Capitais Imperiais - Viena, Melk, Durnstein

3.ª feira , 20 de agosto 2013


Abadia de Melk
Viena, Melk, Durnstein

Às 8:30 da manhã, saímos de Viena, em direção a Melk. Após uma longa viagem de autocarro, onde, entre orações, cânticos, conversa amena e até abraços a Morfeu...chegámos a Melk. Aí, visitámos a Abadia, grandioso complexo barroco e o mais grandioso Mosteiro Beneditino da Europa Central, que é conhecido como o Berço da Áustria.
Melk é uma cidadezinha da Áustria, cujo ex-libris é a Abadia, localizada à beira de uma rocha, donde se contempla uma bela paisagem, sobre a cidade e o rio Danúbio.
O enorme complexo arquitetónico, espiritual e cultural da Abadia, inclui o mosteiro, escolas, espaços culturais, museu, a igreja e a biblioteca, desfruta ainda de um panorama privilegiado da região, o que contribui com a sua imponência e sumptuosidade, para uma forte atracão turística.
É o expoente máximo, de luxo e refinamento, do barroco, projetado por Jakob Prandtauer e possui nos seus interiores luxuosamente decorados, frescos, mármores, esculturas e talhas douradas, principalmente a igreja e a biblioteca.

Biblioteca


Em 996, o primeiro margrave, título nobiliárquico dado aos soberanos do Sacro Império Romano-Germânico, mais tarde, marquês da região, Leopoldo I, ergueu um castelo em Melk para sua residência. Os seus sucessores encheram-no de relíquias e tesouros preciosos. O castelo foi doado aos monges beneditinos em 1089 e, desde esta época é ocupado por eles e habitado como mosteiro. Sofreu alterações na sua jurisdição eclesiástica, restaurações, e uma profunda modernização informática. De 1975 a 2001 o complexo passou por uma grandiosa restauração, que lhe confere o aspeto de obra recém construída. É um deslumbramento!
Atualmente, o seu rendimento provém, essencialmente, do turismo, da organização de exposições de arte e história, representações teatrais e concertos, nos seus amplos e faustosos salões.

Castelo de Praga

Há, no complexo, um museu sobre a história da abadia, com um precioso acervo de tesouros e integra uma escola onde é desenvolvida atividade docente, que atende 900 alunos de ambos os sexos. Estes pagam € 800 de propina anual e têm, por mestres, um grupo de 30 monges residentes. 
De tarde, embarcámos para um passeio no rio Danúbio até Durnstein, na famosa região vinhateira de Wachau. Aqui, evoquei, de imediato Die blaue Donau, (a valsa do Danúbio Azul) e a magia do bailado de Johann Strauss, que desde os meus tempos de juventude preenche o meu imaginário musical.
O Danúbio é o segundo rio mais longo da Europa, depois do Volga e tem entre 2 845 a 2 888 km de extensão, atravessando o continente de oeste a leste, desde sua nascente na Floresta Negra, na Alemanha, até desaguar no Mar Negro, no delta do Danúbio, Roménia.
O rio passa por diversas capitais da Europa e constitui a fronteira natural de dez nações. Ficam, nas suas margens, importantes cidades como: Ulm, Ingolstadt, Ratisbona, Linz, Viena, Bratislava, Budapeste, Vukovar, Novi Sad, Belgrado, Ruse, Brăila e Galaţi.
Nas Portas de Ferro, junto da fronteira com a Roménia, atravessa os Alpes da Transilvânia e divide-se em três ramos que vão desaguar no Mar Negro, formando um delta que alberga uma fauna e uma flora muito ricas. Desde há muito que é uma das principais vias de transporte fluvial da Europa.
O dia hoje esteve cinzento, as temperaturas baixaram e até a chuva foi acolher-se nas águas verdes, espelhadas do Danúbio.
À medida que o barco avançava, ia sendo transmitida, em várias línguas informação sobre a vinha cultivada nas suas margens, ora em socalcos, como no nosso Douro, ora em terrenos planos. Diz a nossa guia que a reflexão da luz nas águas do rio e a sua retenção, em tão grande superfície, confere, aos produtores de vinho, uma bênção divina, sobre o precioso néctar. A bordo, serviam-se amostras desse publicitado produto, da região.
Não invejei, desta vez os austríacos, (Que Deus me perdoe!) pois aflorou, à minha mente, o nosso inigualável, inimitável e mundialmente re/conhecido, vinho do Porto!
Após a chegada, visita panorâmica à cidade, onde, segundo a lenda, o rei Ricardo Coração de Leão foi detido e libertado pelo seu escudeiro. 

M.ª Donzília Almeida

20.08.2013

Comentários