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A mostrar mensagens de Junho, 2015

Obras de Valdemar Aveiro na Galiza

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Obras de Valdemar Aveiro  vão ser apresentadas no Museo Massó, Av. Montero Ríos, Pontevedra, Galiza 10 de julho, 21 horas


A VIDA A PENSAR

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«Aos 10 anos todos nos dizem que somos espertos, mas que nos faltam ideias próprias. Aos 20 anos dizem que somos muito espertos, mas que não venhamos com ideias. Aos 30 anos pensamos que ninguém mais tem ideias. Aos 40 achamos que as ideias dos outros são todas nossas. Aos 50 pensamos com suficiente sabedoria para já não ter ideias. Aos 60 ainda temos ideias mas esquecemos do que estávamos a pensar. Aos 70 só pensar já nos faz dormir. Aos 80 só pensamos quando dormimos.»
(Fala de Bartolomeu Sozinho,  personagem de Venenos de Deus, Remédios do Diabo, de Mia Couto, Editorial Caminho)

TODAS AS FAMÍLIAS

"Todas as famílias felizes são mais ou menos diferentes; todas as famílias desgraçadas são mais ou menos iguais"

Vladimir Nabokov (1899-1977), escritor russo

Li no PÚBLICO de hoje



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SÓ PARA DEPOIS DO JUÍZO FINAL

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO
«A humanidade não pode continuar  a envenenar o seu próprio futuro»

1. Dizem que o Papa Francisco não é um homem apressado, mas tem muita pressa. Tentarei compreender porquê. Para já, quero manifestar a alegria que vivi na leitura da primeira Encíclica de um Bispo de Roma, dirigida a cada pessoa que habita este planeta a reconhecer, a respeitar e a cuidar. Ele é a nossa própria casa. A humanidade não pode continuar a envenenar o seu próprio futuro. É um rio de muitos afluentes. Pelo horizonte, pelo conteúdo e pelo estilo é justo chamar a este texto a Carta Magna da ecologia integral [1]. Ao contrariar a liberdade de exploração egoísta dos recursos de todos, o Papa Francisco vai ter de enfrentar novas campanhas contra o seu pontificado, campanhas movidas por aqueles que procuram reduzir tudo a negócios de miopia. Pedem-lhe que se ocupe do Céu e esqueça os pobres. Mas este argentino continuará a protestar contra os vendilhões da terra de todos ap…

A brincadeira

"Os grandes erram sempre ao brincar com os seus inferiores. A brincadeira é um jogo, e um jogo pressupõe igualdade"

Honoré de Balzac (1799-1850), escritor francês

Li hoje no PÚBLICO


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TERAPIA DO ELOGIO

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Crónica de Maria Donzília Almeida


A receção do postal foi o Leitmotiv para a dissertação sobre o tema.  Trazia como mensagem escrita, um elogio rasgadíssimo ao meu rebento.  O efeito foi tão intenso, quanto o inesperado da situação.  Entregue em mão própria, teve a magia que só o elogio  na sua verdadeira essência pode produzir. 

“Quem meus filhos beija, minha boca adoça!” Senti, na pele, a força do aforismo popular. Provinha de uma pessoa que eu mal conhecia, apenas de fortuitos encontros na vida social da nossa vila. Logo visualizei aquela senhora que, no meu imaginário, eu assemelhava a Christine Lagarde, pela elegância do porte e tom argênteo do seu cabelo.  — Deve ter uma sensibilidade humana fora do comum! — pensei com os meus botões. Um simples gesto, postura ou apenas a espontaneidade do filho a terão induzido àquele discurso elogioso.

DEMOCRACIA NA IGREJA

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias
«O Papa Francisco  é uma autoridade  político-moral global,  universalmente reconhecida»


1. Não há dúvida de que o Papa Francisco é uma autoridade político-moral global, universalmente reconhecida. Impôs-se ao mundo pela simplicidade, pela bondade, pela entrega generosa ao bem da humanidade, a começar pelos mais pobres. Exemplo para todos os que exercem o poder. Com bondade e inteligência. Muitos, porém, perguntam-se, com razão, o que poderá suceder a seguir ao seu pontificado. Não vai haver tentativas de restauração, como se ele tivesse sido apenas um parêntesis? Depois de reconhecer que o problema não é o papa, mas o papado absoluto, que exige reforma, com democracia real, divisão de poderes, escreve o teólogo José Arregi: "A reforma radical democrática será uma condição não suficiente, mas indispensável, para que a Igreja seja espaço de liberdade e de tolerância, lar de humanidade. Chegará até aí o Papa Francisco? O tempo corre contr…

MINHA FILHA, A TUA FÉ TE SALVOU

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Reflexão de Georgino Rocha


«Superior ao rigor do castigo está o impulso da necessidade, a certeza do amor»


