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A mostrar mensagens de Outubro, 2015

A morte: o último tabu

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Crónica de Anselmo Borges no DN

«Sobre os dias 1 e 2 de Novembro,  dias dos mortos e da pergunta essencial»
1- É bem possível que, para se perceber uma sociedade, mais importante do que saber como é que nela se vive é saber como é que nela se morre e se trata a morte. Facto é que as nossas sociedades desenvolvidas, tecnocientíficas, do primado do ter sobre o ser, da eficácia, da vertigem do poder, do tempo digital e da aceleração, são as primeiras na história a fazer da morte tabu. Mais: assentam a sua realidade no tabu; para serem o que são, têm de fazer da morte tabu.

Felizes sereis por minha causa

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Reflexão de Georgino Rocha
«Felizes os que sabem perdoar  e aceitam o perdão que lhes é dado»
Jesus dá esta garantia aos discípulos no início da apresentação do programa que vem realizar em nome de Deus e que resume em proporcionar a quem nele crer a felicidade plena, exuberante, definitiva. Mateus, o autor da narração, descreve a cena com termos de grande solenidade: depois de ver as multidões, sobe ao monte, senta-se rodeado por eles, começa a ensiná-los proclamando as bem-aventuranças. Mt 5, 1-12. Deixa emergir a figura de Moisés e o episódio do Horeb, das tábuas da Lei e da aliança que Deus realiza com o seu povo. E insinua, desde já, que Jesus é o novo Moisés que não vem revogar, mas elevar à perfeição o pacto outrora celebrado na montanha sagrada.

Festa de Nossa Senhora da Nazaré em 2016

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No final da Eucaristia das 11.15 horas de domingo, 25 de outubro, tomaram posse os mordomos que ficaram responsáveis pela festa em honra da nossa padroeira, Nossa Senhora da Nazaré, que se realizará no último domingo de agosto, como é da tradição.  A equipa é constituída por Vítor Cruz de Sousa (Juiz), Rosa Cordeiro Casqueira das Neves (secretária), Carlos Pinto Ferreira (tesoureiro) e pelos vogais Maria da Conceição Marçal, Maria da Piedade Cerqueira Alves Loureiro, Manuel Alberto Margaça Lopes Lé, Manuel Pereira Dias, Sónia Alexandra Monteiro, José Maria Peixoto Oliveira, João Manuel Nunes Lopes, José Manuel Azevedo Soares Maganinho, Arcanjo Miguel Jesus Silva, Rosa Graça Vieira Nunes, António Silva Costa Pinto, Maria de Lurdes Sardo Simões, Joaquim António Pereira Félix, Herlander Fernandes Loureiro e Jorge Alberto Vieira Fernandes Grego. Depois da leitura da ata, os mordomos assumiram, diante de Deus e da comunidade, o compromisso de servir a paróquia, promovendo o…

Vítor Carlos: Um treinador de grau 1 no Atletismo do Gafanha

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Vítor Neto Carlos está de parabéns, pela aprovação no Curso de Treinadores de Atletismo de Grau I, que durante seis fins de semana decorreu em Leiria. O treinador e atleta do Grupo Desportivo da Gafanha torna-se, assim, uma mais-valia na preparação dos nossos atletas.  Entre os cinco candidatos representantes do distrito de Aveiro, Vítor Carlos, como é mais conhecido, é treinador com largos anos dedicados à orientação de crianças e jovens, algo que faz com muita entrega e espírito de sacrifício. A par de João Magueta e Juvenal Magueta, que acompanham os atletas do GDG todas as terças, quintas e sextas, a partir das 19h00, no Complexo Desportivo, Vítor Carlos tem investido muito do seu tempo no treino e na formação integral de futuros atletas, apesar das condicionantes profissionais, o que sublinha a entrega à causa do desporto. Os exercícios orientados pelos nossos treinadores ganham agora um a base teórica muito determinante para uma completa preparação dos que, prova a prova, repre…

Escritores e a Ria de Aveiro - 1

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«A ria é um enorme pólipo com braços estendidos pelo interior desde Ovar até Mira. Todas as águas do Vouga, do Águeda e dos veios que nestes sítios correm para o mar encharcam nas terras baixas, retidas pelas dunas de quarenta e tantos quilómetros de comprido, formando uma série de poças, de canais, de lagos e uma vasta bacia salgada. De um lado o mar bate e levanta constantemente a duna, impedindo a água de escoar; do outro é o homem que junta a terra movediça e a regulariza. Vem depois a raiz e ajuda-o a fixar o movimento incessante das areias, transformando o charco numa magnífica estrada que lhe dá o estrume e o pão, o peixe e a água de rega. Abre canais e valas. Semeia o milho na ria. Povoa a terra alagadiça, e à custa de esforços persistentes, obriga a areia inútil a renovar constantemente a vida. Edifica sobre a água, conquistando-a, como na Gafanha, onde alastra pela ria, aduba-a com o fundo que lhe dá o junco, a alga e o escasso, detritos de pequenos peixes…»
Raul Brandão 
“…

Paciência

"A paciência é amarga, mas o seu fruto é doce".
Jean Jacques Rousseau (1712-1778)

Senhora dos Aflitos na Chave

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Capela de Nossa Senhora dos Aflitos

