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A mostrar mensagens de Maio, 2015

O meu irmão

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Ainda hoje me lembro com saudade do dia em que, empoleirado no muro frontal à nossa casa, encimado por uma rede de arame a que me segurava, o João Edmundo Ramos (primo afastado) me perguntou onde estava o meu menino Jesus. Respondi-lhe que estava a nanar, palavra que me veio de minha mãe, conhecida por Rosita Facica. E a partir daí, tanto quanto consigo recordar, passei a tratar o meu irmão por menino, mais novo do que eu três anos. Ele chamava-me mano.  Nas conversas que mantivemos, desde sempre e até à sua morte, que ocorreu em 27 de março de 2007, nunca o tratei por Armando, o seu nome, nem ele me chamou Fernando, o meu nome. Menino e Mano ficaram para as nossas vidas, qualquer que fosse a situação em que nos encontrássemos. Para os outros, em geral, ele era o Grilo, apelido da nossa família paterna. Curiosamente, eu nunca fui considerado Grilo ou Facica, o apelido da nossa linha materna. Três anos nos separavam, tal como os grupos de amigos não coincidiam. Eu prossegui estudos e …

Inconstância

"A inconstância deita tudo a perder, na medida em que não deixa germinar nenhuma semente"

Henri Frédéric Amiel (1821-1881), escritor e filósofo suíço


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Assassinado no altar

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO


1. Óscar Romero, arcebispo de San Salvador, nasceu a 15 de Agosto de 1917 e foi assassinado, a 24 de Março de 1980, enquanto celebrava a Eucaristia. Antes de ser morto, ainda teve tempo de explicar, durante a homilia, que, apesar das ameaças de morte que lhe eram feitas, estava disposto a continuar a lutar contra a violência e a favor dos mais desprotegidos de El Salvador:Outros continuarão, com mais sabedoria e santidade, os trabalhos da Igreja e do meu país. G. Gutiérrez, considerado o pai da Teologia da Libertação, sublinha: Romero não buscou o martírio, encontrou-o no caminho da sua fidelidade a Jesus Cristo, na firme atitude de pastor que não se calou perante as injustiças e humilhações quotidianas que vitimavam o seu povo[1].

Padre Lé num pedestal para nos saudar

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Às vezes faz-nos bem sair dos nossos ambientes habituais e procurar no que nos rodeia, um pouco mais ao largo, um recanto sem pressas. Deixar os caminhos por onde andamos sem engano, de olhos fechados, orientados por uma qualquer bússola misteriosa, qual GPS que nos determina os passos e define trajetos, e saltar desse círculo para outros. A homenagem que foi hoje prestada ao saudoso Padre Lé, com o descerramento de um busto junto à igreja matriz da Gafanha da Encarnação, foi o mote para esse salto. A homenagem, emoldurada por outras festas e recordações, vai merecer um destaque mais alargado num dia destes, porque foi essa a razão da minha presença na terra irmã da Encarnação. Fui cedo para me deixar envolver pelos ares  festivos e por ali cirandei e me quedei a apreciar rostos da minha geração de que a pressa da vida nos separa. Neles vi-me ao espelho, onde sobressaíram cabelos brancos ou a falta deles, rugas como terras margeadas por bois cansados que ziguezagueavam. Mas os olhos …

Visita à Lusa Atenas

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Crónica de Maria Donzília Almeida

Serenatas romanescas Trovas quase orações. Destas coisas pitorescas Restam só recordações!
Vagueava eu na plataforma que dá acesso à entrada para o comboio, a fazer horas, quando sou surpreendida por um olhar insistente, perscrutador, num zona resguardada de espera. Continuei o meu percurso, naquela soalheira manhã de maio, em que me dirigia pela enésima vez à vetusta Lusa Atenas. Longe vão os tempos, na década de setenta do século passado, em que eram recorrentes estas viagens de e para a cidade universitária. O comboio, como meio de transporte mais acessível à bolsa de um estudante, cumpria esta tarefa de unir distâncias. Hoje, com o benefício adquirido pela idade, continua a merecer a minha preferência. Na velha urbe, para além da formação para a vida e construção do futuro, fazem-se amizades, estreitam-se relações e criam-se laços com lugares e pessoas que povoam os nossos afetos. Ia a pensar, precisamente na pessoa que iria visitar, nesse dia, quand…

Maçonaria, Igreja e segredo

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Crónica de Anselmo Borges  no Diário de Notícias



«homens de "boa vontade" podem reunir-se  à volta de valores de progresso,  humanismo, liberdade.»





