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A mostrar mensagens de Janeiro, 2017

Museu Marítimo e Navio-museu Santo André em dia aberto

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4 de Fevereiro 

No primeiro sábado de cada mês, apenas e durante o horário de inverno, que se estende de outubro a fevereiro, as entradas no Museu Marítimo de Ílhavo e no Navio-museu Santo André são gratuitas. A abertura é às 10 horas no MMI e às 14 horas no Navio-Museu Santo André; a última entrada de visita é às 17h15 no Museu e às 17h30 no Navio-Museu.

Aula de Fotografia com Zé

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Crónica de Maria Donzília Almeida


Costa Nova em grande plano 







“A fotografia é a poesia da imobilidade:  é através da fotografia que os instantes  se deixam ver tal como são.” 
Peter Urmenyi

“Uma imagem vale por mil palavras” foi o slogan que durante muito tempo preencheu o meu cotidiano docente, nomeadamente com o advento dos audiovisuais aplicados ao ensino. A imagem era um recurso educativo muito usado, em sala de aula, como suporte à explicitação e consolidação de conteúdos programáticos. Dada a sua importância, havia bancos de imagens como precioso material auxiliar do professor. Com o avanço das novas tecnologias, houve uma significativa poupança de tempo e esforço na obtenção desse recurso. Considerando a força e eloquência da imagem, há uma forma de a obter que vai somando adeptos – a Fotografia. Colecionar imagens tornou-se uma atividade aliciante e desafiadora, na sociedade contemporânea, mercê da tecnologia e da instantaneidade, por vezes, da informação. Dia a dia, nos movemos ma…

Pombo da nossa terra no pódio da 35.ª Olimpíada Columbófila

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O pombo-correio, propriedade do sócio Sílvio Vilar,  do Grupo Columbófilo da Gafanha (GCG), que representou Portugal nas Olimpíadas Columbófilas, em Bruxelas, na categoria Sport Absoluta (melhor pombo nas três especialidades, velocidade, meio fundo e fundo), subiu ao pódio, ocupando o 3.º lugar, o que significa uma honra para o nosso país e para o GCG.  Felicito os columbófilos da nossa terra pelo palmarés de um pombo-correio deste nível, bom estímulo para que outros lhe sigam a carreira. Da mesma forma felicito Sílvio Vilar pela sua tenacidade e saber neste desporto que tem por atletas os nobres pombos-correios.

Santo André noutro tom

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Para fugir ao trivial, aqui fica uma foto do Navio-museu Santo André num tom agradável.  Talvez para recordar o tempo do preto e branco, também bonito de ver.

A liberdade é um perigo

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO

«A invocação, na Igreja, do dever de obediência devia ser sempre acompanhada pelo direito e pela exigência de prosseguir os caminhos da investigação da verdade. O perigo não é a liberdade, é o autoritarismo»
1. 800 anos é muito tempo. Foi com este título que anunciei o jubileu da Ordem dos Pregadores (1216-2016). Não tenho uma devoção especial pelas comemorações, mas sei que uma das doenças mais temidas na minha idade é, precisamente, a perda da memória, Alzheimer. As crianças têm pouco passado. Elas são a realidade do futuro. Os idosos têm algum passado e pouco futuro. As Ordens Religiosas não nasceram todas ao mesmo tempo e, dentro da mesma época, nasceram para responder a desafios novos e diferentes, supondo que têm algo a dizer ao mundo em mudança. Não têm promessas de vida eterna. Algumas nasceram e morreram depressa, outras têm a pele mais dura. A Ordem dos Pregadores, com suas glórias incomparáveis, virtudes e pecados, celebrou 800 anos…

Senescência ou senilidade?

