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A mostrar mensagens de Setembro, 2015

Museu de Aveiro entre os 10 preferidos

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O Museu de Aveiro, mais conhecido por Museu de Santa Joana, está entre os 10 preferidos, noticia o Diário de Aveiro na sua edição de hoje. Motivo, sem dúvida, para todos nos congratularmos.



«Cada vez mais, as opiniões dos visitantes deixadas on line têm peso e até chegam a influenciar novos fluxos de viajantes que procuram os melhores hotéis, restaurantes ou mesmo museus. De acordo com uma listagem divulgada pelo site Tripadvisor, sobre os 10 melhores museus de Portugal, surge o Museu de Aveiro em 9.º lugar. Uma lista resultante das opiniões de milhares de viajantes e que é encimada pelo Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Segue-se o Museu Nacional do Azulejo, o Museu Nacional de Machado de Castro, o Mu\seu Nacional de Arte Antiga, o Museu Condes de Castro, o Museu Colecção Berardo, o Museu Nacional dos Coches, Museu Monográfico de Coimbra, o Museu de Aveiro e, por fim, Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva.»
Jornalista: sandra simões

O Coração e a Razão

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Nota: Por sugestão de Maria Donzília Almeida

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Férias diferentes — A-dos-Ferreiros

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Recordações de outros tempos



Durante uma férias em A-dos-Ferreiros, Préstimo, há uns 51 anos, com um casal amigo (Olívio e Virgínia), encontrei e guardei este seixo do rio Alfusqueiro. Outros fizeram-lhe companhia e estão por aqui como símbolos de agradáveis momentos passados naquela aldeia do concelho de Águeda. Na altura, a ida para A-dos-Ferreiros não foi por acaso. O saudoso Padre Lé, que havia sido pároco do Préstimo e pessoa bem relacionada com uma família local, resolveu o problema e lá fomos, creio que um mês ou perto disso, para uma habitação nova de um casal comerciante em Águeda.
Pode ler mais aqui 

O Deus da moda

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Crónica de Bento Domingues 
no PÚBLICO

«A vida de uma comunidade histórica  exige um sistema de partilha,  de direitos e de deveres»


1. Perguntaram, há dias, a um refugiado a razão que o tinha levado a abandonar o seu país, arriscar tudo e encontrar-se naquela situação horrível, rodeado de desconhecidos, encurralados pela polícia, sem destino garantido. A resposta surgiu da forma mais natural e óbvia: eu procuro uma vida boa e no Iraque já não se pode viver. Aristóteles, um dos fundadores da ética filosófica ocidental, não diria melhor. O desejo e a tenacidade são as asas do ser humano. Na desordem do mundo, impelido pela esperança, mesmo contra toda a esperança, acredita misteriosamente num horizonte de justiça e misericórdia. Ao começar esta crónica deparei com um texto que li, pela primeira vez, há 25 anos. Em 1990, a direcção da Revista Portuguesa de Filosofia pediu um texto ao filósofo Paul Ricoeur, autor de uma vasta e multifacetada obra de hermenêutica. A revista conseguiu a public…

O Papa Francisco é católico?

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias




"Onde há misericórdia,  aí está o espírito de Jesus.  Onde há rigidez,  estão apenas os seus ministros."

1. "O Papa é católico?" Esta é a pergunta que a revista Newsweek, pensando na sua visita aos Estados Unidos, pôs na capa por cima de uma imagem pouco nítida de Francisco. E, para se perceber melhor a revolução que Francisco está a fazer - "lavou os pés a presos, muçulmanos e mulheres; recusou vestimentas esplendentes; quis como carro um Ford Focus com cinco anos, e uma casa modesta; dirigiu-se aos católicos divorciados e até sugeriu que não lhe competia julgar os gays; criticou o aquecimento global e a desigualdade de rendimentos" -, compara-o com o arcebispo de São Francisco, Salvatore Cordileone, favorável à Missa em latim e que continua num "tradicionalismo sexual que vai contra o tom de tolerância de Francisco", afirmando, por exemplo, que a erosão do casamento tradicional desembocaria num "…

Comunidade aberta e tolerante

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Reflexão de Georgino Rocha
«Há quem faça o bem  e não pertença  à comunidade eclesial»

A formação dos discípulos é, nesta fase da missão de Jesus, a sua grande preocupação. Acompanha sempre o ensinamento que lhes faz com as acções que pratica: assumir a cruz da vida e segui-lo sem condições – diz a Pedro, acolher a sua proposta de serviço humilde e confiante – responde aos aspirantes ao primeiro lugar, destacando a criança como figura exemplar, adoptar atitudes de compreensão e grandeza de ânimo face ao inesperado e diferente – declara a João ciumento e indignado com o que estava a observar. Pois, conclui, “quem não é contra nós é a nosso favor”. Mc 9, 38-43.
Esta afirmação de Jesus faz parte da resposta dada àquele discípulo, porta-voz do grupo apostólico – que se havia queixado de alguém andar a expulsar os demónios sem licença nem qualquer vínculo de pertença; queixa amargada pelo falhanço de uma tentativa levada a efeito por eles. O Mestre, bom pedagogo e profundo conhecedor do coraç…

Alegria

"A alegria evita mil males e prolonga a vida.".
William Shakespeare (564-1616)
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Os heróis de Marcelo Rebelo de Sousa

Li na Revista E do EXPRESSO

O homem que hoje nunca dorme "menos de três horas e meia por dia" e "raras vezes mais de cinco e meia", ou seja, "mais do que há dez ou vinte anos", respondeu assim à jornalista Inês Maria Meneses, do Expresso, que lhe pôs a seguinte questão:

Qual é o último herói de que se lembra?

