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A mostrar mensagens de Outubro, 2016

Torreira: Xávega em hora de descanso

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Garantiram-me, na Torreira, no domingo, que estávamos em época de muito e excelente peixe. Tempo de fartura e de muito trabalho. O pior estaria na procura, que leva os preços a cair. Bom para quem compra e mau para quem vende. Não sei se estes desequilíbrios ou balanços de sobe (pesca) e desce (preço) serão bons ou maus sinais. No meio, como diz o povo, estará a virtude.  Contudo… Boas pescarias para os pescadores da Torreira e não só.

Festa de aniversário da Filarmónica Gafanhense

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Uma sociedade é tanto mais rica  quanto mais instituições vivas tiver







«Uma sociedade é tanto mais rica quanto mais instituições vivas tiver» — frisou Fernando Caçoilo, Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, durante uma cerimónia inserida no concerto musical que se realizou no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré, domingo, 23 de outubro, pelas 16 horas, integrado nas celebrações do 180.º aniversário da Filarmónica Gafanhense.  A Filarmónica Gafanhense, também conhecida por Música Velha de Ílhavo, celebrou o seu aniversário sob o signo da cultura musical entre nós. Romagem ao cemitério, em homenagem a dirigentes, sócios, músicos, professores e maestros da associação falecidos; Eucaristia de Ação de Graças e em sufrágios das almas dos que já nos deixaram fisicamente, na igreja matriz; concerto no Centro Cultural da Gafanha da Nazaré e, ainda, jantar-convívio no Stella Maris, que reuniu 280 pessoas, sendo a cozinha e serviço das mesas assegurados por mães de alunos, esposas de músicos, …

Andanças com ria à vista - 3

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Não é uma ilha no meio da laguna aveirense, mas parece. Ao longe, muito ao longe, a silhueta da serra e pelo caminho, ainda à beira da água, aldeias que indicam vida. Hoje foi assim, entre a Torreira e S. Jacinto, com passagem de ferryboat no regresso a casa. Soube muito bem este passeio de um dia apenas. Mas há mais fotos e registos para partilhar.

A Igreja e a Política: que Igreja e que política? (2)

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO

1. Continuando, como prometemos, na temática do Domingo passado, lembro o que escreveu José M. Mardones [1]:depois das revoluções norte-americana e francesa, do século XVIII, marcos da modernidade, a religião abandonou o campo da política. Tinha deixado de ser necessária para legitimar o que podia ser perfeitamente legitimado pela razão humana. Ergueu-se, então, um muro entre Igreja e Estado, muito fino na América e uma separação abrupta e violenta na Europa. A partir daí, os crentes sentiram muitas vezes a tentação, não de trabalhar no âmbito da política, mas de politizar a religião e de religiosizar a política.
Emilio Garcia Estébanez estudou, de forma crítica, o percurso ocidental, desde Platão até aos nossos dias - passando por Aristóteles, os Estoicos, Sto. Agostinho, S. Tomás e Maquiavel, etc. - das relações entre ética e política [2]. Procurou esclarecer a ambiguidade da noção de bem-comum, muito celebrada na Igreja Católica.

Todos os santos e fiéis defuntos

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Reflexão de Georgino Rocha
FELIZES OS MISERICORDIOSOS


Jesus inaugura a sua missão pública com o manifesto da felicidade proclamado com a maior solenidade: Sobe à montanha, rodeia-se dos discípulos, tendo a multidão ao alcance da sua vista. Fala com autoridade, semelhante à de Moisés. Mateus e Lucas retratam a cena e emolduram-na com vários elementos de grandiosidade. O discurso inaugural condensa-se nas bem-aventuranças de quem aceita e vive esta mensagem. E Jesus vai enumerando situações concretas de felicidade: ter um coração aberto e disponível, de pobre, como Maria de Nazaré a quem a prima Isabel saúda dizendo: “Feliz és tu porque acreditaste”; aceitar a verdade do seu ser, a humildade, sem falsas aparências, como Zaqueu que acolheu Jesus em casa e repartiu os bens; chorar lágrimas de dor e de arrependimento como a pecadora pública que reconheceu Jesus em casa do fariseu e o distinguiu com o perfume do amor; ter fome da justiça que faz brilhar a dignidade humana, como a viúva teimo…

