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A mostrar mensagens de Dezembro, 2013

De novo a «Joana Gramata»

Um texto de Senos da Fonseca


Estávamos no dealbar do séc. XIX. Joana Rosa de Jesus, descendente do velho Gramata, um dos primeiros que tinha posto pé por aquelas beiras disposto a «lançar ferro», e ali ficar, tinha naquela noite em que o luar espargia, quente e prateado aquele «mar dunar», decidido ir ao encontro do vento. Que se tinha esquecido de espinotear como garrano selvagem, permitindo que o bafo quente saído da terra, ainda a cheirar a salsugem, penetrasse, bofes adentro, como sussurro de búzio. A noite estava calma. Vindo lá do suão a aragem leve, estival, tinha tomado conta da planície, fustigando ao de leve os caniços secos e as hastes de milho que começavam a enverdecer aquelas paragens maninhas. A planura era um mar de silêncio que só o bulício dos milheirais quebrava.
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Rosa da Crise

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Este ano não houve prendas de Natal. A crise a isso obrigou. Apenas foram contemplados os netos, porque era preciso que eles pudessem continuar a alimentar os sonhos da magia da quadra natalícia. Mas a minha cunhada Esmeralda Ramos fez questão de nos brindar com esta rosa de sua lavra. Rosa feita de cerâmica fria, como nos disse, modelada e pintada pela sua paciência e amizade — quero eu sublinhar. E aqui fica como exemplo a seguir. Se não podemos gastar dinheiro em prendas, quantas vezes sem nexo para quem as recebe, está ao nosso alcance ocupar um tempinho na elaboração de lembranças, sem grandes despesas. Afinal, as crises podem levar-nos a acicatar a imaginação. Nas prendas como na vida.

Obra da Providência

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Neste mês, em que se assinala o primeiro aniversário do Fórum Municipal da Maior Idade e em que apresentamos aos nossos leitores uma Agenda renovada, dedicamos esta nova rubrica da Agenda de Eventos “Viver Em...”, “Associações”, à Obra da Providência, a mais antiga entidade parceira do Fórum. A Obra da Providência, Instituição Particular de Solidariedade Social, nasceu espontaneamente em 1953, na Gafanha da Nazaré, graças ao empenhamento de duas mulheres, a D. Maria da Luz e a D. Belinha, que dedicavam grande parte do seu tempo a ajudar os mais desfavorecidos. O objetivo era o de dar apoio a jovens vítimas de rejeitação familiar e violência doméstica, da prostituição e de outras situações sociais problemáticas, sendo um grande número de mães adolescentes. Denominada na altura de Lar da Providência, as fundadoras procuraram desde o início que a marca caraterística desta casa fosse o ambiente de acolhimento e de liberdade. Procuraram também manter um grupo pequeno para asse…

Dia Mundial da Paz

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Mensagem do Papa Francisco



FRATERNIDADE, FUNDAMENTO  E CAMINHO PARA A PAZ
1. Nesta minha primeira Mensagem para o Dia Mundial da Paz, desejo formular a todos, indivíduos e povos, votos duma vida repleta de alegria e esperança. Com efeito, no coração de cada homem e mulher, habita o anseio duma vida plena que contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar.
Na realidade, a fraternidade é uma dimensão essencial do homem, sendo ele um ser relacional. A consciência viva desta dimensão relacional leva-nos a ver e tratar cada pessoa como uma verdadeira irmã e um verdadeiro irmão; sem tal consciência, torna-se impossível a construção duma sociedade justa, duma paz firme e duradoura. E convém desde já lembrar que a fraternidade se começa a aprender habitualmente no seio da família, graças sobretudo às funções responsáveis e complementares de todos os seus membros, mo…

O espírito livre vivifica

Um Cristo formatado? Frei Bento Domingues

1. “Esta é a definição da lei: algo que pode ser transgredido”. Assim falava, no seu gosto pelos paradoxos, o grande escritor católico, Gilbert K.Chesterton (1874-1936). Partindo da convicção de que a Deus nada é impossível, as comunidades cristãs, sobretudo as do primeiro século, elaboraram narrativas sobre o percurso de Jesus Cristo - desde a anunciação à ressurreição – que parecem contrariar, sem necessidade, as mais respeitáveis e inocentes leis da natureza. 
A este respeito, importa não esquecer que a linguagem mítica e simbólica da liturgia do Natal não pretende dar aulas de biologia e astronomia, mas subverter as leis de um mundo dominado pela injustiça. Quando os Evangelhos são interpretados em registo literal, em vez de provocarem a inteligência, a imaginação e os afectos, paralisam-nos e tornam-se charadas absurdas, até naquilo que têm de mais belo e subversivo. A letra mata. O espírito livre vivifica. 

Felicidade

«A condição essencial para a felicidade  é ser humano e dedicado ao trabalho» Tolstoi

A "Ílhava" no Museu de Ílhavo

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A partir de segunda-feira 



Uma prenda de Natal para os amantes da ria 
Na segunda-feira, a “Ílhava”, que os Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo (AMMI) mandaram construir segundo planos (3D) do livro de Senos da Fonseca, chegará ao MMI. Esta é uma boa razão para aquele estudioso de temas ilhavenses, mas não só, ficar duplamente satisfeito.  Senos da Fonseca teve a gentileza de me informar que nessa recriação foram fundamentais o espírito criterioso da Ana Maria Lopes e o saber do Cap. Marques da Silva, outros ilhavenses que à cultura da nossa terra, com ria e mar sempre em destaque, muito têm dado.  O autor salienta que a “Ílhava” é «a bateira com que os “ilhós” escreveram “história”», acrescentando: «Ali exponho tudo quanto desde há vinte anos procurei saber sobre a bateira; uma inteira desconhecida quando dei os primeiros passos.» 
A brochura pode ser lida aqui

Há muitas Marias na terra...