Jesus está à beira mar. Chega Jairo, um dos chefes da sinagoga de Cafarnaum e pede-lhe para ir a sua casa. No caminho ocorre um encontro singular que Marcos realça com pormenor e beleza. Mc 5, 21-43. Uma mulher, sem nome, deseja ser curada da doença de fluxo de sangue, pois anda cansada de sofrer e estás prestes a desanimar. Já havia gasto “todos os seus bens “ nas mãos dos médicos. Ouve falar de Jesus e sente-se atraída pela sua fama. Decide meter-se na multidão e, destemida, ir avançando até se aproximar dEle e lhe poder tocar no manto. Este gesto era punido pela lei judaica. Mas superior ao rigor do castigo está o impulso da necessidade, a certeza do amor, a força da confiança que pressentem a possibilidade da cura desejada. E, de facto, assim acontece! O diálogo que se segue é enternecedor e pode ser condensado na declaração de Jesus: “Minha filha, a tua fé te salvou”.

A VERDADE

"Nada pode mudar a verdade, só se pode buscá-la,  reconhecê-la e segui-la"
São Maximiliano Kolbe (1894-1941)
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Apresentação da recente encíclica do Papa

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Na igreja de S. Francisco, 
junto à Polícia Judiciária, 
dia 29 de junho, 
21.30 horas 

Postal Ilustrado — Vitral na Residência Paroquial

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UM CONVITE À MEDITAÇÃO 


Qualquer pessoa, por mais simples ou erudita que seja, precisa de um espaço em sua casa, recatado, que convide à oração, se for crente, e à reflexão. E se a casa for residência de padres que exercem o seu múnus sacerdotal em vários setores, muito mais se torna necessário um recanto acolhedor que permita a meditação. Este mês, para Postal Ilustrado, fomos visitar a capela da residência paroquial da Gafanha da Nazaré, onde vivem os padres Francisco Melo (pároco), César Fernandes e Pedro José, responsáveis pelas paróquias das Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo. O vitral que ornamenta a capela empresta tonalidades variegadas ao ambiente interior, qual convite à harmonia que gera partilha de sensibilidades, saberes e experiências. Com projeto do artista plástico Manuel Ângelo Correia, o vitral suscita a quem chega um apelo às nossas raízes, desde o início da fixação do povo nas dunas até aos nossos dias. Nossa Senhora, padroeira das Gafanhas, com o Menino, o s…

Se eu quiser falar com Deus

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Se eu quiser falar com Deus
tenho que ficar a sós,
tenho que apagar a luz,...
tenho que calar a voz...
Tenho que ter as mãos vazias,
ter a alma e o corpo nus...
Tenho que me aventurar,
tenho que subir aos céus.
Sem cordas p'ra segurar
tenho que dizer adeus,
dar as costas caminhar
decidido, pela estrada
que ao findar vai dar em nada
do que eu pensava encontrar.

Gilberto Gil


Nota: Por gentileza do Gaspar Albino, que manifestou desejos de ver voar este poema.

Notas sobre a encíclica do Papa Francisco

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"Laudato si'":  Os grandes temas da "encíclica verde"  do papa Francisco


A terra, nossa casa, parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo
O papa fala da «pobreza da água pública», que se verifica «especialmente na África». Perante a «tendência para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado», recorda que «o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal»


A solução não passa pela «redução da natalidade», que se quer atingir inclusive com «pressões internacionais sobre países em vias de desemvolvimento». Existe, acrescenta, uma verdadeira «dívida ecológica» entre Norte e Sul


«Os poderes económicos continuam a justificar o sistema mundial atual, onde predomina uma especulação e uma busca de receitas financeiras»; hoje, «qualquer realidade que seja frágil, como o meio ambiente, fica indefesa face aos interesses do mercado divinizado, transformados em regra absoluta»
F…

Festival de Folclore da Gafanha da Nazaré

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Em 4 de julho, 
no jardim 31 de Agosto

O Festival Nacional de Folclore da Cidade da Gafanha da Nazaré vai realizar-se no dia 4 de julho próximo, com organização do Grupo Etnográfico da nossa terra. O acolhimento aos grupos e ranchos convidados terá lugar, pelas 17 horas, na Casa Gafanhoa, seguindo-se uma visita guiada àquele espaço museológico integrado no Museu Marítimo de Ílhavo.  A cerimónia de boas-vindas e a entrega de lembranças, com a presença das autoridades locais, será depois da visita guiada. O jantar servido aos grupos, ranchos e convidados, na cantina da Escola Preparatória da da Gafanha da Nazaré, antecede o desfile dos grupos participantes até ao Jardim 31 de Agosto, onde decorrerá, pelas 22 horas, o festival, aguardado, como sempre, pelos amantes do folclore e da etnografia.

