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A mostrar mensagens de Agosto, 2016

Viajando pela Rússia

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Crónica de viagens de Maria Donzília Almeida
A Rússia, um país que suscita as mais controversas emoções, foi o destino do grupo de viajantes da Vera Cruz, neste ano da Graça de 2016. Visitar a Rússia é mergulhar nas páginas da sua história, que se abrem perante nós em cada pedra que pisamos, cada palácio que visitamos, cada catedral que admiramos. É tão vasta a sua história, quanto a dimensão do país, que duplica a área do Brasil. Na sua imensa superfície, uma parte europeia, outra asiática, confina com países como a Coreia do Norte, a China, a Mongólia, o Cazaquistão, o Azerbaijão, a Geórgia, a Ucrânia, a Bielorrússia, a Letónia, a Finlândia e Noruega e ainda o Alasca. Para compreender a Rússia de hoje, convém conhecer um pouco da sua história que se inicia com os eslavos do leste, um grupo étnico reconhecido na Europa entre os séculos III e VIII. Fundado e dirigido por uma classe nobre de guerreiros vikings e pelos seus descendentes, o Principado de Kiev, o primeiro estado eslavo, s…

Saborear enguias na terra do bacalhau — Li no FUGAS

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Texto José Augusto Moreira
com fotos de Hugo Santos


Há que passar por Ílhavo para se entender a saga heróica da pesca do “fiel amigo” e para o saborear nas suas receitas mais tradicionais. Foi n’ A Cave, na Gafanha da Encarnação, que nos repimpámos com um abafado de bacalhau e umas enguias de caldeirada. Duas tachadas de truz!
Sendo o bacalhau uma paixão nacional, bem se pode dizer que Ílhavo há-de ter um cantinho especial no coração dos portugueses. Mas sobretudo no palato, já que foi a partir daí que se formou o grosso da frota bacalhoeira e continua a ser com base no seu porto bacalhoeiro que o país se alimenta do “fiel amigo”. Do verdadeiro, o gadus morhua. Aquele que vem das águas frias do Atlântico Norte, que amarelece com a cura, que lasca quando chega ao prato e é apaixonadamente apreciado.
Há que passar por Ílhavo para se entender a saga heróica da pesca à linha do bacalhau. Tem o Museu Marítimo, moderno e exemplar, onde a toda a história está muito bem documentada e exposta,…

Efeméride: Imagem do Senhor dos Passos

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1896 — 28 de agosto «Pelas duas horas da madrugada, os mordomos da respectiva Irmandade do ramo da Vera-Cruz levaram violentamente para a igreja do Carmo a veneranda imagem do Senhor dos Passos que, tendo sido da matriz de S. Miguel, fora transferida em 1835 para a paroquial de Nossa Senhora da Gória (Litoral, 5-3-1955 e 19-3-1955) – J.»

32.º Festival de Folclore "Cidade de Ílhavo"

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Vai realizar-se, no próximo dia 3 de setembro, no Jardim de Ílhavo, o 32.º Festival de Folclore "Cidade de Ílhavo", com realização do Rancho Regional da Casa do Povo daquela cidade.  Participam, para além do rancho anfitrião, os Ranchos Folclórico e Etnográfico de Reguengo da Parada - Caldas da Rainha, Folclórico da Ribeira de Santarém - Santarém, Folclórico de São Félix da Marinha - Vila Nova de Gaia, Folclórico dos Moleanos - Alcobaça e Folclórico de Paranhos - Porto. Esta é mais uma expressiva demonstração da etnografia, em especial, e do folclore, em particular, do nosso país, digna de ser apreciada pelos amantes das ancestrais artes e saberes do nosso povo.

