A Nossa Gente: Licínio Amador

Licínio Amador (foto do meu arquivo)
Neste mês de outubro, em que se comemora o Dia Mundial do Professor e o 15.º aniversário da ampliação e remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo, dedicamos a rubrica “a nossa gente” a Licínio Ferreira Amador, professor aposentado e um curioso por certos episódios da História de Portugal e da temática marítima. 
Licínio Amador nasceu na freguesia de S. Salvador, em Ílhavo. Depois da Instrução Primária, ingressou na Escola Comercial, Secção Preparatória para o Instituto Comercial, atual Escola Secundária Dr. Mário Sacramento, em Aveiro. Seguiram-se mais dois anos letivos, desta vez no Liceu José Estêvão, igualmente em Aveiro, que lhe deram equivalência para concorrer ao ensino superior. 
Em 1975, ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que frequentou com o estatuto de trabalhador-estudante, pois durante a sua vida académica sempre deu o seu contributo à atividade comercial da família.
Concluída a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas (1980), lecionou durante vinte e dois anos as disciplinas de Português e Francês nas Escolas Secundárias de Aveiro, Ílhavo e Vagos. Foi também formador, na disciplina de Português, no Centro de Informática CESAI de Aveiro, na Escola Profissional de Agricultura de Vagos e na Academia de Saberes, Universidade Sénior de Aveiro.
Após a aposentação, em 2002, Licínio Amador começou a ocupar o seu tempo dedicando-se à escrita, realizando trabalhos sobre alguns autores da nossa literatura. Em março de 2006, a Câmara Municipal da Murtosa, nos seus sétimos jogos florais, atribuiu-lhe o 1.º prémio à sua poesia “O Moliceiro, o Amante da Ria”. Nesse mesmo ano, venceu o 1.º prémio na modalidade de conto com “A Visita ao Museu nos Jogos Florais” do Jornal O Ilhavense e o 3.º com o soneto “Os Ílhavos, Heróis Verdadeiros” no âmbito do 1.º Concurso de Poesia da Confraria Camoniana de Ílhavo. 
Em dezembro de 2010, apresentou o seu primeiro livro com o título “Contos da Terra dos Ílhavos”, onde relaciona alguns episódios da História de Portugal com outros de caráter tradicional e regional.
Ultimamente Licínio Amador tem-se dedicado a escrever sobre a perigosa e trabalhosa atividade que marcou tão heroicamente os marinheiros ilhavenses e, de um modo geral, os de todo o litoral português, estudo esse que culminou com a sua obra “Tempos de Pesca em Tempos de Guerra” (2016). Após a apresentação, no dia 16 de abril, no Museu Marítimo de Ílhavo, e no dia 21 de agosto, no Festival do Bacalhau 2016, este ilhavense prepara-se para apresentar o seu livro no dia 1 de outubro, em Vila do Conde e em Viana do Castelo, homenageando, desta forma, todos os homens que andaram à pesca do bacalhau. 

Fonte: Agenda “Viver em…” da CMI

Nota: Congratulo-me com a distinção atribuída pela CMI, através da agenda “Viver em… “, ao meu bom amigo Licínio Ferreira Amador, nado e criado em S. Salvador, Ílhavo, pelos seus méritos no âmbito da cultural e profissional. Embora já fosse tido como membro ilustre de "A nossa Gente", vai agora ocupar, por direito próprio, um lugar de destaque na galeria daqueles que, por obras e artes, mas também pela sua conduta social, merecem ser apontados como exemplo a seguir.
Poeta premiado, mas ainda contista e investigador de temas marítimos, tão apetecidos pelos nossos concidadãos, Licínio Amador alia à arte de escrever o dom da humildade, da persistência no estudo e do amor à nossa terra e suas gentes, que ele encarna em tantas situações do dia a dia. 
Distinguindo-me com sua amizade, é com muito prazer que o felicito neste momento de reconhecido merecimento.

F.M.

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