AVEIRO: Homenagem a D. António Marcelino

«O mais importante é o amor de Deus 
que está nas pessoas»


No seminário de Santa Joana Princesa, foi hoje homenageado D. António Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro, um mês depois do seu falecimento. A homenagem foi promovida pelo Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro e pela Comissão Diocesana Justiça e Paz, registando-se ainda a parceria estabelecida com a Associação Portuguesas de Escolas Católicas.
No encerramento dos trabalhos, D. António Francisco, Bispo de Aveiro, lembrou a pertinência de se estudar e divulgar o pensamento de D. António Marcelino contido nos escritos publicados no Correio do Vouga e noutros órgãos da comunicação social, onde se mostra «o seu olhar perspicaz sobre a Igreja e sobre o mundo».
As suas crónicas, 1079 em 30 anos, entretanto editadas em livro, sob o título “A vida também se lê”, podem ser lidas, relidas e estudadas nos três primeiros volumes, estando em preparação um quarto volume. Numa demonstração da sua maneira atenta de ler os sinais dos tempos, o Bispo Emérito de Aveiro abordou os mais diversos temas, semana após semana, desde Ecumenismo até Liturgia, passando por Educação e Ensino, Comunicação Social, Família, Igreja-Mundo, Evangelização, Espiritualidade, Pastoral Social, Pobreza, Modernidade, Natal, Democracia e República, entre outros. 


No encerramento da homenagem,  D. António Francisco sublinhou  que D. António Marcelino nos ajudou «a ver a originalidade», tendo sido «pioneiro e atual na leitura dos acontecimentos». Referiu a «a grande ousadia humana» que o caracterizava, numa atitude «profética e evangélica», com intervenções «firmes, serenas e dialogantes».
Por outro lado, o Bispo de Aveiro frisou a «capacidade de abrangência de temas e horizontes largos» de D. António Marcelino, permanentemente atento ao mundo. Disse que «a sabedoria é um grande laboratório», que permitiu  ao Bispo Emérito falecido há um mês «ser um testemunho» para todos e cultor da «teologia do divino». «O Evangelho foi para ele um projeto libertador; ele falava muito dos seus tempos de criança e tinha o Evangelho na mão, no coração e na vida», disse D. António Francisco.
O Bispo de Aveiro concluiu lembrando que D. António Marcelino seguia o princípio de que «o mais importante é o amor de Deus que está nas pessoas».
Da sessão da tarde em que estive, registei as intervenções do Padre Georgino Rocha, que dissertou sobre os 15 anos da Comissão Diocesana Justiça e Paz, e do Padre Pedro José Correia, que apresentou uma análise  desenvolvida sobre os temas que fazem parte do património escrito do homenageado. As docentes da Universidade de Aveiro, Isabel Miranda e Lúcia Borges, falaram da relevância da doutrina social e suas implicações na Igreja de Aveiro, a partir dos assuntos tratados e dos testemunhos concretos protagonizados por D. António Marcelino. 
Um momento musical, a cargo da EDMUSA - Escola Diocesana de Música Sacra de Aveiro, animou com duas interpretações a sessão de homenagem ao Bispo Emérito de Aveiro, falecido em 9 de outubro de 2013. 
Moderou os trabalhos Manuel Oliveira de Sousa, presidente da Comissão Diocesana Justiça e Paz.

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