixo por perto, mas também sei que, se cada pescador for asseado, as zonas costeiras nunca ficarão conspurcadas

Poema para este dia — Raízes

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Raízes
As minhas raízes são como jasmim
não são fortes não são profundas apenas leveza apenas perfume estar aqui é apenas o início de uma aventura
As minhas raízes são como jasmim
imaginava a vida como uma árvore com raízes sólidas com braços e abraços com um fim e um princípio com amor e ódio
Descobri a beleza do efémero
as minhas raízes são apenas perfume
Orlando Jorge Figueiredo
In “os pássaros habitam a casa”


Foto do dia — Aldeia na serra

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Gosto de recordar. Uma foto pode ser sempre um momento de reviver dias ou momentos agradáveis. Hoje, no encontro com esta imagem que achei no meio de tantas, registada em plena serra, fui até lá. A aldeia, cujo nome se varreu da minha memória, deve permanecer intacta com séculos de história e de vida, ora serena ora agitada, de gente que respira ares puros por todos os poros, enriquecendo a alma de sonhos.

Certificado de excelência para a Universidade de Aveiro

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«A Universidade de Aveiro foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, com o certificado de excelência do TripAdvisor, conjunto de sites que compõem a maior comunidade de viagens do mundo. Este selo é atribuído a locais turísticos que oferecem serviço de alta qualidade.» Esta é mais uma razão para nos sentirmos vaidosos com a UA, tantas vezes premiada pelos mais diversos motivos. Os meus parabéns. 
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Como os fotógrafos da National Geographic viram o Eclipse Solar

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Aprecie a beleza e o rigor da oportunidade dos fotógrafos da revista National Geographic no dia do recente eclipse solar. Os autores estão referenciados junto aos seus registos.

Henrique Raposo — E se a barriga de aluguer for um útero artificial?

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Não, não é um delírio à Frank Herbert ou à Philip Dick. O útero artificial deixou a estratosfera da ficção científica e aterrou na realidade. Uma gestação mecanizada e sem a necessidade do corpo da mulher já não é uma impossibilidade. Já estão a ser feitas experiências com bezerros criados em úteros artificiais que se assemelham às máquinas que suportam as pessoas em coma: bombas mecânicas, tubos e seringas bombeiam ar e injectam os nutrientes que permitem o crescimento do feto.
Mas a pergunta fundamental não está no campo da possibilidade, está no campo da legitimidade. A questão “é possível criar um ser humano num útero artificial?” é insignificante ao pé do dilema “é legítimo criar um ser humano num útero artificial?”. A ciência não se legitima a si própria. Se servir para salvar ou proteger de forma mais tranquila a vida dos chamados bebés prematuros, esta máquina pode ser uma dádiva, um avanço notável da medicina. Contudo, se for usada como barriga de aluguer dos caprichos dos R…

Olhos sobre o Mar 2017 — Preto e Branco e Cor

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«Aberto a todos os fotógrafos profissionais ou amadores, o tema do Concurso é “O Mar” em todas as suas vertentes, e tem caráter territorial exclusivamente nacional (terrestre ou zona marítima exclusiva). Este Concurso conta com o apoio da Direção-Geral das Artes e do Diário de Aveiro. Os 50 melhores trabalhos estarão expostos, durante o mês de agosto, no Navio Museu Santo André. A entrega dos prémios decorrerá neste navio em data a informar brevemente.»
Fonte: Ver mais na CMI

A justiça em Portugal é “mais dura” para os negros

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"A sensação que tive quando fiz trabalhos de inspecção nas comarcas de Lisboa Oeste e Norte foi que, para os mesmos crimes, as penas eram mais leves para cidadãos portugueses. Parece que há um código para uns e um código para outros”
João Rato, procurador
A reportagem que li no PÚBLICO deixou-me revoltado pela injustiça com que a Justiça Portuguesa trata quem enfrenta os tribunais. Afinal, a cor da pele dita a sentença: amarga para os negros e branda para os brancos. Quem havia de dizer que alguns magistrados cometem crimes desta natureza, num país que há mais de 40 anos vive em democracia, onde os cidadãos têm, ou devem ter,  os mesmos direitos e as mesmas obrigações. 

