Carlos Fiolhais denuncia pseudociências

Carlos Fiolhais
Na “Visão” desta semana, Carlos Fiolhais denuncia pseudociências de que toda a gente ouve falar e muitos apreciam e seguem. Na abertura da entrevista, o jornalista Luís Ribeiro apresenta-o como «triturador de homeopatas, naturopatas, astrologias» e outras “ciências” que não passam de embustes. Estou com ele. 
Realmente, tal como Carlos Fiolhais, recebo muitos e-mails cheios de aldrabices, incluindo tratamentos milagrosos à base de frutos e plantas, capazes até de erradicar o cancro do nosso organismo. Também recebo denúncias não provadas, calúnias infames, informações sem sentido, muitas vezes dirigidas a pessoas honestas, obviamente de cores políticas opostas às dos seus divulgadores e difamadores. E fazem-nos covardemente, sob a capa do anonimato no suporte da Net. 
Já por várias vezes tive de devolver a pseudonotícia com a informação de que se trata de uma descarada mentira, cuja fonte não é mencionada. Alguns dão-se ao estúpido luxo de enviar textos atribuídos a conhecidos cronistas e pessoas de bem.

Carlos Fiolhais tem desmascarado aquelas pseudociências com estudos e análises do domínio das ciências, mas nem assim as autoridades agem em conformidade, deixando que se abuse da boa-fé das pessoas simples ou ignorantes. 
Quando chego à Figueira, é certo e sabido que na caixa do correio aparece propaganda e publicidade enganosas, do género de um tal Dr. qualquer que se diz capaz de resolver tudo e mais alguma coisa, porque tem «solução imediata» para tudo, como «amor, amarração, aproximação, afastar problemas familiares, sorte, emprego, negócios, atração de clientes, justiça, proteger contra invejas e maus-olhados, etc., etc., etc. A publicidade vem acompanhada dos respetivos contactos. E ninguém faz nada, deixando o homem viver à custa da infelicidade ou ignorância de pessoas decerto incapacitadas mentalmente.
E até os jornais e revistas não se cansam de oferecer de borla os tais horóscopos, um chorrilho de aldrabices, normalmente feitos por jornalistas que, se calhar, não sabem fazer mais nada. Ou então gostam de brincar. Já agora, o mesmo se pode dizer das astrologias, tarot, búzios, pulseiras magnéticas, bolas de cristal e outras “ciências” que nada têm de científico. 







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