1. Foi um convite generoso e insistentemente amável da venerável mestra da Loja África, da Grande Loja Feminina de Portugal, que me levou recentemente a uma daquelas sessões brancas da maçonaria nas quais podem participar "profanos". O tema era reflectir sobre a percepção pública da maçonaria. Comecei por dizer que não sou membro da maçonaria. Tive contactos com maçons. Os primeiros foram com Raul Rêgo, com quem participei em debates. Falei várias vezes com o cardeal Costa Nunes, mas nunca sobre a maçonaria. A convite do então grão-mestre, António Reis, participei num grande encontro sobre as religiões, o diálogo e a paz. Estive uma segunda vez com ele, numa sessão branca, tendo discutido a distinção, que ele aceitou, entre laicidade - o Estado laico, aconfessional, é decisivo para a defesa e salvaguarda da liberdade religi…

Domingo da Santíssima Trindade: Ide e fazei discípulos

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Reflexão de Georgino Rocha


«Deus não é um solitário,  um surdo-mudo fechado em eterno silêncio,  um ausente distante e indiferente à sorte da humanidade,  um rival concorrente da autonomia do ser humano»

A missão que Jesus confia aos seus discípulos e, neles, a toda a Igreja, é condensada por Mateus nesta fórmula precisa e operativa: “Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Mt 28, 16-20. É missão a realizar em todos os tempos e culturas. É missão que inicia os candidatos à vida cristã em dois “momentos” mais significativos do seu itinerário para a maturidade: o anúncio jubiloso da novidade de Cristo e a celebração do baptismo. É missão a prosseguir na comunidade eclesial e sociedade civil, em todos os espaços de convivência humana.
Assim, é em nome da Santíssima Trindade que a Igreja desenvolve a sua acção: aprendendo e ensinando, sendo santificada e santificando, deixando-se amar e irradiando o amor. A fonte original é Deus família, é t…

Feira do livro de Aveiro começa amanhã

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Mercado Manuel Firmino  conta com a visita dos amantes dos livros
A Feira do Livro de Aveiro 2015 vai realizar-se no Mercado Manuel Firmino a partir de amanhã, 29 de maio, prolongando-se até 14 de junho. Trata-se de uma organização da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e conta com a participação dos livreiros de Aveiro, que representam mais de 120 editoras. Sendo os livros os principais protagonistas, a autarquia preparou um programa cultural paralelo, de que se destacam os dias temáticos, tais como o “Dia da Culinária” e o “Dia da Ciência e Autor”, com Carlos Fiolhais. Haverá ainda o “Dia dos Autores Aveirenses” e o "Dia da Literatura Infantil”, para as famílias reforçarem o gosto pela leitura das crianças, bem como o “Dia da Poesia”, que realça o maior género literário da identidade de Portugal.  Entretanto, estão garantidos ateliês de leitura, conversas com ilustradores dos livros, concertos e teatro, exposição ao vivo de Artes e Ofícios, entre outras ações que contribuirão para …

Tráfico de Seres Humanos

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Por iniciativa do Grupo Cáritas Paroquial da Gafanha da Nazaré, vai realizar-se um encontro de reflexão, no próximo dia 5 de junho, pelas 14 horas, no auditório da igreja matriz, tendo em vista sensibilizar os participantes para o fenómeno do tráfico de seres humanos. Pretende-se, fundamentalmente, facultar conhecimentos e fornecer ferramentas para sinalizar potenciais vítimas, informa aquela organização de expressão católica. O Grupo Cáritas convida à participação de todas as pessoas interessadas por estes pertinentes assuntos, lembrando que a inscrição é gratuita. Contudo, sugere aos participantes a partilha de  bens alimentares, que serão canalizados para os cabazes de apoio a famílias carenciadas da Gafanha da Nazaré.

Vento e Tempestade

"As palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade"

Victor Hugo (1802-1885)

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O vento

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Não gosto do vento. Nunca gostei. Eu sei que as nossas terras são ventosas, ou não fossem elas do litoral. Todo o litoral português é marcado pelo vento, exceto o algarvio. E se o vento vem carregado de chuva ou humidade, muito menos. Do vento de inverno nem falar, por tão agreste ser.  Talvez por ter nascido à sombra do vento, que se não está logo virá, fujo dele como o diabo da cruz, por mais brando que ele seja. Nem em esplanadas em pleno verão consigo aceitá-lo, mesmo em tempo de canícula. Se ele sopra, mesmo de mansinho, escapo-me sorrateiro para sítio abrigado. Sou assim. No alpendre da minha residência costumo gozar o silêncio que me permite ler e escrever tranquilamente, contemplando a relva e o arvoredo que o envolve. Que me envolve. A natureza ajuda-me a experimentar a alegria da paz. O cão e a cadela comungam do meu prazer. Deitam-se e dormitam. Depois levantam-se quando desafiados por algum pássaro que ousa aproximar-se. Umas corridas e voltam aos  meus silêncios.  De rep…

Portugal é dos países mais pobres e desiguais

"O fosso entre ricos e pobres diminuiu, mas Portugal continua entre os países mais desiguais e com maiores níveis de pobreza consolidada da OCDE, segundo um relatório que analisa a evolução da desigualdade de rendimentos nos últimos anos."