«O ano ainda não acabou mas nada vai tirar o primeiro lugar do pódio a Maria, o nome mais escolhido pelos portugueses. Nos rapazes, João ameaça destronar Rodrigo, que está à frente desde 2009.»
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NOTA: Há hábitos enraizados, como se nota pelos nomes atribuídos às pessoas. Maria predomina, naturalmente, por ser o nome de Nossa Senhora. Ana, a mãe da Virgem Maria, também teve o seu tempo. Como José, João, Manuel (com a variante Manoel), Francisco, António e por aí fora. Joana, talvez pela devoção à padroeira da cidade e diocese de Aveiro. Quem frequenta os arquivos dos batismos, casamentos e óbitos depara com curiosidades dignas de registo. Não sei se há estudos sobre este assunto, mas que há matéria para reflexão, sobre as escolhas dos nomes na hora dos nascimentos, lá isso há.  Há anos verificou-se a tendência para optar por nomes ouvidos nas telenovelas brasileiras e julgo que ainda está na moda esse hábito. Não há mal nenhum, mas eu gostaria mais dos nomes portuguesíssim…

Bom Ano Novo!

Pequenos pensamentos para 2014 Anselmo Borges
«Envelhecemos, mas, por mim, não tenho inveja da juventude. Pelo contrário, agora, à distância, o que quero é que os jovens vivam intensamente cada tempo. Na dignidade livre e na liberdade com dignidade. O que deveria ser norma para todos. Que vivam com atenção e intensidade, pois tudo passa muito rápido.»

José toma o Menino e sua Mãe

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LEVANTA-TE, TOMA O MENINO E SUA MÃE Georgino Rocha
Duas vezes, ouve José a voz do enviado de Deus que lhe diz: “Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe”. Uma, para fugir para o Egipto. Outra, para regressar às terras de Israel. A primeira, porque o Menino corria perigo de vida. A segunda porque Herodes, o perseguidor, havia morrido. E José acolhe prontamente a ordem recebida e, com obediência confiante, dá-lhe seguimento.
Não hesita nem se queixa, apesar do nascimento ter sido há tão pouco tempo, da fragilidade do Menino, da debilidade de Maria. Não teme a noite, nem a incerteza e o cansaço da viagem. Dócil e ousado, faz-se ao caminho. Que belo exemplo nos deixa: prontidão em ouvir, generosidade em arriscar, disponibilidade para agir, fidelidade em obedecer, discernimento para acertar, cuidado solícito em salvaguardar a sua família. José, movido pelo amor, realiza a missão recebida.

São Nicolau

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História do Pai Natal Maria Donzília Almeida
De tanto ver a figura do Pai Natal empoleirada em todos os cantos e esquinas e pressentindo que a sua vocação não é o alpinismo, mas sim uma variante dos desportos de inverno, resolvi aprofundar o conhecimento desta figura mítica. A história do Pai Natal tem duas origens: a primeira surgiu com a figura de São Nicolau, um arcebispo de Myra, na Anatólia, atual Turquia, considerado padroeiro das crianças e dos marinheiros. Viveu no século IV e ficou conhecido pela sua bondade e generosidade, pois distribuía sacos de moedas pelas chaminés das casas de famílias carenciadas.  Após a sua morte, vários milagres lhe foram atribuídos, tendo vindo a ser declarado santo. Antigamente, o dia 6 de dezembro era celebrado como Dia de São Nicolau, e nesse dia trocavam-se prendas. Contudo, a Reforma Cristã transferiu para o Menino Jesus, a dádiva dos presentes. Até 1931, o Pai Natal era representado de diferentes formas, surgindo com roupas de inverno, barret…

Amizade

«A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas»
Francis Bacon

Nova noite de magia

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Natal 2013

Hoje anseio Nova noite de magia Em que nasças de novo; Não para seres mais o menino Mas para seres o Homem Que com a palavra derrubasse o muro Para que por ele passem Aqueles para quem não há presente, E muito menos futuro.
Excerto de um poema de Senos da Fonseca

O melhor Presépio

«O melhor presépio de Jesus será sempre o coração dos pobres em espírito, dos puros, dos misericordiosos, dos pacíficos, dos que fazem das bem-aventuranças critério de vida e se sentem tocados de perto pelo amor do nosso bom Deus.» 

António Francisco,  Bispo de Aveiro

Alegria

«A alegria evita mil males e prolonga a vida»
Shakespeare
Nota:Não há dúvida. Se quisermos um corpo são e vida longa, temos mesmo de cultivar a alegria. Rir é um bom remédio para o corpo e para o espírito.

Bom Natal

Crónica de João Carlos Espada
no PÚBLICO de hoje

«Talvez essa civilidade dos portugueses deva alguma coisa à cultura cristã, que nos tem impregnado ao longo dos séculos.»