Políticos capazes de mentir

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«Há mais uma polémica com licenciaturas falsas a assombrar o governo. Desta feita, o protagonista é Nuno Félix, chefe de gabinete do secretário de Estado da Juventude e Desporto que se demitiu do cargo depois da divulgação de que terá declarado duas licenciaturas que afinal não concluiu.»
Li aqui  e aqui
NOTA: Como é possível que políticos e outros tenham a desfaçatez de mentir, sabendo que, mais tarde ou mais cedo,  acabarão por ser descobertos? Que gente é esta que vai para cargos de responsabilidade governamental sob a capa de licenciaturas que não possui? Não seria mais correto, mais decente e mais transparente assumir o que é  e como é? Ou será que, neste país de doutores, não há gente, políticos ou outros, capaz de desempenhar tarefas de responsabilidade, sem o Dr. antes do nome? 

O sol destes dias...

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O sol destes dias, aconchegante e luminoso, embora com prenúncio de alguma chuvada, trouxe-me à lembrança os dias bonitos que lavam a alma e despertam sorrisos. Vi isso mesmo nesta foto em que a Lita sorri para a vida no Jardim Oudinot.
Bom fim de semana para todos

As últimas palavras de gente ilustre

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias Tenho muitas vezes um sonho: que a todos, antes do instante supremo da morte, fosse dada a possibilidade de responderem a estas perguntas ou parecidas: "O que é que eu vi da vida? Que digo sobre o mistério de ser, de existir?" Isto resultaria na grande biblioteca da humanidade. Philippe Nassif publicou Ultimes, resultado da sua investigação sobre as últimas palavras de gente ilustre, antes de morrer, que fez acompanhar de um comentário. O que aí fica, em vésperas do Dia dos Defuntos, é uma selecção.
1. Anton Tchékhov. "Há muito que não bebia champanhe." Médico e escritor russo, comprometido com o alívio do sofrimento e o amor do próximo. Tuberculoso, manda chamar um médico e pede-lhe... champanhe. "Ich sterbe" (estou a morrer). Vira-se para a mulher, pronuncia as suas últimas palavras e esvazia tranquilamente a taça.
2. Luís XIV. "Porque é que chorais? Pensáveis que eu era imortal?" Impressiona que…

Em casa, recebe Jesus com alegria

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Reflexão de Georgino Rocha
Jesus vive a paixão intensa de dar visibilidade ao rosto de Deus Pai. Recorre aos meios facilitadores indispensáveis: atitudes de proximidade e encontro com as pessoas, sobretudo excluídas da sociedade e da religião oficial, estilos de comunicação como as parábolas, as sentenças e os discursos, as caminhadas por cidades e aldeias, o “rebuliço” da multidão, o convívio de amigos, a visita a famílias. Esta paixão sobrepõe-se a tudo: ao descanso, ao alimento, às apreciações críticas, aos protestos públicos. Mostra-nos assim a força do desejo, a determinação da vontade, a persistência na decisão. Mostra-nos o projecto de que está incumbido e nos deixa como legado de missão a realizar, aqui e agora, ao longo da história.

O Homem e o seu Sonho

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"O HOMEM é do tamanho do seu SONHO"
Fernando Pessoa
Num bloco de notas oferecido pela Visão
Sonhar é preciso, com os meus votos de excelente fim de semana, que começa amanhã, sexta-feira, à noitinha.