O Padre Resende, primeiro prior da Gafanha da Encarnação, diz na sua “Monografia da Gafanha” que «O Rev. António da Silva Caçoilo, tendo paroquiado as freguesias de Trouxemil, Taveiro e Arega, mas impossibilitado de continuar no exercício da vida paroquial, por motivo de doença, regressou à Gafanha da Nazaré, terra da sua naturalidade, e mandou construir na Chave, junto à sua casa, uma capela pública, que é propriedade sua, e que dedicou a Nossa Senhora dos Aflitos. A licença episcopal para a sua bênção tem a data de 24 de Dezembro de 1921».  Na referida capela, celebrava regularmente a Eucaristia e confessava, provavelmente até ao seu falecimento, que ocorreu em 6 de novembro de 1948, com 60 anos de idade.  Na monografia da paróquia, “Gafanha — N.ª S.ª da Nazaré”, afirma-se que, quando celebrava na Capelinha de Nossa Senhora dos Aflitos, o Padre António «era acolitado pelos sobrinhos que lhe serviam de sacristão, à vez, um de cada casa — Capitão Fe…

Bem disposto... Mal disposto

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Gosto mesmo do cronista Miguel Esteves Cardoso. Leio as suas crónicas quase diariamente no PÚBLICO. Aprecio o estilo próximo que estabelece com os seus leitores, refletindo uma erudição carregada de experiências de vida. E para fazer dessa patilha,  dia após dia, a sua profissão, é preciso mesmo dominar muitas áreas do saber.

Tolentino Mendonça de novo distinguido

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José Tolentino Mendonça: Itália reconhece de novo o poeta lusitano e "pasoliniano"


«Depois da participação, em maio de 2006, na Feira do Livro de Turim, como um dos representantes de Portugal - no mesmo ano em que foi publicada em Itália a sua antologia poética, traduzida por Manuele Masini ("La notte apre i miei occhi", "A noite abre os meus olhos", Editora ETS, Pisa); depois de ter sido escolhido como a voz poética lusófona do Festival Mediterranea, que teve lugar em julho de 2010 na Ilha Tiberina [Roma] e, um ano depois, de ter sido o artista português, entre os sessenta escolhidos em todo o mundo, a participar na mostra "O esplendor da verdade, a beleza da caridade", que solenizava o 60.º aniversário da ordenação sacerdotal de Bento XVI; por fim, depois de em 2014 ter representado Portugal no Dia Mundial da Poesia, a grande festa das literaturas europeias realizada em Roma pela rede EUNIC, com o patrocínio da Comissão Nacional Italiana para …

O Papa das surpresas

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O Papa Francisco não para de surpreender, 
e desta vez o episódio aconteceu  com uma bebé de Guimarães.  Veja as imagens.


«O Papa Francisco não para de surpreender, e desta vez o episódio aconteceu com uma bebé de Guimarães. O líder da Igreja Católica estava a começar a tradicional volta papal pela Praça de São Pedro quando mandou parar o cortejo composto por mais de dez seguranças que o acompanhavam. O intento foi abençoar a pequena Maria Manuel, de três meses, no meio da multidão ao colo da mãe.»
Pode ler o relato e ver mais fotos  aqui

Vasco Lourenço com medo?

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Organizações ligadas às comemorações do 25 de Abril
reúnem quarta-feira para discutir
eventuais tomadas de posição

«O apelo, via redes sociais, para uma manifestação frente ao Parlamento contra as moções de rejeição do programa do governo PSD/CDS levou o presidente da Associação 25 de Abril (A25A) a convocar uma reunião para decidir possíveis tomadas de posição contra o que qualificou como a recriação da "maioria silenciosa" de 1974.»
Ler mais no DN
NOTA: Fiquei admirado com este sinal de medo de Vasco Lourenço. Medo de que a nossa democracia,  que ele ajudou a instaurar, já não tenha meios, nem força, nem coragem para se defender a si própria. Tenha calma, homem, deixe funcionar a democracia e deixe governar quem tem mais votos! O povo sabe o que faz. Não é tão analfabeto como alguns pensam!

A carne tratada é cancerígena?

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Li no Observador que«O cancro é uma doença muito séria. Tão séria que Manuel Sobrinho Simões, director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto e um dos cientistas portugueses que mais se destacou nesta área, tem repetido que “daqui a dez anos, um em cada dois portugueses terá pelo menos um cancro”. Por isso compreende-se a comoção que rodeou a divulgação de um relatório da Organização Mundial de Saúde em que se considerava que as “carnes tratadas” são cancerígenas e as “carnes vermelhas” potencialmente cancerígenas. A pergunta que muitos fizeram de imediato – até porque houve quem fizesse a comparação – foi a se, um dia, não acabaríamos a tratar os presuntos, as salsichas, até os bifes grelhados como hoje tratamos o tabaco. Felizmente não é assim.» 
Ler todo o texto de José Manuel Fernandes aqui.
NOTA: Não sei se seria necessário assustar tanto o pessoal. Afinal, tal como vamos sabendo e percebendo, tudo pode fazer mal se não houver moderação. Não acre…

Grafíti com arte

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A arte na rua torna o ambiente mais leve, mais suave. Sobretudo se há sinais de sensibilidade, graça ou humor. Gostei deste grafíti que apreciei, há dias, na Figueira da Foz, na parede de suporte dos acessos ao CAE (Centro de Artes e Espetáculos). É um pormenor que faz parte de um todo, variado e atraente, que o visitante não pode deixar de contemplar.