"(Os cristãos) habitam pátrias próprias, mas como peregrinos; participam de tudo, como cidadãos, e tudo sofrem como estrangeiros. Toda a terra estrangeira é para eles uma pátria e toda a pátria uma terra estrangeira. Casam como todos e geram filhos, mas não abandonam à violência os neonatos. Servem-se da mesma mesa, mas não do mesmo leito. Encontram-se na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são regidos pelo céu. Obedecem às leis estabelecidas e superam as leis com as próprias vidas. Amam todos e por todos são perseguidos".
"Carta a Diogneto", do século II,  de autor desconhecido

Beethoven para este tempo

Jesus não faz anos dia 25

Crónica de Frei Bento Domingues
no PÚBLICO


1. Não há ano zero. Sabemos que, sob o Império Romano, o tempo era contado a partir da fundação de Roma. Quando, no séc. VI d.C., a Igreja romana decidiu contar os anos a partir do nascimento de Jesus Cristo, deparou com um problema. A festa já era celebrada no dia 25 de Dezembro. Ficou determinado que o ano I começaria no 1º de Janeiro seguinte, que corresponderia ao ano 754 da fundação de Roma. O ano anterior (753) foi designado o ano I a.C.. Resultado: passamos do – 1 para o +1.
Os cristãos começaram a celebrar a Páscoa muito cedo, mas só encontramos referências ao Natal a partir do ano 354. Ao escolher celebrar a festa do Natal a 25 de Dezembro estava-se, de facto, a cristianizar a festa pagã do Sol invictus, que marca o renascer do sol, depois do solstício de Inverno. Bela inculturação.

Carta do Menino Jesus

Uma reflexão de Leonardo Boff


O materialismo do Papai Noel  e a espiritualidade do Menino Jesus
Meus queridos irmãozinhos e irmãzinhas,
Se vocês olhando o presépio e virem lá o Menino Jesus e se encherem de fé de que ele é o Filho de Deus Pai que se fez um menino, menino qual um de nós e que Ele é o Deus-irmão que está sempre conosco,
Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas, especialmente nos pobrezinhos, a presenca escondida do Menino Jesus nascendo dentro deles.
Se vocês fizerem renascer a criança escondida no seus pais e nas pessoas adultas para que surja nelas o amor, a ternura, o carinho, o cuidado e a amizade no lugar de muitos presentes.
Se vocês ao olharem para o presépio descobrirem Jesus pobremente vestido, quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente pobres e mal vestidas e sofrerem no fundo do coração por esta situação desumana e se decidirem já agora, quando grandes, mudar estas coisas para que nunca mais haja crianças chorando de fome e de frio,

Bispo de Aveiro com os sem-abrigo

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«O bispo de Aveiro vai partilhar o jantar de Natal com sem-abrigo da cidade, anunciou na sua mensagem para esta celebração, na qual alerta para as diversas formas de rejeição e exclusão na sociedade. “Com esse espírito, partilharei a Ceia de Consoada com os sem-abrigo da cidade e de junto deles partirei para a Eucaristia de Natal na Sé”, revela D. António Francisco dos Santos, que já em 2012 dedicou esta hora a quem está só. O prelado fala na necessidade do “Natal de Jesus”, num tempo de “povos sem pátria, de nações sem paz, de pessoas sem-abrigo, de lares sem amor, de famílias sem trabalho, de bocas famintas, de emigrantes dispersos pelo mundo e tantas vezes rejeitados e excluídos, de suicídios a aumentar, de violência a crescer e de desalento a bater à porta de tanta gente”.»
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O dia mais curto

Celebra-se hoje o solstício de inverno,  o dia mais curto do ano
Logicamente, se é o dia mais curto também é a noite mais longa. Amanhã, os dias começam a crescer e no equinócio da primavera, em março, já o dia será igual à noite... E assim vai o mundo. Associadas a esta realidade cósmica, temos festas e celebrações próprias de cada civilização. Na civilização cristã, por exemplo, temos o Natal e a Páscoa. Mas há mais.
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Nasceu-nos um Salvador

NATAL: A HISTÓRIA NO SEU REVERSO
Anselmo Borges
Há um testemunho de Kant que diz bem da sua grandeza de filósofo e de homem. Poucos dias antes de morrer - 12 de Fevereiro de 1804 -, confiou a amigos: "Senhores, eu não temo a morte, eu saberei morrer. Asseguro-vos perante Deus que, se sentisse que esta noite iria morrer, levantaria as mãos juntas e diria: Deus seja louvado! Mas, se um demónio mau se colocasse diante de mim e me insinuasse ao ouvido: Tu tornaste um homem infeliz, ah! então seria outra coisa."Afinal, o que é mais importante e decisivo não é a dignidade de todos e a sua felicidade? Não é devido ao seu combate ímpar pela liberdade e dignificação de todos que o mundo se inclina unânime, com respeito, perante a memória de Mandela?Este é também o segredo do Papa Francisco: renovar a Igreja, evangelizá-la, para ela poder, por palavras e obras, evangelizar o mundo: levar a todos a notícia boa e felicitante do Deus de Jesus Cristo. 