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Crónica de Mª Donzília Almeida



A idade está na mente  Nós temos a idade que pensamos.  Assim, teremos somente  Aquela que vivenciamos.
“Se envelhecer é uma inevitabilidade, só é velho quem quiser.” Foram estas as palavras proferidas, na festa de encerramento do ano letivo de uma Universidade Sénior, pelo poeta/escritor, engenheiro Domingos Cardoso.  Na verdade, a temática do envelhecimento da população tem merecido a reflexão por parte da sociedade, de modo a encarar a transição da vida ativa para a aposentação, de forma digna e saudável.  O próprio termo velhice ou velho têm sido preteridos em favor da palavra idoso, com uma conotação mais abrangente e menos depreciativa. O sufixo oso confere à palavra um sentido de quantidade e não de qualidade. Vejamos, por analogia, as palavras formoso, habilidoso, maldoso, ardiloso, etc. Há em todas, um sentido de quantidade. Logo, um idoso é aquele que somou já muitos anos ao seu CC (cartão de cidadão) e não sinónimo de caduco.  Será uma interpretaç…

Visita Pastoral de D. António Moiteiro

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Paróquia da Gafanha da Nazaré
5 a 19 de fevereiro 2017


A presença do nosso Bispo, D. António Moiteiro,
será ocasião de:
—Anunciar a Palavra de Deus — Celebrar os sacramentos
— Conhecer melhor a realidade social e religiosa
— Dialogar com o clero
—Visitar as diferentes camadas etárias
— Contactar os agentes da vida local (Autarquias, empresas, serviços, associações, etc.)
— Ajudar a paróquia a viver a relação com a Igreja Diocesana e Universal e a construir a unidade Arciprestal


Quem era a serpente do Paraíso? (2)

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias

Na continuação do livro de Ariel Álvarez,  com a pergunta acima e mais 19 sobre a Bíblia
1. "Porque é que Noé amaldiçoou o filho que o viu nu?" Uma cena estranha: Noé, que aparece na Bíblia a cultivar a vinha, "a mais preciosa e nobre de todas as plantas da Bíblia", adormeceu por causa de uma bebedeira e acaba por amaldiçoar o filho Cam, que entrou na tenda e o viu nu. O que se passou realmente? Neste caso, não se trata de homossexualidade. Este relato tem sobretudo uma finalidade política, passando-se o mesmo com a narrativa das duas filhas de Lot, que, para não ficarem sem filhos, embebedaram o pai para terem relações com ele. Cam é o pai de Canaã e Noé não amaldiçoa Cam, mas o seu neto Canaã, porque será um filho gerado num incesto: o texto diz que Cam viu a nudez do pai, o que significa que dormiu com a esposa do pai, ou seja, com a sua própria mãe. Quem é maldito é Canaã. O texto amaldiçoa os cananeus escravizados …

Estilo de vida alegre e feliz

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Reflexão de Georgino Rocha

O sermão das bem-aventuranças abre os ensinamentos de Jesus sobre a novidade que vem anunciar, o reino de Deus. Constitui uma espécie de iniciação ao estilo de vida feliz e alegre que os discípulos são convidados a apreciar e a transmitir, a cultivar e a celebrar. Faz a “ponte” entre o modo de agir de Deus e as aspirações mais genuínas do coração humano. Ponte que Jesus evidencia em opções claras e atitudes coerentes. Nele, o humano é tão singular que irradia o divino que o habita. Nele, cada bem-aventurança tem a marca do seu rosto e ritmo do seu coração. Nele, brilha com admirável naturalidade o reino de Deus, o pulsar do amor que se faz serviço de misericórdia.
Mateus, o evangelista narrador, compõe o seu discurso com sentenças colhidas em várias passagens bíblicas e dá-lhes um colorido entusiasta e assertivo, uma energia suplementar para quem tem de enfrentar e assumir situações contrastantes e de risco. De facto, “o mundo” vai por outro caminho, distanc…

"Tempos de Pesca em Tempos de Guerra" - apresentado na Gafanha da Nazaré

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Um livro de Licínio Amador, já em segunda edição Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré Sexta-feira, 27 de janeiro  21 horas 


A apresentação desta obra conta com a presença, para além do autor, do Presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, Carlos  Rocha, e do vereador da cultura da Câmara Municipal de Ílhavo, Paulo  Costa. Eu próprio, Fernando Martins, coordenarei a apresentação do livro.  Convidam-se todos os familiares e amigos dos que naufragaram e dos que pereceram no afundamento do "Maria da Glória" a marcarem presença, como sinal de homenagem às vítimas e respetivas famílias.

