Visita à Costa Nova para arejar

Ria com as águas um pouco agitadas


«Hoje a Costa Nova 
deu-me a sensação 
de ter lavado a cara 
com mais cuidado»

Passei hoje de manhã pela Costa Nova para refrescar as ideias perturbadas um pouquinho por alguns excessos. Excessos próprios da quadra e estimulados pela excelente presença dos familiares que connosco consoaram até fora de horas. Nestas circunstâncias, nem damos pelo passar das horas. Graças a Deus pela alegria que todos proporcionaram, dando e recebendo o melhor que cada um tinha para partilhar. 
A Costa Nova estava desértica como nunca a vi. Comércio e restaurantes fechados tornaram mais visíveis o colorido das casas típicas que são um regalo para a vista. Hoje a Costa Nova deu-me a sensação de ter lavado a cara com mais cuidado, tal era o ar perfumado que se desprendia dos traços largos de cores brilhantes das paredes que o sol tornava mais atraentes para quem passava.
Junto à ria, com as águas um pouco agitadas e mais bonitas por isso, uns passaritos por ali andavam tranquilos à cata de minúsculos insetos. Habituados à presença dos residentes e veraneantes, olhavam de soslaio mas sem qualquer receio para mim e para quem me acompanhava. E seguiram a sua vida sem pressas.
A alegria contagiante do meu neto mais pequeno, o Dinis, que nem se queria deitar, de tão feliz estar, reduplicou quando as prendas na hora certa surgiram de todos, porém sem a magia da minha meninice, com o Menino Jesus a ocupar um lugar de destaque nas nossas vidas. Os tempos, realmente, são outros e os modernos heróis, que até iniciam as crianças na língua inglesa, também ajudam no comércio dos nossos dias. Temos, porventura, que aceitar a realidade da vida que nos envolve, numa aprendizagem que nos suscite outras pedagogias que conduzam as atuais e futuras gerações aos valores de convivência que entendermos por ideais. 
Agora resta-nos esperar pelas festas da passagem de ano. E porque a vida não é nem pode ser só festas, voltaremos em janeiro ao trabalho e aos compromissos. 

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