Deus fez-se humano

A NOIVA DE JOSÉ É A MÃE DE JESUS Georgino Rocha
Maria e José são noivos. Têm um projecto de vida definido e estável, de amor mútuo fiel e definitivo. Sabiam o que pretendiam e observavam as normas que configuravam o seu estatuto na sociedade judaica. A sua opção pelo casamento era reconhecida oficialmente. Viviam o sonho feliz de constituir uma família. Apenas aguardavam o tempo de receber, segundo os ritos religiosos, as bênçãos de Deus, de celebrar com os familiares e amigos a festa do amor recíproco, de iniciar a vida em comum e a convivência na mesma casa. Que actualidade mantém este modo de viver o noivado, de fazer os esponsais, de se inserir na sociedade, de ser membro da comunidade religiosa e cristã!

Avarias técnicas

Ontem foi dia de avarias técnicas,  felizmente já ultrapassadas. E quando elas acontecem, no meu caso, até parece que acaba o mundo, porque fico sem acesso à informação em cima da hora. Mas com a ajuda de um funcionário do meu servidor, atencioso e competente, já posso usufruir de um bem, a Net, que a nossa civilização nos oferece.  Bom fim de semana para todos.

Marinhas de Sal de Aveiro

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Um texto do padre João Vieira Resende  publicado na revista Arquivo do Distrito de Aveiro,  Vol. X, 1944

Peregrinação ao túmulo do Cardeal Cardijn

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Um apóstolo da juventude trabalhadora 
A ideia de peregrinar ao túmulo do cardeal Joseph Cardijn, fundador da JOC (Juventude Operária Católica) e, naturalmente, da JOCF (Juventude Operária Católica Feminina), na Bélgica, foi alimentada há anos pela Fernanda Matias e concretizada em 18 de novembro.  Para os mais novos, o nome deste Cardeal não dirá muito, porém, os mais antigos, sobretudo os católicos ligados à Ação Católica, guardam, das suas iniciativas e métodos pedagógicos, lições que lhes serviram para a vida. Não se estranhe, pois, que a Fernanda Matias, uma jocista comprometida com a pastoral operária e com o testemunho cristão, tenha tornado realidade um sonho de há anos. Nesta viagem participaram, entre outras amigas, a Maria Helena Trindade, que foi dirigente diocesana da JOCF, e o Padre Tomás Marques Afonso, que foi assistente religioso da JOC.


Natal

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A LUZ DA CRIAÇÃO

Foi do fulgor imemorial,
E vindo quase do nada,
Que o mundo se animou
Numa nova alegria criada
Pela simplicidade maternal
Do nascimento do Salvador.

Um anjo deu a novidade
Na lapinha silenciosa:
A paz reinaria inteira,
Depois dessa virtuosa
Noite de claridade
Ser de todas a primeira.

E os pastores de lida apressada
Logo foram em direção
À cidade reconhecida
Ver a maravilha da criação.
E assim fizeram dessa jornada
A aurora da nova vida.



Hélder Ramos
Notas 1. Poema publicado no Timoneiro de dezembro; 2. Foto do meu arquivo, registada num Cortejo dos Reis da Gafanha da Nazaré.

Dia Internacional da Solidariedade

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No âmbito da Comemoração do Dia Internacional da Solidariedade, a Câmara Municipal de Ílhavo vai realizar, no próximo dia 20 de dezembro, entre as 15 e as 17 horas, um conjunto de ações entre as quais um Worshop de Risoterapia, no Fórum Municipal da Maior Idade. Esta atividade pretende fundamentalmente sensibilizar para ações de solidariedade imaterial, com recurso a dinâmicas de grupo interativas e conta com a presença de Fernando Batista, sendo dirigida a toda a Comunidade. O Fórum Municipal da Maior Idade, localizado na Rua D. Fernando, no antigo Jardim de Infância da Cale da Vila, na Gafanha na Nazaré, tem como objetivo principal propiciar condições favoráveis para o envelhecimento ativo e para a solidarização entre gerações.

Fonte: CMI

A festa antecipada do Natal

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Mensagem do Bispo de Aveiro
Natal Jubilar

Tem rosto pequenino, olho vivo, cabelo preto e farto, como todas as crianças da sua etnia, aquele menino, que uma funcionária da Instituição aconchegava ternamente ao seu regaço de mãe. Foi a última criança a chegar nesta noite para a oração inicial que fizemos, antes da ceia de convívio, à volta da mesa recheada e decorada a gosto para a festa antecipada de Natal. O Abraão, assim se chama este menino lindo, frágil e pequenino, tem 16 dias apenas, tantos quantos este advento. O Abraão é a criança mais nova daquela instituição da Igreja onde, semana a semana ou mês a mês, chegam crianças, que não tiveram lugar em berços de família ou casa em hospedarias da cidade. Sabemos que a mãe do Abraão teve de recorrer a uma instituição porque foi abandonada pelo marido e não consegue sozinha cuidar do filho mais velho, que é deficiente, e do mais pequenino, que agora nasceu. Por isso desprendeu-se do mais saudável para cuidar do mais doente. São assim as …

Natal sem música

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Passei pelo Fórum há dias e não senti a alegria do Natal. Estava habituado a apreciar os enfeites natalícios ao som de lindas melodias que, mesmo repetidas com cadência regular, nunca nos cansavam. Desta vez, naquele dia, o silêncio, ao jeito de luto, imperava. A crise até na simples música gravada fez questão de acompanhar as bolsas sem o peso de euros. Pode ser que no próximo Natal tudo volte à normalidade.

