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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2016

Temos de ser nós a pagar?

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«Cansa-me assistir regularmente ao espetáculo de meios militares - homens, helicópteros, navios, etc - e de outras estruturas públicas serem chamados para acorrer, nas montanhas ou no mar, a pessoas que, por puro deleite e gosto insensato pelo risco, se metem em alhadas.  Será que os contribuintes portugueses têm obrigação de suportar os custos decorrentes da inconsciência desta gente? A lei prevê que o Estado possa ser ressarcido por estes gastos? Alguém sabe responder?»
Li em duas ou três coisas

O que não fiz e podia ter feito

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Quando me recordo dos passeios que dei, das viagens (poucas) que fiz e das terras por onde passei, sem disso tudo registar, algumas vezes, quaisquer imagens que me encantaram e que mantenho na memória, fico incomodado. É certo que não havia o digital nem redes sociais para as partilhar com a facilidade com que hoje toda a gente o faz. E quando vou à cata de algumas, em álbuns ou em caixotes, aos molhos, fico desolado com a má qualidade que ostentam. A vida é mesmo assim. Quem poderia imaginar que em poucas décadas tantas e tão espantosas mudanças surgiriam ao alcance de um clique, dando-nos a visão clara da aldeia global em que vivemos, onde o aqui e o agora nos mostram os vizinhos do lado a milhares de quilómetros das nossas janelas? E não é que com todos podemos falar, sorrir e chorar, partilhar ideias, sentimentos, emoções e até um pedaço de pão?  Boa semana para todos.
Fernando Martins

Esta Quaresma começou bem (2)

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Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO
«O Papa observou que a hibridação irreversível
da tecnologia aproxima o que está afastado,
mas, infelizmente, torna distante 

o que deveria estar perto.»
1. Há 25 anos, a convite do Centro Bartolomé de Las Casas, de Cusco, participei num congresso internacional sobre modelos de Inculturação e Modernidade, realizado na cidade do México. Samuel Ruiz Garcia, bispo de San Cristobal de las Casas, estava hospedado no convento dominicano onde também eu tinha sido fraternalmente acolhido. Pude conversar longamente com esta figura do catolicismo mexicano que, na altura, já andava nas bocas do mundo, vigiado pelo Governo e pelo Vaticano. Contou-me que tinha sido um padre muito conservador. O contacto com a vida terrível e humilhada dos índios de Chiapas, a participação no Vaticano II e na conferência de Medellin (Colômbia), mostraram-lhe que o caminho do catolicismo era o da incarnação nas culturas nativas. Daí brotou a teologia indigenista que se prolon…

Sobre a eutanásia: perplexidades

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias


«E o Estado fica com mais  um encargo: dar a morte?»
1. O debate está aí. Só espero que seja sério, sereno, argumentado, sem pressas, distinguindo muito bem as questões e os conceitos. Por exemplo, todos querem a eutanásia, sim, no sentido etimológico da palavra: uma "boa morte" e também uma "morte assistida", com cuidados médicos adequados, presença afectiva, moral, espiritual. E é bom reflectir que, quando o que está em causa é viver ou morrer, não se pode pretender impor-se aos outros, para vencer a todo o custo. Aqui, não há vencedores nem vencidos: todos seremos vencidos. Mesmo para os crentes, que acreditam na vida para lá da morte, neste mundo, a morte, irreversível, é o poder que a todos derrota. Daí, o primado do combate pela vida.

É urgente dar frutos de boas obras

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Reflexão de Georgino Rocha
«É urgente acolher  a paciência de Deus que brilha»

Jesus recebe notícias trágicas e reage com lucidez espantosa, aproveitando para apresentar a novidade do agir de Deus na história. São notícias do massacre de pessoas indefesas enquanto estavam no templo a praticar o culto; massacre levado a efeito pelo poder político com rosto pessoal – o de Pilatos. Ontem como hoje. E o cortejo de vítimas é incontável. Infelizmente.
Outra notícia triste refere-se à queda da torre de Siloé que causa danos graves e mata gente inocente. Sem dizer nada sobre o motivo de tal ocorrência, Jesus avança com a pergunta de interpelação pedagógica: “Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém?” E acrescenta: “De modo algum, vo-lo digo Eu”. O contraste evidencia o começo da novidade do proceder de Deus em relação às pessoas e a toda a humanidade.

Simplesmente Maria

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Crónica de Maria Donzília Almeida

Quando cheguei à US tudo era novo para mim: os espaços, as pessoas, a natureza envolvente. A primeira pessoa com quem me cruzei, ocupava-se nas suas tarefas de horticultura ali, na Quintinha da Remelha. Com solicitude, deu-me as informações pretendidas e franqueou-me as portas do US… Este nome evocava-me uma antiga instituição, vocacionada para o tratamento de toxicodependentes da Associação Le Patriarche, fundada em 1974, por Lucien Engelmajer. As histórias de vida que ali se cruzaram, os dramas de jovens colhidos na teia das vicissitudes humanas, na sua luta contra a tirania das dependências, parecem ter deixado, aqui, um rasto de erosão. Um véu de decrepitude paira neste espaço, a começar nas palmeiras de braços caídos, que sucumbiram aos parasitas invasores.

