Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2013

Hallowe’en

Imagem
31 de outubro de 2013



Para acabar o mês, em beleza, aí está a tão apreciada e celebrada comemoração do Hallowe’en. A meio do primeiro período letivo, é lembrado na escola e grandemente festejado e aplaudido pela criançada, sempre pronta para a brincadeira e apostada em saborear o bom da vida. Este ano, a teacher também alinhou no espírito da festa e até construiu o famoso Jack o’ lantern, que lhe traz à memória aquilo que se passava nos seus tempos de meninice.  No fim da colheita do milho e após este ter sido bem acondicionado, os irmãos mais velhos, colocavam nas esquinas dos caminhos de vacas, o modelo hoje referido. Era uma espécie de espanta bruxas e era pretexto para umas partidinhas que os mais jovens pregavam uns aos outros. A irreverência da juventude, sempre à flor da pele. A partir da noite, esvoaçam, em bandos, as bruxinhas e os fantasminhas, batendo às portas, na repetição da lengalenga herdada dos países anglo-saxónicos: 
“Trick or treat smell my feet, give me something good…

Crónica de Tete — 1

Imagem
A História do Nilo  repete-se 

Os dias por aqui correm calmamente, à parte as notícias das escaramuças entre o Governo e a Renamo, no centro do país, a cerca de 600 quilómetros de Tete. Neste último mês, o nível do grande Zambeze (o nosso Tejo ao lado deste magnifico rio parece uma linha de água) subiu cerca de um metro, fruto das descargas em Cahora Bassa, tendo sido necessário baixar o nível da albufeira para fazer trabalhos de manutenção. Esta subida provocou a inundação das machambas mais baixas, coisa que é normal nesta altura do ano. Esta ocorrência traz-me à lembrança as lições de História do Egipto, em que aprendemos que, na altura das cheias, o Nilo inundava as margens e fertilizava os terrenos, com os sedimentos que eram arrastados. Mais tarde, o nível acaba por baixar e as terras estão prontas para serem preparadas e as sementes lançadas à terra. Nesta altura do ano, aguardam-se as chuvas que vão permitir o cultivo em terras mais altas, que neste momento estão de poisio, à …

Júlio Dinis esteve na Gafanha

Imagem
Atravessei a ponte da GAFANHA  para visitar uma elegante propriedade rural  que o primo, em casa de quem estou hospedado, teve o bom gosto de edificar ali




Aveiro, 28 de Setembro de 1864
Meu caro Passos
Escrevo-te de Aveiro. São 7 horas da manhã de um histórico dia de S. Miguel. Acabo de me levantar. Acordou-me o silvo da locomotiva. Abri de par em par as janelas a um sol desmaiado que me anuncia o Inverno. A primeira coisa que este sol alumiou para mim, foi a folha de papel em que te escrevo; aproveito-a, como vês, consagrando-te neste dia os meus primeiros pensamentos e o meu primeiro quarto de hora. Aveiro causou-me uma impressão agradável ao sair da estação; menos agradável ao internar-me no coração da cidade, horrível vendo chover a cântaros na manhã de ontem, e imensas nuvens cor de chumbo a amontoarem-se sobre a minha cabeça, mas, sobretudo intensamente aprazível, quando, depois de estiar, subi pela margem do rio e atravessei a ponte da GAFANHA para visitar uma elegante propriedade…

Para evocar outros tempos

Aviação de S. Jacinto:  Década de 50 do século passado



A excursão
São decorridos uns bons 30 anos [hoje diria 55 anos], a passar, desde que se fez aquela excursão ao Sul, organizada pelo Mestre Rocha, figura ímpar da Gafanha, homem de acção, e a quem se deveu, pode dizer-se, o primeiro estudo aéreo fotográfico da Gafanha da Nazaré! Tratando-se, embora, de um homem de reduzidas habilitações literárias, soube valorizar-se à custa de grande esforço. Na sua humildade, mas de personalidade bem vincada, dominou muitos anos a política local, desempenhando a preceito o papel de presidente da Junta de Freguesia.
Na Aviação, em S. Jacinto, soube guindar-se pelo seu aprumo e saber — era um excelente artífice — até chegar ao posto de Mestre entre o pessoal civil que, ao longo de várias décadas, tem dado o melhor do seu esforço, primeiro no Ministério da Marinha e depois, como actualmente, à Força Aérea.  O Mestre Rocha, para além disto tudo, e daquilo que fica por mencionar, era ainda um excelente …

Deus, questão para crentes e não crentes

Imagem
Aquela palavra de São João, “a Deus nunca ninguém O viu” (1 Jo 4,12), trazemo-la como uma ferida. Nenhum de nós viu a Deus. E contudo a Sua presença, o Seu Amor, dá sentido às nossas vidas. Este paradoxo, que constitui ao mesmo tempo uma fonte de esperança, não deixa de ser um espinho. A maior parte do tempo, experimentamos apenas o desencontro de Deus, o Seu extenso silêncio. Buscamos a Deus sem O ver, acreditamos Nele sem O experimentar, escutamos a Sua voz sem verdadeiramente O ouvir.