Velho Tronco

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Para os menos jovens sentirem  que ainda enfeitam a paisagem humana



Natal

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Natal
Outro Natal. Outra comprida noite De consoada, Fria, Vazia, Bonita só de ser imaginada.
Que fique dela, ao menos, Mais um poema breve, Recitado Pela neve A cair, ao de leve, No telhado.
Miguel Torga
Diário,  S. Martinho de Anta, 24 de dezembro de 1975

Óbidos Vila Natal

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Para acabar em beleza as atividades letivas




Para acabar em beleza, as atividades letivas, nada melhor que uma visita à encantadora Vila Natal, situada em Óbidos. Um dia solarengo foi a moldura meteorológica que prenunciava uma viagem de sucesso. O sol brilhava, baixo, sem grande poder calorífico, mas aquecia a alma. A paisagem de outono oferecia-se, aos nossos olhos, sedentos da tranquilidade, como um calmante, nos tons quentes, vermelhos, acobreados e castanhos.  A vila medieval de Óbidos conduz-nos, nesta quadra natalícia, a um mundo mágico e encantador que envolve a festa do nascimento do Menino Jesus. Com decorações e cenários coloridos, onde impera a imaginação, é recriada, para os mais novos, a mística do Natal. Por toda a parte, existe animação com teatro de rua, marionetes, em atuações sucessivas e com adereços muito apelativos.

A festa do Menino Jesus anima a nossa comunidade

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Cortejo dos Reis — 12 de janeiro



A festa do Menino Jesus vai realizar-se na nossa paróquia no dia 12 de janeiro, um pouco depois do que era habitual, por razões compreensíveis, que se prendem com a programação da unidade pastoral constituída pelas paróquias das Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo. Este ano, por isso, os cortejos foram agendados para os dias 5 de Janeiro (Encarnação), 12 (Nazaré) e 19 (Carmo). Seja em que dia for, porém, a festa do Cortejo dos Reis, que tem por tema de fundo o nascimento do nosso Salvador, é sempre uma bela expressão da religiosidade do nosso povo, alicerçada no espírito comunitário que desde o início da ocupação dunar tem perdurado. O Menino Jesus, pela candura que irradia, merece bem este cortejo e tudo quanto o envolve, nomeadamente, os autos que lhe estão associados, os cânticos natalinos, a alegria vivenciada por todos os participantes e as prendas que são, indubitavelmente, uma expressão de amor e de carinho.  O Cortejo dos Reis apresenta-se, …

Liberdade

«Aqueles que negam a liberdade 
aos outros não a merecem»

Abraham Lincoln, 1809-1865, 16.º Presidente dos Estados Unidos
no PÚBLICO de ontem

Natal

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Presépio

Nesta noite
De tanta acalmia interior
Fico-me a olhar o presépio
Absorto, por certo maravilhado.
Brota em mim um enlevo da inocência
Que julgava já perdida,
O sol já se escondeu.
O silêncio estreme
Convida-me a aproximar da fronteira do sonho.
Fico pasmado com tamanha transparência
Da cristalina doçura daquele menino risonho.

AH!
Só uma criança pode sorrir assim…,
Na imaculada pureza original.
Olhar para o mundo,
E crédulo,
Dar-se para O humanizar.

Apetece-me soerguê-lo das palhas
E levá-lo para longe do mundo, comigo
Para juntos passearmos no jardim da primavera
Não para falarmos de poderosos nem reis
Nem chorar penas das guerras, ou do medo que
já era

Ou da fome das crianças,
Ou da pomba do mundo substituída por feroz
fera.
Mas da chama de um novo sonho que remoça
Que nos leve à reconquista da distância
O mar, o mar de novas areias, o mar das ilusões
Navegar é preciso…
Para encontrar a alma de um mundo novo:
Ser Povo
De novo.


Senos da Fonseca


Em “MARESIAS”    

O advento da terceira Igreja

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A Crónica de Frei Bento Domingues no PÚBLICO de hoje


1. Nasci numa época em que muito do clero português cultivava mais o medo do pecado do que o amor da virtude. A sua pregação – sobretudo a dos padres da vinagreira – estava centrada na ameaça do inferno e a confissão oscilava entre um precário alívio, a tortura e o escrúpulo. As insólitas atitudes do Papa Francisco, a forma e o fundo da sua Exortação Apostólica recusam fazer da fé cristã uma tristeza. Estão a irritar não só a alta finança, mas também os movimentos que tentam recuperar esse tipo de práticas religiosas – contra o Vaticano II –, com o auxílio de eclesiásticos vestidos e calçados a preceito. Estamos no Domingo da Alegria, como se todos os Domingos não fossem para celebrar a Páscoa, a vitória sobre a morte. Não foi por acaso que o Papa sentiu necessidade de recordar o que esquecemos e está escrito para sempre, em S. João: isto vos escrevemos para que a vossa alegria seja completa 1) – Evangelii Gaudium.

Uma conversa com Deus

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"Uma conversa com Deus" saiu na Revista do EXPRESSO deste fim de semana. É uma entrevista muito bem conseguida, na minha modesta opinião,  em que José Tolentino  Mendonça ousa interrogar  Deus sobre diversos assuntos. E diz no final da conversa: «Quando me desafiaram a fazê-lo, comecei a construir imediatamente uma estratégia: iria falar das conversas de outros com Deus. Na tradição mística, por exemplo, abundam colóquios, êxtases, arrebatamentos, visões... O meu plano era falar disso, escondendo-me confortavelmente atrás desses exemplos. Mas percebi depois que não tinha qualquer saída, pois esperavam que este texto fosse construído  com perguntas e respostas. A única coisa que considerei então sensata foi arquitetar um texto em que as perguntas fossem respondidas dando lugar a perguntas maiores. Foi o que tentei e não sei se consegui. É mais fácil conversar com Deus sem outros ouvidos a ouvir.»



