Na despedida do Padre Francisco Melo

Ser Igreja que acolhe, porto de abrigo, âncora firme 
e farol que ilumina nos momentos difíceis da vida

Padre Francisco Melo

«Gostava de pedir desculpa por todas as vezes em que não fui capaz de ser o rosto de Deus para aqueles que me foram confiados.» Foi com estas palavras humildes que o Padre Francisco Melo se despediu dos paroquianos das Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo na eucaristia a que presidiu no “Centro Comunitário Mãe do Redentor”, no domingo, 26 de julho, pelas 16.30 horas. O Padre Francisco Melo, por decisão do nosso Bispo, D. António Manuel Moiteiro, vai estudar Teologia Pastoral em Roma. 
O Padre Francisco afiança que nem sempre «foi expressão da misericórdia de Deus» nem teve «coragem e fé para enfrentar e viver a vida». Disse que «houve momentos muito bons e muita alegria» com aquelas pessoas que trabalharam consigo, nomeadamente com «a equipa sacerdotal», mas não deixou de afirmar que «houve momentos difíceis que ficam no coração de Deus e no coração de muitos de nós».
Depois da Eucaristia, houve um momento expressivo de agradecimentos ao Padre Francisco, com palavras amigas e lembranças das três paróquias que serviu ao longo de sete, seis e dois anos, respetivamente. Manuel Sardo, do Conselho Económico e Pastoral da Gafanha da Nazaré, falou da gratidão do povo daquela freguesia pelo «enorme trabalho e dedicação manifestados», pela «coragem sem nunca manifestar desânimo», pelas «palavras de estímulo para com todos» e pelos «ensinamentos nos encontros e nas reuniões mais alargadas».


Urbino Ventura, do Agrupamento 588 do CNE (Corpo Nacional de Escutas — Escutismo Católico) da mesma paróquia, referiu que os escuteiros vão «sentir a falta das suas palavras amigas e sinceras; do seu incentivo, da sua coragem e da sua presença». Acrescentou que o Padre Francisco Melo «tem o dom de fazer sobressair o melhor em cada um de nós», dizendo que «não se aventura com discursos longos» e que as suas homilias «são curtas e inspiradoras». 
Pela comunidade paroquial da Gafanha da Encarnação, expressou-se Carla Videira, frisando que o Padre Francisco «marcou indelevelmente as nossas vidas». Referiu que «não é a dimensão do desafio que define quem somos nem o que somos capazes de fazer; o que nos define é o modo como enfrentamos os desafios e as conquistas que nos tornamos capazes de alcançar». E sublinhou: «O que nos define é a humildade de ver os objetivos alcançados, simplesmente como resultado do esforço do trabalho que realizamos e não como prémio merecido para quem deu o melhor de si». Acrescentou ainda que o que nos define «é fazermos ser Igreja que acolhe, porto de abrigo, âncora firme e farol que ilumina nos momentos difíceis da vida».
Domingos Vilarinho, chefe do Agrupamento 531 do CNE da Gafanha do Carmo, agradeceu toda a colaboração prestada pelo Padre Francisco, «gesto que nunca se esquece e que fica no coração», salientando que «ficámos alegres com a sua chegada; agora tristes com a sua partida». Adiantou que gostámos de o ter por cá, gostámos de trabalhar com ele e garantiu que rezaremos por ele e pelo «cargo que lhe for confiado», desejando que o novo rumo «seja por Deus abençoado».
Seguiu-se um convívio à volta das mesas do “Centro Comunitário Mãe do Redentor”, na Colónia Agrícola da Gafanha. 

Fernando Martins

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