O Marnoto Gafanhão — 14

Um texto inédito do Ângelo Ribau


O tempo já não era quente e estava-se bem na cama

Era Outono, o tempo já não era quente e estava-se bem na cama. Nessa noite o tempo estava mesmo frescote! E o tempo ia passando. Passou o Outono, chegou o Inverno. Era agradável a frequência das aulas. Menos as deslocações, com os ventos fortes acompanhados de chuvas. As roupas impermeáveis que tínhamos de usar dificultavam os movimentos. Para o frio que por vezes fazia, bastava usar roupas mais quentes. Entretanto chegou o tempo da apanha do moliço, com todos os problemas que acarreta: o frio e o gelo com todas as suas consequências. Mas o Toino estava mais crescido, com mais força, e isso facilitava-lhe a execução do trabalho. Só lhe fazia doer o coração era ver a estudantada passar na estrada, bem agasalhada, passando alegremente a caminho de Aveiro e ele ali atolado na lama, cheio de frio, zurrando (empurrando) os montes de moliço em direção à estrada! Mas este tempo também iria acabar para ele. Para…

Enviuvar pode compensar

No blogue Fio do Prumo (o meu Blogue da semana), de Helena Sacadura Cabral, pode ler-se um texto curto mas expressivo, onde se diz que em alguns casos a viuvez pode compensar...

Luz e Trevas

"Um pouco de luz vence muitas trevas." Paul Claudel (1868 - 1955)

Grande Prémio de Atletismo Rádio Terra Nova

Imagem
Atleta de 5 anos, o Guilherme,  exibe com orgulho a medalha conquistada

Cerca de 800 atletas participaram ontem, domingo, no 21.º Grande Prémio de Atletismo Rádio Terra Nova. Todos amadores, os atletas vieram de diversos pontos do país, em representação de escolas e associações que ao desporto amador muito têm dado, decerto com imensos sacrifícios. António Rocha, da Associação Cultural e Recreativa de Cambra, Vouzela, e Sara Pinho, de Ílhavo, venceram as provas principais do Grande Prémio de Atletismo Rádio Terra Nova, que se apresentou com uma moldura humana a que já nos habituou, entre atletas e seus acompanhantes, não faltando quem apostasse em aplaudir os desportistas.  Importa, porém, sublinhar que o desporto amador é, sem sombra de dúvidas, o verdadeiro desporto, por ser vivido com paixão, quer por associações e escolas, quer pelos atletas que dão o melhor da sua força, superando-se a si próprios e tendo a certeza de que não há prémios monetários em disputa, como me garantiram me…

Igrejas devolvidas à cidade de Aveiro

Imagem
«As igrejas geminadas de Santo António e de São Francisco foram ontem devolvidas à comunidade após a conclusão das obras que duravam desde Março de 2012. O bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, presidiu à eucaristia que assinalou a apresentação pública dos dois templos renovados, pertencentes à Fraternidade da Ordem Terceira de São Francisco. Dezenas de populares assistiram à cerimónia, ontem ao início da tarde, que contou também com as actuações do Coral Polifónico e da Orquestra de Santa Cecília.»
Reportagem de Rui Cunha

Li no Diário de Aveiro


- Posted using BlogPress from my iPad

Políticos fazem leis que “humilham” as pessoas

Imagem
Li aqui



«O presidente do Conselho Nacional da Sociedade de São Vicente de Paulo, António Correia Saraiva, acusa os governantes “de não conhecerem a realidade social” em que os portugueses vivem e de fazerem leis “que humilham as pessoas”. “Todas as medidas que estão a ser tomadas são de pessoas que não conhecem a realidade. Há pessoas ao lado da porta deles que estão a passar fome, que estão sem água e sem luz, que querem cozinhar e não têm gás para cozinhar”, afirmou António Saraiva este domingo à Agência ECCLESIA por ocasião do Dia da Sociedade de São Vicente de Paulo (SSVP) em Portugal. “Esta realidade eles não conhecem e como não conhecem fazem estas leis que humilham as pessoas cada vez mais”, afirmou António Correia Saraiva. O presidente da SSVP afirmou que o trabalho desta instituição e de todos os colaboradores, os vicentinos, é “estar junto dos mais necessitados e dos mais pobres, tanto a nível material como espiritual”, em todos os momentos, nomeadamente nos de crise.»

Garante a Sedes: Incerteza desnecessária

É um “erro grave” pensar que tudo é aceitável porque o Estado está “falido"

Ao reduzir as actuais pensões, o Governo corta o contrato entre o Estado e o cidadão, diz associação presidida por Campos e Cunha. Não é uma verdadeira reforma, mas “mais uma” incerteza “desnecessária”.

Li aqui

Rui Osório recomenda no JN

Imagem

Não fechar o futuro

Imagem
Crónica de Bento Domingues  no PÚBLICO de ontem

Reestruturação das IPSS

Imagem
Novos pobres exigem
novas respostas sociais



O ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou a criação de um fundo destinado às IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social). Trata-se de uma medida justa e mais do que necessária há muito tempo, já que são as IPSS, com outras instituições, quem mais apoia os empobrecidos de Portugal. Todas nascidas da solidariedade do povo português, de inspiração cristã mas não só, as IPSS, bem como as Misericórdias, respondem no dia a dia a dificuldades de vária ordem, fundamentalmente das famílias, quantas vezes sem participações do Estado, lutando, por consequência, com enormes obstáculos.  Todos sabemos que o endividamento do Estado Português gerou mais pobreza no país, estando à vista de quem quer ver a fome que grassa nas nas comunidades, por força da falta de empregos, de baixíssimos salários e de ordenados em atraso. E não é por acaso que cresce sistematicamente o número dos que recorrem às IPS…

A estranha vida da RTP

«Na pessoa do ministro Poiares Maduro, o governo decidiu que o futebol era de "interesse público" e que, portanto, a RTP devia apresentar um jogo por semana. Considerando, como disse Morais Sarmento, que um jogo verdadeiramente importante custa entre 350.000 e 400.000 euros, a RTP vai ficar sem uma boa parte do dinheiro que o contribuinte agora lhe dá. Mas não é preciso esperar pelo futuro: já hoje a programação do canal 1 e do canal 2 roça a pura miséria. A miséria de cultura e a miséria de meios. Como qualquer outra empresa, a televisão do Estado precisa de estabilidade institucional, de financiamento fácil e barato e, sobretudo, de talento, sempre muito caro. Na falta quase absoluta desta base primária, a degradação da RTP não pára manifestamente de se agravar.»