Li aqui

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O vinho guarda-se na memória

"O vinho além de se guardar no estômago, guarda-se na memória"
Li no PÚBLICO

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Liberdade e Responsabilidade

"Tudo quanto aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade"
Victor Hugo (1802-1885)
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ADIG em diálogo com a Junta de Freguesia

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A ADIG (Associação para a Defesa dos Interesses da Gafanha da Nazaré) e a Junta de Freguesia reuniram-se para tratar de assuntos pertinentes  para a nossa terra e nossa gente. O diálogo foi protagonizado pelos respetivos presidentes, Humberto Rocha e Carlos Rocha. Entre outras questões, foi solicitada pela ADIG a colocação de placas toponímicas indicativas de locais e edifícios importantes, de que destacamos o Forte da Barra, o Farol, a Junta de Freguesia, a GNR e as Igrejas, matriz, da Cale da Vila e Chave.  A colocação de novo busto do Mestre Mónica no monumento a ele dedicado no jardim da Alameda Prior Sardo também foi proposta pela ADIG, que ainda pediu abrigos para as paragens de autocarros.  Aquela associação alertou a autarquia para a necessidade de aplicar lombas nos cruzamentos perigosos e sinais de estacionamento proibido no lado norte da rua envolvente do Mercado. Sugeriu zonas de estacionamento de bicicletas, em especial na Cale da Vila e junto à Igreja. Problemas do desn…

A catástrofe

"Um dia ouviremos na televisão que a desgraça já está em marcha e nesse dia ninguém nos virá salvar."

Ler a crónica de Vasco Pulido Valente no PÚBLICO

Nota: Vasco Pulido Valente é um conhecido cronista e historiador. Como cronista, é tido por pessimista ou, melhor dizendo, catastrofista. É rara a crónica em que anuncie coisas boas. Dá a impressão que nasceu com algum espírito de contadição, porque critica tudo. Muito menos será capaz de um aplauso. Contudo, às vezes, leva-nos a pensar. Se calhar é isso mesmo o que ele quer.


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Não desistir do espírito do Pentecostes

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Crónica de Frei Bento Domingues  no PÚBLICO

«A Europa, depois de ver o Mediterrâneo  transformado num imenso cemitério,  resolveu discutir a atribuição, por cada país,  dos migrantes que batem à sua porta.  Veremos, como diz o cego.»


1. Ao começar a crónica deste Domingo, escrevi: a festa de Pentecostes não celebra o que já foi, mas o que falta fazer. De repente, deparei com a notícia: a morte de cerca de uma centena de passageiros de um navio carregado de migrantes do Bangladesh e da Birmânia. Este navio andou quase dois meses à deriva no alto mar, depois da guarda costeira da Malásia e da Tailândia o ter impedido de aportar a estes países. A luta desesperada pelos últimos mantimentos, a bordo, provocou a morte de uma centena dos passageiros. Já em segurança na Indonésia, os sobreviventes contaram a crueldade dessas mortes: esfaqueados, sufocados, atirados ao mar. A Europa, depois de ver o Mediterrâneo transformado num imenso cemitério, resolveu discutir a atribuição, por cada país, dos mi…

Os almanaques

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Gosto de ler e ver almanaques, sobretudo quando se apresentam com arte, que os olhos, uma das portas do nosso entendimento, também precisam de ser estimulados. Mas o recheio destas edições, normalmente anuais, despertam em mim uma enorme curiosidade, já que me revelam pormenores de artes, ciências e culturas diversas, sensibilizando-me para outras leituras. Hoje tenho em mãos a Agenda Almanaque 2015 de "Olegário Fernandes - Artes Gráficas, S. A." que me revelou um livro, "ABC Illustrado", "Offerecido gratuitamente pelos proprietários da FARINHA LACTEA NESTLÉ". Um texto anexo, intitulado "Aprender a ler e a beber leite", fala-nos do Professor Egas Moniz que impulsionou a Indústria leiteira do nosso país, "a ele se devendo a criação da primeira fábrica de leite em pó em Avanca, 1923, Sociedade de Produtos Lácteos Lda, que viria a dar origem à Nestlé Portugal."
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Reconciliação com a vida

"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida."
Eugénio de Andrade  1923-2005)
Li no Almanaque Bertrand 2014-2015


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O bom humor

"O bom humor tem algo de generoso: dá mais do que recebe"
Émile-Auguste Chartier (1868-1951)




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Ecologia e religião

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Crónica de Anselmo Borges  no DN

É preciso cuidar da natureza,  porque é criação,  dom e presente de Deus

1. Era Fernando Pessoa que perguntava: O mistério? E respondia: Olha para o lado e ele está lá. Sim, digo eu, está lá, ao lado, fora, dentro, em toda a parte. Ele mora, antes de mais, nesta pergunta infinita, inconstruível: porque há algo e não nada? Há 13 700 milhões de anos foi o Big Bang. A Terra pode ter aparecido há uns 5000 milhões de anos e a vida há uns 3500 milhões. Há uns 7 milhões de anos, deu-se a separação do tronco comum, que se ramificou, de tal modo que temos, de um lado, os chimpanzés, gorilas... e, do outro, num processo que passa pelo Homo habilis e o sapiens, estamos nós, o Homo sapiens sapiens — acrescento sempre: e demens demens (sapiente sapiente e demente demente) —, há uns 150 mil anos.