O do gesto heróico do próprio dia ou da véspera. O doente que enfrenta corajosamente o seu desafio dito quase terminal. O mais idoso que sofre a sua pobreza tantas vezes envergonhada. O jovem que tem de fazer tudo menos aquilo para que se preparou anos a fio. O desempregado que tem de começar de novo o seu caminho, mais desamparado, mais angustiado, amiúde mais velho.
Encontro, encontramos, desses heróis todos os dias na realidade aparentemente mais anónima. Banalizando os heróis da ficção, da televisão, dos cortejos da fama.


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Papa Francisco nos EUA

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«O diálogo é o nosso método», «somos defensores da cultura do encontro»,  aponta Papa Francisco


«O diálogo é o nosso método, não por astuciosa estratégia, mas por fidelidade àquele que nunca se cansa de passar e repassar pelas praças dos homens até às cinco horas da tarde a fim de lhes propor o seu convite de amor.» A abertura à diferença - «somos defensores da cultura do encontro» - constituiu uma das linhas de ação mais sublinhadas pelo papa Francisco na intervenção que proferiu hoje na catedral de S. Mateus Apóstolo, em Washington, durante a oração litúrgica da Hora Média, que recitou com os bispos dos EUA.
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O jovem escritor — Afonso Reis Cabral

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Crónica de Maria Donzília Almeida


O dia 11 de setembro, dia de má memória, é duplamente uma data triste que eu recordo. Para além do ato terrorista que derrubou as Twin Towers no World Trade Center em 2001, nos EUA, provocando comoção em todo o mundo, evoca também a partida da nossa mãe, no mesmo dia, em 2008. Éramos todos de idade madura quando isso aconteceu, mas a perda de um ente querido é sempre irreparável. Não devemos ser prisioneiros do passado, como convém, nomeadamente aos políticos que deixam para trás os erros cometidos, mas devemos sim, seguir em frente, concentrando-nos no presente e nos novos desafios que a vida nos aponta.
Nesta perspetiva, procuro sempre ver o lado positivo das coisas e tive neste dia a concretização do mesmo. A Biblioteca Municipal de Ílhavo comemorou, neste dia 11 de setembro de 2015, o 10.º aniversário da sua existência, com a realização de um Jantar Literário, nas suas instalações. A minha participação neste jantar, como provavelmente a dos outro…

Um homem que é homem...

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Ser livre é ser homem!

Um homem que é homem,
acima de tudo
sorri;
sorri mesmo
quando o turbilhão do desânimo 
o envolve!...

Um homem que é homem,
acima de tudo 
sofre,
sofre mesmo
quando vê faces dominadas
p’la fome…

Um Homem que é homem,
em primeiro lugar
ama;
ama mesmo
quando dentro de si
alegria não existe…

Um homem que é homem,
em primeiro lugar
vive;
vive mesmo
quando p’la força da solidão
é subjugado…

Um homem que é homem,
em primeiro lugar
procura ser livre;
livre mesmo
quando é escravo
de qualquer vício!...

Um homem só é homem,
quando conseguir de facto,
Ser livre! Ser livre!... Ser homem…

Dinis Casqueira

Notas:  1. Poema publicado no Timoneiro, julho de 1975; 2. Uma explicação necessária: Encontro, frequentemente, nas minhas buscas, curiosidades que despertam a minha atenção e mexem com  a minha sensibilidade. Encontrei hoje, numa dessas buscas, este poema de um amigo que partiu muito cedo para o aconchego de Deus. De forma inesperada, como todas as mortes dos nossos familiares e amigos.…

OUTONO

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23 de setembro
8.21 horas


O outono aí está. Logo mais, rigorosamente, às 8.21 horas. Os cientistas garantem que é assim. Nem mais um minuto nem menos um minuto. Para não desencadearmos guerras (não há guerras por tudo e por nada?), vamos aceitar as certezas dos homens e mulheres da ciência. Ponto final. Parágrafo. O outono veio de mansinho e assim vai continuar para nos preparar para o inverno. As folhas começam a cair, as temperaturas baixam paulatinamente, as plantas preparam o sono reparador. Que descansem bem, que na primavera a vida volta. Renovada. Esperançosa. Luminosa. Bonita. Abençoada.  Mas por agora não é assim. Tropeçamos nas folhas secas de tons castanhos e as chuvas decerto surgem apressadas. É preciso matar a sede ao nosso mundo. E a vida prossegue no seu ritmo. Mas do outono da vida, o tal das pessoas tristes e pessimistas, hoje nada digo aqui. Bom outono para todos.
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Poesia para este tempo

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Um poema de Miguel Torga


LAMENTO

Pátria sem rumo, minha voz parada
Diante do futuro!
Em que rosa-dos-ventos há um caminho
Português?
Um brumoso caminho
De inédita aventura,
Que o poeta, adivinho,
Veja com nitidez
Da gávea da loucura?

