Ao meu pai...

Um soneto de Maria Donzília Almeida











Um dia, a linda Rosa desabrochou
E à luz do dia trouxe o seu rebento
Que foi crescendo e ganhando alento
Num alto e esbelto jovem se tornou.

Agruras e alegrias experimentou,
Sem desistir da vida um só momento.
Usando de muita arte e seu talento
O Cabo das Tormentas ultrapassou.

A Terra do Tio Sam foi a atração
E com a sua prole se fez à vida,
Levando a saudade no coração.

P’ra trás deixou a sua pátria querida
Acalentando a forte convicção
De regressar após missão cumprida.


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