Rota das Padeiras

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As padas de Vale de Ílhavo 
valem quanto pesam

«Organizada pela Câmara Municipal de Ílhavo, em parceria com a Associação Cultural e Recreativa “Os Baldas”, a Rota das Padeiras visa promover as Padeiras de Vale de Ílhavo e as suas iguarias gastronómicas, tendo lugar na Sede da Associação (Rua Cabeço do Nuno, 8, Vale de Ílhavo, junto à Estátua da Padeira), onde decorrerão diversas iniciativas como Showcookings, Degustações, Workshops, entre outras, que permitirão aos visitantes apreciar de forma mais próxima todos os aspetos inerentes a este que é um dos expoentes máximos da gastronomia ilhavense.»
Fonte: CMI
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Rádio Terra Nova no PÚBLICO

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Comunidade aveirense une-se para voltar  a dar “voz” a rádio local
Reportagem de Maria José Santana

«Cidadãos anónimos, figuras do panorama nacional da rádio e investigadores da área da comunicação estão empenhados em ajudar a reerguer a antena da Rádio Terra Nova, que não resistiu ao temporal do dia 14.»
«“A nossa primeira reacção foi: e agora?”, confessa Vasco Lagarto, director da Terra Nova. Nessa fase, e mesmo ainda sem saber quanto custaria adquirir uma nova antena, toda a equipa da emissora teve noção de que a despesa seria demasiado elevada e que o projecto podia estar em causa. Mas o desânimo não tardou muito a dar lugar a sentimentos de esperança, por força de uma onda de solidariedade que nasceu da própria comunidade. “Mal se divulgaram as primeiras fotos, surgiram pessoas a mobilizarem-se para desencadearem movimentos e iniciativas”, testemunha Carlos Teixeira, jornalista na Rádio Terra Nova há 28 anos.»
Texto e imagem do PÚBLICO

O mar na minha tebaida

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Pois é verdade. Tenho o mar na minha tebaida. Conchas, búzios e outros achados apanhados nas nossas praias, graças à sensibilidade da minha Lita, mas também ao seu bom gosto.
Vejo o arranjo todos os dias e todos os dias me debruço sobre o conjunto para apreciar objeto a objeto, nunca me cansando de descobrir pormenores de cada concha ou búzio, que a mãe natureza nos oferece. E não é que os búzios refletem nos meus ouvidos o som do mar?
Curiosamente, a oferta é lançada como coisa inútil pelas ondas nos areais, ali ficando à espera de alguém que se condoa do seu abandono e a recolha e lhe dê o destaque a que tem direito.

Esta Quaresma começou bem (1)

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO
«A falta de humor teológico e litúrgico  acaba sempre por sacralizar o ridículo.»
1. As Igrejas Católica Romana e Católica Ortodoxa, em 1054, consumaram, de forma solene, o seu progressivo divórcio: excomungaram-se reciprocamente. Dizia-me um amigo, pouco entendido em questões de religião: isso de excomunhões deve ser com como lançar um feitiço para o quintal do vizinho. Só funciona se os dois acreditarem nisso. De facto, quase durante um milénio, foi mantida essa sacralizada ficção. As duas partes faziam de conta que Deus dependia das suas quezílias teológicas e culinárias. Teológicas, porque se imaginavam a viajar pelo interior da Santíssima Trindade e a observar o percurso seguido pela fonte do Espírito Santo. Culinárias, porque não se entendiam acerca do uso do pão,fermentado ou não fermentado, na celebração da Eucaristia, nem reconheciam a cada uma das igrejas a liberdade de seguir a receita da sua preferência.

ADIG em defesa de um ambiente sadio

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Carta Aberta ao Prof. Carlos Borrego
Não é novidade para ninguém que a ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha) está em luta por um ambiente sadio na nossa terra. Também não é novidade para ninguém que as indústrias, por mais simples que sejam, podem trazer-nos poluição, se não forem considerados os parâmetros definidos pela legislação em vigor. Mas se é certo que ninguém negará a importância de uma estrutura portuária no litoral português, pelo desenvolvimento que promove no país, em geral, e nas regiões em que se insere, em particular, também é verdade que não pode ser descurado o cumprimento das regras ambientais. O não cumprimento dessas regras acarreta, necessariamente, prejuízos para as populações, a vários níveis. Indústria e estruturas portuárias, sim!, mas nunca com ofensas ao povo e seus bens. Vem isto a propósito de uma Carta Aberta dirigida ao Prof. Carlos Borrego que a ADIG tornou pública, na qual denuncia o não cumprimento de promessas em devido tempo a…