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Não à lógica do tudo ou nada

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO

Nisto, uma criança desata a chorar:  "não vos preocupeis porque a pregação de uma criança na igreja  é mais bonita do que a do sacerdote, do bispo ou do Papa.  Deixai-a chorar, porque é a voz da inocência que nos faz bem a todos"
1. Perante o rumo assustador que a política internacional está a tomar e a múltipla inconsciência na “União Europeia”, fui interpelado por alguns católicos, que se identificam com a herança do Vaticano II, para a urgência de reunir pessoas de “boa vontade”, não apenas para interpretar os sinais deste tempo, mas sobretudo para encontrar formas activas de responder à pergunta dos Actos dos Apóstolos: que fazer? É tarefa para quem não acredita no determinismo histórico. Um amigo mandou-me, entretanto, o hebdomadário, Le Point[i] (5 de Jan.) com a fotografia do filósofo ateu Michel Onfray na capa e a referência ao seu último livro – Décadence – anunciando que a civilização baseada no judeo-cristianismo está absolut…

Nesta tarde de sábado: Momentos de regata?

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Sempre com farol à vista








Foi uma passagem a correr. Ao seguir a indicação habitual que me conduziria a casa, vi, de soslaio, o desafio das velas a meio da tarde de hoje, com sol que dificultava o enquadramento das fotos. Nem assim resisti. Com a devida autorização, entrei no Porto de Pesca Costeira e disparei para umas recordações. As fotos não estarão obra acabada, mas têm, de certeza, para´quem contempla a laguna, fortes motivos de encantar. Realmente, como filhos do oceano, gostamos mesmo destas paisagens.  Bom domingo para todos.

Quem era a serpente do paraíso? (1)

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias 


1. É claro que a fé não deriva da razão, à maneira da matemática ou da ciência, não sendo, portanto, demonstrável cientificamente. Mas também se deve tornar claro que a fé não pode agredir a razão, com a qual tem de dialogar, dando razões de si mesma. Há que distinguir entre saber e crer. Como dizia o médico e filósofo Pedro Laín Entralgo, o penúltimo é da ordem do saber, mas o último é da ordem da crença. Por isso, o crente não pode dizer que sabe que Deus existe e que há vida depois da morte, como o ateu não pode dizer que sabe que Deus não existe e que com a morte a pessoa acaba: o crente e o não crente não sabem, crêem, com razões. Neste contexto, Kant é inultrapassável, também quando escreveu que, apesar da sua majestade, a religião não está imune à crítica. Aliás, o Evangelho segundo São João inaugura-se dizendo: "No princípio, era o Logos", portanto, o Verbo, a Palavra, a Razão. E "foi pelo Logos que tudo foi criad…

Aniversário da chegada do Gil Eanes a Viana do Castelo

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É com muito gosto que divulgo o convite que me foi endereçado para marcar presença nas comemorações do 19.º aniversário da chegada do navio Gil Eanes a Viana do Castelo, no dia 31 de janeiro. Na impossibilidade de me deslocar a Viana do Castelo, de certo modo uma obrigação que é devida ao navio-hospital que prestou apoio notório aos nossos homens do mar da frota bacalhoeira, em especial, presto daqui, desta terra que tanto lhe deve, a minha sincera homenagem de gratidão. Porém, outro motivo justificaria a minha viagem a Viana do Castelo, motivo esse que se prende com a palestra que o meu amigo Senos da Fonseca proferirá nesse dia sobre João Álvares Fagundes. Uma coisa é certa, o livro que Senos da Fonseca escreveu — "João Álvares Fagundes - Um Homem dos Descobrimentos" — já está na minha agenda.

Museu Marítimo de Ílhavo celebra o seu 80.º aniversário

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80 Anos a Navegar. Todos ao Leme!
“80 Anos a Navegar. Todos ao Leme!” é o mote para as celebrações comemorativas do 80.º aniversário do Museu Marítimo de Ílhavo (MMI), que no passado 14 de janeiro, sábado, foi apresentado como rumo a seguir até ao Dia Nacional do Mar, 18 de novembro de 2017. No sábado, comemorou-se também o 4.º aniversário do Aquário dos Bacalhau, uma das grandes atrações do museu ilhavense. «Temos rumo traçado. Queremos fortalecer o projeto sociocultural e introduzir novas medidas de gestão. Sabemos o que queremos. Entendemos o Museu como uma vaidade, se me permitem usar esta expressão. É orgulho. Ficamos orgulhosos por aquilo que o Museu representa em qualquer canto do país», afirmou Fernando Caçoilo, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI). E acrescentou que 2016 foi o ano em que se bateram todos os recordes de entradas no nosso museu, com 81 010 visitantes, e de receitas próprias. O autarca evocou a gente ousada que há 80 anos iniciou este processo e afirmo…