Andanças com ria à vista - 2

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Quem nasce entre ria e mar, jamais deixará que lhe arranquem da alma este gosto que dá vigor para viver. Mar e ria, ondas e marés, bordas e praias que se inclinam e nos convidam a olhar as águas mansas onde se espelha o céu, estão no ADN do homem da ria e do oceano.  Nas minhas andanças com laguna à vista, há sempre motivos a registar e pormenores que sobressaem nos quotidianos que vivemos. E mesmo quando as águas do mar e da ria se tornam encapeladas, com ondas e correntes impetuosas e destruidoras, nem assim ficaremos revoltados porque a bonança não tardará. Hoje, mais uma vez, a juntar a imensas vezes, a laguna convidou-me a olhar enternecido para ela, levando-me a sonhar numa viagem de ponta a ponta, entre a entrada da barra e o Furadouro, com passagem pelos inúmeros canais, na esperança de que a maresia me estimule vivências mais serenas e mais partilhadas.

A Igreja e a Política: que Igreja e que política? (1)

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Crónica de Bento Domingues  no PÚBLICO de hoje

1. A Igreja Católica está em alta! Foi a exclamação de um amigo ao mostrar-me, numa rua do Porto, a primeira página do jornal, Le Monde. No Vaticano, está o Papa Francisco, António Guterres no topo das Nações Unidas e o episcopado francês surge, na praça pública, com um grito de alarme para que os responsáveis da direita e da esquerda reencontrem o verdadeiro sentido da política. A laicidade do Estado é um quadro jurídico que deve permitir a todos - crentes de todas as religiões e não-crentes - viverem juntos, com as suas diferenças. Não deitei água fria naquela euforia. Ele tinha vivido, desolado, o inverno da Igreja desde os anos 80 do séc. XX e com melancolia a mediocridade das lideranças do catolicismo português. Fomos conversar. É um facto que o Papa Francisco é uma figura mundialmente respeitada. Não apenas pelo seu empenhamento na reforma da Igreja, mas sobretudo porque esse esforço não se destina a fixar-se em questões da instituiç…

Utopias, distopias, retrotopia

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias



Coube-me a honra de um convite para participar no magno evento cultural Folio, na bela Óbidos, com uma fala sobre utopias e distopias, a que acrescentei retrotopia, pelas razões que direi.

1. Foi Thomas More que cunhou o termo utopia, com a publicação, há 500 anos, de A Utopia, cujo título em latim é mais longo: De Optimo Reipublicae Statu Deque Nova Insula Utopia (sobre o melhor estado de uma República e sobre a nova ilha da Utopia). Ele sabia do que falava, concretamente do poder, pois foi chanceler. A Igreja canonizou-o em 1935. A Utopia é uma ilha imaginada lá longe no oceano (utopia tem o seu étimo no grego: ou, que se lê u, que significa não) e tópos, com o significado de lugar. Portanto, Utopia é um não lugar; de qualquer forma, um ideal que indica o caminho. A utopia supõe a distopia (também do grego: dys, que significa mau, duro: portanto, um mau lugar, o oposto a utopia). Assim, na primeira parte, More critica os males que atraves…

Gafanha da Nazaré — Movimento Apostólico de Schoenstatt

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Registos da visita de hoje





Como faço periodicamente, passei hoje com a Lita pelo Santuário de Schoenstatt. Sentimos que ali se respira um ambiente acolhedor, marcado pelo silêncio e pelo culto da natureza. Arvoredo com bons anos, mas com zonas de reflorestação, denotando que alguém sabe que os espaços que nos envolvem precisam de atenção e cuidados. Pouca gente, que a hora era de trabalho para quem trabalha. Mesmo assim, registámos que era constante a passagem de pessoas. Chegavam, olhavam à volta como que a reconfirmar que Schoenstatt se caracteriza por ser um recanto “onde é bom estar”. Entravam... pelo tempo de estada, simplesmente para uma curta e  porventura habitual oração ou meditação, e partiam, a pé, de carro ou de bicicleta. Esta passagem arrancou do meu subconsciente vidas ligadas a Schoenstatt, umas ainda entre nós e outras que já partiram para o Pai, como a Dona Maria da Luz Rocha, mas também trabalhos e canseiras dados a sorrir, coisa própria de quem se dá por amor.  Sou…