Farol do Cabo Mondego com mar à vista

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Gosto muito desta paisagem com o Farol do Cabo Mondego a emprestar mais beleza ao enquadramento. Este farol foi o terceiro a ser construído no nosso país, uns anitos antes do Farol da Barra de Aveiro, que tem data de inauguração de 1893. Não tem a altura do nosso, mas não deixa de nos proporcionar momentos agradáveis, com o oceano a dominar no horizonte. Não me perguntem porquê, mas gosto mesmo. Gosta-se porque se gosta, diz-se. Quantas vezes nem pensamos no porquê das coisas.  Quando vou à Serra da Boa Viagem, passeio que não faço há já bastante tempo, não deixo de contemplar este panorama sem fim, que estimula a nossa imaginação ávida de chegar mais alto e mais longe.

Balanço de uma viagem à Grécia

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Crónica de viagens 
de Maria Donzília Almeida






















«A democracia...  é uma constituição agradável,  anárquica e variada,  distribuidora de igualdade  indiferentemente a iguais e a desiguais.»
Platão
Viajar pela Grécia é uma aventura para qualquer forasteiro e uma desventura para os nacionais residentes, que veem o seu país nas bocas do mundo, pelas piores razões. Apesar de ter sido o berço da democracia, encontra-se hoje em maus lençóis, pois os gregos não têm sabido dar continuidade aos grandes vultos da antiguidade. A Grécia foi o berço da cultura clássica que atingiu o seu apogeu no século V a.C. onde a democracia foi instaurada por Clístenes, na cidade-estado de Atenas.

A caminho do México, Havana

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Crónica de Anselmo Borges  no DN
«Briguem como homens  e rezem como homens de Deus»
1 A causa fundamental da divisão da Igreja do Ocidente e da Igreja do Oriente e do cisma em 1054, com a excomunhão mútua, foi política, com reivindicação de importância e poderes de Roma e Constantinopla, respectivamente. Depois, sucederam-se lutas, inclusive com massacres de um lado e do outro, com o que isso significa de indignidade e escândalo entre cristãos. Em 1964, o Papa Paulo VI e Atenágoras I, Patriarca de Constantinopla, abraçaram-se em Jerusalém, concordando em declarar nulas as excomunhões. Houve mais encontros entre Papas e Patriarcas. Mas, em quase mil anos, isso nunca aconteceu, até ao passado dia 12, entre um Papa e um Patriarca de Moscovo. Agora, os tempos são outros; o Papa é Francisco e o Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia é Cirilo; a ameaça de uma Terceira Guerra Mundial é real; a perseguição dos cristãos no Médio Oriente e no Norte de África é brutal; os desafios para as Igrejas …

É bom estar com Jesus. Experimenta!

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Reflexão de Georgino Rocha
Quem vive o amor de doação  realiza-se plenamente
Pedro condensa a experiência que faz com João e Tiago no monte Tabor declarando: “Mestre, que bom estarmos aqui!” Que bom estar contigo, ver o brilho da tua realidade profunda, a tua divindade, dar conta de quem te acompanha, Moisés e Elias, sentir-se envolvido pela nuvem da manifestação, ouvir a Voz celeste que proclama quem tu és: “ Este é o meu Filho, o meu Eleito. Escutai-O”. Que alegria transparece do estado de espírito de Pedro. Que satisfação experiencia, apesar da sonolência que o havia assaltado e do medo que o trespassava. Que mensagem transmite a toda a humanidade, sobretudo aos cristãos que desejam ser fiéis discípulos e corajosos missionários. Mensagem que vale a pena aprofundar e saborear. “Não vos enganeis”. O homem com quem conviveis e vos acaba de anunciar o futuro próximo é uma pessoa normal, procede de forma humana, ama incondicionalmente porque deseja mudar as relações entre as pessoas e hum…

Presbitério Diocesano mais pobre

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O Presbitério diocesano de Aveiro ficou mais pobre com o falecimento do padre Rogério, pároco de Cacia. Inesperado como todas as mortes o são, mas certo é que ninguém se pode livrar  dessa hora, a não ser, para os crentes, pela convicção da ressurreição.  Não privei de perto com o padre Rogério, mas conhecia-o perfeitamente para de alguma forma manifestar o meu pesar pela sua partida tão cedo para o seio do Pai, quando tanto poderia ainda fazer pelo Povo de Deus que vive e trabalha na área diocesana.  Partilho aqui um parágrafo do padre Pedro Correia, cuja amizade com o padre Rogério está bem patente no que escreveu:
«O Pe. Rogério: cumpriu-se de modo inteiro. A sua informalidade evangélica positiva deixava-me quase (sempre) desconcertado. Sempre desarmado com o seu “faro” existencial para o que importa viver pastoralmente na fronteira da Igreja (não à margem de). Um criativo por excelência. Invejava esse jeito de ser que conquista na proximidade (como agora se diz e abusa enquanto …

