O Padre César é o novo prior da Gafanha da Nazaré

Uma palavra amiga na hora da entrada

Padre César


Por razões já justificadas no texto que escrevi sobre a saída do Padre Francisco Melo, não pude estar presente na cerimónia de tomada de posse do novo prior da Gafanha da Nazaré, no passado dia 16 de agosto. Já expliquei ao meu amigo Padre César, como gosta que o tratem, a mágoa que senti pela minha ausência, explicação que ele compreendeu muito bem. É que a presença de paroquianos e amigos num ato relevante da vida de um qualquer sacerdote que assume funções de responsabilidade por mandato do Bispo Diocesano, para além de um gesto fraterno e solidário, simboliza um apoio efetivo e afetivo, que se há de manifestar tanto nas horas boas como nas horas menos boas.
Tenho presente a recomendação do Padre Francisco Melo no momento da sua partida, em que nos aconselha não só a apoiar e a colaborar com o Padre César, mas ainda a viver com ele uma lealdade saudável, fundamental para quem tem de liderar a nossa paróquia. Lealdade foi a palavra certa na hora certa que mais me ficou gravada na mente, de tão importante ela ser no meio cristão e, no nosso caso, no meio paroquial.

Tenho idade e conhecimentos julgo que suficientes para afirmar o que afirmei. A lealdade pressupõe compreensão, abertura de espírito, disponibilidade e cooperação em todas as circunstâncias, de acordo com as nossas capacidades e limitações. Quantas vezes uma palavra amiga no momento próprio vale muito mais que o fazer imensas coisas de má vontade e com críticas sem sentido. De mim, o Padre César sabe que tudo farei para estar a seu lado naquilo em que puder e for necessário. 
Sem ter estado presente consegui elementos necessários para escrever neste meu espaço aberto ao mundo — Pela-Positiva — algumas notas de apresentação do Padre César, que ocupa já um lugar na galeria dos nossos priores, desde a fundação da paróquia, 31 de gosto de 1910. Vai fazer daqui a dias 105 anos.
Disse ele na tomada de posse que vai seguir «as orientações dos sacerdotes» que o antecederam, na linha de obediência ao que o Senhor da Messe nos pede: «Que sejamos seus instrumentos na evangelização deste povo que tem nas suas raízes famílias profundamente cristãs», apoiados na «força do nosso testemunho lúcido e cristalino», sem excluir ninguém, «porque pretendemos ser uma Igreja inclusiva».
Como desafios pastorais, o Padre César adianta que, como as crianças, «queremos ser pequeninos e humildes, dependentes só de Deus»; com os adolescentes e jovens, «queremos compreender as suas rebeldias e desafiá-los à generosidade»; com as famílias, «queremos ajudá-las a viver o amor generoso»; com os idosos, «já no outono da vida, e com os doentes, queremos ser próximos para lhes dar uma palavra de esperança»; e com as autoridades autárquicas e as associações «queremos usar sempre de uma colaboração franca e leal, porque o objetivo da Igreja também é o bem do ser humano no seu todo». 
Confiantes na nossa Padroeira, Nossa Senhora da Nazaré, que «nos acolhe sob o seu manto protetor» até «chegarmos a porto seguro nesta travessia do mar da vida», como refere o Padre César, sentimos que a proteção da Mãe de Deus  nunca lhe faltará. Disso estamos certos.
Com o meu abraço amigo e a promessa da minha colaboração, apesar das minhas fragilidades, aqui ficam os votos das maiores bênçãos de Deus.

Fernando Martins



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