Mais um gesto significativo do Papa

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Francisco evocou mais de oito séculos  de divisão e apontou a caminhos concretos  de unidade ecuménica

O Papa Francisco visitou hoje a Igreja Valdense em Turim, tornando-se o primeiro pontífice a entrar num templo desta denominação cristã nascida no século XX, e pediu “perdão” pelos confrontos do passado. “Da parte da Igreja Católica, peço-vos perdão pelas atitudes e comportamentos não cristãos, por vezes não humanos, que tivemos contra vós, na história. Em nome do Senhor Jesus Cristo, perdoai-nos”, apelou, neste segundo dia de visita à cidade do norte da Itália.
Li aqui 

Ver também Igreja Valdense

Chegou o verão

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Chegou hoje o verão. Já era tempo de a vida dar um salto, que a temperatura ajuda. Os sorrisos são mais abertos, as roupas mais leves tornam-nos mais jovens (?), os corpos precisam do sol que rejuvenesce se moderado e o contacto com a natureza enriquece a nossa sensibilidade e anima o sentido solidário de cada um. A natureza, de per si, exibe, e de que maneira, a sua capacidade de acolhimento e de partilha. Com o verão, somos outros porque somos diferentes. Onde estou a escrever, com arvoredo e relva fresca a convidar-me a uma caminhada descalço sobre ela, curta que seja, para descarregar energias acumuladas, sinto a liberdade em pleno que me descontrai e desafia a uma proximidade mais franca com a Mãe Natureza.  Com este verão, agora enriquecido com a encíclica do Papa Francisco — Louvado sejas! — precisamente sobre a Casa Comum que precisa de ser cuidada, ao jeito de um outro Francisco, o de Assis, temos um grande desafio pela frente: ler e meditar sobre o apelo do Papa, não ap…

NOVOS OLHARES SOBRE O CASAMENTO (2)

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO


«As doutrinas e as instituições 
da Igreja só valem na medida  em que, à luz do Evangelho,  respeitarem e promoverem 
o bem da família»

1. Entrei numa Igreja paroquial para a celebração do casamento de uns noivos, meus amigos, para a qual tinha recebido jurisdição do respectivo pároco. Ao dirigir-me à sacristia para me paramentar, deparei com uma senhora que me perguntou se os noivos se tinham confessado. Respondi que não sabia nem queria saber. Se não se confessaram a V. Reverência, aqui também não. Havia um pedido do casamento com Missa, mas não haverá Missa. Não posso ser cúmplice de dois sacrilégios. Procurei saber que sacrilégios eram esses. A informação foi rápida: o primeiro já é inevitável - os noivos vão-se casar em pecado mortal; o segundo é deixar os noivos comungar nessa situação. Este vou impedi-lo, pois não haverá Missa. Como as noivas chegam, quase sempre, um bocado atrasadas, julguei que tinha algum tempo para uma breve catequese. …

CUIDAR DA MÃE TERRA

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias

«Faz falta voltar a sentir  que precisamos uns dos outros,  que somos responsáveis  pelos outros e pelo mundo»

Naquele 13 de Março de 2013, ao ouvir o nome que o cardeal Bergoglio escolhera para si como Papa - Francisco -, fiquei convencido de que, mais tarde ou mais cedo, apareceria uma intervenção forte sobre a ecologia. Ela aí está, na encíclica "Laudato si", palavras iniciais do Cântico das Criaturas, de São Francisco de Assis: "Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe Terra, que nos sustenta e governa."
Impossível fazer aqui uma síntese minimamente adequada da sua riqueza. Trata-se de um texto poderoso, argumentado, contundente, também com belas passagens poéticas, articulando a ecologia do meio ambiente e a ecologia humana, um marco histórico para o futuro do planeta, que se impõe debater e meditar. Não é por acaso que aparece nesta data, antes da viagem aos Estados Unidos e no contexto da preparação de um …

FEZ-SE GRANDE BONANÇA

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Reflexão de Georgino Rocha
Vamos navegar no rumo certo,  apesar dos ventos furiosos  e das marés contrárias!

A travessia do mar da Galileia constitui um momento privilegiado para Jesus mostrar aos discípulos quem é por meio das acções que faz. Mc 4, 35-41. Serve igualmente de “cenário” do ambiente de turbulência e perseguição em que vivem as comunidades a que o autor dirige a narrativa. Projecta luz sobre a relação do homem com as forças da natureza, as tempestades ambientais e a bonança do equilíbrio recuperado. Deixa em aberto a pergunta expectante dos discípulos: “Quem é este homem a quem o vento e o mar obedecem?”

