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A mostrar mensagens de Maio, 2013

Padre Miguel Lencastre

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Uma visita rápida e inesperada

Ontem, recebi a visita rápida e inesperada do Padre Miguel Lencastre, de passagem pela Gafanha da Nazaré e sempre envolvido em projetos que o animam e nos animam. Veio para um abraço, como sublinhou, e para um dedo de conversa sempre agradável. Falou de viagens, peregrinações e encontros, onde a qualidade de padre de Schoenstatt casa bem com a sua visão histórica, eclesial e espiritual de Portugal e do mundo, em profunda maré de transformações que necessitam da mão de Deus para endireitar os caminhos que homens e mulheres do nosso tempo têm de trilhar.

Corpo de Deus

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DAI-LHES VÓS DE COMER
«E com a acção concertada de todos, as inúmeras fomes da multidão serão saciadas. Haverá alegria e satisfação. Renascerá a esperança que vence todas as crises da noite. Erguer-se-á a mesa comum da fraternidade onde cada um tem lugar e companhia. Começará a despontar uma sociedade nova que reflecte, à maneira de espelho, a maravilha irradiante da Eucaristia por meio do apreço pela vida entregue ao serviço de todos, sobretudo dos empobrecidos e espoliados da sua dignidade.» 
Georgino Rocha

Beleza

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O desgaste da vida por vezes arrasta-nos para uma normal ansiedade. Nem sabemos o que fazer, mas sabemos que temos de fazer alguma coisa, que nos devolva a alegria de viver. Para mim, o olhar para a natureza, tão bela e tão benfazeja, é razão mais do que suficiente para acalmar e recuperar o sabor de estar vivo. Daí a busca do belo reconfortante que se encontra em cada canto. Como aconteceu hoje com esta flor  encostada ao muro, tímida mas brilhante, serena e estimulante. E tanto basta para a partilhar com os meus amigos.

Um lorde

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Diabruras do Scott
Ão...ão... No meu raciocínio de cão, acho que sou uma criatura VIP! Sim, é verdade, pois vivo num condomínio fechado, com portões altos, verdes....até parece a casa onde vivia a Menina do Mar, que a minha dona, noutros tempos lia às criancinhas da escola. Neste espaço fechado, tenho todas as comodidades e mordomias! Só cá entra quem é autorizado, ou tem luz verde, como os portões, para invadir esta propriedade privada.  Sou tratado como um lorde... mas não como um gentleman! Como este, era o meu antecessor de que rezam as crónicas e as saudades da minha dona que são ainda bem visíveis!

A Tulipa

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A Tulipa é uma égua que conhece os familiares e amigos. O dono, meu vizinho, trata-a com esmero e de vez em quando dá umas voltas pela Gafanha da Nazaré com ela. A Tulipa costuma rapar a erva de um terreno que está de pousio ao lado do nosso quintal e quando pressente os donos dá logo sinal de contentamento. Com o pessoal cá de casa, que também conhece, para de comer e fixa os seus olhos atentos em quem chega. Recebe sempre umas palavras amigas e uma ou outra couvita que sabe saborear com prazer.  É muito bom gostar de animais que são seres vivos com sensibilidade... e não há por aí quem proclame, alto e bom som,  que quanto mais se conhecem os homens mais se gosta dos animais? Eu concordo plenamente.

Fiscais da Fé

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O Papa criticou no Vaticano o que denominou de “fiscais da fé” que fecham as portas da Igreja e afastam as pessoas, dando como exemplo os casos de mulheres solteiras que querem batizar um filho. “Pensai numa mãe solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: ‘Quero batizar o meu menino’. E quem a acolhe diz-lhe: ‘Não tu não podes porque não estás casada’. Atenção: esta rapariga que teve a coragem de continuar com uma gravidez e não devolver o seu filho ao remetente, o que é que encontra? Uma porta fechada”, lamentou Francisco, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, onde reside. Segundo o Papa, esta atitude “afasta as pessoas” e deriva da fixação no que “o protocolo não permite”. “Jesus instituiu sete sacramentos e nós com esta atitude instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral”, avisou. Francisco pediu, por isso, que os “fiscais da fé” se transformem em “facilitadores da fé das pessoas”. “Peçamos ao Senhor que todos os que se ap…