Para o Padre José Lourenço

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Uma reflexão de Pedro José Lopes Correia
os cuidados que precisamos sempre: para o Pe José Lourenço (93 anos de vida e 69 de padre)
“Não acredito que cada um tenha o seu lugar.  Acredito que cada um é um lugar para os outros”, 
Daniel Faria in O Livro de Joaquim.
O estar deitado numa cama e não poder mover-se por si próprio. As forças no fim. As dores omnipresentes no rosto. A Ternura da mão acolhida na segurança do afecto, da relação e da história alargada. Não sabemos a hora do fim. Queremos acreditar no Amor-que-se-faz-presença-até-ao-Fim. A competência extrema e eficiente de quem cuida e humaniza o «nosso» fim. A nossa história de Amor nesta terra é feita de um Nó infinito de relações amadas e partilhadas. Nada será perdido.
Não ser capaz de estar Indiferente a todo o sofrimento que cai sobre nós: sismo, doença grave, desemprego, relações atraiçoadas… A lista não tem fim. Fim tem a vida limitada e fechada no Egoísmo. Vida contínua é a que comunga da presença de Deus e das pessoas sem p…

AMIGO, VEM MAIS PARA CIMA

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Reflexão de Georgino Rocha Este apelo convite surge na parábola do banquete narrada por Jesus na conversa à mesa com um fariseu que o havia convidado a tomar uma refeição em sua casa. Constitui uma espécie de resposta às atitudes dos comensais que buscam os primeiros lugares, sinal ritual da importância social e religiosa de cada um. Serve de contraponto e realça valores fundamentais a quem pretende ser discípulo e fazer parte da comunidade dos que o seguem. Define claramente as pautas da “corrida do cristão” na sociedade actual, da escala de valores a promover e das atitudes a vivenciar. Estar à mesa e comer juntos tem um grande significado familiar, social e religioso: encontro amigo e fraterno, conversa e partilha de notícias e saberes, reforço de laços de proximidade, afirmação de estima mútua e de próxima ou igual categoria. Assim o entendiam todos os participantes. Por isso se observam mutuamente.  Certamente com segundas intenções. Jesus não foge à regra, como o demonstram as pa…

Um poema de Orlando Figueiredo: MAR

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Publicado  em 25 de agosto de 2006  no meu blogue



MAR 

Aqui está o mar inteiro e firme olhos abertos e azuis voz rouca e veemente
Cresce em mim como espuma o desejo de amar o mar

In “Guardador de Sonhos”
NOTA: Os anos passam a uma velocidade estonteante, ficando para trás, cansados da caminhada, vivências,  experiências, encontros e desencontros, leituras e escritos. Fui ver o que escrevi no dia 25 de agosto de há 10 anos e encontrei este poema do meu familiar, amigo e poeta Orlando Figueiredo. Aqui fica ele em jeito de homenagem e na esperança de voltar à leitura da sua poesia.

Porto de Pesca Costeira: A vontade de comer

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Ao longe vi apenas o Porto de Pesca Costeira com tempo enevoado. Sombra de barcos de pesca e ponte ao longe emolduravam o quadro. E disparei sem mais para registar a minha passagem por aquelas bandas. Porém, no computador tudo se mostrou diferente, mais nítido e mais desafiante. Sinais de vontade de saborear algum peixito caído de qualquer barco geraram esta moldura de gaivotas atentas às manobras de quem por ali trabalhava. E será, garantidamente, coisa habitual.

Andanças pela Figueira da Foz em agosto

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Decisões da República

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1911 - 23 de agosto

«Um decreto assinado pelos ministros Afonso Costa e José Relvas determinou o seguinte: 1.º – São cedidos à Câmara Municipal do Concelho de Aveiro os edifícios e suas dependências dos extintos conventos de Jesus e das Carmelitas nessa cidade, a fim de neles instalar repartições públicas, escolas, tribunais e quartéis de polícia; 2.º – A parte do convento de Jesus, contígua ao claustro e à igreja, a qual já foi declarada monumento nacional, será destinada à instalação de um museu regional de arte antiga e moderna, na medida do que for sendo necessário e sob a administração da Câmara Municipal». A Edilidade viu-se incapaz de levar por diante a iniciativa do museu, pelo que, em 7de Junho de 1912, oEstado chamou a si a sua instalação e conservação (Diário do Governo,n.º 198, 25-8-1911,pg. 3608. Em Arquivo,XLI, pgs. 241e ss., há diversas inexactidões em datas; também…

Ainda os Açores — Leituras (1)