Ah Camões, que não sou, afortunado!
Também desiludido,
Mas ainda lembrado da epopeia...
Ah, meu povo traído,
Mansa colmeia
A que ninguém colhe o mel!...
Ah, meu pobre corcel
Impaciente,
Alado
E condenado
A choutar nesta praia do Ocidente...

Chaves, 11 de setembro de 1975

Diário XII

Memórias que não são só memórias

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Um livro de Domingos Cerqueira


Domingos Cerqueira, que conheço há bons anos, acaba de escrever um livro — "Memórias que não são só memórias" —, cujo lançamento vai acontecer no próximo dia 2 de outubro, pelas 18 horas, no auditório do Museu de Santa Joana. Diz ele que «da ideia inicial de escrever apenas para os filhos e para os netos» nasceu este livro por «empurrão de alguns amigos», o que me parece muito bem. Afirmo isto por conhecer a intervenção cívica, social, política e religiosa do Domingos, tendo ele, naturalmente, muito que contar.  O livro vai ser apresentado pelo padre João Gonçalves, pessoa grada e estimada na cidade e diocese, mas não só, sendo também profundo conhecedor da dedicação do Domingos Cerqueira a causas e tarefas da comunidade aveirense. Os meus parabéns com votos dos maiores êxitos.

A luz da lua revela a pequenez do teu quarto

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«Há pessoas que trocam pela realidade as ilusões que a televisão lhes dá com fartura ao almoço e ao jantar. Há quem imagina que a verdade é só a que está contida na sua caixa craniana e nos seus raciocínios. Há aqueles que têm sempre necessidade de um útero protetor, feito de pessoas que partilham as suas ideias, que se assemelham a elas e nunca os contradizem.»
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Festa da Senhora dos Navegantes

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Procissão pela Ria  foi manifestação de fé  muito expressiva
Hoje andei envolvido com a festa em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, que tem o seu altar no mais antigo templo das Gafanhas, no Forte da Barra, Gafanha da Nazaré. Desde o meio-dia até quase ao fim da tarde, sem ter em conta as horas. Digo quase porque nem me lembrei de olhar para o relógio de tão cansado estar por permanecer de pé tanto tempo, ora caminhando, ora ficando como estaca à espera de motivos de interesse para registar. Havia-me comprometido a escrever um texto com ilustração adequada para o nosso “Timoneiro”, o que farei por estes dias.  Tenho para mim que talvez seja esta a minha última reportagem sobre Nossa Senhora dos Navegantes, que merece e conta com a devoção de muita gente, direta ou indiretamente ligada ao mar e à ria. Digo isto por sentir que já não tenho forças para este tipo de trabalho. Não se julgue, porém, que não gosto de trabalhar. Nada disso. Gosto mesmo de me ocupar com assuntos que me apro…

Uma igreja ou um museu?

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO
«Na preparação da viagem aos EUA,  o Papa lembra aos americanos  que todos são responsáveis por todos»

1. Este Papa continua a ser visto como um provocador na Igreja e na sociedade, a nível local e global. Uns gostam muito, outros não gostam mesmo nada. Os que se alegram com a sua chegada dizem que ele anda a reabrir janelas e a arrombar portas construídas para abafar a revolução libertadora de João XXIII e do Vaticano II. Os assustados com a sua desenvoltura teológica e canónica esperam que a idade e o cansaço se encarreguem de os aliviar deste pesadelo. Não podem com as suas manias colegiais e a sistemática teimosia em interpretar os textos dos Evangelhos em ligação com as situações actuais da vida das pessoas e dos grupos, sejam essas situações de ordem espiritual, social, financeira, económica ou política. Porque não deixa ele os textos bíblicos dormir em paz e sossego? A sua antiguidade merece e recomenda um eterno descanso.

EXPRESSO oferece Fernando Pessoa

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LIVROS DE BOLSO 
PARA OS COMPRADORES DO SEMANÁRIO



O EXPRESSO iniciou hoje a oferta da Obra Essencial de Fernando Pessoa, um do nossos mais citados, estudados e conhecidos escritores. Serão nove volumes, edição de bolso, que se leem depressa, de forma que o leitor possa deliciar-se com cada volume durante a semana, o que significa que é possível ficar com uma ideia geral do labor e sensibilidade do genial poeta e não só, apoiados nos seus heterónimos.  A seleção e o prefácio deste primeiro volume (Mensagem e outros poemas) são de Fernando Pinto do Amaral. Os livros que se seguem são "Poesia — Ortónima", "Livro do Desassossego", "Correspondência e Artigos de Imprensa", "Poesia de Ricardo Reis", "Poesia de Alberto Caeiro", "Poesia de Álvaro de Campos", "Prosa Crítica e Ensaística" e "Contos Policiais".  É óbvio que a oferta se destina aos compradores do semanário EXPRESSO. 
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Refugiados: que solução?