Casa Sacerdotal

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«A gratidão está inscrita no seu código genético, na sua matriz original e no seu destino permanente. A Casa Sacerdotal é gratidão dos vossos bispos. O que seria o nosso ministério de bispos sem vós, irmãos sacerdotes? Alguns dos sacerdotes que, desde o primeiro dia do meu ministério, em Aveiro, me pediram esta Casa já partiram ao encontro de Deus. Eles são, certamente, os primeiros, não a habitar a Casa que desejaram, mas sim a abençoar a Casa que sonharam. A Casa Sacerdotal é gratidão do Povo de Deus aos sacerdotes, que por eles oferecem a vida, até ao limite das forças humanas. O que seria do Povo de Deus sem a vida, presença, oração, testemunho e ministério dos sacerdotes?»
Ler Nota Pastoral do Bispo de Aveiro

Greve à gasolina

Anda a circular na rede uma campanha para entrarmos em guerra com as gasolineiras, fazendo greve em certas marcas que comandam entre nós a refinaria dos produtos derivados do petróleo e sua distribuição e comercialização. Acho bem que entremos na luta contra os que nos exploram sem dó nem piedade. Eu sei que nem todos podem alinhar nessa luta, mas alguns talvez possam. Eu, para já, vou andar o menos possível de automóvel. Aliás, a minha mulher até vai ficar contente com o que estou para aqui a dizer, porque entende, e bem, que eu preciso de caminhar muito, coisa que não costumo fazer. Mas vou tentar, lá isso vou. E quanto mais andar a pé menos gasolina gasto. Claro como a água...

Verão

Hoje não faltaram notícias, propagadas de boca em boca, sobre o verão que não teríamos tão cedo. Nestas coisas, por vezes, há exageros. Mas o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, autoridade na matéria, dá umas achegas, dizendo que até 16 de Junho, pelo menos, as temperaturas vão estar abaixo do normal para a época na faixa litoral do Continente. 
Ler mais aqui

Azulejos

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Toda a nossa região cultivou, desde tempos imemoriais, o azulejo como forma decorativa e de  revestimento de edifícios. Há, estou certo disso, estudos sobre o tema, mas da Gafanha da Nazaré e demais Gafanhas não conheço quem se tenha debruçado sobre este assunto. Eu já não tenho coragem nem conhecimentos para isso. Limito-me, tão-só, a chamar a atenção para o estudo que se impõe sobre o nosso património artístico, que não será assim tão rico. E também me limito a apreciar o que vou encontrando pelas nossas ruas. Na Av. José Estêvão, bem perto de minha casa, todos os dias olho para  estes azulejos, porque gosto deles...

Prémio Camões

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Mia Couto vence Prémio Camões


«Há quem acredite que a ciência é um instrumento para governarmos o mundo. Mas eu preferia ver no conhecimento científico um meio para alcançarmos não domínios mas harmonias. Criarmos linguagens de partilha com os outros, incluindo os seres que acreditamos não terem linguagem. Entendermos e partilharmos a língua das árvores, os silenciosos códigos das pedras e dos astros. Conhecermos não para sermos donos. Mas para sermos mais companheiros das criaturas vivas e não vivas com quem partilharmos este universo. Para escutarmos histórias que nos são, em todo o momento, contadas por essas criaturas.»
Mia Couto em “Pensatempos”

Podíamos saber…

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Podíamos saber um pouco mais da morte. Mas não seria isso que nos faria ter vontade de morrer mais depressa.
Podíamos saber um pouco mais da vida. Talvez não precisássemos de viver tanto, quando só o que é preciso é saber que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais do amor. Mas não seria isso que nos faria deixar de amar ao saber exactamente o que é o amor, ou amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada sabemos do amor.