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“Mulher de Porto Pim — Uma ode aos Açores”  de Antonio Tabucchi


Quando fui aos Açores, mais concretamente à ilha de S. Miguel, levei no saco da bagagem um livro de Raul Brandão — “As Ilhas Desconhecias” —, escrito em 1926 (há precisamente 90 anos), a partir de uma viagem que o escritor e jornalista havia feito em 1924. Levei também outra literatura avulsa de caráter propagandístico, mas interessante. Hoje, porém, inicio referências a outros livros que tanto podem ser lidos antes da partida para os Açores como no regresso. Começo com “Mulher de Porto Pim — Uma ode aos Açores” de Antonio Tabucchi, professor e escritor italiano que se radicou em Portugal por tanto gostar do nosso país. Morreu em 25 de março de 2012. A edição que tenho em mãos e que já li tem a chancela da editora Dom Quixote e foi publicada este ano. Apresenta o Prólogo com data de 23 de setembro de 1982. São apenas 126 páginas, capa dura, tradução de Maria Emília Marques Mano, pois o original foi escrito em italiano, em …

Alexandre O'Neill morreu há 30 anos

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“A poesia é a vida? Pois claro! Conforme a vida que se tem o verso vem — e se a vida é vidinha, já não há poesia que resista. O mais é literatura, libertinura, pegas no paleio; o mais é isto: o tolo dum poeta a beber dia a dia a bica preta, convencido de si, do seu recheio… A poesia é a vida? Pois claro! Embora custe caro, muito caro e a morte se meta de permeio.” (Alexandre O’Neill, in Feira Cabisbaixa, 1965) Nota: Foto e texto do Observador

Forte da Barra em obras de conservação e pintura

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Os nossos sonhos…

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Não falta, no seio da família, e não só, quem pressinta os nossos gostos, as nossas alegrias e até os nossos sonhos. E a partir desses pressentimentos, quando se age em conformidade, somos levados a reviver alegrias e vivências que, de alguma forma, nos dão imenso prazer. O Algarve está muito no meu espírito, razão por que, quando calha a talho de foice, sou levado a sonhar voltar lá para umas férias reconfortantes, que me libertem de compromissos e rotinas. Enquanto estive na Figueira da Foz, a minha filha Aidinha e família rumaram às soalheiras praias e paisagens algarvias, de onde regressaram hoje. Acordado da sesta, a nossa Aidinha atirou-me:  — Papá, queres ir à praia do Barril?  — A das âncoras, onde passei algumas férias tão agradáveis? — Atirei eu.  — Então prepara-te.  — Agora mesmo?  — Exato! — Garantiu-me ela.
Pegou num lenço comprido, vendou-me os olhos e começou a tirar-me as meias. De repente, senti os meus pés mergulhados em areia quentinha… depois água tépida deu-me …

ATREVE-TE A ENTRAR PELA PORTA ESTREITA

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Reflexão de Georgino Rocha
A vida humana tem futuro? O que fazemos agora esgota-se no momento em que acontece ou prolonga-se para além do tempo? O que sobrevive de mim, após a morte, tem algo a ver comigo que procuro realizar-me em cada momento? O que me aguarda definitivamente tem algo a ver com as opções que faço em cada dia e a vida que levo?
Estas e outras preocupações – talvez não tão elaboradas – atormentam os acompanhantes de Jesus no seu “percurso” para Jerusalém. Um anónimo ergue a voz do meio da multidão e condensa-as na pergunta: “Senhor, são poucos os que se salvam?” - pergunta que fica sem resposta directa.
Jesus aproveita a oportunidade e faz um dos mais belos ensinamentos do seu magistério. Ignora o número pretendido e centra a sua atenção nas pessoas, exortando-as a praticarem uma qualidade de vida expressa em acções coerentes; condiciona o desfecho da existência terrena à luta, ao combate, ao “esforço” feito por cada uma como prova de acolhimento ao dono da casa e s…

Por casa, de novo

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Apesar de tudo, só nos sentimos verdadeiramente bem na nossa casa, onde habitualmente partilhamos o sabor da alegria, do amor, da convivência e da tranquilidade. Conhecemos os cantos à casa, os recantos do quintal, o cheiro das flores e dos frutos, os sorrisos da amizade dos vizinhos, a saudação de gente amiga que passa pela rua, o brilho do sol que envolve o nosso amanhecer, o luar que aumenta o dia, a brisa do mar que nos enche a alma e os contornos da serra que ao longe nos desafiam. Uma saudação amiga para todos os que estão de férias ou descansam em casa das azáfamas do ano de trabalhos e canseiras.

