Ainda a festa da Senhora dos Navegantes

Uma procissão com grande carga emocional

Chegada ao Forte

«Esta procissão tem para todos nós uma componente sentimentalista, decerto mais importante que a turística», afirmou o presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Fernando Caçoilo, que embarcou no barco “Jesus nas Oliveiras”, com diversas autoridades e muito povo, tendo ao leme o mestre Adelino Palão, que assume essa responsabilidade desde a primeira hora, concretamente, desde 1998. 
O autarca ilhavense, filho de homem do mar, sente uma certa emoção quando evoca a importância desta manifestação de fé. «Todos temos pais e familiares que passaram pelo mar; foram homens ligados à pesca do bacalhau e a diversas atividades da ria e do mar», disse.
Adiantou que a Câmara Municipal se associa ano após ano ao Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, que desde 1998 organiza estas festividades em honra da Senhora dos Navegantes, porque «sentimos que esta procissão tem um valor emocional de extrema importância para a nossa zona, para as nossas Gafanhas e S. Salvador».
Fernando Caçoilo não deixou de considerar a procissão pela ria como um evento de relevo, não só por revestir uma manifestação de fé, as ainda «por ser um cartaz turístico». E mais: «Vemos a quantidade de gente que está à volta da ria, o que significa que estas pessoas têm como referência na sua vida a religião».
Para Ferreira da Silva, fundador e presidente da direção do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, lidera a equipa que tudo organiza para que os festejos decorram com ordem e segurança. Garantindo que esta tarefa lhe «dá prazer» assegura que não faltam «dores de cabeça». Há muita burocracia relacionada com as diversas entidades que superintendem na ria e no mar, e não só, mas felizmente «tudo acaba bem, quando corre bem, o que tem sido o caso». 
Ferreira da Silva realçou a colaboração empenhada do mestre Adelino Palão, que põe o seu barco, “Jesus nas Oliveiras”, à disposição para o transporte de Nossa Senhora dos Navegantes e convidados, desde a primeira hora desta procissão. «O mestre chegou a vir do Algarve, onde se encontrava a pescar, para participar na procissão», disse. Ainda lembrou a participação da Filarmónica Gafanhense e dos grupos intervenientes no Festival de Folclore, nomeadamente, Rancho Folclórico de Santa Maria de Airães e Ronda da Miadela, sendo anfitrião o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré, 

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