Malditos preconceitos

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Miguel Esteves Cardoso escreve sobre os malditos preconceitos. Em cinco parágrafos diz outras tantas verdades, com a simplicidade que lhe é conhecida. Outros não concordarão, mas eu não tenho qualquer preconceito em o afirmar. É indiscutível que escreve  bem, com graça e com verdade. Aqui fica o último parágrafo.
«Lutar contra os preconceitos é um dever aprazível para os escravos libertados que querem espalhar a alegria da libertação. Mas a melhor e mais nobre de todas as guerras é aquela contra as injustiças e ignorâncias exploradoras que mantêm os piores e mais brutos no poder sobre as melhores, mais justas e humanas. Como as mulheres.»
Para ler os outros parágrafos pode clicar aqui 

Um país onde a justiça trai as crianças

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A afirmação que está no título desta minha mensagem é o tema de uma crónica de Isabel Stilwell publicada no "negócios". Logo em destaque, a abrir, vem este resumo: «Uma criança confia numa juíza, que lhe garante sigilo. A conversa é capa de revistas. Que País é este onde a Justiça trai e ataca, sem que ninguém diga nada?» Agora, desafio os meus leitores a lerem todo o texto. Vale a pena para percebermos em que mundo vivemos. E também para percebermos o nível de certa gente, mesmo dentro da Justiça Portuguesa e a trabalhar nos jornais. 
Podem ler aqui 

«Que tristeza! Perdão, irmãos!»

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Papa critica tentativa de uniformizar 
cultura e reitera que família é essencial

«Muitas vezes, de forma sistemática e estrutural, os vossos povos acabaram incompreendidos e excluídos da sociedade. Alguns consideram inferiores os vossos valores, a vossa cultura e as vossas tradições. Outros, fascinados pelo poder, o dinheiro e as leis do mercado, espoliaram-vos das vossas terras ou realizaram empreendimentos que as contaminaram. Que tristeza! Como nos seria útil a todos fazer um exame de consciência e aprender a pedir perdão! Perdão, irmãos!»
Ler mais aqui 

À espera do verão

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É sempre assim. Quando está calor, pedimos aragens fresquinhas, quando está frio gritamos pelo verão. Nunca estamos satisfeitos com o que temos.  Hoje, quando arrumava imagens numa nuvem, descobri esta captada pela minha Lita e caminho de S. Pedro de Moel. Verão cheio no tempo dele. Tanto que até pedimos um pouquinho de frio…  E aqui a partilho na esperança de que o verão venha depressa. Sim!...Eu sei que primeiro virá a primavera, e isso já não será nada mau! Até lá, temos que sofrer um pouco. Paciência!

Faleceu o Manuel Albino Sarabando

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Funeral amanhã, 17, 15 horas, na Matriz da Gafanha da Nazaré

Com o passar dos anos, cada vez mais deparamos com a partida deste mundo de amigos com quem partilhámos cumplicidades em prol da comunidade. Desta feita, registamos o falecimento do Manuel Albino Sarabando de Jesus da Marinha Velha. Filho de Albino de Jesus e de Maria dos Anjos Sarabando era casado com Isalinda Vidreiro e pai de Daniel Filipe.  O Manuel Albino fez parte de uma família numerosa que vivia mesmo ao lado da escola da Marinha Velha. Seguiu o ofício de eletricista, tendo emigrado para o Canadá, onde trabalhou alguns anos. No regresso, retomou a sua atividade até se reformar. Homem bom por índole, nunca o vi zangado com quem quer que fosse nem com a vida. Mesmo depois de doente, quando me cruzava com ele, mantinha a serenidade e nunca se mostrou agastado quando respondia a pergunta que lhe punha, no sentido de ser esclarecido sobre os tratamentos que estava a seguir. O problema era muito complicado, mas o Manuel Albi…

Um livro de Basílio de Oliveira — “Vagos d’Escrita”

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“Vagos d’Escrita” é um livro de Basílio de Oliveira,  edição do autor, apoio da Câmara Municipal de Vagos  e do Centro de Educação e Recreio (CER)