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias

«Os entendidos prognosticam  uma terceira onda migratória,  devida à mudança climática  que afectará sobretudo os países do Sul»
1. Ninguém pode ignorar. As imagens são trágicas, de horror: homens, mulheres, crianças, a correr ou encurralados, fugindo da morte e em busca de um sítio para a esperança. E sabe-se que não se pode ficar indiferente e que é preciso agir. Em nome de quê? Em nome da humanidade que a todos une, independentemente de culturas, línguas, religiões diferentes. Em nome de valores fundamentais que definem a Europa: a dignidade, a solidariedade, os direitos humanos. Em nome das raízes cristãs. Merkel disse bem: também porque somos cristãos. E há um investimento demográfico. A afirmação mais revolucionária da história pertence a Jesus: "O homem não foi feito para o sábado, mas o sábado para o homem." A salvaguarda do sábado era um preceito que se dizia divino. Mas Jesus, transgredindo a lei, curava ao sábado, dizend…

Crianças, símbolo de um mundo novo

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Reflexão de Georgino Rocha



«É preciso fazer falar o silêncio das vítimas,  repor a dignidade dos descartáveis e sobrantes,  facilitar a inclusão de quem é portador  de novos valores que humanizam a sociedade»

“Je suis Abou” afirma a criança refugiada que, ao ser descoberta no porta bagagens de um camião, sai espontaneamente como se estivesse em terra conhecida e se apresenta aos guardas que faziam o controle da vigilância. A sua fotografia correu mundo e a sua mensagem ainda repercute em muitos corações feridos pelo drama torturante vivido por muitas centenas de milhares de famílias e seus filhos. “Eu sou o Abou” dou o meu nome a tantos outros meninos e meninas que se vêm forçados a correr os maiores riscos para salvar a vida. Espero a vossa ajuda para poder ser feliz e dar-vos o que todas as crianças têm: alegria, ternura e confiança. E podia seguir-se Cuma conferência de imprensa promovida por Jesus de Nazaré com o Abou ao colo aberta a todos os meios de comunicação. O impacto seria eno…

Saber o que está certo

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«O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo.»

Agustina Bessa-Luís

Travessa dos Bons Senhores

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Gafanha da Nazaré — Ruas com História

A "Travessa dos Bons Senhores", na Cale da Vila, começa na Rua D. Manuel Trindade Salgueiro e não tem saída. Ali moravam os familiares da Tia Catrina (Catarina), entre outras pessoas. Um dia, estes foram à Junta de Freguesia requerer nome para a sua rua. Apresentaram várias propostas, com toda a naturalidade, e entre elas surgiu este nome, na sequência da afirmação de que nela morava gente boa. Os chefes de família seriam, do que não duvidamos, Bons Senhores. E foi esta designação que mais empenho mereceu dos requerentes. Não será uma travessa, mas está bem assim, apesar de tudo.
Notas:
1. Temas para recordar;
2. Aceitam-se sugestões de ruas com história.

Ser fiel às raízes cristãs

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«Ser fiel às raízes cristãs da cultura europeia não pode reduzir-se a uma proclamação formal, ou à conservação de sinais externos. É, acima de tudo, adotar comportamentos coerentes com a mensagem cristã. Não há essa coerência quando se recusa o acolhimento de refugiados por estes não partilharem a fé cristã. A defesa da identidade europeia não pode servir de pretexto para distinguir entre refugiados cristãos perseguidos por causa da sua fé (como são, na verdade, alguns deles) e outros refugiados. A novidade do cristianismo reside no amor universal, que não faz aceção de pessoas,»
«Que fizeste do teu irmão?»  Nota da Comissão Nacional Justiça e Paz  sobre o acolhimento de refugiados.

Quando a velhice chegar

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Crónica de Maria Donzília Almeida
Passeio à Nazaré  16 de setembro de 2015
«Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres» 
Séneca
Já que envelhecer é uma inevitabilidade, só se sente velho, quem quer. Esta evidência foi confirmada, no passeio à Nazaré, organizado pela autarquia de Ílhavo e que teve uma adesão massiva. Hoje em dia, há um reconhecimento e valorização da idade madura e a sociedade começa a estar desperta para esta realidade.