Fernando Martins

São Jacinto tão perto e sempre tão longe

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A Gafanha da Nazaré já esteve ligada a São Jacinto. Aliás, o primeiro cruzeiro de toda a Gafanha, «de que há memória histórica», diz o Padre Resende, «deveria ter existido em 1584, “perto da ermida de Nossa Senhora das Areias” em São Jacinto». Acrescenta aquele estudioso que «consideramos São Jacinto, por muitos motivos, pertencente à região da Gafanha. Era-o realmente antes da abertura da barra em 1808».  Quando posso, olho normalmente com alguma nostalgia para São Jacinto sem saber porquê. Esta foto, que hoje partilho, faz parte desse imaginário. Contemplo o casario à distância e sou levado a pensar que, apesar de parecer tão perto, a freguesia de São Jacinto fica sempre tão longe de nós.

Fogos Florestais — A catástrofe ano a ano repetida

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Ausente do ciberespaço não significa ausente do mundo. Estou no mundo, prioritariamente, de corpo inteiro, ora rindo com a felicidade própria e alheia, ora chorando com os dramas dos que sofrem. Os fogos florestais, que ano após ano se sucedem, trazendo a destruição e morte da natureza e pessoas, comovem-me particularmente. E também, obviamente, me revoltam.
Comovo-me porque há perdas irreparáveis, porque há gente sofredora que, de um dia para o outro, vê evolar com o fogo e com o fumo sonhos e projetos de vidas inteiras, comovo-me com as lágrimas de velhos que ficam mais pobres, agora sem os seus lares por modestos que sejam.
Revolto-me porque, ano a ano, se prometem estudos, reformas, planeamento da geografia florestal, sistemas de vigilância, meios técnicos de prevenção e ataque aos fogos, mas nada se vê. Revolto-me porque se criam grupos de trabalho compostos pelos mais competentes técnicos das diversas áreas envolvidas no assunto dos cíclicos fogos florestais, sem que nada se …

Estátua de José Estêvão

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1889 - 12 de agosto «Estando presente a veneranda viúva D. Rita de Moura Miranda Magalhães, foi solenemente inaugurada a estátua do tribuno aveirense José Estêvão Coelho de Magalhães, havendo por esse motivo três dias de festas – 11, 12 e 13 – entre elas um luzido cortejo cívico, no dia 12, em que figuraram diversos carros alegóricos. Foi lavrado um auto da inauguração do monumento, que se guarda no arquivo do Liceu (Marques Gomes, Monumentos – Retratos – Paysagens, cols. 81'-83'; Arquivo, V, pgs. 134-135) – A.» "Calendário Histórico de Aveiro", de António Christo e João Gonçalves Gaspar

Ílhavo é uma cidade fantasma e na Gafanha da Nazaré está tudo a falir

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Em entrevista ao jornalista Miguel Souto, da Lusa,
o capitão Valdemar Aveiro diz que
«Ílhavo vive a “agonia” da pesca do bacalhau»


Valdemar Aveiro diz, nessa entrevista, que «A cidade de Ílhavo monopolizava a pesca do bacalhau. As classes dirigentes, tanto na oficialidade, capitães e imediatos, como nas mestranças, era tudo de Ílhavo, incluindo contramestres, cozinheiros e motoristas». Refere que «A Gafanha da Nazaré, mais terra de pescadores e hoje igualmente cidade, assistiu no século XX ao crescimento de secas, armazéns, oficinas e estaleiros, primeiro, depois de câmaras frigoríficas e unidades industriais de transformação de pescado.» Da sua cidade natal, Valdemar lembra que «Ílhavo era uma terra essencialmente marítima focada na pesca do bacalhau. Era uma cidade muito alegre e cheia de vida e hoje não tem nada. Começaram com o abate dos navios e hoje é uma cidade fantasma e na Gafanha está tudo a falir». Ler reportagem de Miguel Souto aqui