Conversando com Deus não se dá pelo tempo...



Como é que Deus se pode contar? Se é …
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Natal à Beira-Rio

É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
a trazer-me a água da infância ressurrecta.

Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
que ficava, no cais, à noite iluminado...

Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra me envolvia
mais da terra fazia o norte de quem erra.

Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
à beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
precisam de Jesus, do Mar, ou de Poesia?

David Mourão-Ferreira

Natal

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Natal

Nem pareces o mesmo,
Deus menino
Exposto
Num presépio de gesso!
E nunca foi tão santa no teu rosto
Esta paz que me dás e não mereço.

É fingida também a neve
Que te gela a nudez.
Mas gosto dela assim,
A ser tão branca em mim
Pela primeira vez.


Miguel Torga

Aveiro com o melhor bolo-rei do país

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Texto e foto do JN


"Flor de Aveiro até passa despercebida, talvez por ficar nos arredores de Aveiro. Mas é só até à entrada. A partir daí, percebe-se os motivos que levaram à conquista do título de melhor bolo-rei do país."
"Mora em Aveiro a pastelaria que faz o melhor bolo-rei do país. O júri de 18 elementos do Concurso Nacional de Bolo-Rei Tradicional Português atribuiu a medalha de ouro à Flor de Aveiro. Os jurados avaliaram, em prova cega, 23 amostras de bolo-rei e de outros doces de Natal (ler caixa). A competição decorreu na última semana, em Santarém, e foi organizada pelo Centro Nacional de Exposições e pela Qualifica."
Li no JORNAL DE NOTÍCIAS


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Congresso da Oposição Democrática em Aveiro

Pacheco Pereira no PÚBLICO:

No 40.º aniversário do Congresso  da Oposição Democrática em Aveiro

Participei, em conjunto com algumas centenas de pessoas, nas comemorações do 40.º aniversário do Congresso da Oposição Democrática ocorrido em Aveiro em 1973.
Fazia parte de um número mais pequeno de presentes, que tinha estado no próprio congresso em 1973, tendo assistido ao seu decorrer e terminado, como muitos outros participantes, na manifestação proibida a correr pelas ruas de Aveiro junto com os cães do Capitão Maltês e da polícia de choque. Recordo-me da garagem onde muitos se refugiaram e de ter acabado num telhado dumas casas térreas junto ao canal na rua paralela nas traseiras da Avenida Lourenço Peixinho. Era o habitual.

Só os poetas...

«Só os poetas estão por dentro dos dias e das noites e ouvem o silêncio das mil tessituras. Só eles veem as rosas a abrir e as raízes perdidas no húmus — minadas ou vigorosas.»
Cecília Sacramento  No livro “Apenas uma luz inclinada”

Francisco: a alegria do Evangelho (2)

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O Papa Francisco é hoje, senão a figura mundial mais popular, uma das mais populares e influentes. Como escrevi aqui na semana passada, a sua recente exortação apostólica "A alegria do Evangelho", em que traça os caminhos fundamentais do seu pontificado, foi objecto de imenso interesse e análise por parte dos media mundiais de referência. E fizeram-no sobretudo na parte dedicada à situação económico-financeira e social do nosso mundo.


“Ide contar o que vedes e ouvis”

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IDE CONTAR A JOÃO


Assim começa a resposta que Jesus dá aos enviados de João. “Ide contar o que vedes e ouvis”. João estava na cadeia onde chegam notícias contrastantes com o que havia anunciado. E tem dúvidas, como é normal. Quer esclarecer e procurar a verdade. Não deixa que a cadeia lhe aprisione o espírito nem limite a liberdade. Não deixa adormecer a pergunta inquietante nem se inibe face ao preconceito que mina a confiança. Fiel a si mesmo, honesto e decidido, quer saber e encarrega os seus discípulos de buscarem a resposta desejada. Que belo exemplo nos dá!
O contraste é claro. João anuncia o reino prestes a chegar e urge a conversão com palavras duras, metáforas de amedrontar as “raças de víboras”, invectivas fortes aos palradores que “dizem e não fazem”, ameaças terríveis de castigos iminentes, apelos gritantes ao arrependimento e à correspondente mudança de atitudes. O “juízo de Deus” vai iniciar-se.

