UM SERVIDOR DEDICADO DA NOSSA COMUNIDADE




Manuel Sardo, 65 anos, casado com Mariana Sardo, duas filhas, eletricista, é um dedicado servidor da comunidade paroquial, com uma indesmentível capacidade de trabalho. Homem sereno, normalmente sorridente, faz parte do Conselho Económico e Pastoral, desde o tempo da Comissão Fabriqueira, há nove anos. Como nos confessou, não gosta muito de ocupar cargos de chefia, mas está disponível para colaborar no que for preciso.


Quem costuma participar nos almoços organizados com o objetivo de angariar fundos para obras na igreja matriz ou para a construção da residência paroquial sabe que Manuel Sardo é o principal responsável por aquela iniciativa que se repete umas cinco vezes por ano, coordenando uma equipa de dez pessoas. Sem ser cozinheiro, admite que gosta de cozinhar, não o assustando o número de pessoas habitualmente elevado nestes almoços paroquiais, à volta de 150.
Manuel Sardo sabe que nos almoços, que se realizam no Centro Comunitário Mãe do Redentor, na Colónia Agrícola da Gafanha, os comensais têm de ser servidos condignamente. Por isso, esclarece que há muito cuidado na confeção das entradas, sopa e pratos previamente anunciados, porque, se tal acontecer, o povo continuará a aparecer.
Sobre estas ações, o nosso entrevistado salienta a sua necessidade para a comunidade paroquial, não só pelo convívio que proporciona, mas também pelas receitas que geram, já que o contributo anual dos paroquianos não é suficiente para as múltiplas despesas da Igreja. Tanto quanto é sabido, são frequentes as obras de reparação e manutenção, tal como as despesas do culto e salários, entre outras.
Questionado sobre os preparativos para um almoço, Manuel Sardo adianta que a equipa se debruça sobre o que tem de ser comprado para confecionar as entradas, a sopa e o prato, tendo em conta o número de inscritos no cartório e junto dos membros do Conselho Económico e Pastoral. Por norma, as sobremesas são oferecidas por alguns paroquianos. E adiantou alguns números: 300 gramas de carne por pessoa, quando se trata de rojões; 250 em dia de bifanas; 200 para a feijoada. Há ainda tudo o que é fundamental para a sopa, que tem de sair substancial e à moda da Gafanha. E as bebidas e o café nunca podem faltar. O pão é amassado e cozido pela equipa. Sublinhe-se, contudo, que a equipa dos almoços coze e vende pão, uns fins de semana antes, para cobrir despesas geradas pela compra dos mais diversos produtos. Assim, a receita final será maior.
Para além da cozinha, sempre trabalhosa e com exigências de higiene, os colaboradores têm de montar as mesas e servir, com delicadeza e arte, e no final têm que limpar tudo, arrumar e deixar o Centro Comunitário tão asseado como o encontraram.
Manuel Sardo, que ainda se envolve ativamente no Cortejo dos Reis, desempenhando nos autos natalinos o papel de Rei Herodes, há sete anos, confessa que gosta de representar e de ajudar em tudo o que pode nas iniciativas da comunidade, o que o ocupa bastante, garantindo que consegue tempo para tudo, apesar de, para além das suas ocupações profissionais, se dedicar à agricultura. 

Fernando Martins

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