Em “Nota Prévia”, Basílio de Oliveira afirma que este trabalho não tem carácter histórico nem literário, pois apresenta simplesmente «uma compilação de todas as figuras literárias que nasceram, viveram ou vivem em Vagos ou que escreveram sobre Vagos». Lendo o livro, confirma-se, facilmente, que nele há registos de escritores de gerações diferentes, «ressaltando aos nossos olhos particularidades da vida e obra dos homens que ao longo dos anos fizeram desta terra a sul do Vouga uma terra de contrastes». É de realçar que este trabalho se deve «ao enorme entusiasmo e sentido de descoberta dos nossos estudantes, professores, nomeadamente, Professor Mário Paulo Martins e Diretor do Colégio Nossa Senhora da Apresentação de Calvão», entre outros colaboradores, como refere o autor. Silvério Regalado, reconhece, em “Mensagem do Presidente da Câmara Mun…

A Rádio Terra Nova não pode morrer

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A Gafanha da Nazaré sofreu as consequências do vento forte que varreu a noite passada a nossa região. A antena da Rádio Terra Nova, apesar de bem peada, não resistiu. A natureza, realmente, derruba tudo quando lhe apetece, ou quando, sem aparentes motivos, o deus Éolo, por pura maldade, enraivecido, resolve destruir o mundo. Não o há de conseguir, asseguramos nós, os homens que teimam em ter voz nas terras dos seus ancestrais. E a antena há de ser erguida, custe o que custar, pela vontade indómita das nossas gentes. E como a união faz a força, todos, de mãos dadas, como símbolo da concentração de energias, ressuscitaremos a antena. Viva a Terra Nova.
Fernando Martins

Papa Francisco no México

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Papa elogia multiculturalismo, cita Nobel da Literatura  e pede santuários de vidas refeitas
«A experiência demonstra-nos que quando se busca o caminho do privilégio ou do benefício para poucos em detrimento do bem de todos, mais cedo ou mais tarde, a vida em sociedade transforma-se num terreno fértil para a corrupção, o tráfico de drogas, a exclusão das culturas diferentes, a violência e até o tráfico humano, o sequestro e a morte, que causam sofrimento e travam o desenvolvimento», afirmou o Papa Francisco. E acrescentou: «Não ponham a sua confiança nos "carros e cavalos" dos faraós atuais, porque a nossa força é a "coluna de fogo" que rompe, dividindo em dois as águas do mar, sem fazer grande rumor», apelou, antes de exortar o episcopado a não perder «tempo e energias nas coisas secundárias», como «intrigas», «murmurações e maledicências», abandonando «projetos vãos de carreira» e «planos vazios de hegemonia».
Ler mais aqui 

Cantares dos Reis na igreja da Gafanha da Nazaré

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Só conhecendo o passado  se pode preparar o futuro

Com organização do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN), realizou-se na matriz da nossa terra, no dia 30 de janeiro, pelas 21h15, um espetáculo com temas do Natal e Reis. Participaram, para além do grupo anfitrião, o Rancho Folclórico de Santa Maria do Olival, Gaia, e o Grupo Folclórico de Passos, Silgueiros. Perante uma assistência interessada, os grupos exibiram os seus cantares ao Menino, próprios da época, em que se enquadram as melodias dos Reis, apresentadas de porta em porta pelas freguesias que cultivam esta tradição.
O GEGN, depois das palavras de boas-vindas do presidente, Alfredo Ferreira da Silva, dirigidas aos grupos convidados, brindou a assistência com cânticos dos Pastores e Reis Magos que vieram adorar o Deus-Menino, ali presente, simbolicamente, no presépio erguido na igreja matriz.

Dia dos Namorados — 14 de fevereiro

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 Todos nós, os noivos e os casados,  namoramos realmente todos os dias

Começo com um lugar-comum: Dia dos Namorados é quando quisermos. Sendo verdade pura como a água cristalina do regato, nem por isso rejeito a celebração. É preciso comemorar este dia, na data própria, porque imensas vezes andamos distraídos com assuntos importantes, mas também com banalidades sem conta que nos desviam do essencial da vida em casal.  O Dia dos Namorados é, por isso mesmo, um marco simbólico para reflexão e  ponto de partida para continuar na caminhada partilhada, na busca constante da harmonia, no sentido da compreensão mútua, na aceitação do outro tal qual como é, tendo no horizonte a passagem do testemunho para os nossos filhos e netos dos valores que enformam a sociedade em que nascemos e crescemos. Valores assentes na verdade, na justiça, na liberdade, na fidelidade, na alegria, na paz, na ternura e no amor. Visto nesta perspetiva, o Dia dos Namorados não pode nem deve cair no esquecimento nem tão…

Tanta misericórdia já aborrece

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Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO
«Só uma Igreja em reforma permanente  poderá estar livre para ver o mundo  a partir dos excluídos»