Uma passagem por Mira — Há males que vêm por bem

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Há males que vêm por bem. Há dias, mais concretamente em 3 de agosto, eu e a Lita resolvemos visitar a praia de Mira, para apreciar o ambiente, refrescar as ideias e almoçar por ali, de preferência com mar à vista. Fomos cedo porque era preciso arrumar o carro, de forma que eu não tivesse de caminhar muito. Os propósitos eram bons, mas tivemos azar. Estacionar tornou-se impossível. Corremos um sem-número de ruas e ruelas, largos e parques de estacionamento, mas tudo estava abarrotado. Regressar a casa era impensável. Vai daí, rumámos à vila de Mira por onde temos passado inúmeras vezes, mas sem tempo suficiente para olhar o velho burgo que vem de tempos pré-históricos. E afinal valeu a pena. Carro arrumado, acolheu-nos um largo arborizado com lago florido, estátuas a homenagear quem serviu a terra e quem dela foi senhor, o Infante D. Pedro, da “Ínclita Geração”, no dizer certeiro do poeta. Almoço simples, como simples somos nós. No fim de tudo, importa reconhecer que, realmente, há m…

Fui hoje à praia — Uma surpresa

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Anuindo ao convite da minha filha, Aida Isabel, Aidinha para nós, fui hoje à praia da Barra. Tempo assim-assim, com nevoeiro a ensombrar e a roubar-nos o sol benfazejo, lá fomos. Gente por todos os lados, passos apressados para arranjar um cantinho no areal. Trouxas às costas, com sacos, saquinhos e saquetas, mais para-ventos e guarda-sóis, arcas frigoríficas portáteis, chapéus de todos os tamanhos e feitios, em estilo de quem vai para ficar por ali o dia inteiro… a iodar os corpos e a lavar o espírito com a aragem da maresia. A Aidinha às voltas para estacionar o carro… tudo cheio. E para não me forçar a longa caminhada, dita a sentença: «Ficas por aqui junto ao farol, que eu vou arrumar o carro.» E fiquei tranquilo a presenciar o espetáculo do povo em férias na praia da Barra. Demorou um pouco, mas de tão divertido, por ver tanta gente apressada, velhos e novos, famílias inteiras, nacionais e estrangeiros, residentes e emigrantes, estes identificados pela algaraviada da conversa co…

Os Fogos Florestais

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Os fogos florestais fazem parte indelével das nossas  memórias. Sempre existiram associados ao calor dos verões. E disso tem dado conta a comunicação social, conforme a época. Inicialmente, apenas os jornais e rádios e a seguir as televisões. Na era do Estado Novo, os fogos e outras calamidades eram camuflados, quando não bloqueados, por razões próprias da ditadura. Era preciso manter a ilusão de que tudo no país era um mar de rosas. Depois, ditaram as leis da transparência democrática, muitas vezes, porém, com jogos de cintura para fugir às críticas e às responsabilidades. Hoje, toda a gente sabe tudo na hora exata. E a partir daí, a competição entre órgãos de comunicação atinge extremos que arrepiam, quando ao vivo plasmam cenas de dramas pungentes, sem respeito algum pela dor de quem vê toda uma vida levada pelo fogo devorador. A moderação na reportagem, na minha ótica, deve ter carta branca, sem fugir à verdade dos factos.  De muito positivo, destaco sobremaneira as manifestações…

Júlio Cirino — Açores - Terceira - Festas Sanjoaninas

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As Festas Sanjoaninas são um dos pontos mais altos das festividades de Angra do Heroísmo. Por essa altura juntam-se, para assistir aos festejos, dezenas de milhar de residentes e forasteiros. Não há palavras para descrever as Festas Sanjoaninas. Durante uma semana, em cada dia, faz-se o desfile de abertura; o desfile de 36 bandas filarmónicas; desfilam, divididas por dois dias, mais de 60 marchas; desfilam os atletas de todas as modalidades desportivas praticadas nos Açores, faz-se um desfile de cariz religioso e até o desfile de carrinhos de bebé. Os trajes usados são riquíssimos, bem confeccionados e de muito bom gosto. Os carros alegóricos são obras de arte. Os trechos musicais são muito bem escolhidos. As festividades de S. João muito honram os angrenses.  Quem estiver interessado em saber sobre o que estou a falar, consulte o seguinte endereço: Sanjoaninas 2015 – Angra, memória dos meus encantos, by Manuel Bettencourt. (recomenda-se que abra a quarta janela)
Obs.- Fotos extraída…

MaDonA — O Farol da Barra

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O Farol da/na Barra pertence a Ílhavo, a Aveiro ou à Gafanha da Nazaré? A solução para a contenda!? O Farol da Barra é uma referência para população desta zona balnear e um ex-líbris do distrito de Aveiro.  Dada a sua majestosidade, originou expressões populares, aforismos, como “ Não conheço uma letra do tamanho do farol”, a que se pode juntar outra, no contexto do mar/ria “Deixar passar a maré por baixo do barco”.  Foi tema da área curricular não disciplinar, Área de Projeto, num período efémero, antes de o MEC, na pessoa de Nuno Crato a retirar do currículo. Está em estudo a sua recuperação, bem como da Formação Cívica. Como sempre, a Educação ao sabor das políticas partidárias! Recentemente, tem-se gerado grande polémica, quanto à disputa pela jurisdição do dito farol. Tem sido o pomo da discórdia entre Aveiro e Ílhavo, a que veio juntar-se, por último, a Gafanha da Nazaré. Cada uma destas cidades reivindica a administração deste monumento, sendo que este litígio é muito antigo, …