Entre os gentios, Jesus inicia a sua missão

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Reflexão de Georgino Rocha

Não basta que a luz brilhe.  É preciso abrir os olhos  e remover os obstáculos
A opção de Jesus por fazer de Cafarnaúm local de residência e centro de irradiação missionária na Galileia parece estranha e indicia a novidade que vem anunciar: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino de Deus”. Pressionado pela urgência interior de ir ao encontro das pessoas e partilhar a grande notícia “Deus vem e já está connosco”, desloca-se para a terra dos gentios, junto ao lago de Tiberíades, tomando como indicador claro de ter chegado a hora para a sua decisão a prisão de João Baptista. Estranha opção para quem faz uma leitura superficial dos factos e não tem em conta o seu contexto histórico e cultural. Estranha opção para quem esquece a dimensão simbólica que frequentemente os acompanha e abre a um nova dimensão.
Mateus, o narrador evangelista, recorre ao profeta Isaías para apresentar alguns traços de Cafarnaúm e destacar que a nova situação de Jesus corresponde ao qu…

Unidade no certo, liberdade no duvidoso e caridade em tudo

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Semana de oração pela unidade dos cristãos   — 18 a 25 de janeiro

«Reconciliação» entre cristãos é esperança  para a Europa, proclama o Papa Francisco
«O Papa Francisco assinalou hoje no Vaticano o início da semana de oração pela unidade dos cristãos, afirmando que este esforço ecuménico é um sinal de “esperança” para a Europa. “Na Europa, esta fé comum em Cristo é como um fio de esperança: pertencemos uns aos outros. Comunhão, reconciliação e unidade são possíveis”, disse, na audiência pública semanal que decorreu na sala Paulo VI. Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, Francisco sublinhou que estes dias de oração são um apelo à “comunhão de preces e de esperanças “O movimento ecuménico vai frutificando, com a graça de Deus. Que o Pai do Céu continue a derramar as suas bênçãos sobre os passos de todos os seus filhos. Irmãs e irmãos muito amados, servi a causa da unidade e da paz”, concluiu. A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que no hemisfério norte se celebra de 18 …

Grupo Columbófilo da Gafanha tem nova sede

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Um pombo da nossa terra  vai representar Portugal  na 35.ª Olimpíada  Columbófila de Bruxelas






Um pombo-correio, Campeão Nacional, do sócio do Grupo Columbófilo da Gafanha (GCG), Sílvio Vilar, vai representar Portugal na 35.ª Olimpíada Columbófila, que decorre em Bruxelas, entre 27 e 29 de janeiro. Esta participação é motivo de orgulho para todos os columbófilos da Gafanha da Nazaré, salienta Adelino Pina, presidente da direção daquela associação. Orgulho pela honra da participação de um pombo-correio numa competição daquele nível, mas também pela inauguração da nova sede, que teve lugar no domingo, 15 de janeiro, na Rua Roberto Ivens, n.º 1. A cerimónia foi precedida da bênção da sede, dirigentes e sócios, pelo pároco, Padre César Fernandes. Fernando Caçoilo, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, não esconde a sua satisfação pela nova sede do GCG, que é uma das mais antigas instituições da nossa terra, pois foi fundada em 8 de abril de 1953. «O GCG está de parabéns porque fica aqui …

A tradição continua: Cantar dos Reis de porta em porta

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Como recomenda a tradição, na passada sexta-feira, 13, recebemos o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré que veio cantar as Janeiras, entre nós designadas por Cantar dos Reis. De facto, os cânticos com que nos brindaram tinham a marca dos nossos ancestrais e a beleza das melodias natalícias. Não haverá gafanhão que as não tenha nos ouvidos, apesar de entoadas apenas nesta quadra. Melodias simples e  belas, também por isso capazes de ficarem gravadas na memória de quem as ouve. A visita do Cantar dos Reis é sempre um saudável encontro para rever amigos, depois os seus filhos e netos. E é curioso que, para nosso espanto, precisamos mesmo de ser elucidados. E diz a Lurditas, com oportunidade: — Olhe que esta, a do bombo, é a minha filha.  A conversa não podia durar muito. O tempo urgia e outras casas esperavam o grupo que anda neste mundo das tradições, há uns 30 anos, a Cantar os Reis, que o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré faz questão de nos oferecer.  Muito obrigado pela visit…