1. À saída de uma Igreja em Braga, um senhor, que eu não conhecia, veio directo a mim, indignado: eu já não posso com tanta misericórdia! Sem suspeitar o que dali podia vir, pedi-lhe alguma para mim. Explicou-se. Como bom e velho bracarense, sou católico, desde pequeno. Aprendi a doutrina na família e na igreja, onde também casei. Tenho filhos e netos. A minha mulher educou-os bem, raramente falto à missa e pertenço a várias confrarias. Sendo assim, disse-lhe que não precisava da misericórdia de ninguém. Sorriu e acrescentou: sei quem é e conheço as suas ideias. Quero desabafar. O Deus de Braga – disse-me – foi sempre um Deus medonho. A maioria da população vivia com medo do inferno. Do purgatório ninguém escapava. Esse Deus vigiava, dia e noite, as nossas acções. Na confissão era preciso prometer que não voltaria a cair naqueles pecados que estav…

A Beleza de Aveiro

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«É um dogma a beleza de Aveiro. Não se discute, nem na qualidade, que é da natureza do cristal, nem na profundeza, que é da categoria do mistério. Nem é de discutir; aos nossos olhos se ostenta com uma tal evidência e tão constante que, só mentindo às instâncias da consciência, poderíamos negar-lhe o domínio e o afago que em nossos sentidos e em nossa contemplação subtilmente se insinua.»
Jaime de Magalhães Lima Em  “O Democrata”, 29-03-1930
Citado por João Gonçalves Gaspar em “Aveiro na História”

NOTA: Pode conhecer melhor Jaime de Magalhães Lima 

Viver

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias

«No meio do rebuliço estonteante,  é decisiva a pausa e o silêncio»
Numa recente viagem à Índia, a um dado momento, no meio daquele trânsito absurdamente caótico e ensurdecedor, quando se fecha os olhos para não ver o que parece iminente: um choque em cadeia de uma infinidade de carros, motos, motoretas, bicicletas, riquexós e quejandos, pessoas em multidão a pé, alguém perguntou: "O que é que toda esta gente anda a fazer?" Resposta pronta e sábia de um professor ilustre: "Andam a viver." É isso: a viver. O que é que andamos a fazer? Tão simples como isto: a viver. Melhor ou pior, material, espiritual e moralmente falando. Todos, a viver. E são tantas as vezes em que se não dá por isso: o milagre que é viver! Assim, numa sociedade na qual o perigo maior é a alienação - viver no fora de si -, quando a política se tornou um espectáculo indecoroso, quando Deus foi substituído pelo Dinheiro e o mundo se tornou globalmente p…

Gerir a Liberdade com Sabedoria

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Reflexão de Georgino Rocha
«Gerir a liberdade com ética,  eis a sabedoria que vence  toda a tentação desviante»
Seria tudo tão fácil. Pão com abundância, êxito garantido, missão cumprida. O episódio das tentações de Jesus, habilmente apresentado em diálogo por Lucãs, traz-nos uma mensagem sublime: a de ser livre nas opções de vida, a de ser fiel nas decisões tomadas, a de ser lúcido e consistente nas razões de suporte a tais atitudes. — “Não és tu o filho de Deus”? aduz o tentador. — “Sim sou” responde Jesus. “E não estás cheio de fome?”. Há tanto tempo que não comes. —  “Sim estou”. Então mostra quem és, aproveita a tua condição de filho, liberta-te do sofrimento, transforma essas pedras em pão abundante. Come! O projecto de Jesus tem outra dinâmica. Ser filho de Deus é viver a normalidade da existência, respeitar a natureza das coisas, sentir-se solidário com todos, sobretudo com os famintos, assumir a dureza das limitações como desafio a superar e a buscar novas realidades contidas …

Tranquilidade

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1. Depois de uma semana algo agitada e com emoções fortes, resolvi descontrair. Numa volta pelas nuvens, correndo imagens como em filme mudo, contemplei esta foto de tranquilidade absoluta. Águas serenas da nossa laguna, ausência de vento e nada que mexesse. O homem que ao leme está dá-se por satisfeito naquele dia de verão, ali para as bandas da Torreira. Era fim de semana e a vida dá-nos  tempo para tudo. 
2. Hoje participei no funeral de um amigo de longa data, o Josué Ribau. Chuva miudinha e atrevida com amigos que nestas horas nunca faltam. Recordações em catadupa, esforços contínuos para trazer à memória os nomes de todos, Nem sempre com êxito. As conversas, contudo, não paravam. E chegou o momento da despedida do amigo que nos deixou, Silêncio completo durante as derradeiras orações. Mas o amigo que fisicamente partiu vai ficar connosco, num lugar reservado das gavetas das nossas boas recordações.