Natal

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Em memória da minha professora de Português,  Cecília Sacramento,  a  quem devo o prazer de ler e o gosto de escrever


Eram os convidados de honra


«A noite de Natal. A ceia. A aproximação do acontecimento, a repetição sempre apetecida, igual e nova, o diferente que pairava e nos invadia e ficava a agitar-nos como um vento bom. A grande sala de jantar repensada desde os primeiros dias de Dezembro, limpa do tecto às frinchas do soalho, sob a fiscalização da Avó, que já sabia de cor os sítios mais vulneráveis, entre as frinchas que iam de lado a lado, ao comprido das tábuas, na juntura, muito penetradas pela piaçava, rija, a escovar o mais fundo possível, metia-se a vassoura no balde, esfregava-se-lhe o sabão, “é preciso que a água com o sabão entre abundante na frincha e seja arrastada com o rasar da piaçava, para com ela vir todo o lixo”, dizia ao ensinar, depois o pano apanhava-o, depois passava-se por água limpa, constantemente renovada, o pano limpava, por fim, muito espremido, e a mad…

NATAL

NATAL: Uma Alegria que vem de dentro


Não recorras ao que já sabes do Natal,
mas coloca-te à espera
daquilo que de repente em teu coração
se pode revelar

Não reduzas o Natal ao enredo dos símbolos

tornando-o um fragmento trémulo sem lugar
no concreto da vida

Não repitas apenas as frases que te sentes obrigado a dizer

como se o Natal devesse preencher um vazio
em vez de o desocultar

Não confundas os embrulhos com o dom

nem a acumulação de coisas com a possibilidade da festa:
o que recebes de graça
só gratuitamente poderás partilhar

Cuida do exterior sabendo que ele é verdadeiro

quando movido por uma alegria que vem de dentro

Uma só coisa merece ser buscada e celebrada, uma só:

o despertar de uma Presença no fundo da alma

Por isso o Natal que é teu não te pertence

Só a outro o poderás pedir.

José Tolentino Mendonça


NOTA: Publica no Semanário Ecclesia

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Um dia no Hospital de Aveiro

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A Lita já está em casa a olhar a vida


Ontem, 11 de dezembro, foi um dia para esquecer. Uma queda de minha mulher, a Lita, num estabelecimento comercial de Aveiro, levou-a a ser tratada nas Urgências do Hospital Infante D. Pedro. Ainda necessitou de ser observada no Hospital de Coimbra, mas, felizmente, já está a descansar em casa. Um dia cheio de preocupações que deu para perceber que a solidariedade não é sentimento vão. O proprietário do estabelecimento apressou-se a ir ao Hospital e telefonou-me depois com compreensível  pena pelo que se passou, oferecendo os seus préstimos para o que fosse necessário.  A solidariedade existe, de facto, a vários níveis, mas raramente é notícia. O normal da bondade humana, mesmo no que diz respeito a servidores públicos, nomeadamente, médicos, paramédicos e demais funcionários, passa-nos ao lado. Mas ela existe, realmente. Ontem vivi, de lado, a azáfama dos corredores das Urgências, com macas por todo o lado, sem que tenha havido qualquer catástrof…

José António Pinto deixa medalha no Parlamento

UMA LIÇÃO DE COERÊNCIA

José António Pinto deixou esta tarde na Assembleia da República a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da declaração Universal dos Direitos Humanos, que lhe tinha sido entregue como reconhecimento pelo seu trabalho no Porto. O assistente social da Junta de Freguesia de Campanhã afirmou que trocava a medalha por outro modelo de desenvolvimento económico. A sala irrompeu em palmas e ainda ouviu José António Pinto instar os governantes a estancarem "imediatamente este processo de retrocesso civilizacional que ilumina palácios, mas ao mesmo tempo deixa pessoas a dormir na rua".

Porto de Aveiro aposta na ligação a Espanha

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Ligação ferroviária do Porto de Aveiro a Salamanca é necessidade imperativa


«O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Pedro Saraiva, defendeu, em Coimbra, que a ligação ferroviária entre o porto de Aveiro e Salamanca é uma "necessidade imperativa". Pedro Saraiva falava depois de ter participado numa reunião do Conselho Regional do Centro (CRC), durante a qual foram debatidos os "eixos" e "domínios" do plano de ação da região, no âmbito do próximo quadro comunitário de apoio, a vigorar entre 2014 e 2020, no valor de cerca de 20 mil milhões de euros. Embora se tenha escusado a comentar projetos concretos, pois ainda faltam "contributos" e os cinco "eixos de atuação" e 19 "domínios de intervenção" que sustentam a estratégia regional estão em discussão pública (entre 11 e 31 de julho), o presidente da CCDRC salientou que aquela ligação é apontada como essencial pela generalidade das ent…

Frio no Natal

"Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar"

"Deus lhe pague"

Quanto não vale um cunhado…

“Em São Paulo, um transeunte passou mal na rua, caiu e foi levado para o serviço de de emergência de um hospital particular, pertencente à Universidade Católica, administrado totalmente por freiras. Lá, verificou-se que teria que ser urgentemente operado do coração, o que foi feito com total êxito.  Quando acordou, ao seu lado estava a freira responsável pela tesouraria do hospital e que lhe disse prontamente: 
- Caro senhor, sua operação foi bem sucedida e o senhor está salvo... Entretanto, há um assunto que precisa de sua urgente atenção: Como o senhor pretende pagar a conta do hospital ?
E a cobrança começou...
- O senhor tem seguro-saúde?  - Não, Irmã. - Tem cartão de crédito?  - Não, Irmã.  - Pode pagar em dinheiro?  - Não tenho dinheiro, Irmã.
E a freira começou a suar frio, antevendo a tragédia de perder o recebimento da conta hospitalar ! Continuou com o questionamento;
- Em cheque então, o senhor pode pagar ?  - Também não, Irmã. A essa altura, a f…

Nossa Senhora, ao luar...