Vasco Pulido Valente, no PÚBLICO
Li aqui

O mal e Deus: com Valter Hugo Mãe

Imagem
Crónica de Anselmo Borges
no DN de sábado



1. Foi um convite amável e insistente. Para uma conversa com Valter Hugo Mãe. Na Universidade de Aveiro, no dia 8 de Outubro. O tema: Mal. O que é que se diz sobre o mal? Comecei por recordar que há muitos tipos de mal: o mal físico, o mal moral, o mal metafísico, o mal fora de nós, o mal em nós..., chamando sobretudo a atenção para o facto de, se estávamos ali para essa conversa-debate, é porque nos sentíamos razoavelmente, com algum conforto e sem grandes aflições. Porque, quando o mal se abate sobre nós - um cancro, um terramoto, um tsunami, um filho que se nos morre desfeito em dores e perante a nossa impotência total, quando nos destruímos mutuamente, quando tudo se afunda sob os nossos pés, quando o futuro todo se apaga... -, aí gritamos, choramos, blasfemamos, rezamos..., não debatemos.

SOU PECADOR, PERDOA-ME, SENHOR

Imagem
Esta declaração e petição surge na parábola de Jesus narrada no fim da sua viagem para Jerusalém. É feita por um publicano, homem malvisto pelo povo devido à sua profissão de cobrador de impostos. Brota de um coração humilde e confiante em Deus compassivo e misericordioso. Fica na memória dos discípulos de Jesus como referência fundamental para quem quer reconhecer-se no seu ser mais autêntico e profundo. Entra na liturgia e é rezada com frequência no início da celebração eucarística/missa. E, com verdade, pode ser repetida muitas vezes por quem for honesto e leal consigo mesmo.

A honra e a lei

"A honra proíbe ações que a lei tolera"

Séneca (4 a.C.-65 d.C.)

- Posted using BlogPress from my iPad

Poesia para este tempo

Imagem
CANÇÃO DE OUTONO
No jardim deserto, Já Novembro perto, Desfolhei as rosas últimas a dar, Joias maltratadas, Rosas desfolhadas! Só o seu perfume vai ficar no ar.
Recolhi versos – Breves universos – Que atirara ao vento para os espalhar. Queimei-os, rasguei-os. Secaram-me os seios… Só rimas e ritmos vão ficar no ar.
Saudades, lembranças De vãs esperanças, Fiz covais no peito para os enterrar. Nada mais me importa. Fechem essa porta! Só um pó doirado vai ficar no ar.
José Régio

No “Música Ligeira”

A nossa ria sempre presente

Imagem
A nossa ria está sempre em cada um de nós. Barcos, barquinhos, navios, velas, mastros, moirões, pontes, água e casario que a envolve enchem-nos o espírito. Em dia de chuva, que é também um convite ao recolhimento e à organização de arquivos eternamente em desalinho, descobri esta foto que aqui partilho.

- Posted using BlogPress from my iPad

O Búzio

Imagem
«Tão pobrezinha [a primeira capela] que estava desprovida de torre, ou simples campanário, e de sinos. Sem campanário, sem sinos… Como remediar a falta? Como convocar os fiéis para a santa Missa, para o exercício do culto divino? Tem o seu quê de regional e de poético a maneira como remediaram a falta e como convocavam os fiéis ao templo. No dealbar do dia, ou à tarde ao mergulhar suave e majestoso do sol nas águas do Oceano, conforme a convocação se fizesse para o Santo Sacrifício ou para as orações da manhã ou da noite, um repolhudo gafanhão, improvisado de sacrista, dirigia-se para o templozinho cheio de misticismo, descalço, de cuecas a cair sobre a rótula, cingidas pelo cós com um só botão às ancas espadaúdas. De barrete pendente sobre as orelhas, contas ao pescoço sobre a baeta da camisola, e de gabão velho, esburacado, deixava fustigar pelo vento da madrugada as canelas magras e nuas. Este bom e anafado gafanhão, ia eu dizendo, assim descrito, tal qual era na primitiva Gafanha…

Diocese de Aveiro em Missão Jubilar

Imagem
Novas atividades até ao Natal



«“As bem-aventuranças constituem um texto incontornável do Evangelho. São mensagem central da boa nova de Jesus. Apresentam uma proposta de paradigma para uma vida feliz e para um horizonte humano e social com sentido”, explica D. António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro. Segundo o prelado, o tempo atual é “marcado pelo individualismo” e muitos consideram que a felicidade constrói-se através de “coisas materiais”, “alcançando objetivos meramente pessoais” mas “a felicidade não se pode comprar” porque “é expressão de vidas conseguidas, de vidas com projeto, de vidas com sentido”.»
Ler mais aqui

Humanizar a Sociedade

Imagem
O mais recente livro de Georgino Rocha


O mais recente livro do Padre Georgino Rocha — Humanizar a Sociedade - Responsabilidade de todos  - Contributo dos mais vulneráveis — vai ser lançado no próximo dia 30 de outubro, quarta-feira, pelas 17 horas, no Auditório da Livraria da Universidade de Aveiro. Este trabalho publicado pela Cáritas Portuguesa, tem prefácio do Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, vai ser apresentado por João César das Neves, docente de Economia da Universidade Católica Portuguesa. No final, o autor autografará o seu livro a todos os interessados.