“Praia da Costa Nova” deixa júri “impressionado”

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«O alemão Karl Murr, presidente do júri dos prémios “Luigi Micheletti”, esteve ontem em Aveiro, onde visitou a lancha “Praia da Costa Nova”, que se candidatou àquele galardão internacional, de forma a ver reconhecido o seu valor histórico e patrimonial. A ideia de Gustavo Moreira Barros -empreendedor que em 2011 adquiriu a lancha, recuperou-a fez dela mais um ponto de interesse turístico da Ria - passa por promover o projecto de ter “um museu a navegar”. “Estes prémios pretendem reconhecer algo que foi património industrial e que foi reaproveitado para criar algo novo”, explica o aveirense à margem da visita que, ontem, uma comitiva encabeçada por Karl Murr realizou à “Praia da Costa Nova”. Além da apresentação da lancha e daquilo que já foi feito para a tornar operacional, Gustavo Moreira Barros recordou algumas das tradições aveirenses e a ligação secular entre a toda a região e a Ria.»
Texto e foto do  Diário de Aveiro

Como é que chegámos aqui?

«Como é que, algures pelo caminho dos últimos anos, perdemos a independência? Como é que permitimos, todos, povo e governantes, o que se está a passar? E não me venham com a dívida. A dívida ajuda e muito, mas não é a questão central. A questão central é que ao abdicarmos de soberania, abdicamos também de democracia. E estamos agora governados por uma burocracia anónima, sem legitimidade eleitoral, que responde aos seus donos e nós não somos donos de nada. Nem sequer de nós próprios.»
José Pacheco Pereira,  no Abrupto 

Teoria de Albert Einstein provocou euforia científica

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100 anos depois da Albert Einstein  ter formulado a Teoria da Relatividade Geral,  foi possível detetar as ondas gravitacionais


«100 anos depois de Albert Einstein ter formulado a sua Teoria da Relatividade Geral, foi finalmente possível detectar as ondas gravitacionais cuja existência estava prevista nas suas fórmulas. E isso foi possível porque ouvimos o som de buracos negros a colidirem.» (...)
«Mas se por aqui ficamos a saber o que se passou hoje, é importante começarmos por compreender o que são ondas gravitacionais e qual a sua importância, e, também, olharmos para trás, mais exactamente para 25 de Novembro de 1915, o dia em que, falando na Academia Prussiana de Ciências, em Berlim, Einstein apresentou pela primeira vez a sua Teoria da Relatividade Geral, introduzindo o misterioso conceito da curvatura espaço-tempo.»
Ler no Observador 

Márcio Walter à procura das suas raízes entre nós

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Os Carolas podem dar uma ajuda 

Não é todos os dias que se conhece um jovem que vem de S. Salvador, Brasil, para descobrir as suas raízes portuguesas, aqui no Concelho de Ílhavo e lá para as bandas de Coimbra. Um dos seus apelidos, Carola, que presentemente não usa, que as leis e os usos vão variando conforme os tempos, está em muita gente da região de Ílhavo. Márcio Walter não me contactou por acaso. Nas suas buscas pela Net, encalhou nos meus blogues, Pela Positiva e Galafanha, onde apreciou uma referência a um dos seus antepassados, Maestro da então Filarmónica Ilhavense (Música Velha), agora denominada de Filarmónica Gafanhense.  Tanto bastou para estabelecermos conversa via e-mail, ampliadas posteriormente no Facebook. Com as simples e poucas dicas que eu possuía, o Márcio bateu a muitas portas dos arquivos existentes e lá foi construindo pouco a pouco a sua árvore genealógica, iniciada na sua terra natal e já bastante completa. Mas as pesquisas vão prosseguir, porque o Márcio n…

Não fechemos a porta à misericórdia

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Da Mensagem do Bispo de Aveiro  para a Quaresma de 2016

«Se quisermos descobrir algumas das características de como é o Deus de que Jesus nos fala, é fundamental meditarmos nas parábolas sobre a misericórdia (cf. Lc 15). Nos três casos, é Deus – o pastor, a mulher, o pai – quem toma a iniciativa de ir ao encontro. Uma diferença importante se manifesta: perante a falta de responsabilidade da ovelha e da moeda, no filho aparece o exercício da liberdade. O pai respeita as decisões do filho – o que supõe estar com o coração a sangrar à espera que ele regresse. O pai, que o espera, acolhe-o e abraça-o, mas a sua magnanimidade contrasta com o coração do filho mais velho, que, vivendo sempre dentro da mais estrita legalidade, não é capaz de se alegrar com o regresso do irmão, nem aceita o amor do pai que o acolheu. O pai, identificado com Jesus, supera as leis, move-se na compaixão, no amor – atitude que deveria ser a de todos nós.»

