Santa Joana Princesa: Padroeira da cidade e diocese de Aveiro


«Cerca das duas horas da madrugada, faleceu no Mosteiro de Jesus a «excelente Infanta e singular Princesa» Santa Joana, cuja morte causou a maior consternação. A notícia propagou-se tão rapidamente que, momentos depois, a igreja de Jesus estava apinhada de fiéis (Memorial, pg. 168) – A.»
"Calendário Histórico de Aveiro" 
de António Christo e João Gonçalves Gaspar

Aveiro, cidade, está hoje em festa, em homenagem a Santa Joana, falecida a 12 de maio de 1490, com fama de santidade. Adotada como padroeira da Diocese, a Beata Joana de Portugal foi canonizada há muito pelo povo da cidade e da Igreja Aveirense. A canonização oficial, por decreto do Papa, há de chegar. O nosso Bispo, D. António Moiteiro, prometeu que vai apostar em reabrir o processo de canonização. De qualquer modo, para nós, a Princesa Joana, que deixou Lisboa para se entregar a Deus na então vila pouco conhecida de Aveiro, já é nossa protetora. 
É famosa a procissão de Santa Joana animada e dignificada pela Irmandade que tem o seu nome. O rigor do traje e porte dos irmãos e demais membros, de ambos os sexos, de todas as idades, é  por demais conhecido no país. E o culto à nossa padroeira é manifesto em vários recantos de Portugal.
Morreu com fama de santidade pelos méritos de entrega a Deus, mas também pela forma corajosa como defendeu o povo de Aveiro. E não é por acaso que o seu túmulo, artisticamente trabalhado, é visitado por turistas de vários quadrantes, no Museu de Aveiro, mais conhecido por Museu de Santa Joana. 
Há variada literatura sobre a nossa padroeira e desde há décadas que a sua santidade é apresentada ao povo, sem esquecer as crianças. Até um livro do Ensino Primário, 3.ª classe, lhe dedica uma página com a conhecia história de que, à passagem do féretro, as árvores de despiram de flores e folhas em homenagem à princesa Joana que partira, neste dia, do ano de 1490, para a ternura maternal de Deus. 

Fernando Martins

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