Domingo de Pentecostes — Cheios do Espírito Santo

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Reflexão de Georgino Rocha


Cheios do Espírito,  sabem interpretar o que acontece  e descodificar os enigmas humanos

O acontecimento do Pentecostes manifesta como o Senhor Jesus coopera com os seus enviados. Jo 20, 19-23. Enche-os do seu Espírito e traça-lhes, mais uma vez, os horizontes da missão. De outro modo, como seria possível àquele grupo ir por todo o mundo, anunciar o Evangelho de forma acessível em todas as línguas, semear a paz em gestos de perdão, garantir um futuro melhor, abrir as portas do amor misericordioso, criar condições para que todos se reconheçam como irmãos porque filhos do mesmo Deus Pai?! Humanamente, impossível. O grupo estava ainda traumatizado pelas atrocidades da paixão, temeroso pelo que podia suceder-lhe, debilitado em forças e reduzido em número.

Paciência

«A paciência é a capacidade de não desesperar»

São Tomás de Aquino,  citado por Tolentino de Mendonça  em “A mística do instante — O tempo e a promessa”

"ERNESTINA"

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Um livro de J. Rentes de Carvalho


De Rentes de Carvalho pouco tinha lido. Uma crónicas, umas entrevistas, uns comentários, uns textos no seu blogue e nada mais. Livros nada. Sabia que era português radicado na Holanda e como escritor não foi conhecido durante imenso tempo entre nós. De vez em quando, os jornais e revistas falavam dele, como um português mais  admirado  na Holanda do que no seu próprio país. De repente, os seus livros invadem os escaparates das livrarias e aí comecei a folheá-los, à cata de motivação para comprar um. E foi o caso. Comprei "Ernestina", onde na capa se transcreve uma apreciação do International Herald Tribune, que diz assim: «A melhor obra de J. Rente de Carvalho.»  Na contracapa, decerto um texto apelativo da QUETZAL, editora em Portugal dos livros de Rente de Carvalho, sublinha-se: «Ernestina é mais do que um romance autobiográfico ou um volume de memórias de família ficcionadas. É um retrato do Norte do país, entre os anos 1930 e 1950, que…

Vagueira — Praia vai ficar mais atraente

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Até que enfim! As obras na praia da Vagueira vão ficar concluídas brevemente. Pela amostra, os veraneantes e turistas, mas também o povo daquela região da costa aveirense, vão passar a ter espaços de lazer com vistas para o oceano. Passadiços, zonas de descanso e as sombras hão de vir. Quem preferir caminhar sobre a areia pode fazê-lo. E quem apenas quiser aspirar a maresia, com tudo o que ela tem de bom, tem passeios arejados, sem covas nem lama. A Vagueira está de parabéns.

Reencontro

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Crónica de Maria Donzília Almeida

Foi ali, na marina da ANGE (Associação Náutica da Gafanha da Encarnação), que nos encontrámos. Estava eu a tomar um drink com uma amiga, numa pausa do trabalho. Lugar acolhedor de encontros, desencontros e também de reencontros. Com a mansidão da ria a estender-se à nossa frente, de braço dado com a Mota, é o ex-libris da nossa pitoresca vila. A zona da Mota foi outrora ancoradouro de moliceiros, designados de “barcas” que movidas a energia eólica faziam o transporte destas gentes para a Costa Nova. A ponte da Barra no prolongamento da A25, aberta ao público em 1975, no fervor da revolução de abril, veio dar um novo incremento a esta zona ribeirinha. No meu imaginário feminino, estamos na zona, por mim batizada de Marina/Mota! Foi neste cenário de paz, emoldurado pela ria e pintado pelo colorido dos patinhos que se abeiraram de nós na procura do pãozinho para o bico, que fui surpreendida por aquela visita. Foi introduzida por um barman que ali trabal…

Aveiro: Painéis Cerâmicos

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20-V-1985 


«A Câmara Municipal de Aveiro deliberou que se aplicassem painéis artísticos na rua de Belém do Pará e na rua de Coimbra, da autoria de Vasco Branco, e na rua do Clube dos Galitos, da autoria de Cândido Teles (Boletim Municipal de Aveiro, Ano III, 1985, n.º 6, pg. 42) – J.»
"Calendário Histórico de Aveiro"   de António  Christo e João Gonçalves Gaspar

Museu de Ílhavo na lista dos mais espetaculares do séc. XXI

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“ArchDaily” incluiu a Fundação Iberê Camargo, desenhada por Siza Vieira, 
e o Museu Marítimo de Ílhavo, do gabinete ARX Portugal,  na lista dos 20 museus mais espectaculares do séc. XXI

«Foi o primeiro projecto de Siza Vieira no Brasil e valeu ao arquitecto português o Leão de Ouro na Bienal de Arquitectura de Veneza de 2002, seis anos antes da inauguração oficial. Falamos da Fundação Iberê Camargo, na cidade brasileira de Porto Alegre, que integra a lista dos 20 museus mais espectaculares do século XXI para o “ArchDaily”, a par de um outro com assinatura portuguesa. O Museu Marítimo de Ílhavo, do gabinete ARX Portugal, também foi escolhido para o site de arquitectura.»
(...)
«O novo edifício de Ílhavo alberga um aquário de bacalhaus, de grandes dimensões, numa cidade onde gerações de famílias se dedicaram à pesca deste peixe nos mares do Norte. Para a extensão deste museu, criado em 1937, os arquitectos optaram por colocar o peixe e o mar no seu “coração”. “A visita desenrola-se numa e…