Ler mensagem aqui 

Faleceu o Josué Ribau Teixeira

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A sua memória ficará sempre connosco 
Acabo de receber a triste notícia do falecimento no IPO de Coimbra do Josué Ribau, depois de tenaz e corajosa luta contra doença que não se deixa vencer. A notícia veio do filho Bruno e trazia a informação de que seu pai «sempre esteve lúcido até ao final e disponível para os seus instrumentos e familiares».  Conheço o Josué desde sempre. Era ele o pequeno, filho mais novo de Madalena Ribau e Manuel Teixeira, que brincava na eira um pouco indiferente às músicas que os irmãos mais velhos (Manuel, Ângelo, Plínio e Diamantino) com os amigos executavam na casa do avô, Manuel Ribau Novo (principal responsável pela nossa primitiva igreja matriz), na altura já falecido.  O Josué cresceu, estudou, valorizou-se, foi professor de Educação Física, casou com a Zinha, foi pai de um rapaz, o Bruno, e de uma menina, a Madalena, pautando a sua vida pelo trabalho, pela dedicação à família, enquanto criou amizades. Cultivou sempre o respeito por todos, mantendo con…

E depois da folia vem a Quaresma

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Depois da folia própria do carnaval, com festas e diversões para todas as idades e gostos, vem a Quaresma, como desafio à nossa reflexão. Tão importante ou muito mais que o Carnaval. A vida está cheia de contrastes e disso ninguém foge. Todos temos momentos e razões para a diversão e para a interiorização. Ambas importantes, direi mesmo, fundamentais ao nosso equilíbrio.  Quando ouço alguém desdenhar da alegria dos outros, é certo e sabido que vejo logo essa atitude como própria de tristonhos, macambúzios, pessimistas, maldizentes, insociáveis, bichos do mato e nem sei que mais. As pessoas felizes têm de estar abertas ao mundo, alimentando essa atitude com sentido de humor.  Cá para mim, a Quaresma tem de afinar, e afina, certamente, os nossos espíritos para comportamentos sadios, sociáveis, de partilha generosa e de confraternização universal, em torno de Quem é Caminho, Verdade e Vida — Jesus Cristo, o nosso Redentor.  Boa Quaresma para todos, na certeza da ressurreição de Cristo…

Sorrir dá saúde e prolonga a vida

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Bom Carnaval para todos



Apesar das curvas a que estamos sujeitos, livres umas e forçadas outras, a vida vale sempre a pena ser vivida. E como tristezas não pagam dívidas nem afugentam desgraças, precisamos realmente de folgar. Com ou sem máscaras, que eu prefiro andar de cara ao léu para olhar, olhos nos olhos, quem me cerca ou com quem me cruzo. Nada tenho a esconder, mas também compreendo e gosto de ver a capacidade criativa, a crítica sábia e oportuna, o gosto pela fantasia, o jeito para a brincadeira e o sentido de humor. Bom Carnaval para todos.

A nossa gente — Delmar Conde

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Neste mês de fevereiro, em que o Fórum Náutico do Município de Ílhavo promove o 2.º Congresso Náutico – Embarque para o conhecimento (no dia 27, no Museu Marítimo de Ílhavo), dedicamos a rubrica “a nossa gente” ao construtor naval Delmar Conde. Nascido a 26 de outubro de 1955 na Gafanha do Carmo, Delmar Conde reside e exerce a sua atividade profissional há cerca de 30 anos na Gafanha da Encarnação, sempre norteado pela sua paixão pela água, pela Ria e pelo mar. O gosto pela vela surgiu desde os seis anos, tendo-se iniciado numa bateira à vela, que já na altura aparelhava “à sua maneira”.  Entre 1974 e 1986 foi emigrante na Alemanha, onde não se sentia realizado. Aos 26 anos decidiu regressar ao país, já com ideias de trabalhar naquela que é a sua paixão.  Delmar Conde admite que, na altura, foi um grande risco começar a trabalhar na construção náutica recreativa à vela, visto que tratava-se de uma área dominada pelos barcos a motor.

Ainda a Nazaré, antes de me virar para outros lados

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Volto à Nazaré antes de me virar para outros lados. Lá em cima, no Sítio, não podemos ficar indiferentes à majestosa fachada principal do santuário dedicado a Nossa Senhora da Nazaré, padroeira dos nazarenos há tantos séculos. Ao lado, na humilde ermida, de que falei ontem, pode ser apreciada a primeira imagem, segundo a tradição. Está guardada a sete chaves por razões óbvias.  No largo, com poucos turistas, há comerciantes, cafés, restaurantes e similares. Bugigangas também, que não falta quem goste de colecionar lembranças, por mais sem-graça que sejam. Olhar o mar, mansinho como nunca o imaginei, por pensar nas ondas gigantes, faz parte da vida turística. O mar é sempre o mar de largos horizontes e sonhos indizíveis E descemos para a baixa da cidade. O burburinho de quem se prepara para a festa do Carnaval estava no ar. 

No Centro Cultural, foi fácil divisar a festa que se avizinhava. À entrada, do lado de fora, dois motivos escultóricos. A Nazarena, de rosto virado ao vento, disp…