MANIFESTO-ME NA ORAÇÃO QUE FAÇO

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Reflexão de Georgino Rocha

O olhar de Jesus centra-se nas atitudes das pessoas e nas formas do seu relacionamento. Adverte em “coisas” que contradizem o projecto de salvação que vem anunciando. Dá conta de que há quem se considere justo e despreze os outros; de quem aproveite a oração no Templo para se exibir e fazer comparações humanas depreciativas; de quem está cheio de si e das suas obras e não deixa espaço para Deus nem para os demais; de quem apenas reconhece a situação em que se encontra proveniente da sua profissão odiada, “pecadora”. Adverte e quer repor a verdade. Recorre à parábola do fariseu e do publicano que vão ao templo, como era hábito dos judeus, para orar. Cada um leva o que tem no coração, santuário da nossa realidade mais profunda. Cada um faz oração a seu jeito e manifesta-se tal como é.

Andanças com ria à vista - 1

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Comecei por aqui, mas não comprei flor de sal. Ficará para a próxima
De vez em quando é preciso sair de casa, mesmo com dificuldades no andar. Mas vale a pena o sacrifício pelo prazer de manter animada a memória cheia de imagens de tantas décadas de vida. Hoje por aqui, depois ainda à volta da laguna aveirense. A seguir outros recantos, que a região está cheia de desafios. Curiosamente, senti que toda a vida estive muito alheio ao outro lado da ria. Sem barco à mão, ficamos analfabetos, ou quase, em relação a certas margens. Bem ouço que é preciso passar às periferias, mas temo as caminhadas.

D. João Evangelista ordena inquérito aos acontecimentos de Fátima

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1917 — 19 de outubro

«O ilustre aveirense D. João Evangelista de Lima Vidal, então arcebispo de Mitilene e governador do Patriarcado de Lisboa, ordenou que se procedesse a um inquérito sobre os acontecimentos extraordinários de Fátima, iniciando assim o processo canónico das aparições da Virgem Maria às três crianças (João Gonçalves Gaspar, Lima Vidal no seu Tempo, II, pg. 80) – A.»
“Calendário Histórico de Aveiro” de António Christo e João Gonçalves Gaspar

NOTA: É curioso verificar como não me lembrava desta efeméride em que esteve envolvido D. João Evangelista de Lima Vidal, apesar de ter lido o livro escrito por Mons. João Gaspar. Aquele que veio a ser o primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro afinal também esteve ligado ao processo das aparições de Fátima.

Não haverá salvação?

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO de domingo


«A devoção que retém as pessoas nas igrejas, nas sacristias,  está a opor-se a um Jesus em viagem para as periferias sociais e culturais.  Foi isto que o papa Francisco veio lembrar: só vale uma Igreja de saída!»

1. Por causa do texto do passado domingo, recebi um telefonema longo, tentando mostrar-me que já não existem deuses, homens ou mulheres que nos possam salvar. O mundo está irremediavelmente perdido. Os cristãos são os mais culpados pela enganosa ideia de salvação. Depois da derrota de Jesus de Nazaré, inventaram a fé na impossível ressurreição. Não havendo remédio contra a morte, só ela nos pode livrar do mal de existir. Depois desta metafísica veio uma sumária lição sobre a responsabilidade europeia no actual desconcerto do mundo. No séc. XIX, a filha da civilização das Luzes cegou-se com o alargamento das suas zonas de dominação. Duas guerras mundiais, de horrorosos extermínios, tornaram a memória do século XX numa vergonha…

Ílhavo, Terra Milenar — Uma exposição a não perder

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Exposição no Centro Cultural de Ílhavo 
“Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado,  segue-se que no passado e no futuro se vê o presente,  porque o presente é futuro do passado,  e o mesmo presente é o passado do futuro.”
Pe. António Vieira