Busto do Padre Lé no Dia da Comunidade Paroquial

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Gratidão da Gafanha da Encarnação  ao pároco que mais anos a serviu

PADRE MANUEL RIBAU LOPES LÉ NASCIDO EM 04-08-1922, GAFANHA DA NAZARÉ ORDENAÇÃO PRESBITERAL, 20-09-1947 BUNHEIRO PÁROCO DA GAFANHA DA ENCARNAÇÃO, 27-10-1957 VIVEU ATÉ 24-05-2010 NA GAFANHA DA ENCARNAÇÃO

«Nós somos aquilo que somos porque houve homens e mulheres que nos antecederam na vida e na fé e nos ensinaram a ser capazes de dizer obrigado pela comunidade que somos e pela igreja que fomos capazes de reconstruir», afirmou o padre Francisco Melo na abertura da Eucaristia de encerramento das atividades do ano pastoral, que teve lugar no dia 30 de maio, sábado, pelas 18 horas, na restaurada igreja dedicada a Nossa Senhora da Encarnação, repleta de fiéis e amigos do Padre Lé.  O padre Francisco referiu que o nosso obrigado vai ainda para os párocos da Gafanha da Encarnação já falecidos que a serviram, nomeadamente, os Padres Resende, António Diogo e Manuel Lé, cujo busto seria descerrado no exterior do templo, depois da proci…

LAUDATO SI — Papa Francisco lança apelo a todo o mundo

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Encíclica alerta para ditadura da finança, da tecnologia  e do mercado


«Não quero prosseguir esta encíclica sem invocar um modelo belo e motivador. Tomei o seu nome por guia e inspiração, no momento da minha eleição para Bispo de Roma. Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade. É o santo padroeiro de todos os que estudam e trabalham no campo da ecologia, amado também por muitos que não são cristãos. Manifestou uma atenção particular pela criação de Deus e pelos mais pobres e abandonados. Amava e era amado pela sua alegria, a sua dedicação generosa, o seu coração universal. Era um místico e um peregrino que vivia com simplicidade e numa maravilhosa harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. Nele se nota até que ponto são inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenhamento na sociedade e a paz interior.»
Ler a encíclica aqui

Precisamos de uma iniciação ao silêncio

«O silêncio é um traço de união mais frequente do que se imagina, e mais fecundo do que se julga. O silêncio tem tudo para se tornar um saber partilhado sobre o essencial, sobre o que nos une, sobre o que pode alicerçar, para cada um enquanto indivíduo e para todos enquanto comunidade, os modos possíveis de nos reinventarmos. Mas para isso precisamos de uma iniciação ao silêncio, que é o mesmo que dizer uma iniciação à arte de escutar.»
Da Crónica de José Tolentino Mendonça no EXPRESSO

Feira do Livro em Aveiro

Durante 16 dias, teve lugar no Mercado Manuel Firmino, em Aveiro, a Feira do Livro. Por estranho que possa parecer aos meus amigos, este ano não visitei o certame, que tem por finalidade principal promover o livro, estimular a leitura e proporcionar o convívio entre pessoas que gostam de ler. A verdade é que nunca encontrei, nestes dias, qualquer predisposição para sair de casa, nem que fosse apenas para ver as capas dos livros expostos. Agora tenho de compensar o que perdi passando pelas livrarias, já que o gosto pela leitura não se foi. Apesar das críticas que se escrevem e dizem, lamentando a falta de atividades culturais, sinto que há uma certa injustiça, pois aprecio a grande quantidade de projetos para todas as idades, de iniciativas pessoais, institucionais e outras. Iniciativas que nem sempre são aproveitadas por nós.  Quando hoje li a notícia do fecho da Feira do Livro, fiquei deveras incomodado pela minha atitude. Se quem gosta de ler não der o exemplo, que moral tem para d…

Recordando um passeio — Arganil em 2005

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No Hospital de Arganil procurámos o “Consultório” do Dr. Adolfo Rocha. Não foi difícil. Já sabíamos que ele estava lá, mas não sabíamos em que espaço. À nossa pergunta, uma transeunte respondeu logo: "No portão de ferro, lateral, logo à entrada, lá encontra o “Consultório” de Miguel Torga." E assim foi. Quem conhece a obra de Miguel Torga, sabe que ele trabalhou em Arganil alguns anos e que sempre ficou indelevelmente ligado à terra e suas gentes. A foto mostra o possível e na base, em placa explicativa, pode ler-se: “Material doado pelo Doutor Adolfo Rocha (Miguel Torga) ao Hospital de Arganil, onde trabalhou muitos anos.”
Julho de 2005

E agora, um poema 

CONQUISTA

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!