Verdade e Mentira

"Com o tempo, é melhor uma verdade dolorosa  do que uma mentira útil"
Thomas Mann  (1875-1955)

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Aniversário do OBSERVADOR

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O OBSERVADOR, jornal online que nasceu há um ano para se mostrar completo todos os dias em que se publica, conseguiu mostrar ao nosso mundo, até ver, que é possível sobreviver sem nada exigir aos seus leitores. Não conheço ass contas do jornal, mas sei que gosto de o ler.  É normal que um leitor, qualquer que ele seja, não concorde com tudo o que nele se escreve, noticiando ou opinando, porém, o saldo, para mim, é francamente positivo.  O newsletter que regularmente recebo, logo de manhã, consegue em pouco espaço dizer-me o que aconteceu de relevante no mundo, numa síntese bem feita. Os links que aponta conduzem-me a leituras mais completas, conforme os meus apetites matinais, que são variados. E durante o dia vou consultando o OBSERVADOR, na convicção de que alguém me diz hora a hora o que vai pelo planeta. Como nem sempre estamos a par dos termos técnicos próprios da linguagem económica, financeira, académica e científica, o EXPLICADOR lá está para nos dar uma ajuda.  Pode ser que …

Semana de algum silêncio

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No domingo, prometi a mim mesmo e a quem me ouvia
que esta semana seria vivida com algum silêncio. 
Ouvir mais que falar.  Tomei essa decisão por necessidade de expurgar  da minha postura uma certa tendência para debitar opiniões  por tudo e por nada. Fiquei a meio caminho, mas foi positivo.  E então, a partir de hoje, terça-feira,  terei mesmo de avançar neste meu propósito.

O Linguajar dos Gafanhões

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Desde que me envolvi no  mundo do ciberespaço, tenho mantido a preocupação de informar os meus leitores em geral e os gafanhões em particular sobre marcas da nossa identidade como povo que foi capaz de desbravar dunas inférteis, transformando-as em terras produtivas.  Eu sei, todos sabemos, que a velocidade da história não dá azo a grandes preocupações sobre o nosso passado, tanto mais que o presente nos envolve e o futuro está aí apressado a convidar-nos à corrida para se atingirem metas impostas pelo progresso.  Aqui ficam, pois, algumas considerações sobre os nossos antepassados, na esperança de que todos aprendam a concatenar os fios da história.
Pode ler aqui

O exemplo

"O exemplo é a escola da humanidade  e só nela os homens poderão aprender."
Edmund Burke (1729-1797), escritor e político irlandês


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Dia Mundial das Comunicações Sociais

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MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO 
Comunicar a família:  ambiente privilegiado do encontro  na gratuidade do amor

«Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade. Reduzir as distâncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, é motivo de gratidão e alegria: da saudação de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a bênção de Isabel, seguindo-se-lhe o belíssimo cântico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso desígnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um «sim» pronunciado com fé, derivam consequências que se estendem muito para além de nós mesmos e se expandem no mundo. «Visitar» supõe abrir as portas, não encerrar-se no próprio apartamento, sair, ir ter com o outro. A própria fam…

Não é preciso ir à “terra santa”

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Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO
"O segredo da simbólica da Ascensão  é o Pentecostes, uma Igreja de saída  que o Papa Francisco veio acordar"

1. Quem se sentir desafiado por Jesus Cristo não deve ignorar que, para além da sua experiência vital e do conhecimento afectivo, tem de recorrer também aos estudos que ajudam a ler os escritos do Novo Testamento (NT) e os ziguezagues da sua influência, ao longo dos séculos. A não ser que se aposte na preguiça piedosa: quanta mais ignorância, mais devoção. Os resultados da investigação histórica e os frutos da hermenêutica das configurações simbólicas, legadas pelas primeiras gerações cristãs, não devem servir apenas para compor as estantes das bibliotecas das faculdades de teologia. O seu estudo livre e rigoroso será sempre o melhor remédio contra a manipulação de algumas censuras eclesiásticas, feita em nome da salvaguarda da fé. Só é possível acreditar, de modo decente, interpretando e dialogando com outras interpretações. C…

Poesia para estes tempos

Resgate

Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.

Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem os sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
não podem cortar quem somos.