O Marnoto Gafanhão — 13

 Um texto inédito de Ângelo Ribau Teixeira

Outras leituras

Outro caso que nunca me pareceu bem explicado foi o facto de José (marido, companheiro?) de Maria. Continuando as minhas leituras não encontrei resposta para esta pergunta que me fazia! Um dia ao ler a história de uma mulher que foi apedrejada por ter engravidado sendo solteira (isto no tempo de Jesus, o que ainda agora se verifica para aquelas bandas) levou-me a pensar que José terá sido um simples companheiro de Maria, para lhe evitar dissabores e ajudar no sustento da casa já que nem todos os judeus acreditavam na história do Espírito Santo. Fiquei-me com estas minhas explicações, meditando se haveria outras mais plausíveis. Se as houvesse, viria a descobri-las. E a leitura da bíblia continuou. Eu não poderia perder tempo se quisesse acabar a sua leitura. Entretanto mudei de assunto — quero dizer, de leitura — para outra que não fosse tão maçuda. Eram só desgraças e pecados.

Os pescadores

Imagem
Os pescadores amadores são um belo exemplo de tenacidade e de paciente espera. Nada os afasta desta paixão. Admiro-os muito, talvez por nunca ter conseguido aprender a arte de pescar. E nem as nuvens carregadas e ameaçadoras de chuva os levaram  a desistir. Ontem, à boca da barra, havia bastantes. Até parecia um concurso de pesca, que logo admiti ser impossível em dia de semana. Eu regressei a casa com medo de apanhar alguma chuvada, mas eles lá ficaram, serenos, calados, pacientes.

Ano Jubilar de Schoenstatt e Missão Jubilar de Aveiro em sintonia

Imagem
Bispo de Aveiro na Abertura do Ano  Jubilar de Schoenstatt
Santuário de Schoenstatt  é lugar de oração, vocação e missão

«Queremos que este tempo e este lugar sejam tempo e lugar de oração. O Santuário de Schoenstatt nasceu para isso.» Afirmou D. António Francisco na homilia da eucaristia de Abertura do Ano Jubilar de Schoenstatt, que se celebrou no passado dia 18 de outubro, no Santuário Diocesano de Schoenstatt,  onde se venera Nossa Senhora, Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável. O jubileu do centenário do Movimento de Schoenstatt, que foi fundado na Alemanha pelo Padre José Kentenich, em 1914, vai decorrer até outubro de 2014, envolvendo todos os santuários do Movimento espalhados pelo mundo cristão.  O Bispo de Aveiro afirmou que o Santuário de Schoenstatt nasceu para «ser espaço e tempo de silêncio, de oração contemplativa, de paz que dê serenidade à vida, de capacidade de contemplar e de viver os mistérios de Cristo com o olhar maternal de Maria». Mas  também deve ser espa…

Barra de Aveiro

Imagem
Desde que me conheço, sempre houve obras na Barra de Aveiro. Grandes ou pequenas, paredões e extensões, dragagens e muralhas, reparações e reposições foram e são uma constante para assegurar boas entradas e saídas. Sabe-se que as reações do mar, das correntes marinhas e das imprevisíveis atitudes da natureza escapam aos conhecimentos e cálculos dos homens sábios. Por isso, continuaremos a ter obras na barra. Esta é a grande e única verdade.

Peste grisalha?

Imagem
A propósito da "Peste grisalha",  que alguém terá proferido ao dirigir-se aos idosos, pessoa  amiga alertou-me para um trabalho publicado  no blogue "Em busca do sono perdido", que ouso partilhar com os meus leitores e amigos. 
Diz a autora do texto:
«Foi para contrariar a violência sistematicamente perpetuada sobre idosos, agora também na alta Câmara do país, que fiz uma pesquisa sobre feitos dessa dita “peste grisalha”. Aqui vão uns tantos:

· O código Morse foi descoberto aos 47 anos. · Edgar Rice Burroughs, criador do Tarzan , foi correspondente de Guerra aos 66 anos
· Bell ainda fazia invenções com 75 e Edison produziu o telefone aos 84
· Golda Meir foi 1º ministro aos 70 e Winston Churchill aos 66 e aos 77 e Adenauer aos 88 .
· Charles de Gaulle e Ronald Reagan foram presidentes aos 69.
· Franklin deu a sua contribuição para a constituição dos EUA aos 81
· Goethe acabou o “Fausto” com 81, Tolstoi escreveu “I ca…

De quem é a doutrina social da Igreja?