Mi…

Dádiva preciosa

"O ensino deve ser de modo a fazer sentir aos alunos  que aquilo que se lhes ensina é uma dádiva preciosa  e não uma amarga obrigação"
Albert Einstein (1879-1955)

Novos olhares sobre o casamento

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Crónica de Frei Bento Domingues
no PÚBLICO

«Nota-se pouca atenção aos seus modelos culturais e religiosos,  no passado e no presente. Mesmo no âmbito da tradição cristã,  podem observar-se diversos paradigmas.»
1. Quem decide casar, seja pelo civil seja pela Igreja, é obrigado a marcar uma data. É por isso que existe um antes de casados e um depois de casados. Banalidade das banalidades. As instituições têm normas. Mas esta evidência jurídica não deve esconder as misteriosas dimensões humanas e cristãs de laços que se desenvolvem no tempo e que nenhum tempo explica. O casamento é um processo infinitamente mais complexo do que o processo civil e religioso. Para não morrer, tem de ir crescendo sempre nos noivos e no casal. Aquilo a que normalmente se chama o casamento é apenas a Festa de uma realidade que só pode ser bem conjugada no gerúndio. As pessoas que se acolhem como casal serão lúcidas se perceberem que ganham em ir casando cada vez mais, nas diferentes etapas da vida, preparando-…

Fogo do Amor

«Por mais duro que alguém seja, derreterá no fogo do amor.  Se não derreter é porque o fogo não é bastante forte»
 Mohandas Karamchand Gandhi  (1869-1948)

A Igreja com que Francisco sonha

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Crónica de Anselmo Borges 
no Diário de Notícias


Como Francisco de Assis, o que o Papa Francisco encontrou foi uma Igreja em ruínas. Daí, o seu empenho, sem hesitações, na sua transformação e conversão. O teólogo Agenor Brighenti acaba de apresentar preocupações e modelos fundamentais, em ordem a uma mudança radical, citando Francisco.
1. "De uma Igreja autorreferencial a uma Igreja nas periferias". É essencial pôr termo a uma Igreja autocentrada e, por isso, da exclusão, para passar a uma Igreja que acolhe os que se encontram marginalizados nas periferias: os considerados perdidos, os que pensam de outro modo, longe das certezas eclesiásticas, os das periferias da dor, das injustiças, da miséria, os pobres e analfabetos, os sem--abrigo, os presos, os drogados, os homossexuais, as famílias monoparentais, os recasados que não podem comungar, os padres casados, e tantos tantos outros...

IGREJA: RESTO OU RESÍDUO?

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Reflexão de Georgino Rocha

«Queremos ser uma Igreja “resto” de fiéis  ou um “resíduo de tradições religiosas  progressivamente insignificantes?»
Um homem lança a semente à terra, um grão de mostarda é colocado na horta. Mc 4, 26-34. Neste cenário tão simples, Jesus dá a conhecer o “mistério” do reino: a sua presença discreta, a energia fecunda da sua seiva, a tendência universal do seu crescimento, a certeza inabalável da sua realização em benefício do ser humano chamado a adoptar, livremente, a atitude responsável mais congruente. Que contraste com a forma tradicional de apresentar o reino de Deus! Que impacto não começa a provocar na gente ilustrada e curiosa que acorria a ouvir Jesus para examinar a sua ortodoxia! As árvores frondosas e robustas cedem lugar a simples grãos de semente. O messias “arrasador” surge como um humilde semeador de hortas e campos, amigo de excluídos sociais pelos líderes políticos e religiosos. As técnicas vitoriosas não têm a ver com a manipulação indiscrimi…

Alegria de viver

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Crónica de Maria Donzília Almeida


“La joi de vivre est un produit de beauté!”
(A alegria de viver é um produto de beleza!)
A frase saltou-me à vista, quando peguei no saco para depositar os produtos de cosmética que adquirira ali na Body Shop. Tirei-o da carteira pois prescindi da embalagem, vendida pela loja. Está ali sempre à mão, para uma potencial necessidade, a lembrar-me uma mensagem tão preciosa.  E, já que a beleza é um tema tão caro à mulher moderna…e ao homem da atualidade, que se preza, resolvi discorrer sobre este particular produto de cosmética, ao alcance de todas as bolsas.  Confrange-me o aspeto crispado de tantos rostos com me cruzo no meu labor diário, que mais parecem carregar a dívida conjunta de Portugal e da Grécia! Como não tenho pretensões de endireitar o mundo, partilho apenas a minha quota parte com dez milhões de portugueses.