Viver feliz em comunidade

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Júlio Pedrosa, professor catedrático 
e antigo Reitor da Universidade de Aveiro:

Viver feliz em comunidade  — Questões que vou formulando  sobre a ideia de ser feliz
«O que é a felicidade? O que é viver feliz? E onde, como e para quê? “A felicidade, a criação de condições para se ser feliz é uma questão pessoal, individual, social, das comunidades e política”. As perguntas e as respostas são de Júlio Pedrosa, professor catedrático e antigo Reitor da UA. Porque simplesmente hoje, como qualquer outro dia, é o dia ideal para se desejar que todos sejamos felizes.»
Ler tudo, porque vale a pena, aqui

Honey

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Crónica de Maria Donzília Almeida



Yes, Honey! – Foi a resposta de uma native speaker (1) num contexto de vida social a uma interpelação que lhe fora feita, ali na USGN(2). A palavra honey para além do significado concreto de mel das abelhas, tem uma conotação muito específica, no tratamento interpares, no que concerne ao relacionamento humano. A fluidez do significante, predominantemente vocálico, em língua inglesa, soa algo doce aos ouvidos e… ao coração do interlocutor. Assim aconteceu e imediatamente fez abrir a arca da memória e recordar um episódio da minha prática letiva.

Os Carolas da Bicicleta

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Os Carolas da Bicicleta são um grupo de ciclistas amadores fundado em 2000, na Gafanha da Nazaré. São 22 desportistas seniores, a grande maioria com mais de 60 anos, embora, por vezes, se juntem outros pedalantes mais jovens. Trata-se de um grupo que cultiva o convívio e a sã camaradagem, «incentivando-se uns aos outros na prática de tão saudável desporto», garantiu-nos Humberto Rocha.  Adiantou que «nem o vento, nem o frio os impedem de todas as terças, quintas e sextas-feiras fazerem o percurso entre a Gafanha da Nazaré e a Praia da Vagueira, ida e volta, num total de 30 quilómetros. Partem, religiosamente, ao bater das 9 horas no relógio da Igreja, de junto do Centro Cultural e do Centro de Saúde da Gafanha da Nazaré. Também promovem convívios entre os participantes e colaboram em iniciativas doutras instituições». No almoço comemorativo do 15.º aniversário, que teve lugar no dia 16 de outubro, num restaurante da nossa terra, participou como convidada Joana Ramalheira, «que realiz…

Sínodo das Famílias ou dos Bispos? (2)

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Crónica de Bento Domingues  no PÚBLICO

«O amor humano, dos seres humanos,  precisa de sabedoria e de prudência  para ser fiel a si mesmo»
1. Perguntaram-me, com razão, na sequência do texto do Domingo passado: O Sínodo das Famílias até pode ser uma boa ideia, mas que se entende, hoje, por Família? O documento de trabalho para a preparação do Sínodo (2014) apresentou as situações inéditas que teriam estilhaçado, nas últimas décadas, a significação mais óbvia de família ou assim considerada. O texto de O. Bonnewijn, reprodução de uma sua conferência em Cracóvia, tenta descrever e avaliar as chamadas famílias pós-modernas [1]. Estas seriam o resultado de uma desconstrução crítica e de uma reconstrução livre, com as peças desconjuntadas das concepções tradicionais dos agregados familiares. Como é que isso foi acontecendo? Procurando, por um lado, reinventar - ao sabor e à medida de projectos individuais e sociais - a constituição e a articulação de laços, papéis, sexos e gerações; por outro, …

Família na preocupação da Igreja

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Hora de inverno

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Logo mais, pelas duas horas, não se esqueça de atrasar uma hora os seus relógios, para ficar em sintonia com o nosso mundo. A mudança de hora não é de agora. E para eu não perder mais tempo, que tempo é dinheiro, remeto-o para fonte limpa.Veja aqui.

Responsabilidade

«Não só somos responsáveis pelo que fazemos,  mas também pelo que não fazemos»
Molière (1622-1673), ator,  dramaturgo e compositor francês

Li no PÚBLICO de hoje

Cisma e debandada na Igreja

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Crónica de Anselmo Borges  no DN
"Pode haver mais amor cristão  numa união canonicamente irregular  do que num casal casado pela Igreja."
1. O Sínodo sobre a família termina amanhã em Roma, dividido, vindo talvez a propor uma comissão para estudos ulteriores e deixando ao Papa a última palavra. Há quem fale em cisma no sentido estrito da palavra, portanto, a separação de alguns, rompendo a unidade da Igreja. Não é impossível, mas não penso que isso venha a suceder. Porque Francisco é sábio e saberá lidar com as dificuldades, isto é, com o "cisma prático" na Igreja - a expressão é do cardeal Walter Kasper -, na medida em que grande maioria dos católicos vive separada da doutrina oficial, concretamente no domínio da sexualidade. Há, pois, expectativas legítimas neste campo.

