100 ANOS DO MUSEU DE AVEIRO

Um livro para todos 
os que gostam de arte 
e de Santa Joana




Ir ao Museu  de Aveiro é uma aventura

(…) Foi no Museu de Aveiro que o viajante depôs as armas com que, em horas menos respeitosas, tem lutado contra o barroco. Não houve conversão fulminante, amanhã voltará a recalcitrar contra outros excessos e gratuitidades, mas aqui abriu os olhos do entendimento. Quem organizou e mantém o Museu de Aveiro sabe do seu ofício. Do seu ofício sabe igualmente o guia que acompanha o viajante: não se limita às tradicionais ladainhas, chama a atenção, dialoga, comenta com inteligência. (…)


José Saramago, 
“Viagem a Portugal”, 
1.ª ed. Lisboa, 1981, p. 121

Na contracapa do Livro

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O 100 anos do Museu de Aveiro mereceram a publicação de um livro, com direção de Lauro Marques e coordenação da AMUSA — Associação dos Amigos do Museu de Aveiro. Contou ainda com a coedição da ADERAV — Associação para o Estudo e Defesa do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro e da AMUSA.
Um século de vida em prol da cultura e sob o manto de Santa Joana, cujo testemunho de amor à terra e suas gentes não será demais enaltecer, o Museu merecia este trabalho que é, no fundo, uma excelente forma de divulgar o seu acervo, dando destaque também a passos importantes do seu percurso ao longo da sua existência.
Quem tiver possibilidades de ler esta obra ficará decerto aberto a visitas mais frequentes para poder apreciar ao vivo as riquezas que possui e que são bons testemunhos de épocas diversas, com as artes a marcarem presença indelével que enriquecem as nossas memórias e as nossas sensibilidades para o belo.

Mons. João Gaspar, um historiador conceituado e membro da Academia Portuguesa de História, mas ainda acérrimo divulgador de Santa Joana, padroeira da cidade e diocese de Aveiro, escreveu para este livro do centenário um texto precioso intitulado “Santa Joana — Presença e Memória Secular no Mosteiro de Jesus e em Aveiro”.
A história deste museu abrange vários capítulos sobre o seu recheio, restauros e obras, mas ainda a oferta pela AMUSA de uma pintura de Santa Joana, adquirida em Turim, e «mandada executar pelas Corte Portuguesa, e procedente da casa de Saboia, Duque da Aosta, à qual fora legada pela Rainha Senhora Dona Maria Pia», como sublinha Lauro Marques, presidente daquela associação. 
José António Rebocho Christo, na altura conservador do Museu de Aveiro, apresenta um estudo sobre o referido quadro, que considera «uma pequena pintura com uma grande história», que todos os amantes da cultura, de Santa Joana e do museu saberão apreciar. 
Os antigos diretores do Museu de Aveiro foram evocados devidamente, pois sem a dedicação de todos o conhecido Museu de Santa Joana não seria o que é hoje: o orgulho de todos os aveirenses.

Fernando Martins

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