Responsáveis católicos acolhem mal as mudanças do Papa Francisco

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Um texto de J.P.F. no Correio do Vouga
O jornalista António Marujo,  na Feira do Livro de Aveiro,  destacou as mudanças de Francisco  e lamentou que nas estruturas locais  não sejam seguidas com entusiasmo




0 Papa Francisco "está a fazer grandes mudanças no Vaticano", mas "não está a ser acompanhado" em muitas dioceses, paróquias e outras estruturas da Igreja católica, captando, com frequência, mais o interesse de quem está fora da Igreja do que de muitos cristãos com responsabilidades — é a convicção de António Marujo, partilhada numa conversa na Feira do Livro, na noite do último sábado, a convite da Livraria Sana Joana. O jornalista, coautor de "Francisco, pastor para uma nova época" (Paulinas), um dos primeiros títulos publicados em português sobre o Papa Francisco, apontou a reforma do IOR (Instituto para as Obras Religiosas — vulgo "banco do Vaticano") como exemplo das mudanças provocadas por Francisco, ainda que, na sua opinião, fosse preferíve…

A nossa cultura — A nossa gente

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«A Associação Recreativa e Cultural CHIO PÓ-PÓ, na divulgação e defesa do património cultural ilhavense, tem a honra de convidar V.ª.Ex.º para assistir ao evento cultural A NOSSA CULTURA A NOSSA GENTE, dedicado a ANA MARIA LOPES, no dia 13 de Junho de 2015, pelas 21h30, no Auditório do Museu Marítimo de Ílhavo.»
Nota: Trata-se de uma homenagem justa e muito oportuna. conheço há anos Ana Maria Lopes, ilhavense ilustre, conhecidíssima e inspirada estudiosa de tudo quanto diz respeito às nossas terras e gentes, com obra publicada e, decerto, com muito por publicar. Os seus temas favoritos, tanto quanto posso perceber, são a ria e o mar, com tudo quanto lhe está associado. Os meus parabéns aos promotores desta homenagem bem como à homenageada.

10 DE JUNHO

10 de junho. Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Dia para pensarmos isto tudo com otimismo. Um pensar coletivo que nos libertasse de pesadelos. Fico-me pela minha modesta participação individual intramuros. Família por aqui em convívio, que é o melhor que a vida tem. Não houve tristezas. Marcou presença a alegria, uma riqueza para cultivar dia após dia. Sentimentos de partilha à flor da pele.  Não falámos de Portugal, de Camões e muito menos das Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo. E podíamos ter falado disto tudo, porventura para chegarmos a banalidades. De que Portugal e os portugueses, divididos pelos quatro cantos da terra, são o melhor do mundo. Deitaríamos para trás das costas o porquê de tantos emigrantes com saudades destes nossos ares, por não terem trabalho e oportunidades como lá fora.  Não ouvimos nem vimos as cerimónias oficiais. Sempre mais do mesmo, como já confirmei. Discursos, condecorações, paradas militares que me não dão gozo. E ama…

A nossa Gente: João Resende

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Neste mês de maio, em que a Câmara Municipal de Ílhavo promove a Feira da Saúde, dedicamos a rubrica “a nossa gente” a João Resende, médico e ex-delegado de Saúde de Ílhavo, atualmente reformado. Nascido a 6 de Novembro de 1944, João Resende vive, desde sempre, em Ílhavo, onde iniciou estudos na Escola de Cimo de Vila. Anos mais tarde prosseguiu para o Liceu de Aveiro, ingressando, depois, na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, onde, em 1980, completou a formação em Medicina, com a especialização em Saúde Pública.  Ainda durante os estudos foi chamado à tropa, tendo-se tornado professor, após esse período. Ao longo da sua carreira, deu aulas de saúde pública, ciências e educação física, em várias escolas: no Ciclo Preparatório e na Escola Secundária Dr. João Carlos Celestino Gomes, no Magistério Primário e no ISCIA (Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração).  Durante 23 anos, entre 1985 e 2008, foi delegado de saúde de Ílhavo, tendo colaborado com a …

Os ovos-moles de Aveiro têm de ser respeitados

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Tribunal defende 
genuinidade dos ovos-moles  de Aveiro

«O Tribunal acaba de proibir a produção de ovos-moles e a comercialização em hóstias idênticas ou iguais às que prevê o Caderno de Especificações e não permite a utilização da expressão ou designação Ovos-moles na comercialização deste produto. As empresas comerciais autoras do processo utilizam figuras de hóstia com outros formatos: signos, ovos, amêndoas, pai natal, cachos de uvas, milho, ânforas, cordeiros ou pintainhos, semelhantes em aspecto de apresentação, tamanho e cor aos modelos tradicionais com motivos marítimos. Após quatro anos de luta judicial, a APOMA congratula-se com a decisão judicial e informa que “os ovo-moles continuarão a ser berbigões, ameijoas, navalheiras, peixes, conchas, mexilhões, barricas, barricas de aduela, bóias marítimas, nozes e castanhas” e, em comunicado, vai mais longe, “as imitações que tentaram confundir os consumidores, diluir a histórica e tradicional marca identificativa de Aveiro e desrespei…

As aulas de EMRC, um projeto de vida

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Nota Pastoral do Bispo de Aveiro



«A tarefa da educação é missão específica da Família, por isso, lançamos o desafio aos pais para que não prescindam e desperdicem este tempo e este espaço da aula de EMRC, que é, sem dúvida, um excelente complemento à educação recebida em casa e na comunidade paroquial. Com a mesma sistematização e métodos dos outros saberes escolares, a disciplina de EMRC entra em diálogo com as demais aprendizagens e fornece ao aluno instrumentos para melhor compreender a realidade pessoal e social, e para nela intervir com comportamentos éticos e morais que o dignificam como pessoa.»