Imagem
CRÓNICA DE BENTO DOMINGUES
NO PÚBLICO DE ONTEM




- Posted using BlogPress from my iPad

Dia Mundial das Missões

Imagem
Papa agradece trabalho escondido
de missionários em todo o mundo



«O Papa Francisco assinalou hoje no Vaticano o Dia Mundial das Missões, que a Igreja Católica celebra este domingo, com um elogio a todos os que “dão a vida”, neste serviço, sem “proselitismo”. “Neste dia, estamos unidos a todos os missionários e missionárias, que trabalham silenciosamente e dão a vida”, disse, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a recitação da oração do Angelus. Francisco deu como exemplo a missionária italiana Afra Martinelli, que durante vários anos trabalhou na Nigéria, onde foi morta, aos 78 anos, na sequência de um assalto. “Todos choraram, cristãos e muçulmanos. Ela anunciou o Evangelho com a vida, com a obra que realizou, um centro de instrução: assim difundiu a chama da fé, combateu o bom combate”, referiu, antes de pedir um aplauso em memória de Martinelli.»
Nota: Texto e foto da Agência Ecclesia
Ler mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões 

Blogue da semana

Para esta semana, sugiro a leitura do blogue do jornalista Pedro Rolo Duarte, que se destaca pelas suas mensagens carregadas de oportunidade. Também propõe "O  blog da semana" e "Uma boa frase" e outras curiosidades dignas de apreciação. Penso que merece uma visita.

Schoenstatt em Ano Jubilar

Imagem
Schoenstatt em sintonia com a Missão Jubilar da Diocese de Aveiro

Procedeu-se ontem, 18 de outubro, com uma eucaristia presidida por D. António Francisco, Bispo de Aveiro, à abertura do Ano Jubilar do centenário da fundação do Movimento de Schoenstatt, que ocorreu em 1914, por iniciativa do Padre José kentenich. Numa capelinha de Schoenstatt, o fundador conseguiu motivar jovens seminaristas a estabelecerem uma Aliança de Amor com Nossa Senhora, Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável, que hoje é venerada um pouco por todo o mundo cristão. O Santuário da Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, o segundo em território português depois de Lisboa, foi inaugurado em 21 de outubro de 1979. Em 21 de setembro de 1993, D. António Marcelino declarou-o Santuário Diocesano. Como desde a primeira hora, este e outros Santuários de Schoenstatt são espaços de acolhimento e oração, mas também de conversão e de envio apostólico, assumindo desde a primeira hora, entre nós, a sua ligação plena à Di…

O mar dentro de casa

Imagem
O mar bem perto de mim


O mar está sempre nos horizontes das gentes gafanhoas e não só. E eu até tenho o gosto de o ver, bem na minha frente, quando estou em hora de leituras. Quando descanso, retirando os olhos das páginas de um qualquer livro, é certo e sabido que sinto o mar dentro de um expositor que minha mulher, a Lita, teve a bondade de colocar na mesinha do centro da minha tebaida. 
- Posted using BlogPress from my iPad

Ateísmo, agnosticismo, teísmo

Imagem
A modernidade tem como característica fundamental a nova visão científica da realidade. A problemática é de tal modo decisiva que o filósofo e teólogo Javier Monserrat advoga a convocação de um Concílio para confrontar a fé com esse novo dado - ver Hacia el Nuevo Concilio, de onde partem as reflexões que se seguem. Alguns resultados estão alcançados. 1. Para a ciência actual, o universo todo, incluindo a consciência, "produziu-se pelas propriedades ontológicas e dinâmicas da matéria que foi produzida no big bang com altíssima densidade e energia". 2. Estamos em presença de um mundo real e aberto. 3. Este mundo aparece-nos ordenado finalisticamente. Trata-se de uma "ordem viva" e "ordem antrópica". De qualquer modo, apresenta-se como um mundo enigmático, sendo possíveis três conjecturas metafísicas: ateísmo, agnosticismo, teísmo.

Fazei-me justiça, Senhor

Imagem
O contraste é radical, embora não pareça. Surge na parábola “da pobre viúva e do juiz iníquo” narrada por Jesus a propósito da necessidade de fazer oração sem desanimar. Faz parte da sua pedagogia narrativa e visa provocar os discípulos. Manifesta a diferença abissal entre o proceder de Deus e o do juiz sem escrúpulos. Realça a figura da viúva incansável na procura da justiça que lhe é devida. “Retrata”, de algum modo, a situação actual. Apesar de tantos profissionais qualificados pelo seu desempenho, é clamor generalizado contra o funcionamento da justiça: burocracia complexa, tráfico de influências, recursos fáceis e lentidão nos processos, adiamento de prazos, leis com “alçapões” de refúgio para os mais hábeis, custos avultados. A nível pessoal e internacional. O mundo está “doente” tal a grandeza e extensão do que acontece e é fomentado por interesses egoístas descarados ou ocultos.

Jejum de televisão

Imagem
Tenho estado a viver uma experiência enriquecedora, com a televisão fechada para me não distrair com o que os diversos canais nos oferecem. Eu sei que há canais temáticos de interesse e que mesmo as nossas televisões nos brindam, de vez em quando, com belos programas. Não nego essa realidade, mas tenho confirmado que me perco com banalidades, ficando sem tempo para leituras e outras alegrias, nomeadamente a escrita.  Com a televisão ligada, caio na tentação de esperar por algo mais e melhor, coisa que raramente acontece nesta grande janela que dá  para o mundo, apesar de tudo importante, sobretudo quando nos mostra realidades da aldeia global que é o planeta em que moramos. Mas a opção por fechar a televisão prende-se, também, com o muito que se acumula na mesa e nas estantes, à espera de ser lido. Livros, revistas e jornais, sobretudo.
Com este jejum, tenho sentido uma certa paz de espírito e uma tranquilidade enorme  para viver à minha maneira, com filhos e netos que me vão dando …