Coragem! Ele está a chamar-te

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Reflexão de Georgino Rocha

«A civilização do amor  só será possível contigo  como comunidade de vida  em relação»
Esta exortação “faz a ponte” entre o grito confiante de Bartimeu e a atenção que Jesus lhe quer dispensar. Condensa e exprime o desejo recíproco do encontro, do diálogo pretendido, da compaixão suplicada. Mc 10, 46-52. Evidencia a situação de quem está retido à beira dos caminhos da vida e dos que, livremente, vão fazendo o seu percurso, integrando-se nas multidões ou acolhendo-se a grupos de preferência. Lança luz sobre a família na pluralidade das suas configurações, a atitude sábia a cultivar preconizada pelo Sínodo que, hoje, conclui os seus trabalhos, os belos testemunhos de quem vive e contempla o amor conjugal na sua luz irradiante, os pedidos sentidos e persistentes de tantos divorciados e recasados que esperam uma oportunidade para verem a sua dignidade e integração mais reconhecidas na Igreja.

Quando o casamento acaba...

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As guerras são sempre mortíferas

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Pacheco Pereira: “Cavaco fez uma declaração de guerra  a 2 milhões e 700 mil portugueses”

«Em entrevista à Renascença, o social-democrata diz que "tudo aquilo que corra mal na economia portuguesa devido à instabilidade" passou a ser responsabilidade do Presidente e de Passos. Discurso de Cavaco está "no limite do legal" e une mais a esquerda.»

Por influência dos sonhos

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«Cada vez que o meu propósito se ergueu, por influência dos meus sonhos, acima do nível quotidiano da minha vida, e um momento me senti alto, como a criança num balouço, cada vez dessas tive que descer como ela ao jardim municipal, e conhecer a minha derrota sem bandeiras levadas para a guerra nem espada que houvesse força para desembainhar.»
Fernando Pessoa no “Livro do Desassossego”

O poder

«Se queres conhecer realmente alguém, dá-lhe poder. Ou então tira-lho.»

«A seguir à comunicação ao país do Presidente da República fiz um radar rápido às opiniões verbalizadas em sites e redes sociais. Uns acharam péssimo, outros acharam extraordinário. Tudo normal, a esquerda ficou mais irritada, a direita ficou mais aliviada (e vice-versa também, por incrível que possa parecer). Política "as usual".»
Rute Sousa Vasco, no Sapo 24

Etnográfico e Filarmónica vão ter sede própria

Promessa antiga  vai agora ser cumprida
Uma sede para o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN) e para a Filarmónica Gafanhense (FG) vai ser uma realidade. A garantia vem da Câmara Municipal de Ílhavo que «deliberou aprovar a minuta de Acordo de Permuta a estabelecer com a Cooperativa de Consumo Gafanhense (CCG)», de forma a libertar um prédio urbano existente  na Rua da Cooperativa Humanitária para facultar «o seu uso gratuito ao GEGN e à FG, mediante protocolo a estabelecer». Isto significa que aquelas instituições vão concretizar um sonho há muito aguardado, depois das necessárias obras de adaptação e beneficiação. O Acordo de Permuta consiste na cedência à CCG de «um prédio urbano, situado na mesma rua, composto por uma casa de rés do chão, destinada a habitação, com sala comum, cozinha, quarto de banho, lavabo, dois quartos, sala de costura e hall».


Rolas em descanso

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Rolas. Foto de Carlos Duarte
Pelo jeito, é um casal de rolas. Macho, mais emproado, e fêmea, mais tímida. O que os prende ali? Hora de descanso em tarde invernosa? Pensativos quanto ao futuro? Filhos que desapareceram? Temerosos pelas tempestades anunciadas? Fome? Sonhos de uma primavera que se foi há muito? Terão avistado caçadores? Algum milhafre à vista? Que será? Quem dá uma ajuda?
Nota: Gosto de repescar escritos antigos. Desta feita, tendo como motivo uma foto do Carlos Duarte.

Bibliotecas da Gafanha da Nazaré com vida

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Sebastião da Gama, Professor e Poeta 

Nasci para ser ignorante...
Nasci para ser ignorante mas os parentes teimaram (e dali não arrancaram) em fazer de mim estudante.
Que remédio? Obedeci. Há já três lustros que estudo. Aprender, aprendi tudo, mas tudo desaprendi.
Perdi o nome às Estrelas, aos nossos rios e aos de fora. Confundo fauna com flora. Atrapalham-me as parcelas.

XV Concurso Literário Jovem

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Uma boa iniciativa da CMI


Tendo por base o papel fundamental que a leitura e a escrita assumem na formação de todos, nomeadamente dos mais jovens, bem como a necessidade de criar estímulos, fomentando tais hábitos, o Executivo Municipal deliberou aprovar as normas de participação no XV Concurso Literário Jovem. O Concurso destina-se aos jovens dos 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, assim como do Ensino Secundário, podendo participar alunos de qualquer estabelecimento de ensino público do Município de Ílhavo.  O prazo de entrega dos trabalhos decorre a partir do próximo dia 26 de outubro até ao dia 24 de março de 2016, devendo os mesmos ser entregues por mão própria ou enviados por correio para a Câmara Municipal de Ílhavo.
Para mais informações, consultar a CMI.
Fonte: CMI

Tolentino Mendonça vence Prémio Literário

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«A Mística do Instante» 
recebe prémio ‘Res Magnae 2015’





“É impossível pensar um caminho de fé que não tenha a ver com o que ouvimos, o que vemos, o que tateamos, o que nos chega através do odor, muitas vezes invisível, ou então do sabor de Deus”, afirmou o sacerdote e poeta madeirense, em entrevista à Agência ECCLESIA, aquando da publicação da obra.
NOTA: Felicito o padre, poeta, ensaísta e biblista  José Tolentino  Mendonça por mais esta distinção, que eu, modesto leitor do que ele escreve, bastante aprecio e sigo regularmente. Os meus sinceros parabéns.