Aniversário da Biblioteca Municipal de Ílhavo

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10 anos de autores, 10 anos de livros — Sexta-feira, 18, 21.30 horas — 

A Nossa Gente: Manuel Mário Bola

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«O gosto pela construção de maquetas acompanha-o desde menino» 
Manuel Mário Bola, 70 anos, casado com Maria de Lurdes Cravo, dois filhos, Carlos Jorge e Luciana, uma neta e um neto, chefe de máquinas em navios bacalhoeiros e outros, tem o mar no coração. Conhece os mares gelados do Atlântico Norte e os mares quentes da costa africana, desde Angola, Moçambique, Malásia e Somália, entre outros países que cita de cor. E mesmo depois de reformado não prescinde das águas serenas da nossa Ria, onde pesca habitualmente. No dia em que o entrevistámos, tinha ido pescar «uns robalitos», decerto para mais uma saborosa caldeirada, que salsa já estava à mão. Recebeu-nos com natural lhaneza nos seus espaços de trabalho, com máquinas para madeira e ferro prontas a funcionar, umas compradas e outras construídas por si. Um pouco por cada canto há imensas peças relacionadas com o mar e navegação. Mas nós, que apreciámos inúmeras vezes a sua célebre Nau S. Felipe em exposições diversas, queríamos olhar …

Férias — S. Pedro do Sul

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Todos sabemos que as termas de S. Pedro do Sul foram as preferidas das populações da nossa região, sobretudo para doenças do aparelho respiratório, reumáticas e músculo-esqueléticas, entre outras. Com frequência ouvimos dizer que as suas águas, com temperaturas que rondam os 68 graus, garantem alívio para vários meses. Sabemos até que há pessoas que frequentam aquelas termas duas épocas por ano. Se por lá passar, nem que seja por simples passeio, visite o Museu do Balneário Rainha D. Amélia, onde pode ver, no livro de registo dos aquistas, apelidos de pessoas da nossa região. Mas não se esqueça de visitar a piscina que o nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, utilizou para afugentar as dores da perna que partiu no cerco de Badajoz. Mas deixem-nos dizer que, afinal, nunca se curou, sendo transportado numa padiola a partir daí. Hoje seria numa maca ou cadeira de rodas, mas haveria cura, de certeza. 

Festa de Nossa Senhora da Encarnação

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Crónica de Maria Donzília Almeida
Para o ano, há mais
Nos dias 11, 12, 13 e 14, decorrem os grandiosos festejos em honra da padroeira desta simpática e luminosa vila da Gafanha da Encarnação. Desde os meus verdes anos de menina e moça, que a expressão “A Nossa Festa” soava como algo de mágico aos meus ouvidos. Era o quebrar da rotina, uma pausa nas lides do campo e a antevisão de alguns momentos de agradável convívio e diversão. A Festa tinha um significado alargado que transcendia a comemoração do dia da padroeira, era uma efeméride para a população desta localidade que até atraia forasteiros.

Férias — Conhecer o nosso país

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Com as viagens pelas autoestradas, onde as houver, perdemos de vista o nosso país real. A pressa que elas permitem não nos deixa olhar para o lado para sentir o palpitar da vida nas aldeias, vilas e cidades de Portugal, quantas delas cheias de episódios históricos com marcas indeléveis do passado e até do presente. Daí que neste espaço me atreva a desafiar os nossos leitores para, quando houver vagar, circularem por recantos nunca ou raramente apreciados. As férias podem servir para isso mesmo. Penso que ninguém duvidará da necessidade de conhecer mais de perto o nosso Portugal com tantos séculos de história, contados desde 1143, quando D. Afonso Henriques se autoproclamou rei, ou a partir de 1179, data em que o Papa reconheceu a nossa independência, ao jeito da ONU naquela longínqua era. Felizmente, as autarquias têm desempenhado um papel preponderante ao nível do nosso património histórico e artístico, não faltando folhetos promocionais e outra literatura que nos servem de guias tu…

Porto de Aveiro: Qualidade do ar

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Qualidade do ar na zona envolvente  do Porto de Aveiro tem melhorado,  mas não é suficiente 


A qualidade do ar na zona envolvente do Porto de Aveiro, que tantos protestos tem desencadeado a partir das populações mais afetadas, tem melhorado «mas não é suficiente», sublinha a ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré) em comunicado tornado público recentemente. Também a Câmara Municipal de Ílhavo chamou a si a responsabilidade de acompanhar o processo, «de forma atenta e permanente», enquanto recomenda à Administração do Porto de Aveiro, «a necessária celeridade na prossecução das diligências que permitam, com a maior brevidade possível, a implementação das medidas propostas pelo referido estudo [publicado recentemente], por forma a proporcionar uma vivência mais tranquila à população da Gafanha da Nazaré».

Um poema de Rosa Lobato Faria

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Quem me quiser há-de saber as conchas
Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.

Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
a saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.

Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.

Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.

Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
– Ou então não saber coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente
.