Humanidade às cegas

«Tanto jornal, tanta rádio, tanta agência de informações, e nunca a humanidade viveu tão às cegas. Cada hora que passa é um enigma camuflado por mil explicações. A verdade, agora, é uma espécie de sombra da mentira. E como qualquer de nós procura quase sempre apenas o concreto, cada coisa que toca  deixa-lhe nas mãos o simples negativo da sua realidade.»
Miguel Torga  (1907-1995), escritor
Li no Correio do Vouga

Nota: Eu apenas acrescentaria "Tanta Televisão"



Nature versus Nurture

Imagem
Problema crescente da indisciplina


Hoje em dia, em que a escola portuguesa se debate com o problema crescente da indisciplina, com a dificuldade em controlar o comportamento dos alunos, vem, novamente à ribalta, o debate “Nature Versus Nurture” O que será mais marcante no desenvolvimento infantil? A genética ou a experiência? O debate sobre este tema é dos mais antigos da psicologia. A questão está centrada na contribuição relativa da herança genética e dos fatores ambientais, no desenvolvimento humano. Os filósofos Platão e Descartes sugerem que certas coisas são inatas na pessoa, ou então ocorrem fortuitamente, apesar da influência ambiental. As opiniões dividem-se entre os “nativistas” que defendem que as características e o comportamento individual são herdados e os empiristas como John Locke que acreditavam que o conhecimento é impresso numa tábua rasa, isto é, numa mente completamente em branco. Para eles o conhecimento tem por base a experiência.

Família, Casamento e Sexualidade

Imagem
ANADIA: 25 de outubro





- Posted using BlogPress from my iPad

Posse das Juntas de Freguesia do Concelho de Ílhavo

«Já estão confirmadas as datas para a tomada de posse dos eleitos, nas últimas eleições autárquicas, nas Juntas de Freguesia do Concelho de Ílhavo. Na Gafanha da Nazaré, a cerimónia de tomada de posse de Carlos António Rocha está agendada para esta quarta-feira às 21h00, no salão nobre da Junta. Na Gafanha da Carmo, Luís Diamantino tomará posse na quinta-feira às 21h00. Em São Salvador, João Campolargo toma pose às 18h30 e Augusto Rocha, no mesmo dia, toma posse na Gafanha da Encarnação às 21h00.»

Fonte: Rádio Terra Nova

Posse da Assembleia e da Câmara Municipal de Ílhavo

Imagem
Realiza-se no próximo dia 22 de outubro (terça-feira), pelas 18h30, a Tomada de Posse da Assembleia e da Câmara Municipal de Ílhavo para o mandato 2013/2017. A Assembleia será presidida por Fernando Maria da Paz Duarte e a Câmara por Fernando Caçoilo, no respeito pelos resultados das mais recentes Eleições Autárquicas.  A cerimónia terá lugar no Salão Nobre dos Paços do Município.

O Marnoto Gafanhão — 12

Um texto inédito de Ângelo Ribau Teixeira

E a estudantada lá desapareceu  de vista para os lados de Aveiro

E a estudantada lá desapareceu de vista para os lados de Aveiro. Teriam frio na cara mas não no resto do corpo bem agasalhado e com as mãos enluvadas. E o Toino ia trabalhando e pensando: “E eu aqui…” Enfim, terminou a apanha do moliço. Agora era vir com o carro dos bois e transporta-lo para as terras. Seria no dia seguinte que começariam com esse serviço. Assim foi. — Como os bois não andam tão depressa como as bicicletas, amanhã temos de levantar mais cedo, para ao nascer do sol estarmos lá! — avisa o pai do Toino. Não havia safa. Aqueles homens sempre levaram aquela vida, parece que nada os incomodava. Os três cunhados eram só pele e osso — os três — mas a sua resistência parecia não ter fim. E o Toino tinha que aprender a resistir… No dia seguinte, era ainda madrugada, aparece a minha mãe a chamar-me: — Toino “alabanta-te” que o teu pai já está quase pronto e vai tirar os …

SCHOENSTATT em jubileu

Imagem
Bispo de Aveiro preside à celebração
da abertura do Ano Jubilar




Este jubileu será uma excelente oportunidade para a renovação da Aliança de Amor, rumo à construção de um homem novo para uma nova sociedade.

- Posted using BlogPress from my iPad

“Gafanha… Retalhos do passado”

Um novo livro  de Maria Teresa Filipe Reigota



Quatro anos depois de publicar “Gafanha… o que ainda vi, ouvi e recordo”, Maria Teresa Filipe Reigota oferece aos interessados pela história gafanhoa, e não só, um novo trabalho, que batizou com o nome de “Gafanha… Retalhos do passado”, com edição do Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo e apoio da Câmara Municipal de Ílhavo e da Junta de Freguesia de São Salvador. Uma ajuda especial veio de seu marido, João Fernando Moço Reigota, fundador e presidente da direção daquele Rancho, a quem a autora dedica esta obra. Teresa Reigota, para além das tarefas profissionais, como professora do Ensino Básico, fez parte do grupo fundador do Rancho Regional liderado por seu marido, mas a sua veia de estudiosa tem-se afirmado no âmbito da investigação e recolha das tradições etnofolclóricas, aproveitando uma faceta que muito aprecio, qual é a de reter na mala das recordações retalhos do passado que merecem ser contados, fundamentalmente com sentido …