Nuno Júdice
Nota: Sugestão do caderno Economia do EXPRESSO

Cerâmica

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Na Rua  Arcebispo P. Bilhano, em Ílhavo, podemos apreciar painéis cerâmicos de Licínio Pinto, 1917, da Fonte Nova de Aveiro.  *** Retomo por aqui a procura e divulgação de painéis cerâmicos com história  da nossa região. Os meus leitores e amigos poderiam muito bem dar uma ajuda... Eu sei que não há tempo para tudo. Mas com um pequeno esforço seria muito interessante este registo.

Igreja do futuro

O segredo da alegria de João XXIII (1)

Frei Bento Domingues

1. Para certos frequentadores dos textos do Novo Testamento não lhes basta o simples prazer de os ler. Interessa-lhes o que neles podem encontrar para a orientação da sua vida pessoal, familiar e social. Querem, talvez, descobrir o programa de Jesus de Nazaré e o que dele podem tirar para resolver os problemas do seu dia-a-dia. Não me parece que seja fácil satisfazer este pendor pragmático.

Amar

«No momento em que deixo de amar, 
deixo de ser.»
Gilbert Cesbron  (1913 - 1979)
Um pensamento que nos deve fazer pensar. De facto, sem amor não haverá vida nenhuma. Sem amor, os pesadelos devem ser terríveis. Penso eu, claro. Por isso, amo muito. E assim nunca haverá lugar para o desamor.

Homicídio moral

«Incomodam-me mas não me surpreendem os insultos que se lançam por aí. Insultar é o equivalente verbal da agressão física. Insultar revela o nível da agressividade humana. Insultar é a forma mais hedionda e miserável de destruir quem quer que seja. Insultar chega por vezes a ser equivalente a um homicídio moral. Insultar é um passatempo para muitos. Insultar diverte os fracos de espírito. Insultar é transformar a palavra num punhal sujo.»
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Enfermeiros

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No passado dia 12 de maio, celebrou-se o Dia Internacional do Enfermeiro. Se há dias assinalados que merecem um destaque especial, este é, indubitavelmente, um deles. Atenta a esta realidade, demonstrando uma oportunidade indesmentível, Maria Donzília Almeida escreveu sobre o tema, mas só agora, por motivos  que justifiquei há dias, o seu artigo salta para o ciberespaço. Apresento as minhas desculpas a todos. Pode ler as suas considerações a seguir.

Dia Internacional do Enfermeiro - 12 de maio 


Este dia pretende homenagear todos os enfermeiros e relembrar a importância destes profissionais na prestação de cuidados de saúde à população.  Florence Nightingale (Florença, 12 de maio de 1820 — Londres, 13 de agosto de  1910) considerada a fundadora, da enfermagem moderna, foi uma enfermeira britânica que ficou famosa por ser pioneira no tratamento a feridos, durante a Guerra da Crimeia. Ficou conhecida na história pelo apelido de "A dama da lamparina", pelo fato de se servir deste…

Deus Família

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A FESTA DE DEUS FAMÍLIA
Jesus, na ceia de despedida, fala abundantemente do Espírito. Atribui-lhe funções de companhia amiga, mestre que faz memória do sucedido e ajuda à sua compreensão, conforto dos discípulos e testemunha qualificada perante o mundo adverso, luz do coração que discerne a maldade do pecado e a bondade da graça presentes nas situações de vida, guia seguro para a verdade plena. É sobretudo esta função que mais se destaca na festa da Santíssima Trindade.