Rosa Lobato de Faria, in "A Noite Inteira Já Não Chega" — Poesia 1983-2010"
NOTA: Por proposta da minha Lita

A semana

1. Os debates
Quando hoje li no Público um pensamento de Aristóteles, um filósofo da Grécia Antiga, dizendo que "O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete", lembrei-me logo dos debates políticos da semana, em que muito se falou à margem do entendimento do povo que nada sabe de jargões económicos e quejandos. Os nossos políticos julgam que estão a dirigir-se a uma assembleia de candidatos a mestrados ou doutoramentos, mas não estão. E assim vai o nosso país, de mal pior, em que se fala para ninguém ou poucos perceberem. Pergunto-me se vale a pena alimentar pré-campanhas e campanhas para as legislativas, tão morosas e desgastantes, para nos deixarem quase na mesma, isto é, sem conhecermos verdadeiramente com que meios vão resolver os problemas que afligem os portugueses, sobretudo os que vivem no limiar da pobreza, sem trabalho e sem dinheiro para pão, sabendo-se que os cofres estão vazios. Por que razão não nos poupam a tanta barafunda, a tanta guerra? Uns simples…

Postal Ilustrado — Cemitério da Gafanha da Nazaré

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Um lugar de memórias e de fé

O Cemitério da Gafanha da Nazaré, inicialmente designado por Cemitério Paroquial, foi benzido no dia 25 de julho de 1921, provavelmente pelo então primeiro prior, Padre João Ferreira Sardo.  Não sendo um daqueles cemitérios que atraem turistas, por túmulos e capelas com arte, nem por ali estarem sepultadas figuras gradas da política, das ciências e da cultura, a verdade é que naquele espaço de fé e memórias repousam os restos mortais de muitos dos nossos antepassados entre outros de pessoas que assumiram a nossa terra como sua. Antes da inauguração, os que faleciam na Gafanha da Nazaré eram sepultados no cemitério de S. Salvador, Ílhavo. Depois da bênção, foi sucessivamente aumentado em 28 de dezembro de 1933 e em abril de 1939. No ano anterior, a Câmara de Ílhavo pagou 1150 escudos pela planta do cemitério, provavelmente para legalizar diversas alterações entretanto feitas, conforme se lê nos arquivos da CMI. Com a construção do Cemitério Paroquial, termi…

O mar é fundamental

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Um texto de Sofia Lorena no Público
“O clima será a economia do futuro  e nesta equação o mar é fundamental”


Tiago Pitta e Cunha, especialista em políticas do oceano e assuntos marítimos, repete duas ideias: a “globalização não existe sem mar” e “não faz sentido lutar contra a geografia”.

Continuamos de costas viradas para o mar?
Na ausência de desígnios e de concertações nacionais prevalecem os interesses de grupo, os únicos organizados. Mas o interesse comum não existe e por isso é que não existe uma taxa de tonelagem [imposto com base na mercadoria transportada e não nos lucros], por exemplo. Como não há essa ideia de interesse comum, e do mar como interesse comum, um ministro das Finanças não compreende que deva dar a tal ajuda de Estado ao mar, mesmo vendo que os outros países da Europa o fazem.
Ler entrevista aqui

O ignorante, o sábio e o sensato

"O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte"
Aristóteles (-384/-322), filósofo da Grécia Antiga

Li no Público de hoje


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Um novo discurso do método teológico?

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO «Que fazer, na Europa e nos EUA,  para vencer a persistente cegueira  que prepara sempre novas asneiras?»



1. O regresso a este espaço pede-me alguns parágrafos de introdução. Começo por destacar o trabalho exemplar de reconstrução de uma muito original, eficaz e clandestina “devoção”, a dos Terceiros Sábados, lançada pelo casal Natália Duarte Silva – Nuno Teotónio Pereira, nos anos 70 do séc. XX. Ignorada nas investigações sobre a relação dos grupos católicos com o Estado Novo e com a guerra colonial, foi agora tirada do limbo da memória de muitos participantes pelo esforço de António Marujo [1]. A pertinência do texto Dói-me Portugal, de Pacheco Pereira, não se vai esgotar na presente conjuntura política [2]. Clara Ferreira Alves, com As lágrimas de crocodilo [3], não permite esquecer que os EUA e a Europa foram e são parceiros na sementeira e na teia das loucuras cujas consequências, só em parte, estão à vista de todos, na tragédia dos fluxos …

Os grandes veleiros

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HÁ DOIS ANOS PUBLIQUEI ESTE TEXTO




Tenho saudades dos grandes veleiros. Lembrei-me hoje deles e da beleza que transportam enquanto cruzam outros horizontes. O colorido, os mastros apontando ao céu, as bandeiras agitadas pela aragem ou pelos ventos fortes, as cordas que se cruzam, os marinheiro folgazões, o povo que brota de todos os cantos do nosso país, os cantares descontraídos, o rigor das operações da atracagem e o levantar das amarras ficaram na minha memória. Quando voltarão?