Evocando…

Imagem
15 de outubro de 2013


Faria, hoje, 94 anos, se não tivesse havido a precipitação da sua partida. O enorme temporal que se abateu no país e, particularmente, na nossa zona, parece ter arrastado o Zé da Rosa, no caudal dos destroços e da destruição que abalou a natureza. Sempre em sintonia com a mãe natura, da qual herdou o apelo telúrico que tão intensamente, transmitiu a esta sua descendente, parece ter sentido o chamamento para o retorno à paz, à harmonia, à bem-aventurança. Ainda não deixei de matutar na relação entre a sua partida e o amainar da tempestade. Esperou que ela acalmasse, para na serenidade e pacificação, deixar este mundo! Ficou uma imensa saudade e uma marca indelével, naqueles que hão de perpetuar a sua memória.
Aniversário - 15 de outubro
Já partiste deste mundo
Onde muito peregrinaste!
Sentir e pesar profundo
É o rasto que deixaste!

dedicação foi total,
a causas que abraçaste!

Respeitamos tua memória,
Os teus códigos de valor!
Seremos nós para a história
As pétalas da tua flo…

Vai faltando paciência para tanta conversa

O perdoado que não perdoa
Frei Bento Domingues
1. Vai faltando paciência para tanta conversa sobre a situação de Portugal antes, durante e depois da troika. Conversas de avaliações e mais avaliações, de segundo resgate ou não, de programas cautelares, de ajustamentos e desajustamentos, de renegociação da dívida, de pedido de mais tempo, de ameaças com os nossos misteriosos credores, de promessas de regresso aos mercados, de recessão com ou sem espiral e com medições fantasiosas dos défices na elaboração dos orçamentos que não são para entender, mas para sofrer. Conversas sobre a dívida pública, em crescimento, acompanhada de austeridade e mais austeridade, de cortes e mais cortes nas magrezas das pensões da gente que não é rica, com a máquina de fazer desempregados, de tornar os pobres mais pobres e os remediados sem remédio. Conversas nos jornais, nas rádios e televisões sobre aumento da emigração e diminuição do acesso ao ensino superior, sobre a impossível renovação etária e a solid…

Blogue da Semana

Imagem
Destaco para esta semana o blogue "Marintimidades", que tem por arrais Ana Maria Lopes, especialista em temas marítimos e outros, relacionados com a Ria de Aveiro. Lê-se na abertura do blogue que «"Marintimidades" foi criado para falar das coisas do mar, da ria, de embarcações, de artes, de museologia marítima e de eventos que surjam dentro desta área, publicitando-os, e sobre eles detendo um olhar...»

Medo

«Um dos efeitos do medo é perturbar os sentidos e fazer que as coisas não pareçam o que são»
Miguel de Cervantes Saavedra  (1547-1616), escritor espanhol
No PÚBLICO de ontem

Santuário de Schoenstatt

Imagem
21 de outubroPara recordar 


No dia 21 de outubro de 1979, foi solenemente inaugurado o Santuário de Schoenstatt na Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, em cerimónia presidida pelo Bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade. Participaram muitos membros do Movimento, bem como peregrinos, simpatizantes e amigos, todos envolvidos na esperança de contribuírem para a construção «do homem novo para uma nova sociedade», seguindo a espiritualidade apoiada em três grandes pilares: Nossa Senhora, Santuário e Fundador do Movimento, Padre Kentenich A Primeira Pedra, a Pedra Angular, veio de Roma e foi abençoada pelo Papa João Paulo II. Tem incrustada na face frontal uma outra pedra trazida do túmulo de S. Pedro, na qual está gravada a inscrição “Tabor Matriz Ecclesiae”, que mais não é do que a missão deste Santuário da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt. O Santuário de Schoenstatt, declarado por D. António Marcelino como Santuário Diocesano, em 21 de setembro de 1993…

Deus ainda tem futuro?

Imagem
Perguntar: "Deus ainda tem futuro?" não é contraditório? (Para os crentes terá até sabor a blasfémia). De facto, se Deus não existir, a pergunta não tem sentido. Mas também não tem sentido se Deus existir, pois faz parte do conceito de Deus ser Presença eternamente presente. A pergunta supõe, pois, um acrescento implícito: Deus ainda tem futuro na e para a Humanidade?
Com razão, perguntava Karl Rahner, talvez o maior teólogo católico do século XX: O que aconteceria, se a simples palavra "Deus" deixasse de existir? E respondia: "A morte absoluta da palavra "Deus", uma morte que eliminasse até o seu passado, seria o sinal, já não ouvido por ninguém, de que o Homem morreu."
Václav Havel, o grande dramaturgo e político, pouco tempo antes de morrer, surpreendeu muitos ao declarar que "estamos a viver na primeira civilização global" e "também vivemos na primeira civilização ateia, numa civilização que perdeu a ligação com o infinito e …

Viver em atitude de gratidão

Imagem
Elogio a quem agradece


O elogio surge da boca de Jesus numa povoação onde passava a caminho de Jerusalém. Com ele, iam os discípulos desejosos de colher os seus ensinamentos. Sai-lhe ao encontro um grupo de dez leprosos que, em voz alta, imploram a sua compaixão. Jesus põe-nos à prova, encaminhando-os, de acordo com a Lei judaica, para os sacerdotes. E não diz, nem faz mais nada. No percurso, acontece a maravilha da cura. O grupo continua a viagem; mas um não, e regressa junto de Jesus para lhe expressar a gratidão pelo benefício alcançado. E este era estrangeiro, samaritano, de outra etnia cultural e religiosa, excluído das bênçãos prometidas aos Judeus.