NOTA: A destruição  da frota bacalh…

O meu neto Dinis

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Afastado voluntariamente do ciberespaço para prestar mais atenção ao meu neto Dinis, o mais novo dos três netos que tenho, volto hoje ao convívio dos muitos amigos destas andanças pela aldeia global. O meu neto merece realmente muita atenção, sobretudo quando nos interpela por isto e por aquilo. As respostas, adequadas à sua idade, nem sempre são fáceis, exigindo de cada um de nós, tantas vezes, um raciocínio pronto e claro. Outras tantas vezes as nossas explicações provocam uma catadupa de perguntas do Dinis. Não é fácil educar, em especial no presente, tal é a quantidade de desafios lançados à gente mais nova, veiculados pelos diversos órgãos de comunicação social, numa mescla de publicidade e informação: Livros, CD, Vídeos, Revistas, Jogos, Cadernos para ilustrar, Puzzles, Filmes, Legos, Computadores, PlayStation, Dominós e mais uma panóplia de formas de entretenimento que o Dinis conhece pelo seu nome próprio e que eu, seu avô, até ficava baralhado. O mesmo se diga da avó. Para no…

Elegia para a Europa

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Da crónica de António Barreto no DN



«Esta Europa, sonho, projecto, história ou esperança, desaparece. Financiado por poderosos, protegido por Estados maléficos e apoiado por organizações legais, o terrorismo islâmico está a destruir a Europa que conhecemos. Pior do que a destruição, está a fomentar o medo como modo de vida. Está a estimular todos os reflexos de defesa, de segurança, de abuso da lei e de reacção agressiva que desfiguram a Europa. O fanatismo islamita está a ressuscitar deliberadamente o racismo e a xenofobia que os europeus se esforçam há tantos anos por liquidar.»

Jogos Olímpicos: Papa escreveu à equipa dos refugiados

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Francisco deseja que representação inédita  seja sinal de fraternidade universal

O Papa enviou uma carta aos membros da Equipa Olímpica de Refugiados que participam nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o que acontece pela primeira vez na história da competição. Francisco saudou cada um dos dez membros da equipa, citando os seus nomes, e desejou-lhes sucesso para as provas em que vão estar envolvidos. A seguir, expressou seu desejo de que eles tenham sucesso nas Olimpíadas. “Que a coragem e a força que trazem dentro de vós possam transmitir, através dos Jogos Olímpicos, o vosso grito de fraternidade e de paz”, desejou, numa mensagem divulgada pela Rádio Vaticano.
Ler mais aqui 

E assim vai algum jornalismo

A tão apregoada honestidade de algum jornalismo cai imensas vezes para níveis baixíssimos. Ou, de outro modo, deixa-se levar na onda de influências perniciosas que ofendem a verdade escandalosamente. Fui alertado por um blogue que sigo para apreciar um esclarecimento e pedido de desculpas do JN que me deixou perplexo. Para nos sentirmos informados em quem devemos confiar?

O Salva-vidas que foi e o Salva-vidas que é

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O Salva-vidas que foi e o Salva-vidas que é. Cada um cumpriu a sua missão à medida das suas capacidades e da generosidade dos seus profissionais. Não conheço, com dados estatísticos, o trabalho de socorros a náufragos desde a primeira hora da sua existência entre nós, mas gostaria de conhecer. Tenho a certeza de que, numa barra difícil, com o mar enraivecido muitas vezes, a história destas embarcações deve registar muitas estórias dignas de serem conhecidas.

A vela do moliceiro

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Eu percebi que o moliceiro navega com motor. A vela serve apenas para enfeitar. Contudo, fico com a sensação de que a vela não foi feita à medida do mastro deste moliceiro. Ou estará tudo certo?