Universalismo Cristão (II)

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Crónica de Frei Bento Domingues  no Público


1.Têm razão os teólogos que se empenham em sublinhar que o cristianismo não é, fundamentalmente, uma religião do Livro, como dizem que são, por exemplo, o judaísmo e o islão. É, na sua essência, a graça do seguimento de Jesus Cristo como caminho, verdade e vida, fonte de sentido, de beleza e responsabilidade pelos mais abandonados. Para interpretar esse acontecimento profético, os cristãos recorreram, desde o princípio, à chamada “biblioteca do Antigo Testamento”. A partir dela, criaram outra que narra e interpreta a inesgotável beleza de Jesus Cristo. Chama-se o Novo Testamento, a grande escrita da inovação da vida. O chamado “Novo Testamento”, com dois mil anos em cima, não estará também ele já muito velho e ultrapassado? Vamos por partes. Por essa e outras razões, vou manter o título do texto do domingo passado — Domingo da Epifania, dos Reis Magos — clausura do ciclo litúrgico do Natal. O cristianismo é, de raiz, universal. Pode ser traíd…

Jesus e a revolução judeo-cristã

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias

1 As sabedorias filosóficas antigas, orientais e da Grécia, elaboraram "espiritualidades" em ordem a uma vida boa, sem passar nem por Deus nem pela fé. Foi frente a essas sabedorias que o cristianismo, a partir da sua herança judaica, ergueu uma orientação nova, religiosa, de salvação, enraizada na fé num Deus pessoal, transcendente e criador. Essa nova representação foi "tão atraente e prometedora" que triunfou durante séculos sobretudo na Europa. Esta é a tese desenvolvida pelo filósofo não crente Luc Ferry, antigo ministro da Educação em França. O que é facto é que, "entre o século V e o século XVII, o Ocidente foi essencialmente cristão, cultural e filosoficamente cristão, de tal modo que a filosofia moderna, a partir do século XVII, mesmo quando foi crítica em relação às religiões, até resolutamente ateia, não deixou de ser marcada de modo decisivo por esta herança religiosa". O fundo de cultura judeo-cr…

Dar testemunho de Jesus, o Filho de Deus

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Reflexão de Georgino Rocha

“A alegria do amor  que se vive nas famílias  é também o júbilo da Igreja”
Após o ciclo litúrgico e festivo do Natal, a Igreja entra no tempo comum e propõe que voltemos ao que foi celebrado e aprofundemos a sua relação com a nossa vida, o seu alcance para o cuidado da criação, o seu sentido para a história da humanidade. Isto é, que nos familiarizemos com Jesus Cristo e a sua mensagem. João Baptista surge, hoje, a dar o seu primeiro testemunho a respeito de Jesus. Fá-lo, ao ver que Ele vem ao seu encontro e se aproxima. Recorre a metáforas bíblicas conhecidas pelos ouvintes: O cordeiro e a pomba. Ambas de grande simbolismo. O cordeiro pela mansidão, ternura, vulnerabilidade, relação com o rebanho e o pastor. A pomba pela inocência e pela paz, pelo amor puro e pela esperança anunciada. O livro bíblico «Cantico dos Cânticos» desenha muito bem a riqueza das metáforas para expressar o amor humano, reflexo do amor divino: “Pomba minha… deixa-me ver a tua face, ouvi…

Visita Pastoral ao Arciprestado de Ílhavo

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Urge fazer a leitura permanente  dos sinais dos tempos