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Teólogos e recasados

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias
«O Evangelho manda,  segundo os Actos dos Apóstolos,  "não impor um jugo que nem os nossos pais  nem nós somos capazes de suportar"»

1. A pensar no confronto do Sínodo de Outubro, 18 teólogos espanhóis de renome, como Torres Queiruga, González Faus, J.A. Pagola, escreveram uma carta de petição ao Papa querendo "completar, pelo outro lado, o escrito de meio milhão de fiéis no qual te pedem com afinco que "reafirmes categoricamente os ensinamentos da Igreja de que os católicos divorciados e que voltam a casar pelo civil não podem receber a sagrada comunhão". Dei conta aqui desse escrito no sábado passado. Na carta, a assinar por quem achar bem (já assinei), dão razões a justificar que "a prudência pastoral não só permite como reclama hoje uma mudança de posição" quanto à comunhão para os recasados. A primeira é que as palavras de Jesus "Não separe o homem o que Deus uniu" têm de ser lidas no seu con…

Jesus de Nazaré, diz-nos quem és tu

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Reflexão de Georgino Rocha


«Que brilhe em nós a alegria  da experiência alimentada  no encontro contigo»
A reprimenda de Jesus a Pedro é de lançar todas as esperanças por terra. “Vai-te, Satanás, porque não compreendes as coisas de Deus, mas só as dos homens”. Mc 8, 27-35. Pobre Pedro! Havia agido em coerência e proclamado em nome do grupo dos discípulos que Jesus “é o Messias de Deus”, havia achado estranha a recomendação severa que impunha silêncio sobre esta verdade, havia julgado prudente aconselhar o Mestre, a sós, contestá-lo no seu surpreendente anúncio: que tinha de sofrer muito, ser rejeitado, morto e ressuscitado. E Jesus acrescenta dirigindo-se à multidão: “Quem quiser seguir-Me tome a sua cruz… quem perder a vida por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á”.

Idosos de Ílhavo em passeios turísticos

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Câmara de Ílhavo
promove Semana da Maior Idade
Eu gosto de saber que a Câmara de Ílhavo olha para os mais velhos, respondendo aos seus anseios e necessidades, dentro do possível. Sei que as autarquias não são Misericórdias, mas têm nas suas mãos a tarefa de procurar soluções para ajudar quem precisa. Nessa linha, as autarquias promovem iniciativas de apoio aos que deram muito à sociedade durante anos e anos de vida.  Congratulo-me, pois, com a Semana da Maior Idade que vai decorrer entre 14 e 20 de setembro com um programa bastante preenchido e apelativo, conforme se lê nas informações que a autarquia tornou públicas. Permitam-me que destaque as visitas culturais a Chaves e Vila Real (dia 15), Nazaré (dia 16) e Vigo e Viana do Castelo (dia 17), uma excelente forma de conhecer outras terras e suas gentes. É claro que, para além dos monumentos que é possível apreciar, os nossos idosos não deixarão de saborear os petiscos regionais. E já agora, ainda recomendo que em Chaves, cidade que b…

11 de setembro de 2001

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Está na memória de muitos o ataque terrorista às torres de Nova Iorque. Foi depois do almoço que a noticiou abalou os nossos quotidianos, deixando-nos perplexos com tamanha brutalidade, só própria de gente sem alma. Pensei que depois de tão grande desumanidade houvesse momentos de reflexão por parte dos que advogam o terror como processo de reivindicar,  mas enganei-me. O terror continua na ordem do dia um pouco por todo o mundo, quantas vezes em nome de Deus e das religiões. Realmente, não se vislumbram soluções para a compreensão mútua entre os seres humanos nesta era da alta tecnologia, com possibilidades de partilha de saberes e de vivências sem fronteiras. Deus, que nos dá liberdade plena, não se cansa de nos alertar através da Mensagem que seu Filho nos veio oferecer. Mas quem O ouve?

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Declaração de nulidade do matrimónio

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O que vai e não vai mudando no Vaticano


«Desenganem-se os que pensam que vai ser “liberalizada” a até aqui demorada aceitação da nulidade do casamento católico. Ou que vai ser aceite a sua dissolução perante as leis da Igreja católica. Para o Vaticano, o casamento católico continua a ser indissolúvel e, para que ele seja anulado, é preciso cumprir os rituais pedidos baseados nos motivos já antes utilizados. Mas o que o Papa Francisco acaba de aprovar corresponde, ainda assim, a uma revolução no sistema: um processo que demorava anos e custava milhares de euros pode agora ser breve e gratuito (demonstrando “a gratuitidade do amor de Cristo”, justifica o Papa, “num assunto tão ligado à salvação das almas”). Mas, mais do que isso, a decisão poderá ser agora tomada na diocese do casal e a segunda opinião é facultativa (antes era obrigatória e demorada e, com recurso, podia ir até ao Vaticano). Sem pôr em causa fundamentos, Francisco continua a mudar o que parecia imutável.»
Nota: Li no PÚB…

Mudar de vida

«Assim como lavamos o corpo devíamos lavar o destino,  mudar de vida como mudamos de roupa»
Fernando Pessoa (1888-1935), poeta português