Águeda 23/12/2012
Manuel Alegre

Nota: Sugestão do caderno Economia do EXPRESSO


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Jesus coopera com os seus enviados

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Reflexão de Georgino Rocha


A ascensão do Senhor marca o início de uma nova fase, na realização da missão. Jesus passa a estar presente de outra forma Mc 16, 15-20. Uma série de expressões pretendem “dar rosto” a esta realidade. A nuvem – sinal de Deus – indicia o mundo novo em que o crucificado/ressuscitado “entra” definitivamente, a intimidade do Pai de que sempre participa, a proximidade invisível, mas interventiva, junto dos discípulos. A nuvem – sinal do homem que ergue o olhar e quer ver o céu – manifesta uma aspiração fundamental que se vive e realiza no tempo, atesta a tendência humana de cultivar o gosto do que se aprecia, suscita interrogações profundas que exigem respostas adequadas. Outras expressões são o mandato missionário, as maravilhas que podem realizar os que acreditam, o sentar-se de Jesus à direita do Pai, evidenciado o reconhecimento da excelência do seu novo estatuto, a prontidão dos discípulos em assumirem o encargo apostólico, a garantia dada por Jesus de coope…

Mãe Terra e "ecomanidade"

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Crónica de Anselmo Borges 
no DN




1- No passado dia 27 de Abril, Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, inaugurou no Vaticano uma conferência sobre o meio ambiente, já no contexto da apresentação da nova encíclica papal sobre este tema, a publicar em fins de Maio, princípios de Junho. E Ban Ki-moon elogiou o Papa Francisco, que assumiu a liderança na luta pela preservação da natureza. Há hoje, disse perante líderes religiosos de várias confissões e assessores do Papa, grande consenso tanto entre líderes religiosos como entre cientistas no reconhecimento das alterações climáticas, que exigem por parte da humanidade um novo comportamento para "proteger o nosso meio ambiente: um urgente imperativo moral e nossos dever sagrado". O secretário-geral da ONU acabou por repetir as advertências de Francisco: "Quanto às alterações climáticas, há um imperativo ético claro, definitivo e iniludível para actuar." "Para que as pessoas aprendam a respeitar a criação co…

Visitar idosos é o mínimo que podemos fazer

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Visita a uma amiga 
no Lar de Idosos 
da Quinta do Rezende

Alguma e julgo que passageira dificuldade de mobilização de pessoa amiga, que não víamos há bons anos, levou-nos a passar por Pardilhó um dia destes. Tão condicionados por outras tarefas que nem tempo houve para visitar amigos e familiares, muito menos para olhar cantos e recantos de uma terra onde passámos muitas férias alegres e felizes. Um filho, que, como os demais, também nutre por Pardilhó saudades dia a dia revigoradas, tantas são as gratas recordações que alberga na sua memória, recomendou-me que me não esquecesse de fotografar a terra simpática dos seus ancestrais maternos. Não consegui, para além de duas ou três, registadas de fugida. Prometemos voltar, se Deus quiser. Encontrada a amiga, a conversa nunca mais se esgotava. Nem fome nem sede nos incomodaram. Recordações de juventude, a vida vivida com sonhos atingidos e por atingir, o desgaste físico inevitável e porventura nunca esperado, que os anos só passam para alg…

Morreu B. B. King

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Morreu B. B. King, uma lenda do blues. Em sua homenagem, a sua música, carregada de melodia e sentimento, vai hoje fazer-me companhia. Os melómanos jamais o esquecerão. Paz à sua alma, que a sua arte permanecerá connosco.

Ler mais aqui 

Os Ílhavos na Grande Guerra

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Presente sem passado  não garante futuro com alma


A exposição “Os Ílhavos na Grande Guerra” de 1914-1918, patente no Centro Cultural de Ílhavo, é uma significativa homenagem aos combatentes que morreram e sofreram nesta “Guerra das Guerras”, na qual participaram 100 mil portugueses, 240 dos quais eram ilhavenses, mais concretamente, 207 de S. Salvador e 33 da Gafanha da Nazaré. Na altura, S. Salvador englobava as Gafanhas da Encarnação e Carmo, que não eram freguesias. Registaram-se 18 vítimas mortais do nosso concelho, sendo dez militares e oito civis da Marinha Mercante. Escusado será referir a importância desta mostra que sublinha as causas e consequências da Primeira Grande Guerra do século XX, que deixou feridas abertas em muitos conterrâneos nossos, que carregaram, porventura, traumas em combatentes e familiares. Contudo, apraz-nos frisar que esta homenagem faz todo o sentido, no centenário da “Guerra das Guerras”, por trazer à tona memórias interiorizadas que fazem parte indelév…

Dia Internacional dos Museus

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Destaque: Museu Marítimo de Ílhavo  e Navio-museu Santo André


O Museu Marítimo de Ílhavo comemora o Dia Internacional dos Museus neste fim-de-semana, dias 16 e 17 de maio, com muitas atividades para todos os públicos. Workshops de técnicas de gravura e de cozinha, visitas especiais aos bastidores do Aquário e às Resevas do Museu, a inauguração de uma exposição de fotografia de Pepe Brix e uma visita guiada por Manuel João Vieira (líder dos Ena pá 2000) são alguns dos destaques do Dia Internacional dos Museus no Museu Marítimo de Ílhavo.
Ver programa aqui
NOTA: Uma excelente oportunidade para apreciar o que nunca se viu por falta de tempo ou de motivação.  