Uma folha cai ao céu

Que sociedade estamos a construir? Que sociedade queremos? Quando acordamos para combater o mundo sem alma? Quando cuidamos dos nossos maiores como eles cuidaram de nós?

Tempo de luto

Quando soube do falecimento de D. António Marcelino, resolvi suspender a habitual edição do meu blogue, em jeito de luto, até ao funeral do saudoso Bispo Emérito de Aveiro. Era o mínimo que podia fazer em homenagem ao prelado aveirense a quem devo a minha ordenação diaconal, em 1988, fez há dias 25 anos. Limitei-me, pois, a publicar textos alusivos ao que a Diocese estava a viver, em relação ao bispo que Deus chamou para descansar a Seu lado, como creio, pela fé que me anima.  Antes, contudo, de voltar à edição desde meu espaço, quero, ainda, tornar público o que há três anos escrevi sobre D. António Marcelino, como simples recordação do que então senti, que coincide com o que sinto hoje.
++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
D. António Marcelino: Um bispo sempre a correr
Com a resignação de D. Manuel de Almeida Trindade, D. António Marcelino passa a Bispo Residencial de Aveiro em 20 de Janeiro de 1988. No final do ano, anuncia o Congresso dos Leigos que haveria de mexer com crentes e …

Mensagem à Diocese do Bispo de Aveiro

Imagem
No falecimento  de D. António Marcelino 


Faleceu hoje, tarde do dia 9 de Outubro, no Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, o senhor D. António Baltazar Marcelino, Bispo Emérito de Aveiro. Nasceu D. António Marcelino a 21 de Setembro de 1930, na freguesia de Lousa, concelho de Castelo Branco, diocese de Portalegre e Castelo Branco. Oriundo de uma família profundamente cristã era filho de Manuel de Almeida Marcelino e de Maria Cajado. Desde cedo manifestou o desejo de ser sacerdote. Ingressa no Seminário Menor de Gavião e daí passa, cinco anos depois, para o Seminário de Alcains onde frequenta os anos do Curso Filosófico. No Seminário Maior da Diocese, sedeado na vila de Marvão, conclui o Curso Superior de Teologia. É ordenado presbítero pelo senhor D. Agostinho de Moura na Catedral de Castelo Branco, em 9 de Junho de 1955. Enviado para Roma prossegue os seus estudos de Direito Canónico na Universidade Gregoriana. Regressado a Portugal, inicia em 1958 o seu múnus pastoral como professor…

Exéquias de D. António Marcelino

Na sequência da informação do falecimento de D. António Baltasar Marcelino, a diocese de Aveiro torna público que as celebrações exequiais decorrerão em Aveiro do seguinte modo:
10 de outubro - quinta-feira
Da parte da manhã o corpo será colocado na igreja do seminário de Aveiro
19h00 – Eucaristia 21h30 – Vigília de oração
11 de outubro – sexta-feira
09h00 - Laudes e transladação para a Sé de Aveiro 15h00 - Eucaristia exequial na Sé de Aveiro, seguindo depois o cortejo fúnebre para cemitério central de Aveiro
A diocese de Aveiro a viver em missão jubilar está unida na oração e gratidão a Deus pela vida e ministério de D. António Baltasar Marcelino.

D. António Marcelino regressou à casa do Pai

Imagem
Que Deus o aconchegue no seu regaço maternal


A triste notícia do falecimento de D. António Marcelino chegou-me pelo telefone, abruptamente. O choque que senti não tem palavras que o definam. Embora esperada a sua partida para o seio de Deus, fiquei, contudo, com a tranquilidade necessária para a aceitar, porque acredito que D. António Marcelino intercederá por nós junto do Senhor de todos os dons.  D. António passou pela Diocese de Aveiro como um corredor de fundo, animando tudo e todos, rumo a uma Igreja mais aberta ao mundo dos homens e mulheres destes tempos. Rápido no pensar e no agir, foi dos bispos que mais apostaram na comunicação social, qual profeta que denuncia as injustiças, mas que não deixa de proclamar caminhos que nos conduzam a uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais caritativa e mais solidária.  Nesta hora difícil, louvo a Deus pelos ensinamentos que dele recebi, pelo seu testemunho de crente e de bispo que me ordenou diácono permanente, pelo homem corajoso que…

A morte também se lê: António Marcelino

Imagem
“Sem Memória e sem Tempo de memória fecunda, não existimos e morremos lentamente”


Tento escrever na eminência do fim. Emperro. A amizade que faz crescer, a instituição que não tem mão pesada e a história feita em comum, ambas se tornam Vida, Memória e Fé. António Marcelino está gravemente doente. Deseja morrer em terras de Aveiro. Releio o seu artigo no Correio do Vouga, 18 setembro 2013, seu “testamento vital”. Volto ao texto próprio “Um homem para os outros!” que escrevi em 08-12-2006, e lhe enviei por e-mail, de modo privado, e no modo do seu pedido para a publicação imediata como “carta aberta” no CV. Ao querer “facilidades”, emperro cada vez mais. 
Se o arrependimento fosse causa de morte, eu continuava vivo. É certo que arrependo-me perante certos «Mestres», que foram apreciados pelo filtro do Evangelho; na medida em que apontam e fazem luz sobre o verdadeiro Mestre dos mestres: Jesus Cristo. Como na parábola moderna da caminhada na praia, na hora do Gólgota, serão levados no co…