Ler Nota Pastoral
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Na morte pode haver vida

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Mesmo na morte pode haver vida. Como é o caso destes pedaços de árvore, ressequidos, cortados e para ali atirados, ao acaso, à espera de outro destino. Fui a tempo de os ver partir para a espera do inverno, onde terão de alegrar a nossa existência com o calor reconfortante.

RETIRO II

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«Melhor é experimentá-lo que julgá-lo, Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo.»
Canto  IX dos Lusíadas

1. A literatura de fim de semana está cheia de propostas para dias bem passados. Porque descontrair é preciso, que a azáfama da vida é por demais cansativa e stressante. Os jornalistas especializados da área do lazer e cultura, que os temos de muito nível, brindam os seus leitores com propostas aliciantes que nos arrebatam.  Leio com gosto o que escrevem e aprecio as ilustrações que acompanham os textos, embora saiba que muito do que apregoam não se adequa à minha bolsa, nem à do comum cidadão. Contudo, consola-me conhecer o que vai pelo mundo de belo e original. Ouvindo Camões, no canto IX, dou-me por satisfeito: "Melhor é experimentá-lo que julgá-lo, Mas julgue-o quem não pode experimentá-lo."

RETIRO

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Hoje, domingo, estou em retiro. Frequentemente preciso de estar em silêncio. Mas os meus retiros não são muito exigente, ou talvez sejam. Não preciso de me recolher em conventos ou em casas criadas para isso. Basta-me o aconchego de um recanto com natureza à vista. O resto sai da minha sensibilidade.  Está um dia maravilhoso. Sol quanto baste, o arvoredo que tenho por companhia reforça o oxigénio puro de que preciso e o arrulhar das rolas e o chilrear da passarada garantem-me a sinfonia que tranquiliza.  A cadeira em que me recosto, oferta da minha Lita, permite-me a posição adequada para o repouso na hora própria. Umas leituras para não perder o hábito que em mim se instalou há muitos anos, ainda miúdo, completam o esquema que durante a noite idealizei. Que mais quero eu?  Se me aprouver, de algumas coisitas darei nota durante o dia. Bom domingo.

ESPÍRITO CRIADOR

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO


1. Há pessoas que fazem profissão de optimismo. Olham sempre, ou fingem olhar, para o “lado positivo” de tudo e, perante qualquer desgraça, repetem: ainda podia ter sido muito pior! São capazes de recuar até à pedra lascada para mostrar que agora estamos no melhor dos mundos. Se alguém, mais sensível à questão social, por exemplo, observa que 20% da população detém 80% dos recursos mundiais, a resposta já está pronta: as desigualdades são a principal fonte de progresso para todos. Quem não quer ser acusado de negativista refugia-se no prestigiado casamento do pessimismo da inteligência com o optimismo da vontade. Por não apreciar esses tranquilizantes, o filósofo espanhol, Xavier Zubiri, apressa-se a declarar que durante toda a sua vida só conheceu a emoção do puroproblematismo. Um dos alimentos principais da filosofia são as interrogações. Mas a problematização contínua é o luxo de quem não tem que decidir. As decisões não podem esperar ver …

A grande evasão

Crónica de Vasco Pulido Valente
no PÚBLICO
"O futebol, a obsessão com a cozinha e os concertos de música popular são três maneiras de resistir à realidade doméstica e ao desespero a que ela nos reduziu"



A geoestratégia de Deus

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Crónica de Anselmo Borges  no DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Na sequência dos trágicos acontecimentos de Paris, o jornal australiano Weekend Australian publicou um desenho com humor sábio. Intitula-se "Rezemos". Jesus segura o Alcorão e diz a Maomé: "Já te disse que o Alcorão precisa de um segundo volume, como nós temos o Antigo Testamento seguido do Novo Testamento." Maomé, que segura um jornal declarando em letras garrafais: "O mundo em guerra", atira a Jesus: "Ir lá abaixo, à Terra, escrever o segundo volume? Seria crucificado."
No contexto do meu livro Deus ainda Tem Futuro?, realizei recentemente, no Porto, um debate, com a participação do general Ramalho Eanes e do eurodeputado Paulo Rangel, sobre o tema em epígrafe: "A geoestratégia de Deus". A geoestratégia de Deus pode ser vista no enquadramento do genitivo subjectivo, isto é, no sentido de perceber qual é a geoestratégia que Deus tem. Ora, olhando para o Novo Testamento, percebe-se que es…