Pintura no Centro Cultural

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Passei hoje pelo Jardim 31 de Agosto e não resisti ao colorido que sobressai na parede envidraçada do Centro Cultural da Gafanha da Nazaré. Aquele envidraçado, que minuto a minuto vai alterando o seu aspeto, qual espelho em permanente função, é um chamariz autêntico que ilumina os nossos olhares ávidos de luz e cor. Mas, curiosamente, também nos leva à reflexão, sobretudo quando nos exibe com as suas sombras o espaço do sono eterno de muitos dos nossos antepassados e amigos, com quem tantas vezes nos cruzámos sob o olhar paternal do nosso primeiro prior, Padre João Ferreira Sardo. Dele falarei um dia destes.

Servir com alegria

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Reflexão de Georgino Rocha
«Seguir Jesus é ser o primeiro  na disponibilidade para servir»

Jesus aproveita um episódio familiar para fazer o seu ensinamento sobre o exercício do poder. Fá-lo em dois momentos, profundamente relacionados. “Nada disso entre vós” – diz aos discípulos ciumentos por verem a pretensão de Tiago e de João. Jesus referia-se ao modo como os reis da terra, os homens do poder dominam os súbditos, escravizam os concidadãos, dispõem dos sem protecção nem recurso. É uma lição da história que mantém toda a actualidade. Mesmo nas ditas democracias em que a manipulação da vontade popular se torna patente ou anula. Quanto mais nas ditaduras de todo o tipo. Os irmãos Tiago e João têm pretensões ousadas. O seu sonho é ocupar um lugar no trono de Jesus, imaginando-o à maneira do messianismo judaico, temporal, libertador da opressão dos romanos e, consequentemente, sem entraves para o exercício do poder. Sonho arrojado que desperta a inveja dos companheiros e origina uma situa…

Ares de Outono: arbustos secos

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Não pude fotografar a trovoada que se abateu sobre nós esta tarde. Com chuva forte a incomodar quem ousou sair de casa, que não a mim, que fiquei no quentinho da minha tebaida. Sem protestos, que o outono é isto mesmo, quer queiramos quer não. E com esperança de que esta estação do ano, por natureza mais cinzenta, traga a chuva que faz falta, para a nossa agricultura e para os nossos agricultores que teimam em desafiar as políticas da UE, Dispensamos, claramente, as trovoadas, os relâmpagos e as ventanias.

Sínodo das Famílias ou dos Bispos? (1)

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Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO

«... mas não serão as famílias  que vivem experiências de êxitos  e fracassos matrimoniais  a poderem apontar caminhos possíveis  para a felicidade familiar?»
1. Há dias, um amigo dizia-me, com ar sentencioso: a vida de uma pessoa, comparada com a duração do mundo, não é apenas breve, é insignificante. Vós, os católicos, tendes a mania de negar a evidência, inventando a ideia de vida eterna quando, de facto, não passa de um fruto enganador da megalomania do desejo. Para não entrar numa discussão estéril, citei-lhe uma frase de Manuel da Fonseca, mais radical e evidente: isto de estar vivo, ainda vai acabar mal! A conversa tinha começado pelos rumores em torno do Sínodo dos Bispos. Segundo este amigo, está a preparar-se a primeira grande derrota do Papa Francisco. O seu raciocínio era simples: os bispos de todo o mundo dispõem de um passado e do Direito Canónico que lhes oferece a ilusão - assim como à Cúria vaticana - de mandar no imaginário de um…

Os nossos fados

"Dizem que temos valor (os portugueses), mas que nos falta dinheiro e união; e todos nos prognosticam os fados que naturalmente se seguem destas infelizes premissas"

António Vieira (1608-1697), padre e escritor português

Li no PÚBLICO


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Religião, política e saúde

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias
«Há expressões religiosas  que podem ser prejudiciais:  aquelas que levam a sentimentos  de impotência, culpa, vergonha.»

O filósofo Immanuel Kant formulou as tarefas essenciais da filosofia nestas perguntas: "O que posso saber?", "O que devo fazer?", "O que é que me é permitido esperar?" Acrescentou, depois, que estas três perguntas remetem para e reduzem-se a esta quarta: "O que é o Homem?" Significativamente, Kant escreve que à terceira pergunta responde a religião, melhor, ela é do domínio da religião, porque tem que ver com a esperança da salvação, da felicidade, do sentido último. Deus é um postulado da razão prática, isto é, exige-se moralmente que Deus exista, para dar-se a harmonia entre o dever cumprido e a felicidade. A natureza não faz isso, só Deus.