Com o jogo de palavras simples e sabiamente ordenado pelo Pe. António Vieira, foi inaugurada hoje,  15 de outubro, no Centro Cultural de Ílhavo, pelas 17 horas, a Exposição “Ílhavo, Terra Milenar”. Vai ficar patente até 17 de abril de 2017, sendo certo que durante um ano será, garantidamente, enriquecida, graças ao contributo dos munícipes, mas não só. Aliás, este foi o desafio lançado a todos os presentes pelos autarcas e demais responsáveis da equipa que coordena o projeto — CIEMar-Ílhavo —, que abarca o estudo do passado e do presente, rumo ao futuro. Fernando Caçoilo, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, sublinha que deu luz verde a este projeto na convicção de que a nossa história é importante e merece ser mais conhecida. «Po…

O vinho na Bíblia

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias


Em tempo de vindimas e vinho novo,  fica aí uma alusão ao vinho na Bíblia.

1. O vinho é tão importante, com funções tão significativas no convívio social e na vida toda, que os antigos até pensavam que ele era uma criação dos deuses. Dioniso - Baco para os romanos - era o deus do vinho, que ensinou aos homens a arte do cultivo da videira e da preparação do vinho. Ele é de tal modo exaltante que, na leitura dos clássicos, da grande literatura, como belos poemas, grandes tragédias, romances geniais, dizemos que ficamos "inebriados". Diante do esplendor da beleza - o maior exemplo, para mim, é sempre a música, a grande música -, há quem exclame: "Uma bebedeira de beleza!" Num dos mais extraordinários diálogos filosóficos de sempre sobre o amor - o Banquete (Simpósio), de Platão -, lá está o vinho. Na Bíblia, as referências ao vinho são muitas. Tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Clube de Vela Costa Nova

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O Clube de Vela Costa Nova  é um dos mais antigos clubes náuticos  da zona do estuário  da Ria de Aveiro 



O Clube de Vela Costa Nova é um dos mais antigos clubes náuticos da zona do estuário da Ria de Aveiro.  Localizado na bonita e singular Praia da Costa Nova do Prado, a cerca de 10 minutos das cidades de Ílhavo e de Aveiro, o Clube de Vela Costa Nova promove a náutica de recreio nesta zona da Ria.  Fundado em 1981 e dotado do estatuto de Associação de Utilidade Pública, o Clube de Vela Costa Nova tem na Vela Ligeira e de Cruzeiro o seu principal foco de atividade, tendo-se constituído, ao longo dos seus mais de 35 anos de atividade, como referência na formação de jovens velejadores e na divulgação das classes de vela mais tradicionais. As suas escolas de Vela e de Náutica de Recreio, ambas certificadas, são hoje em dia uma referência a nível nacional.  As 4 Horas da Costa Nova associações Clube de Vela Costa Nova constituem uma Regata emblemática organizada anualmente durante o mês de…

A força da oração confiante e persistente

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Reflexão de Georgino Rocha Uma viúva teimosa e um juiz sem escrúpulos, iníquo, são os protagonistas da parábola que Jesus narra para mostrar aos discípulos a necessidade da oração confiante e persistente. A queixosa não deixa em paz quem lhe pode valer, fazendo justiça. Via-se acossada por um perseguidor que não a largava. Não tinha qualquer outra defesa: familiares ou vizinhos, amigos, crentes praticantes ou indiferentes religiosos. Sentia-se amargurada e só. Certamente lhe ocorrem várias saídas. Escolhe uma, a mais coerente e honesta. Cheia de determinação, dirige-se ao juiz, o encarregado de velar pelo cumprimento do direito. Pede-lhe justiça. Nada mais. Que o adversário deixe de a atormentar. Que possa viver em paz. Que a liberte da amargura e do medo.