Jovens universitários partilham vocação missionária

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No domingo, 3 de maio, na eucaristia das 11.15 horas, na igreja matriz da Gafanha da Nazaré, um grupo de jovens universitários da GASTagus, uma ONG vocacionada para intervenções solidárias, com sede em Oeiras, veio dar testemunho da sua ação missionária e vender produtos de artesanato, cuja receita se destina às muitas despesas da organização em que se integraram. Beatriz, Sofia, Mariana, Constança e João, identificados por camisola da GASTagus, no final da missa, venderam alguns produtos condicionados pelos membros do grupo missionário e de intervenção social, tanto no nosso país como nos PALOP — Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. Aquela organização juvenil, sem fins lucrativos, tem por missão alertar e incentivar a juventude para a descoberta e promoção da dignidade humana, através da realização de atividades de voluntariado em Portugal e África, cientes como estão de que não podemos viver indiferentes a pessoas e comunidades multicarenciadas.  Os voluntários GASTagus d…

“Encontros e Encantos”

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Mais um livro de João Gonçalves Gaspar


Bispos na Vida  e na Memória  da Princesa Santa Joana


“Encontros e Encantos” é o mais recente livro de João Gonçalves Gaspar, Vigário-geral da Diocese de Aveiro e conhecido historiador e Académico correspondente da Academia Portuguesa de História, desde 1996. A obra agora publicada reflete “Bispos na Vida e na Memória da Princesa Santa Joana”, que faleceu no dia 12 de maio de 1490, precisamente há 525 anos, com fama de santidade, não só pelo amor a Jesus Cristo e à Igreja, mas ainda pela sua disponibilidade para atender e ajudar os mais desfavorecidos.  João Gaspar, garantidamente o mais prolífero estudioso e divulgador da nossa padroeira, da Diocese e cidade de Aveiro, não se cansa de redescobrir motivos para alimentar a nossa admiração e devoção pela Princesa Joana, já beata mas com processo reaberto para ser reconhecida pelo direito eclesiástico como digna de culto universal.

Santa Joana faleceu neste dia

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12-5-1490 


«Cerca das duas horas da madrugada, faleceu no Mosteiro de Jesus a «excelente Infanta e singular Princesa» Santa Joana, cuja morte causou a maior consternação. A notícia propagou-se tão rapidamente que, momentos depois, a igreja de Jesus estava apinhada de fiéis (Memorial, pg. 168) – A.»
"Calendário Histórico de Aveiro"  de António Christo e João Gonçalves Gaspar

Hoje, 12 de maio, dia do falecimento da Princesa Joana, em 1490, é feriado municipal. Este ano, como nos demais, esta efeméride é dignamente celebrada, quer sob o ponto de vista cívico quer religioso. Todos os aveirenses, de Aveiro e Diocese, veneram a beata Joana que escolheu esta «pequena Lisboa» para viver a sua fé, olhando para os mais desfavorecidos.  Ontem, foi apresentado mais um livro de Mons. João Gaspar, a que me hei de referir ainda hoje, sobre a Princesa Joana, que será, ainda, um excelente contributo para o processo de canonização da nossa padroeira, retomado recentemente, por iniciativa de D…

Arada passa a Aradas

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10 de maio de 1973


«Foi publicado na folha oficial o decreto n.º 215/73, de 10 de Maio de 1973, promulgado em 26 de Abril passado, que fixou o nome de Aradas – e não de Arada, como também antes aparecia – para o lugar e freguesia no concelho de Aveiro (Diário do Governo, I Série, n.º 110, 10-5-1973) – J.»
"Calendário Histórico de Aveiro"  de António Christo e João Gonçalves Gaspar

Delmar Conde na Rádio Voz da Ria

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Delmar Conde, conhecido velejador e construtor de barcos de recreio, com provas dadas há muito tempo, esteve na Rádio Voz da Ria, num programa dedicado à CPA —  Comunidade Portuária de Aveiro,  Delmar Conde tem um estaleiro na Gafanha da Encarnação, onde se dedica à reparação de barcos que, em tempos, construiu. Nesta entrevista à Voz da Ria, Delmar Conde fala da sua paixão pela vela,  paixão que já transmitiu aos filhos.
Ler mais e ouvir aqui 
Fonte: CPA

Um prefeito nem sempre é perfeito

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Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO


1. A vontade de fixar certas interpretações, declarações, doutrinas e instituições religiosas como sendo absolutas, irreformáveis e definitivas — marcadas por tradições, contextos históricos e culturais muito circunscritos — roça a idolatria. Substitui o Absoluto transcendente pelo que há de mais relativo e banal, numa linguagem inacessível. Os textos do Novo Testamento (NT) mostram um constante empenhamento de Jesus em dessacralizar tempos, lugares e instituições divinizadas, pois tornavam o acesso a Deus privilégio de alguns e a condenação de quase todos. O próprio Jesus, ao andar em más companhias, ao comer com os classificados como pecadores, não só se desautorizava como homem de Deus, como se expunha a ser considerado um agente do diabo[1]: Ele não expulsa demónios, a não ser por Beelezebu, príncipe dos demónios. Jesus não era da tribo sacerdotal, não andou em nenhuma escola rabínica, não era um teólogo profissional e, no entanto, pôs tu…

Porto de Pesca Longínqua

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O Porto de Pesca Longínqua permitiu-me, em 2007, registar esta foto de navios alinhados, imponentes e belos, demonstrando à evidência que integravam, com propriedade, um belo Postal Ilustrado da nossa terra. Belo postal e marca indelével de trabalho com garantias de sustento de imensas famílias, direta e indiretamente.