Festa de Nossa Senhora dos Navegantes

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Com Procissão pela Ria  20-09-2015 14.30 horas Como já é tradição, vai realizar-se no próximo dia 20 de setembro, domingo, no Forte da Barra, Gafanha da Nazaré, a festa em honra de Nossa Senhora dos Navegantes, de que destacamos a procissão pela Ria, que antecede a Eucaristia, por volta das 14.30 horas.  Do programa consta o acolhimento com almoço aos grupos e ranchos convidados — Rancho Folclórico de Santa Maria de Airães, Ronda da Miadela e Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré — pelas 12 horas, nas instalações da APA (Administração do Porto de Aveiro).  A procissão com destino ao Porto Bacalhoeiro sai da igreja da Cale da Vila às 14 horas, iniciando-se, meia hora depois, o desfile pela Ria, no qual se incorporam os andores de Nossa Senhora dos Navegantes e outros, a Filarmónica Gafanhense, os grupos e ranchos convidados, moliceiros e mercantéis, bem como barcos de recreio e demais embarcações, algumas das quais transportarão pessoas devidamente autorizadas. Convidam-se, entretanto,…

Fiel

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Poema de Guerra Junqueiro 
e foto enviados por Maria Donzília Almeida


Na luz do seu olhar tão lânguido, tão doce,
Havia o que quer que fosse
Dum íntimo desgosto:
Era um cão ordinário, um pobre cão vadio
Que não tinha coleira e não pagava imposto.
Acostumado ao vento e acostumado ao frio,
Percorria de noite os bairros da miséria
À busca dum jantar.
E ao ver surgir da lua a palidez etérea,
O velho cão uivava uma canção funérea,
Triste como a tristeza oceânica do mar.
Quando a chuva era grande e o frio inclemente,
Ele ia-se abrigar às vezes nos portais;
E mandando-o partir, partia humildemente,
Com a resignação nos olhos virginais.
Era tranquilo e bom como as pombinhas mansas;
Nunca ladrou dum pobre à capa esfarrapada:
E, como não mordia as tímidas crianças,
As crianças então corriam-no à pedrada.
Uma vez casualmente, um mísero pintor
Um boémio, um sonhador,
Encontrara na rua o solitário cão;
O artista era uma alma heróica e desgraçada,
Vivendo numa escura e pobre água furtada,
Onde sobra…

Refugiados - Apelo do Papa

"Que cada paróquia, cada comunidade religiosa, cada mosteiro, cada santuário da Europa hospede uma família, começando da minha diocese de Roma".
Papa Francisco

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Saber envelhecer

"Saber envelhecer é a obra-prima da sabedoria  e um dos capítulos mais difíceis na grande arte de viver"
Hermann Melville (1819-1891),  escritor, poeta e ensaísta norte-americano
Li no Público de hoje

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Faleceu o escritor gafanhão Ascêncio de Freitas

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No passado dia 23 de agosto, faleceu na Amadora, onde residia, o escritor gafanhão Ascêncio de Freitas.  Natural da Gafanha da Nazaré, viu a luz do dia no Forte da Barra em 3 de agosto de 1926, tendo concluído,  recentemente, 89 anos de vida. Em 1949, fixou-se em Moçambique, onde viveu três décadas, sem nunca esquecer as suas raízes. Nos seus livros, de vez em quando, deixava transparecer ou evocava com nitidez marcas indeléveis das suas origens. Na sua obra, sobretudo contos e romances, Ascêncio de Freitas apoia-se, com riqueza de pormenores, fundamentalmente, em vivências moçambicanas, o que lhe deu legítimo direito a integrar antologias daquele país irmão.  Em Portugal, o escritor gafanhão foi galardoado, com merecido  reconhecimento, pela sua obra, de que destacamos “Cães da Mesma Ninhada” (Prémio Cidade da Beira “A Reconquista de Olivença” (Prémio Vergílio Ferreira), “O Canto da Sangardata” (Prémio Pen Clube),”A Noite dos Caranguejos” (Prémio Ferreira de Castro) e “A Paz Enfurec…

Dezassete cardeais na oposição

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Crónica de Anselmo Borges  no DN


1. Claro que é muito antiga, mas a questão da comunhão para os divorciados que voltaram a casar-se tornou-se agora acesa, por causa da nova atitude que o Papa Francisco quer para esta situação. Já em Julho de 2013, quando regressava das Jornadas Mundiais da Juventude no Rio de Janeiro, disse no avião, em conversa com os jornalistas, que era necessário rever "o problema da comunhão para as pessoas que voltaram a casar-se", e pensava na misericórdia: "Se o Senhor não se cansa de perdoar, nós não temos outra escolha."
Rapidamente se ergueram as vozes de figuras altamente situadas, opondo-se à abertura. A oposição tem sido liderada por cinco cardeais: "Não é coerente com a vontade de Deus" (Gerhard L. Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé), vai "contra a vontade do Senhor" (Carlo Caffarra), é ilícita, porque põe em causa "a lei divina" da "indissolubilidade do casamento" (Velasio De…