Exposição “Ílhavo, Terra Milenar”

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Conhecemos o passado, preparamos o futuro

Sábado | dia 15 de outubro | pelas 17h00 | no Centro Cultural de Ílhavo |Inauguração da Exposição  “Ílhavo, Terra Milenar”
Patente até 17 de abril de 2017
Muito mais do que um fim, esta exposição marca o início de uma investigação profunda, sistemática e consistente sobre o Município de Ílhavo, abordando os aspetos mais marcantes na nossa imensa História, impossível de materializar  na sua totalidade dentro destas quatro paredes. 
Um caminho sempre em aberto  em direção ao conhecimento,  suscitando a união e a paixão  da Gente da Terra
Fonte: CMI

Horror às rotinas

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1.Tenho horror às rotinas. Aceito, promovo e defendo as mudanças em todos os setores da vida. Outros pensarão o contrário; sentem-se mais seguros com o status quo. Não é por acaso que de vez em quando altero a fisionomia dos meus blogues. Gosto de inovar, de mudar, de abrir portas e janelas para entrar ar fresco, de aceitar alternativas. Outros sentir-se-ão bem como sempre estiveram: sentados nas mesmas cadeiras, percorrendo os mesmos trilhos, abordando os mesmos temas, pregando os mesmos sermões. Mudar é procurar novos caminhos, definir novos desafios, apostar em ideias renovadoras. Tudo, naturalmente, em consonância com o espírito do possível e do necessário. Olhando atentamente os sinais dos tempos que mudam com aragens frescas e desafiantes. 
2. No domingo, li o PÚBLICO sob a luz coada pela janela do meu Sótão, com a curiosidade de perscrutar as mudanças avançadas pela nova direção, presidida por David Dinis. O P2 voltou para quebrar a monotonia do caderno único. Reportagens inte…

As Mulheres na Igreja

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Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO

1. O ciclo de tertúlias, de Janeiro a Novembro de 2016, na Biblioteca de Belém, é inteiramente dedicado às mulheres. No passado dia 29, o tema era As mulheres na Igreja, desenvolvido pela filósofa Maria Luísa Ribeiro Ferreira e moderado por Maria João Sande Lemos. Como carta fora do baralho, pediram-me uma intervenção. Lembrei-me, imediatamente, da antiga distribuição das pessoas no espaço da igreja da minha aldeia: os homens à frente, as mulheres e crianças atrás. O padre dizia a Missa, em latim, de costas para todos. As mulheres limpavam a igreja, enfeitavam os altares e algumas ensinavam a “doutrina” às crianças. Dizem-me que, nas igrejas das cidades, as actividades e associações femininas eram mais abundantes e variadas. A partir dos anos 30 do século passado, a Acção Católica teve um papel muito activo na renovação da vida da Igreja. Manteve, em todas as suas expressões, a separação entre masculina e feminina. O assistente era sempre um …

Já se encontra em Deus o Padre Jeremias Carlos Vechina

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Notícia da Agência Ecclesia 
Antigo provincial da Ordem dos Carmelitas Descalços  em Portugal deixa um legado de dedicação  à espiritualidade e à formação
Faleceu o padre Jeremias Vechina, antigo Provincial da Ordem dos Padres Carmelitas Descalços em Portugal e Superior do Convento carmelita em Fátima e Paço de Arcos. A informação foi avançada hoje pela congregação à Agência ECCLESIA, numa nota em que destaca o percurso deste religioso de 77 anos, que tinha cumprido recentemente 50 anos de sacerdócio. Natural da Gafanha da Nazaré, na Diocese de Aveiro, e nascido no meio de uma família numerosa, com mais sete irmãos, o padre Jeremias Carlos Vechina iniciou o seu percurso vocacional no Seminário Carmelita Missionário de Viana do Castelo, em 1953. Seguiu depois para Espanha para fazer o noviciado e a sua formação, nomeadamente em filosofia e teologia, nas localidades de Larrea, Vitória e Bilbau, respetivamente. A ordenação sacerdotal chegou a 11 de setembro de 1966 e nos anos seguintes esteve em…