Políticos comentadores

Diz Vasco Pulido Valente:

«O problema que isto levanta é compreensível: por que valor tomar os comentadores que se comentam a si próprios, comentam os seus presuntivos sócios no partido e têm um interesse pessoal na generalidade das questões que discutem? Não há maneira de julgar o peso e a consequência do que eles dizem e menos do que eles, sem dizer, insinuam. Só que, para lá disso, a presença dos políticos no jornalismo cria uma familiaridade e uma cumplicidade que prejudicam, quando não falsificam, a verdadeira opinião. Quem trabalha no mesmo sítio ou na mesma empresa, se encontra regularmente nos corredores, fala do que se vai passando no país, conta casos da sua vida privada ou partilha o último boato, acaba, pouco a pouco, por revelar o que não deve ou quando não deve.»
Li aqui

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Liberdade

"A liberdade não consiste só em seguir a sua própria vontade, mas às vezes também em fugir dela".

Kobo Abe (1924-1993)

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Deus ama tanto o padre que casa como o que não casa

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Bispo de Viseu: 
"Deus não ama menos um padre que case  do que um padre que não case"


«"É uma coisa muito boa, muito bela. Deus respeita e aceita e não ama menos um padre que case do que um padre que não case, isto é, Deus ama todas as pessoas independentemente das suas opções. Cada pessoa em sua consciência toma as decisões que entende", defendeu, à margem do Dia Mundial das Comunicações Sociais, data em que se reúne anualmente com os jornalistas da região.»
Li aqui 

Nota: Está tudo certo. Deus ama a todos por igual, crentes e não crentes, mas os homens, incluindo os   religiosos, mesmo os que têm responsabilidades eclesiais, me parece que não agem assim... tenho ouvido alguns que, ao falarem sobre os padres que deixam o ministério, são mesmo agrestes...

Problemas de e com Francisco

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Crónica de Anselmo Borges  no DN


Hoje, ninguém duvida de que o Papa Francisco é uma autoridade moral global, talvez a figura mais popular do mundo e uma das mais influentes, servindo de exemplo a todos quantos exercem o poder. Trouxe a alegria, a ternura, a esperança, a compaixão, a simplicidade, a solidariedade, a sinceridade e a verdade, a justiça, a misericórdia, para a praça pública. E não quer fazer prosélitos, apenas que as pessoas vivam bem, com ânimo, no horizonte de uma vida feliz. E vai escrevendo as suas principais encíclicas: "as encíclicas dos gestos", diz o cardeal Maradiaga. Um destes dias recebeu a arcebispa de Upsala, Suécia, Antje Jackelén: "Querida irmã!" "Não somos adversários nem competimos, somos irmãos na fé." E haverá a comemoração conjunta luterano-católica da Reforma em 2017. E eu penso que seria então um acontecimento histórico o levantamento da excomunhão a Lutero.

Que a vossa alegria seja completa

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Reflexão de Georgino Rocha

Em discurso directo, Jesus dá a conhecer as relações que mantém com Deus Pai e as que pretende que os seus discípulos cultivem e pratiquem. Jo 15, 9-17. Não recorre a metáforas nem a símbolos. Fala em linguagem normal de realidades sublimes. E centra-as no amor em cadeia, que tem a fonte no Pai, toma o rosto humano em si mesmo, estende-se a quem o segue e ama como ele. Este é centro donde provém tudo quanto faz e diz. Este é o centro para onde converge a missão que confia à comunidade dos amigos. Este é o centro que gera a mais eloquente história de amor vivida de tantas maneiras, ao longo dos tempos, por pessoas de todas as idades e categorias sociais.

Divagando…

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Crónica de Maria Donzília Almeida


— Gute Reise! (Boa viagem)
A frase saltou espontaneamente, na mesma língua em que a Frau Merkl intimida os seus parentes europeus. Não foi em tom de intimidação que a expressão foi proferida, mas sim como aplauso àquele casal de ciclistas que passava na rua, em frente ao bosque. Chamou a minha atenção, quando me erguia um pouco para contemplar o céu azul, diáfano, nas minhas tarefas de jardinagem. Na verdade, despertou-me simpatia a visualização daqueles ciclistas, já de idade madura, artilhados a preceito, com capacete próprio e cujo aspeto fazia antever que eram estrangeiros. Não se fez esperar um Danke schön (obrigado), na mesma língua, pelo que supus ter acertado na nacionalidade dos turistas. Uns metros à frente, pararam e dirigiram-se a mim com um mapa na mão, na procura de uma informação. Apesar de hoje não ser difícil encontrar estrangeiros, nomeadamente do centro da Europa, por estas paragens, o espaço Shengen contribui como facilitador, é …