Como estava programado, o Bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, iniciou a Visita Pastoral ao Arciprestado de Ílhavo, o que honra todos os diocesanos radicados nas cinco paróquias, nomeadamente, S. Salvador, Gafanha da Nazaré, Gafanha da Encarnação, Gafanha do Carmo, Costa Nova e Barra. Digo que é uma honra, porque o povo católico, e não só, terá várias oportunidades de ouvir e conversar com o prelado aveirense, que vem estimular a caminhada coletiva ou individual de cada um de nós, na linha da construção do Reino de Deus. Uma Visita Pastoral, no meu entendimento, traduz-se numa oportunidade de revitalização das pastorais diocesana e paroquiais, dirigidas aos crentes e, a partir deles, a toda a gente, numa perspetiva da fé dos batizados, assente em tarefas de evangelização e de catequese, que hão de projetar-se na vida de todos.  Para além dos diálogos que D. António  Moiteiro alimentará com os responsáveis pelas estruturas paroquia…

Jornada Diocesana da Infância Missionária

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. GAFANHA DA ENCARNAÇÃO  . 21 de Janeiro, sábado . Das 10 às 16 horas


No próximo dia 21 de janeiro, entre as 10 e as 16 horas, vai realizar-se, na Gafanha da Encarnação, a II edição da Jornada Diocesana da Infância Missionária, que tem por tema "Crianças evangelizam e ajudam crianças". Neste dia haverá várias atividades para e com crianças e suas famílias, não só dos grupos de Infância Missionária que a Diocese já tem, mas também para todas as crianças das várias paróquias da Diocese que desejem participar. É oportuno destacar do programa as tendas alusivas aos continentes, com atividades associadas à cor de cada continente e aos povos dessas regiões. Também estão agendadas pinturas faciais e modelagem de balões, tenda das mensagens e desenhos missionários, jogos tradicionais, comércio solidário e danças do mundo no palco. Projeções de vídeos da Infância Missionária, almoço partilhado, hora do conto e animação de rua são outras ações que enriquecem as jornadas e os partici…

O Poder da Informação

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Auditório Paroquial da Gafanha da Nazaré  24 de janeiro de 2017  11 horas 

O artista Carlos Matos na primeira pessoa

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Não trocava este meu cantinho  pela vida do Cristiano Ronaldo






Aprazado o encontro, dirigimo-nos para o local indicado. Entrámos pela rua João dos Santos, em homenagem ao antigo presidente da Junta de Freguesia e industrial da Gafanha da Nazaré, mesmo ao lado de uma pastelaria. Alguns passos andados, sem pressas, chegámos ao armazém com o seu grande portão de ferro, como nos tinha sido dito. No cimo, lá estava a placa que dizia “NICHO D’ARTES”. Uma campainha com intercomunicador era o único sinal de modernidade. Tocámos e identificámo-nos. O Carlos Matos, de bata branca, recebeu-nos com a lhaneza esperada. Num recanto do armazém, do lado direito, lá estava o nicho. Espaço de trabalho e zona expositora bem definidos, mas contíguos. Registámos o silêncio que revestia o ambiente. Nem televisão, nem rádio, nem telemóvel a perturbar aquela paz tão propícia à criatividade.  O branco das paredes emoldurava quadros e motivos escultóricos de diversas tonalidades e formas. A sensibilidade do artist…

Concurso de fotografia GERAÇÃO

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Um desafio aos amantes da fotografia 

Uma voltinha para ver a vida

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Hoje demos uma voltinha para ver a vida. O dia, luminoso e sereno, estava aliciante. A laguna apresentava-se convidativa para quem gosta e pode velejar. Impossível estacionar para quem não pudesse caminhar muito e com facilidade. Como nós, um mar de gente inundou as praias da Barra e Costa Nova. Gostámos de sentir neste inverno, ainda nos começos, um dia primaveril. Somos realmente uns privilegiados. Se o mar se tornava impossível para mim e para a Lita, fixámo-nos na ria, sempre esplendorosa. Pescadores pacientes esperavam, aqui e ali, a hora da maré. As velas faziam adivinhar o prazer de velejar e de se deixar ir ao sabor da brisa suave. Famílias divagavam com a criançada eufórica pela liberdade oferecida pelo dia calmo. Nos carros, voltados para a laguna, gente sonhava porventura com o verão que ainda está longe. Olhando à nossa volta, percebemos que a vida existe apesar das crises ameaçadores que reduzem dia após dia os magros salários, obrigando-nos a ginásticas forçadas, não fís…