ESCOLA DE MÚSICA GAFANHENSE

Sarau de encerramento com  sonho de nova sede

José Gabriel


A propósito do sarau de encerramento do ano da Escola de Música Gafanhense, que se realizou no passado domingo, 6 de julho, no salão da Casa do Povo da Gafanha da Nazaré, ouvimos o presidente da direção daquela instituição, José Gabriel, que nos garantiu ser vontade da direção continuar a trabalhar, embora «com limitações». 
A festa contou com a apresentação musical individual e com duetos de alunos, encerrando a Orquestra Juvenil, formada por 16 elementos e dirigida pelo maestro Arménio Pinto, «que é um professor de referência».
Da formação, inerente a quem dá os primeiros passos, os alunos saltam para as classes, fazendo experiências que os levam posteriormente a optar por um dos diversos instrumentos. Nessa linha, seguem pela flauta, podendo passar pelo clarinete, trompete e saxofone. De há três anos para cá, a escola tem à disposição dos alunos o piano. E à medida da evolução da aprendizagem surge a Orquestra Juvenil, meta interessante e decerto desejada por todos os jovens músicos.

O presidente da direção sublinhou a importância de jovens professoras que dão, com o mestre Arménio Pinto, obviamente, o seu melhor, sendo garantia de qualidade indesmentível.
Quanto a ajudas institucionais, José Gabriel referiu as que vêm da Câmara de Ílhavo, todos os anos, mas «este ano também veio o apoio da Junta de Freguesia». Há as mensalidades dos alunos que, «sendo simbólicas, são uma base de trabalho fundamental». Há, ainda, «as quotas dos sócios ativos, cerca de 160», afiançando que, mesmo baixas, não deixam de ser «representativas». E aqui fez questão de lembrar que «há pessoas que nunca deixaram de ser sócias, desde a fundação». Sobre o movimento escolar, José Gabriel adiantou que semanalmente marcam presença assídua 40 alunos.
Quanto ao futuro da Escola de Música, a direção a que preside e que integra pessoas dedicadas (Eduardo Tavares, Manuel Ramos, Orlando Leitão e Ricardo Mendes) desejaria ter instalações adequadas às realidades dos novos tempos, isto é, que oferecessem melhor ambiente físico a professores e alunos. «Fala-se da Casa da Música, um projeto que já anunciado há muito tempo para ocupar as antigas instalações da Cooperativa Humanitária, havendo a promessa da atual Câmara de Ílhavo, pela voz do seu presidente, Fernando Caçoilo, de que a obra tem mesmo de avançar, para receber a Escola de Música Gafanhense, a Filarmónica Gafanhense e o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré», esclareceu José Gabriel. 
Sendo certo que a Escola de Música Gafanhense nasceu no seio da Filarmónica Gafanhense, não falta quem veja com bons olhos o regresso da Escola à Filarmónica. José Gabriel é um dos que defendem essa solução, até porque nas duas instituições há objetivos comuns. E garantiu-nos até que já houve negociações, cuja continuidade considera importante para salvaguardar a história e os interesses das referidas associações da nossa terra. O tempo o dirá.

Fernando Martins



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