VIAGEM À TAILÂNDIA: O NORTE DA TRIBOS EXÓTICAS

CRÓNICA DE VIAGEM DE MARIA DONZÍLIA ALMEIDA
Dia 9 de agosto, sábado


Partimos, de manhã, em direção ao norte da Tailândia conhecido pelas tribos exóticas que vivem nas montanhas com visita à aldeia das tribo Yao e Akha. O WaYao, ou Yao, é um dos principais grupos étnicos e linguísticos com base no extremo sul do lago Malawi, que desempenhou um papel importante na história da África Oriental durante os anos de 1800. Os Yaos são predominantemente um grupo de povos muçulmanos de cerca de 2 milhões espalhados por três países, Malawi, Moçambique e Tanzânia e são um dos grupos mais pobres do mundo. O povo Yao tem uma forte identidade cultural, que transcende as fronteiras nacionais.


Continuação da viagem para Doi Tung, situada a 2000 m acima do nível do mar. No passado, a área da floresta em redor de Doy Tung foi destruída por uma agricultura itinerante. Em 1987, por iniciativa da mãe do rei foi criado o projeto de desenvolvimento de Doy Tung e estabelecido um acordo para irradicar o cultivo do ópio e incentivar os agricultores a utilizar prática agrícolas sustentáveis.
Visitámos Mae Fah Luang, O Jardim Botânico da Avó, situado a 1512 m de altitude. É um jardim repleto de árvores, plantas, flores nativas, palmeiras e diversas orquídeas, mas também existem fontes e um pequeno lago. Aí visitámos o Chalet Real e o Museu da Rainha Mãe. No meio desta vegetação exótica e cuidada, senti-me como peixe na água, no meu habitat natural!
Partimos em direção a Mae Sai, localizada no ponto mais a norte da Tailândia na zona fronteiriça com a Birmânia para a visita ao mercado local e ao posto fronteiriço.
Seguimos viagem para a região do “Triângulo de Ouro”, onde se unem três países, divididos pelo rio Mekong: Tailândia, uma monarquia constitucional; Myanmar, antiga Birmânia, uma ditadura militar e o Laos, país comunista.
Foi, noutros tempos, um importante centro de tráfico de ópio. Pudemos contatar isso mesmo no Museu do Ópio que visitámos e onde vimos entre outras coisas, uma coleção riquíssima de cachimbos com que se fumava o narcótico.
Depois do almoço num restaurante local, onde mais uma vez degustámos iguarias da região, saímos para um passeio de barco no rio Mekong, durante o qual desfrutámos de uma linda paisagem dos três países, entrando em águas de Myanmar e Laos, até chegarmos à vila de Don Xao no Laos. Aí esperava-nos mais um grande mercado, onde se vendia de tudo, um pouco como nas lojas chinesas. Também apareciam criancinhas mal vestidas a pedir moedas aos turistas. Sinais do país em questão……..ou da tática política dos governantes?

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