O Totti e a Tita

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Animais fiéis 




Permitam-me que vos apresente, hoje e aqui, os nossos fiéis amigos, o Totti (a minha Lita faz questão de escrever com dois tês para não haver confusões, segundo creio) e a Tita, que vivem connosco há uns 14 anos bem medidos. Com esta ideia de falar de um cão e de uma cadela pretendo tão-só sublinhar a sua fidelidade que ultrapassa, em alguns casos, o que seria normal apenas entre seres humanos. Realmente, momento a momento, percebemos o nível de fidelidade destes animais, que  se estende aos demais familiares. Quando filhos e netos chegam a nossa casa, percebemos bem a alegria que manifestam de tantas formas, com "gritinhos" estridentes, corridas e saltinhos, procurando o afago de quem vem, ao jeito de desafios para umas brincadeiras.  As idades, já avançadas para as suas vidas, não deixam de nos avisar que, mais ano menos ano, nos vão deixar. E, talvez por isso, sinto a necessidade de partilhar com os meus leitores estas confidências. Afinal, tal como há pess…

Um poema de Manuel Alegre

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AS MÃOS
Com mãos se faz a paz se faz a guerra. Com mãos tudo se faz e se desfaz. Com mãos se faz o poema ─ e são de terra. Com mãos se faz a guerra ─ e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra. Não são de pedra estas casas mas de mãos. E estão no fruto e na palavra as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas as mãos que vês nas coisas transformadas. Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade. Ninguém pode vencer estas espadas: nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre "O Canto e as Armas" Europa-América 1979

Aveiro quer viver a alegria da misericórdia

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Para 2015-2018


«Num mundo em constante mudança, em que cada vez mais se acentuam o individualismo e indiferença, apesar dos apelos à intervenção e à renovação, é imperioso que a Igreja, e cada cristão em particular, seja rosto da misericórdia de Deus para os homens do nosso tempo. Misericórdia que é o modo de amar de Deus, o seu autêntico nome, que se humaniza em Jesus Cristo e no estilo de vida que o leva a identificar-se com as pessoas lesadas na sua dignidade. “Abrir o coração à misericórdia é viver «as obras de misericórdia», fazer a experiência do encontro, da ‘peregrinação’ pelas variadas periferias existenciais.”»
António Moiteiro,  Bispo e Aveiro Ler Plano Diocesano de Pastoral

Declaração de interesses dos comentadores

Eu sei que poderei ser acusado de ingénuo ao reclamar a todos os comentadores políticos e de outras áreas uma declaração de interesses. Sei, também, que todos se consideram independentes nas suas considerações, críticas ou elogiosas, mas tal não é verdade. A tendência normal, pelo que leio e ouço, é que são críticos benévolos em relação aos seus apaniguados e agrestes quando não comungam dos ideais dos visados nos seus comentários. Apoiam as correntes ideológicas que comungam e criticam as que consideram adversárias.  Quem os ouve e lê, com regularidade, vai percebendo as suas tendências, quer em relação aos políticos e artistas, quer no que diz respeito a desportistas e religiosos, mas nem sempre se percebe onde querem chegar pelas ambiguidades que usam nas suas intervenções. Uma coisa é certa: Todos se declaram independentes e imparciais, mas na realidade não o são de forma clara. E afinal, não custava nada. Bastava dizerem, por exemplo, se são, na política, da direita, centro ou e…

Bonito exemplo de Ermelinda Garcez e Adelaide Calado

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Ermelinda Garcez e Adelaide Calado participaram e animaram a Eucaristia na sexta-feira, 25 de setembro, dia em que visitámos o Lar. Vimos como cantavam, como liam os textos sagrados e como distribuíam água aos participantes idosos ou doentes depois da comunhão, «porque alguns têm dificuldade em engolir a hóstia consagrada», disseram-nos. Depois encaminharam os utentes para as salas de convívio e respondiam às suas questões ou desejos, com palavras ternas para todos. A celebração foi presidida pelo Padre João Sarrico, atual capelão do Lar Nossa Senhora da Nazaré e vigário paroquial das Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo. Depois da missa, foi distribuir a comunhão aos acamados e no final confidenciou-nos que gosta do trabalho que aceitou fazer, tal como gosta de estar e falar com as pessoas. «Toda a vida fui pároco», disse. E acrescentou que, com esta missão, «acaba por dar o seu próprio testemunho», reconhecendo que há utentes mais novos do que ele, embora doentes ou incapacitados…

Ares de Outono: ramos secos

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Ali, no empedrado geométrico, com raios de sol e sombra, jazem esquecidos e abandonados dois simples ramos de palmeira que os ventos outonais rasgaram do tronco paterno. Se mais vento não vier ou mesmo que venha os depósitos do lixo se encarregarão de lhes dar sepultura que os atire, um dia, para o ciclo da vida que se perpetuará até à eternidade. Que descansem em paz. Amem.

Zonas Costeiras em Congresso na UA

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UA recebe VIII Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países  de Expressão Portuguesa

«Nos dias 14 a 16 de outubro a Universidade de Aveiro vai receber o VIII Congresso sobre Planeamento e Gestão das Zonas Costeiras dos Países de Expressão Portuguesa. Mantendo a tradicional rotatividade da organização deste evento, cujas edições anteriores decorreram em Ponta Delgada (Açores), Recife (Brasil), Maputo (Moçambique), Funchal (Madeira), Itajaí (Brasil), Ilha da Boa Vista (Cabo Verde) e Maputo (Moçambique), a próxima edição decorrerá em Aveiro, pela primeira vez em Portugal continental.»
Fonte Universidade de Aveiro