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Nossa Senhora, ao luar
Nossa Senhora, ao luar, toda cheiinha de luz, põe-se a embalar, a embalar o seu Menino Jesus.
E Nossa Senhora canta para o adormentar; mas a Mãe, que o mundo espanta, tem vontade de chorar.
Entanto o lindo Menino quere  lua, a rabujar… Sente que o reino divino é lá na terra do luar!

Afonso Lopes Vieira

Ainda e sempre Mandela

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«Está na hora de voltarmos a ouvir, uma vez que seja. os Special AKA e o grito que tantos ecos despertou: Free Nelson Mandela! Depois, já em silêncio, vale a pena pensar como um recluso resistente, mitificado ou não, deu lugar a um homem que nunca prescindiu dos princípios e da ideologia, nunca trocou palavra com o preconceito, nunca olhou de cima para ninguém. Nem para os seus carrascos. Mesmo agora, diminuído pelo tempo, pelas sevícias, pelo desgaste, ouvia-se a sua voz, mesmo que não precisasse de falar. Não há insubstituíveis, pois não - mas há "os que lutam uma vida inteira, e esses são os imprescindíveis". Obrigado pelas lições contínuas. Que descanse em paz e que outros aproveitem os caminhos que rasgou, a bem de todos.»
João Gobern Sotto-Mayor
Li aqui 

Diocese de Aveiro relançada na missão

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Celebração deste domingo  reuniu cerca de oito mil cristãos em Aveiro

Cerca de oito mil cristãos da Diocese de Aveiro responderam à convocação e marcaram presença no Dia da Missão, que decorreu, em Aveiro e que teve o ponto alto na Eucaristia celebrada no Parque Aveiro-Expo, na qual foi lida a mensagem que o Papa Francisco escreveu à Diocese e onde se evocou a passagem do 7. aniversario do início do múnus episcopal de D. António Francisco em Aveiro. Logo pela manhã, mais de quatro mil pessoas reuniram-se em diferentes pontos da cidade e aí fizeram a oração da manhã. Depois, em caminhada festiva e animada, dirigiram-se para um ponto comum onde D. António Francisco e o presidente da Câmara de Aveiro descerraram uma placa evocativa dos 75 anos da Restauração da Diocese junto ao barco composto por 101 pedaços representando cada uma das paróquias.

O discurso do método do Papa Francisco

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1. O Papa está a tornar-se a referência dos que precisam de energia espiritual para resistir à idolatria do dinheiro, à tirania dos mercados, à especulação financeira, à economia que mata, às políticas que consideram os doentes e os velhos um estorvo e o desemprego uma fatalidade. Como não há coragem, nem dentro nem fora da Igreja, para o mandar calar de vez, os seus adversários encomendaram a jornalistas e comentadores de serviço, a sua desvalorização: este Papa não diz nada de novo; repete o que está dito e redito, desde o séc. XIX, na Doutrina Social da Igreja, não passa de um populista. Os desconsolados com o Papa Francisco não são contra a solidariedade. Sabem o que fazer para que nunca haja falta de pobres. Insuportável é o método do seu discurso e actuação: convocar toda a Igreja a olhar este mundo a partir dos excluídos, mudar o centro da sua missão para a periferia e organizar-se a partir daí.

Deus na criança

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DEUS NA CRIANÇA
Silêncio! Não vês? — Repara: A manhã fez-se mais clara…
Silêncio! Devagarinho … Cuidado com as pedras do caminho…
Silêncio! Não fales… Não… Deixa-me ouvir bater o coração…
Silêncio! Todo o Universo Está ali — dentro dum berço!
Além… Não vês que dorme uma criança? Silêncio!
É Deus que descansa.
Miguel Trigueiros,

no livro “Deus”

Câmara de Ílhavo atribui Bolsas de Estudo

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A Câmara Municipal de Ílhavo aprovou Bolsas de Estudo Municipais para o ano lectivo 2013/2014. Candidataram-se à atribuição 53 Alunos, tendo sido atribuídas 25 Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Secundário e do Ensino Superior residentes no Município de Ílhavo, correspondendo 10 a novas Bolsas e 15 a renovações (Alunos a quem foi atribuída Bolsa no ano anterior e que mantiveram o nível de aproveitamento escolar). O montante da Bolsa varia entre 51,13 euros e 102,25 euros, consoante se trate de um Aluno do Ensino Secundário ou do Ensino Superior. Congratulo-me com a decisão da CMI de continuar a atribuir bolsas de estudo, sobretudo numa época muito difícil para as famílias de fracos recursos. Para os beneficiados, as bolsas implicam um redobrado esforço no sentido do aproveitamento escolar. Estou convencido que todos saberão reconhecer que tem de ser assim.

Noite de Natal

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NOITE DE NATAL
Como esse mar onde mal chega o rio, Como esse poço onde mal sopra o vento, Aqui me tens, negando o lume e o frio, E cego e surdo ao próprio pensamento.
Como esse mar onde mal chega o rio, Como esse poço onde mal sopra o vento. Não haveria quem sonhe à minha beira E, ao menos, longe em longe me sorria?
Às vezes cuido que na terra inteira, Já ninguém sente regressar o dia. Não haverá quem sonhe à minha beira E, ao menos, longe em longe me sorria?
Areia. Pó. Um charco e uma parede, Tudo confundo: a sombra, o medo, a luz. Nem lágrimas. Porquê? Morro de sede. 
É esta a noite – E vai nascer Jesus.
Pedro Homem de Melo

In “Natal… Natais”
NOTA: Ilustração do Google