História

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«Não sei se a História é cíclica ou linear, sei que é feita de múltiplas contradições e muitas tensões, e há mecanismos de poder antigos que não desaparecem, ficam em letargia e vêm depois a ser recuperadas com novas linguagens» 
José Manuel Pureza,  in Jornal “Boa Nova”,  16 de maio de 2013 
Nota: Transcrito do “Semanário Ecclesia”, de 23 de maio

Moliceiros

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Moliceiros nos canais da Ria 

Imagens como esta, com os típicos moliceiros decapitados, vão deixar de existir nos canais da Ria de Aveiro, por determinação da autarquia aveirense. E é já a partir de 1 de junho! Tardou mas chegou, e ainda bem.
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Afetos

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O mundo dos afectos, a fé e a cura


Afetos (Foto do mundo global)


A definição do Homem como animal racional não dá conta adequada do que somos: de facto, não começamos por pensar, mas por sentir. Somos afectados pelo meio ambiente, desde o ventre materno. Daí, não ser indiferente uma gravidez querida e serena e uma gravidez vivida no meio da inquietação e do sobressalto.

Saudades

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Tenho saudades da agitação do ciberespaço. Em especial dos blogues que leio e dos que vou construindo dia a dia. Cá estou, pois,  de novo, mas com moderação. Para me não cansar e para não cansar os meus habituais ou eventuais leitores. E assim, como muita calma, continuarei a partilhar gostos, opiniões e emoções. Boa semana para todos...

Ausente

Um pouco  ausente para rever um trabalho. Até um dia destes, se Deus quiser.

Verdade incomoda

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Tempo de uma 
verdade ausente
António Marcelino

Por vezes tenho a impressão de que perdemos o controlo do tempo e que é ele a ser dono das nossas vidas. Este é o tempo em que ninguém tem tempo. O que ontem se dava como certo apagou-se dias depois sem deixar rasto. Porquê? As profecias agradáveis ou tétricas multiplicam-se em todos os campos, servidas por uma televisão e por uma imprensa em crise e que apenas querem vender e deslumbrar em troca de mais audiências. Aliás, os vendedores de ilusões, mentiras e meias verdades, aumentam como cogumelos, nem sempre isentos de veneno que mata. 

Grande criador!

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Em cada esquina um motivo digno de registo; em cada canto um poema. A natureza tudo nos dá, mas o HOMEM também a sabe recriar. Um poema aí está, cravado no cimo de uma casa da Costa Nova. Captado nas minhas andanças.

Bento Domingues

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No PÚBLICO de ontem



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Uma flor para cada Mãe

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UMA FLOR PARA CADA MÃE

Para todas as que riem e para todas as que choram...
Para todas as que trabalham e para as desempregadas…
Para todas as que foram mães e para as que o não puderam ser…
Para todas as que sofrem injustiças e para todas as justas…
Para todas as perseguidas e ofendidas…
Para todas as que amam e para as não amadas...
Para todas as artistas que fazem o mundo mais belo…
Para todas as que rezam pelos que não rezam...
Para todas as que sofrem com o sofrimento dos outros…
Para todas as que partilham alegrias com os tristes...
Para todas as que lutam por um mundo melhor…
Para todas as MULHERES…


Andanças

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Gafanha da Encarnação


Nas minhas andanças por aí, sem rumo mas com norte, há imenso que ver e que apreciar. Um dia destes andei pela vizinha Gafanha da Encarnação, terra de gente gafanhoa, tal como nós, e deparei-me com recantos dignos de bonitos postais ilustrados, estes um tanto ou quanto a caírem em desuso. As máquinas digitais levam-nos, com toda a simplicidade, a construir os nossos postais. Na zona da "Bruxa", de tantas histórias e encontros registei estes postais, que ofereço como desafio aos meus  leitores. Nesta imagem, vê-se, ao fundo, a célebre "Estufa", onde se torrava a chicória, quando eu era menino e moço. A sua história merece ser contada em letra de forma. Quem ma quer contar?