Somos uns empatas

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Eu não sei se estou a ver bem o que se passa no nosso país. Anda tudo numa roda-viva, a nível de partidos políticos e do povo que vai atrás deles. Na democracia é assim, eu sei, mas...  Houve eleições para a Assembleia da República, donde dimana, segundo a nossa Constituição, o novo governo. O Presidente da República, tendo em conta o que reza a nossa lei fundamental, convida para formar o governo um líder partidário, tendo em conta os resultados eleitorais. Para se conseguir uma governação estável e duradoira, como em tempos o Presidente Cavaco informou o país, será preciso uma maioria com apoio parlamentar. Posto isto, os partidos devem entender-se para não andarmos a brincar às eleições. Porque, se não houver maioria, é certo e sabido que daqui a uns tempos lá voltaremos nós a correr para as urnas. E como somos uns empatas, tão empatas que nem sequer somos capazes de imitar outros países que, de um dia para o outro, fazem eleições, referendos, entendem-se depressa nos parlamentos,…

“Somos o Poema de Deus”

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Um livro de Manuel Armando


“Somos o Poema de Deus” é o mais recente livro de Manuel Armando Rodrigues Marques, com edição do autor. Saiu em 2015. Manuel Armando é presbítero da Diocese de Aveiro com responsabilidades pastorais sobre Aguada de Baixo e Avelãs de Caminho desde 1990. Paralelamente, desenvolve atividade de palco nas áreas de magia e hipnose teatral. Neste campo é conhecido por Prof. Marcos do Vale. A abrir este seu trabalho de poesia, declara-se: «Também sou poema de Deus.» Neste texto afirma, enquanto relembra a sua história de vida: «Entre êxitos e desencantos, alegrias e lágrimas, aplausos e incompreensões, convívios e solidão, oração e pecado, esperanças e quase desesperos, olhando a simplicidade das crianças ou dos pobres e a arrogância de quem se alcandora à chefia das coisas e das gentes e outras inumeráveis situações, cinquenta anos são passados, num sacerdócio que é de Jesus Cristo.»

Televisão e Paz

«Se toda a gente exigisse paz  em vez de mais uma televisão lá em casa,  então existiria paz»
John Lennon (1940-1980), músico e ativista inglês

Uma profecia em acção

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO
«A Laudato Si desenvolve
e integra a convicção
de que tudo está estreitamente 
ligado no mundo.»



1. Compreendo o desejo, manifestado por alguns leitores, de não terem encontrado na crónica do Domingo passado a transcrição integral dos referidos 10 princípios para um novo humanismo de J. Kristeva. Talvez não tenham reparado que deixei, em nota, a forma fácil de recorrer à sua tradução brasileira [i]. Estas crónicas nunca poderão superar o seu carácter fragmentário. A abordagem dos acontecimentos ou dos temas selecionados pretende apenas sugerir que é preciso pensar, questionar e debater se não quisermos ser vítimas dos arsenais mediáticos, mais ou menos sofisticados, vozes diversas do mesmo intuito de dominação.

Guilherme d'Oliveira Martins vai para a Gulbenkian

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Confesso que nutro por Guilherme d'Oliveira Martins grande admiração, apesar de apenas uma vez ter trocado umas curtas impressões com ele, durante uma conferência que proferiu em Aveiro. A minha admiração vem da profunda cultura que ele possui e da postura cívica, política e intelectual que deixa transparecer no que pensa, escreve e diz. É um homem, realmente, de grande capacidade intelectual. Daí a admiração. Fala com enorme facilidade de qualquer assunto, por mais complexo que seja, quer de natureza política, social, literária, religiosa, filosófica, histórica, artística e nem sei que mais. Dá gosto ouvi-lo. Há anos, quando foi eleito o Papa Bento XVI, comentou na rádio o acontecimento, em cima da hora, abordando as várias facetas do então cardeal eleito para a cadeira de Pedro. E quando tem que se pronunciar sobre qualquer tema (livro, autor, artista, sábio, político, etc.), mostra à saciedade que está por dentro de tudo. Há anos, Eduardo Prado Coelho, escritor, crítico literá…

Porto de Aveiro: Uma boa notícia

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APA e IDAD trabalham na execução de medidas
que reduzam efeitos da operação portuária no ambiente



«A Administração do Porto de Aveiro já confirmou oficialmente à Câmara de Ílhavo a intenção de agilizar a construção da barreira eólica que consiga mitigar os efeitos das descargas de petcoke. A APA afirma-se “sensibilizada” e está a trabalhar com o IDAD no sentido de preparar toda a especificação técnica que suporte os procedimentos necessários ao controlo e monitorização de petcoke. A ideia é reduzir em aproximadamente 90% a emissão de partículas. O tema está na agenda de autarquias, APA e da Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré que exigiu a implementação de medidas propostas no Estudo elaborado pelo Instituto de Ambiente e Desenvolvimento (IDAD) com prioridade para a barreira eólica.»
Fonte: Porto de Aveiro
Nota: Depois da luta do povo da Gafanha da Nazaré, dinamizada pela ADIG, foi muito bom saber que a solução para resolver os problemas ambientais está em curso…

Casamento católico: indissolúvel?

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias
«E a falta de amor,  quando o casamento  se torna um inferno?»
1. A família estável, no amor fiel e para sempre, é célula de base da sociedade e da Igreja, valor essencial pelo qual vale a pena bater-se, tanto mais quanto é o espaço ideal para ter filhos e educá-los, porque ali se junta o afecto e a autoridade. A desestruturação da família afunda a sociedade. Mas a vida é o que é. O próprio Papa Francisco, embora evitando a palavra divórcio, veio reconhecer que a separação pode ser "moralmente necessária". No caso da violência doméstica, por exemplo: "Quando se trata de proteger o cônjuge mais frágil ou as crianças das feridas mais graves causadas pela violência."