O grande Brasil

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Crónica de Miguel Esteves Cardoso
no Público de hoje

Nestes jogos olímpicos já estou a torcer pelo Brasil e para que tudo corra bem. Li algures que só os atletas de todo o mundo podem salvar estes jogos, como se os brasileiros nada tivessem feito para isso.
Visto de fora e do alto o Brasil e os brasileiros fizeram um esforço enorme e conseguiram organizar o maior de todos os espectáculos, contra uma oposição feroz e constante. Só por isso estão de parabéns.
Acho graça ler comentadores de países pequenos, a grande maioria dos quais nunca foi ao Brasil, a lamentar que está tudo atrasado, que todos estão corrompidos e a avisar que vai tudo correr mal.
Não sabem que o Brasil é um país enorme, habituado a fazer as coisas em grande escala. Não sabem que o Brasil é um país espectacular, onde o espectáculo se sente em casa. Não sabem que o Brasil sabe fazer uma festa como ninguém.
É normal, para o Brasil, que os jogos olímpicos corram bem. Não é uma vitória milagrosa contra todos os obstáculo…

A nossa gente — Júlio Pinheiro

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Neste mês de agosto, em que se realiza a edição 2016 do Ílhavo Sea Festival, a rubrica “a nossa gente” é dedicada a Júlio Pinheiro, Chefe dos Pilotos da Barra de Aveiro.
Júlio Pinheiro nasceu a 3 de novembro de 1958, na Freguesia de S. Salvador, Município de Ílhavo. Concluído o ensino primário na antiga Escola Primária Ferreira Gordo, em Ílhavo, prosseguiu os seus estudos no Ciclo de Ílhavo e mais tarde, no Liceu José Estêvão, em Aveiro.
Oriundo de uma família ligada ao Mar, o seu sonho sempre foi ingressar na Escola Náutica em Lisboa, o que aconteceu em 1977.
Três anos depois, este ilhavense embarcava em navios de pesca do bacalhau por mares da Terra Nova, Gronelândia, Noruega, entre outros. Seis anos depois, regressou à Escola Náutica para frequentar o Complementar que lhe deu equivalência à licenciatura. Voltou ao mar por mais quatro anos, até que, em 1991, concorreu para Piloto da Barra do Porto de Lisboa, onde entrou em fevereiro desse ano. Nesse mesmo ano, concorreu para Pilot…

Crueldade dos campos de concentração semelhante à de hoje

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Papa recorda Jornada Mundial da Juventude
e diz que «crueldade» dos campos de concentração 
assemelha-se à do mundo de hoje


 «Naquele grande silêncio rezei por todas as vítimas da violência e da guerra. E lá, naquele lugar, compreendi mais do que nunca o valor da memória, não só como recordação de acontecimentos passados, mas como advertência e responsabilidade para o hoje e o amanhã, para que a semente do ódio e da violência não se enraíze nos sulcos da história», afirmou Francisco. A Polónia, prosseguiu, «recorda hoje a toda a Europa que não pode haver futuro para o continente sem os seus valores fundadores, os quais, por sua volta, têm no centro a visão cristã do homem». Li aqui

Visita aos avós — 26 de julho

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Crónica de Maria Donzília Almeida


Há muito tempo estava programada uma visita aos avós, os únicos sobreviventes que ainda teimam em viver, desafiando a voracidade do tempo.  Por afazeres vários foi-se protelando a viagem dia após dia, até que numa manhã de calor estival, quase no início da semana, se tomou a decisão – ia ser naquele dia.  As distâncias, substancialmente encurtadas pelo crescimento da rede rodoviária tão facilitadora, nem sequer são justificação para o esquecimento e abandono dos nossos entes queridos.  Foi num quente dia de verão que visitámos a Dª Maria e o Sr. Manuel, agora na sua nova residência, em Catassol, na cidade da Maia. Recordo os velhos tempos em que lecionei aos maiatos, que durante sete anos preencheram a minha atividade profissional. Ocorre-me sempre à memória, o soneto de Camões, que reza : “Sete anos de pastor Jacob servia/Labão pai de Raquel, serrana bela;/Mas não servia ao pai, servia a ela/E a ela só por prémio pretendia…” Eu…só ambicionava o suce…