FESTA DO CORPO DE DEUS

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Reflexão de Georgino Rocha


TOMAI E COMEI O PÃO DA VIDA

A ceia pascal de Jesus com os seus discípulos é narrada por Marcos de modo sóbrio e substancioso. Mc 14, 12-16 e 22-26. Nada a mais é dito que possa distrair do seu núcleo central e dos seus gestos significativos, bem como da disposição radical do seu único protagonista. Tudo se conjuga e converge na entrega do corpo e no derrame do sangue feitos generosamente por Jesus em prol de um mundo novo, fruto de uma nova aliança. Tudo se centra no pão que é partido e repartido e no vinho que é tomado e bebido. Pão e vinho, frutos da terra e do trabalho humano que, pela força do Espírito Santo, se convertem no corpo e no sangue do Senhor Jesus. Que maravilha de simplicidade e clareza! Que beleza de atitudes e sentimentos! Que riqueza de sentido intencional e de discreta presença amorosa!

UMA JANELA PARA O SAL

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Um livro de Ana Maria Lopes|Etelvina Almeida |Paulo Godinho – Fotografia



UMA JANELA PARA O SAL é um livro de Ana Maria Lopes|Etelvina Almeida|Paulo Godinho – fotografia que se lê com muito prazer. Pelas informações que presta, pelo que nos leva a recordar, pelo texto e pelas fotos «recolhidas nos anos 80». Mas o texto, em prosa poética de muita sensibilidade, só próprio de quem sente de modo muito especial a Ria de Aveiro, a nossa serena laguna, esse merece ser lido e relido para dele extrairmos as cores, os cheiros, os gestos, as alegrias e as dores dos que viveram a safra salgada.  As janelas que nos mostram o sal, quais vitrais multicoloridos bem definidos, espelham o céu que se mistura com os cristais salinos, refletindo na  região aveirense uma paisagem única com montes pontiagudos feitos à custa de esforço e arte de marnotos e moços. Há anos, antes da morte do salgado, nunca nos cansávamos de contemplar os cones de sal, como riqueza para alguns à custa de canseiras sobre-humanas …

António Marujo na Feira do Livro de Aveiro

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No próximo sábado, pelas 21.30 horas .


Ruas com obras na Gafanha da Nazaré

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Quem vive ou passa pela Gafanha da Nazaré sabe bem que há obras em diversas ruas. De muitas pessoas que falam comigo, tenho ouvido comentários pouco agradáveis pelos transtornos que máquinas e pessoal provocam, por impedirem a livre e habitual movimentação de automóveis. Outros tantos vão concordando com as obras, cujos melhoramentos há muito eram esperados. É-se preso por ter cão e por não o ter, em tempos como este em que cada um arranja motivos para as opiniões. É claro que obras em ruas, ruelas e caminhos são fundamentais ao bem comum, sob pena de não acompanharmos o progresso geral. Têm que ser feitas. Saneamento, gás, redes de comunicação e outros serviços não podem ser feitos pelo ar.
Naturalmente, penso que talvez fosse possível mais agilidade e rapidez nos processos, mas se calhar ainda não chegámos, julgo eu, a esse nível de execução de obras públicas. Contudo, apesar dos transtornos que estes trabalhos provocam, vale a pena algum sofrimento e compreensão dos moradores e vi…

A nossa Gente: Joana Soeiro

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Neste mês de junho, em que a Câmara Municipal de Ílhavo volta a promover o Desportílhavo (dia 11) dedicamos a rubrica a “nossa gente” à jovem atleta Joana Soeiro. Joana Soeiro nasceu a 24 de janeiro de 1995, na Gafanha da Nazaré, onde estudou até ao 8.º ano de escolaridade, tendo passado por Vagos, Aveiro e Lisboa até finalizar o ensino secundário. O gosto pelo Basquetebol começou quando Joana, com apenas 6 anos de idade, quis seguir os passos do irmão que jogava no Grupo Desportivo da Gafanha. Inscrita no G.D. Gafanha na época 2001/2002, esta atleta nunca mais parou. Dia após dia, e depois de dois anos de Centro de Treino, o sucesso começou a chegar e, com este, a vontade de chegar mais longe nesta modalidade. O primeiro título de Joana Soeiro foi o Campeonato Distrital de Sub 14, seguindo-se o Campeonato Distrital de Sub 16, entre outros. Em 2009, foi convocada à Seleção Nacional, jogando como Base em diversos países pela Europa fora. Desde então, Joana marcou sempre presença nos Campeo…