VIAGEM À TAILÂNDIA: O CULTO DA DIVINDADE

Crónica de Viagens de Maria Donzília Almeida
Dia 6 de agosto 4.ª feira



Fomos visitar Phitsanulok, uma cidade histórica e capital da Tailândia durante 25 anos. É uma das mais antigas cidades tendo sido fundada há mais de 600 anos.
Aí visitámos o templo Wat Phra Sri Ratana fundado em 1357 pelo rei King Maha Thammaradscha I de Sukhothai. Aqui se encontra uma das mais veneradas imagens do Buda, na Tailândia. O templo é muito famoso pois tem a imagem do Buda de ouro chamada “Phra Phuttha Hinnarat”, considerada pelos tailandeses a mais bela imagem de Buda de todo o país. Esta imagem foi fundida em bronze e mais tarde em dourado.
Verifica-se um grande fervor no culto da divindade, perante a qual os crentes se curvam tocando com a cabeça no chão. Daí a necessidade de o manter sempre limpo e brilhante. Normalmente, o chão é um xadrês de rico colorico, em boa harmonia com o fausto do tmplo e uma carícia aos turistas de pés descalços! Também lhe trazem oferendas de toda a espécie, quase como sendo um ser vivo e com características humanas.




Há gente aos magotes, das mais diversas proveniências, que satisfazem a curiosidade e se deslumbram por estas paragens exóticas. Tal como este grupo de portugueses de Santa Joana que sua as estopinhas para abarcar e absorver toda a informação que a nossa guia, Tanassee Norma, nos vai transmitindo. Eu que não gosto de perder pitada, ando sempre a seguir a Norma... e não me desvio dela um milímetro! É uma simpatia e muito expressiva! Uma tailandesa pura que se perdeu de amores por Portugal!
Continuação da viagem para Sukhothai fonte de uma herança nacional, como o alfabeto tailandês, tecidos e porcelana. Do autocarro, podemos observar os outdoors com a imagem do rei e rainha da Tailândia, que se impõem à vista e na vida do cidadão comum, com tanta frequência, que mais parecem parte da família.
Fundada no século XIII, Sukhothai que significa “Aurora da felicidade” foi a primeira capital do reino independente da Tailândia e gozou de uma era de ouro sob o reinado de Ramkhamhaeng, que se crê ter sido o criador do alfabeto tailandês. Os monumentos e os templos sumptuosos têm sido minuciosamente restaurados e o parque histórico foi reconhecido como património cultural pela Unesco.
Sukhothai tornou-se um reino independente quando os príncipes Pho Khun Pha Muang e Pho Khun Bang Klang Hao uniram forças na expulsão dos Kmers do país.



O estabelecimento de relações diplomáticas com a China também engrandeceu o reino, pois importou, daquele país, os artesãos do barro. O budismo apoiado e promovido pelas autoridades, floresceu nesta era dando origem a riquíssimas obras de arte quais tesouros que deixam transparecer um sentimento de paz e serenidade.
Visitámos a estação arqueológica e os templos Wat Sra Sri e Wat Sri Chum que possui uma das maiores imagens sentadas do Buda do reino.
No final seguimos para a visita a Si Satchanalai a cidade irmã de Sukhotai, localizada nas margens do rio Yom.
De tarde partimos para mais uma viagem de autocarro, até Chiang Mai, centro cultural da Tailândia, fundada doze anos depois de Sukhotai, em 1296. Esta cidade manteve-se intacta ao longo do tempo, mantendo a sua importância espiritual sobre toda a região.

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