Jesus olha-nos com ternura

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Reflexão de Georgino Rocha
«Ser discípulo é olhar com ternura  os outros e as suas situações»

A relação de Jesus com as pessoas mostra-se de forma expressiva no seu olhar. Mc 10, 17-27. Olha com ternura o homem que vem a correr para lhe perguntar o que há-de fazer para alcançar a vida eterna. Fita os olhos nos discípulos que ficam espantados pela resposta/comentário dada na sequência da atitude assumida por aquele “peregrino” da verdade. É igualmente expressivo o modo como olha e se compadece das multidões, de Pedro, da mulher adúltera, e de tantos outros que se foram cruzando com ele nos caminhos da missão. Foi assim outrora nas terras por onde passava. É assim agora nas situações em que está presente connosco. Que certeza tão confiante e desafio tão estimulante!

Alma de joelhos

«Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos.»
Victor Hugo (1802-1885)

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Ílhavos na Grande Guerra

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A sessão de encerramento da Exposição “Os Ílhavos na Grande Guerra” está agendada para o próximo dia 30 de outubro (sexta-feira), pelas 18h00, no Centro Cultural de Ílhavo. Trata-se de uma exposição organizada pela CMI, com o objetivo de homenagear quantos participaram e sofreram na primeira Grande Guerra e seus familiares, Alguns faleceram no conflito e outros sofreram danos físicos e psicológicos que os marcaram para a vida, merecendo, por isso, o nosso respeito e admiração. Se ainda não visitou amostra, ainda está a tempo de o fazer. Aproveite.
Ler mais aqui

D. António Marcelino faleceu há dois anos

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Eucaristia na Sé de Aveiro Amanhã|9 de outubro|19h


Completam-se amanhã, 9 de outubro, dois anos sobre a morte de D. António Marcelino, que foi um dinâmico Bispo de Aveiro. Razão mais do que suficiente para ser lembrado amanhã, na sé aveirense, pelas 19 horas, numa Eucaristia presidida por D. António Moiteiro.
Na mesma celebração eucarística, serão evocados também os Bispos de Aveiro já falecidos, bem como padres e diáconos. Espera-se, naturalmente, a participação possível de diocesanos e amigos dos falecidos.

Nota: Ao  jeito de evocação pessoal, ler texto que escrevi em 2006  aqui

A visita

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Crónica de Maria Donzília Almeida

“Vai ter com a formiga, ó preguiçoso,  considera os seus caminhos e sê sábio”
Salomão Mourejava eu como a formiga, quando fui surpreendida por aquela visita. Aprovisionando no verão para os rigores do inverno, as formigas são um bom exemplo de animais gregários. Sempre me impressionou como estes seres minúsculos interagem e se organizam em colónias. As formigas são pequenos insetos que podem ser encontrados em todas as partes do mundo, desde regiões ao nível do mar, desertos, até no alto de grandes montanhas. O tamanho pode variar de alguns milímetros a alguns centímetros. Há um grande número de espécies, que pode atingir mais de 12.000. Elas pertencem à ordem dos himenópteros e variam muito, tanto em relação às suas formas, quanto aos seus costumes ou hábitos.  São consideradas insetos sociais, porque vivem em colónias, altamente organizadas e eficientes. Formadas por milhares de formigas, divididas em classes, cada uma tem a sua função específica na o…

Ares de Outono: As nozes

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Tempo de cuidar delas


Está na hora de tratar das nozes. Apanhar as que vão caindo, mais em dias de vento, limpá-las, lavá-las e pô-las a secar. Uns dias, uma semana ou mais, conforme o estado do tempo. Entretanto, eliminam-se as que apresentam sinais de podres. As que restam, ficam a aguardar pelo Natal, época mais propícia para as comer. São nozes biológicas, pois estão isentas de qualquer tratamento químico.  Recordo-me da nogueira, pequenina, que um aluno me ofereceu há muitos anos. Tão pequenina que tive dúvidas do seu crescimento, mas há muito tempo já que dela saboreamos as suas nozes. É claro que não dá para vender, mas a família lá vai comendo uma ou outra. Mais se já estiverem descascadas.  O prazer de usufruir do que o quintal nos oferece, se dermos uma ajuda, é enorme; só tenho pena que as forças limitadas nos impeçam de pegar nas enxadas, apesar de vontade não nos faltar. 

“Encontros e Encantos”

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Um livro de João Gonçalves Gaspar

“Encontros e Encantos — Bispos na vida e na memória da Princesa Santa Joana” é o mais recente livro de João Gonçalves Gaspar, Vigário-geral da Diocese de Aveiro e membro da Academia Portuguesa de História. Com chancela de “Tempo Novo Editora – Diocese de Aveiro”, esta obra saiu em maio de 2015.  O autor é um historiador aveirense de renome, prolífero e oportuno nos temas que aborda, destacando-se a sua paixão por Santa Joana desde há muito. Sobre ela, descortina frequentemente razões para despertar nos aveirenses renovados interesses pela padroeira da cidade e diocese. Como o título e subtítulo indicam, trata-se de uma obra de referência para a historiografia aveirense, destacando as vivências da Princesa Joana entre nós, com marcas indeléveis da sua presença no Museu de Aveiro, também conhecido por Museu de Santa Joana, mas ainda no espírito das gentes desta terra que amou.