Museu Marítimo de Ílhavo celebra o seu 80.º aniversário

Fernando Caçoilo, presidente da CMI

Álvaro Garrido exibe quadro oferecido pelos Amigos do Museu
80 Anos a Navegar. Todos ao Leme!

“80 Anos a Navegar. Todos ao Leme!” é o mote para as celebrações comemorativas do 80.º aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI), que no passado 14 de janeiro, sábado, foi apresentado como rumo a seguir até ao Dia Nacional do Mar, 18 de novembro de 2017. No sábado, comemorou-se também o 4.º aniversário do Aquário dos Bacalhau, uma das grandes atrações do museu ilhavense.
«Temos rumo traçado. Queremos fortalecer o projeto sociocultural e introduzir novas medidas de gestão. Sabemos o que queremos. Entendemos o Museu como uma vaidade, se me permitem usar esta expressão. É orgulho. Ficamos orgulhosos por aquilo que o Museu representa em qualquer canto do país», afirmou Fernando Caçoilo, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI). E acrescentou que 2016 foi o ano em que se bateram todos os recordes de entradas no nosso museu, com 81 010 visitantes, e de receitas próprias.
O autarca evocou a gente ousada que há 80 anos iniciou este processo e afirmou que o MMI «muito deve aos Amigos do Museu», garantindo «que todos os ilhavenses se orgulham deste espaço». Frisou, entre outras informações e projetos, uma excelente notícia que marca o início de um ano de festejos e que se traduz na «transferência do arquivo dos organismos públicos das pescas para o MMI, por iniciativa da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos».
Aníbal Paião, presidente da Associação dos Amigos do Museu, sublinha que o desafio é continuar a inovar e a investir para dar atratividade ao Museu. «Esta magnífica arquitetura é muito importante, mas, apesar desta beleza, tem que existir a sensação de trabalho inacabado para que o Museu continue vivo e vibrante. É necessário o contínuo enriquecimento nas relações e que a investigação aprofunde o seu valor e traga novas temáticas. Quando acabar essa sensação e o Museu se tornar estático será um belo edifício mas sem vida».
Aníbal Paião recordou os fundadores, nomeadamente Américo Teles, que há 80 anos iniciaram este processo, e valorizou a importância dos Amigos do Museu, dizendo que, sem eles, talvez o MMI nem existisse. Adiantou que o nosso museu sempre foi um museu do seu tempo, referindo a premência das investigações e o enriquecimento das coleções. 
É oportuno recordar que o Museu Municipal, posteriormente “Museu dos Ílhavos”, nasceu a 8 de agosto de 1937, «depois de um longo processo de incubação», diz-se na brochura da programação das celebrações. E recorda-se que a ideia foi imaginada e disputada, a partir do fim da Grande Guerra, tendo sido decisivo «o impulso de um grupo de amigos do Museu; eram homens da terra e do mar, elites locais e pessoas comuns», onde «pontificou Américo Teles, o fundador».
Entretanto, os Amigos do Museu ofereceram uma aguarela, intitulada Marinha, de T. Mello (Thomaz de Mello), artista luso-brasileiro, falecido em Lisboa em 1990.
Foi anunciada a edição revista e ampliada do livro “Portugal no Mar – Homens que Foram ao Bacalhau”, que inclui 17 mil fotografias. Ainda será posto fim ao horário de inverno, sendo reposta a abertura do MMI e do Navio-Museu Santo André também ao domingo, durante todo o ano. E a partir de março, será implementado o dia aberto, com visitas grátis ao segundo domingo de cada mês.

Fernando Martins

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