Terra de gente da ria e do mar, não podia deixar de ter a sua marina, com bar e demais espaços de apoio. As águas estavam serenas apesar do vento agreste que se fazia sentir. E fiquei com a garantia de que há movimento, sinal de vida de marinheiros da nossa laguna, dedicados …

Dia da Mãe

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O ENCANTO QUE ENCERRA A PALAVRA MÃE
Maria Donzilia Almeida

O Dia da Mãe, que hoje se celebra, remonta às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.
Na Inglaterra, no século XVII, celebrava-se, no 4º Domingo de Quaresma, um dia chamado “Domingo da Mãe”, que homenageava todas as mães inglesas.
Nos Estados Unidos, em 1904, quando Anna Jarvis perdeu a sua mãe ficou muito triste. As suas amigas decidiram organizar uma festa em memória à sua mãe e Anna quis que a festa fosse festejada para todas as mães, vivas ou mortas. Em 1914, a data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson e passou e ser celebrada no primeiro domingo de Maio.
Dada a relevância que esta figura tem, no plano afetivo e pela dimensão que atinge, na família, na sociedade, no mundo, uma eno…

Finalistas

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Amanhã, 5 de maio, na alameda da Universidade



Amanhã, pelas 10 horas, vai acontecer, na alameda da Universidade de Aveiro, mais uma festa da Bênção dos Finalistas da universidade aveirense e demais escolas superiores da capital do Distrito. A cerimónia tem como marco mais significativo a eucaristia, presidida, como reza a tradição, pelo Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos, que não deixará de dirigir palavras de estímulo e de esperança, à luz da Boa Nova de Jesus Cristo, fundamentais na construção de um mundo mais justo e mais fraterno.

Religião

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O bispo R. Williams enfrenta o ateu R. Dawkins
Anselmo Borges




1-Não tem faltado aqui, nestas crónicas, a denúncia das patologias da religião. Como ser insensível ao sofrimento das vítimas da pedofilia do clero? Vítimas de escrúpulos, vítimas da humilhação intelectual, vítimas da intolerância religiosa, de um deus mesquinho e escravizador... O historiador católico Jean Delumeau escreveu: "As minhas investigações convenceram-me de que a imagem do Deus castigador e vingativo foi um factor decisivo para uma descristianização cujas raízes são antigas e poderosas".
Parece que, enquanto pôde, o clero controlou a vida sexual dos fiéis, a ponto de outro historiador, Guy Bechtel, afirmar que a fractura entre a Igreja católica e o mundo moderno se deu na teoria do sexo e do amor, com uma confissão inquisitorial centrada na actividade sexual.

Deus

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SOMOS A MORADA DE DEUS Georgino Rocha

Jesus está na hora das grandes confidências, pois é o tempo da despedida, de dizer aos discípulos o que lhe vai no coração, e quer deixar como distintivo da sua identidade. Em diálogo franco, faz declarações que suscitam perguntas. Judas, não o Iscariotes, não entende como é que Jesus se vai manifestar nem porque escolhe a quem o irá fazer. E formula a correspondente pergunta a que Jesus dá resposta, abrindo horizontes surpreendentes e interpelantes. Os contemplados são aqueles que acolhem o seu amor e guardam a sua palavra; a estes, Jesus dá a garantia de serem morada de Deus e de receberem o Espírito Santo. Assim, terão companhia em todas as circunstâncias da vida e nada os poderá perturbar. Assim, a saudade da despedida é compensada pela nova forma de presença. E Jesus destaca a alegria como testemunho da fé dos que compreendem o alcance destes factos.

Crises

De mal a pior
Em apenas três meses, a Comissão Europeia agravou as previsões para todos os indicadores económicos relativos a Portugal.

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ACOLHIMENTO

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Caminho conhecido e que urge andar sempre 
D. António Marcelino 


«O acolhimento é um ato humano digno e necessário e também um ato de fraternidade cristã, expressão de um amor que não admite fronteiras e exprime, sem exclusões, uma prioridade a que têm direito os mais pobres e afastados. Disso mesmo deu testemunho Jesus Cristo na sua vida pública. Outro não pode ser o caminho dos seus discípulos e da Igreja. Houve séculos de um clericalismo e de uma Igreja referenciada a si própria que deixaram marcas negativas e dolorosas. O Vaticano II fez-nos voltar ao Evangelho e ao testemunho do único Mestre. A sociedade atual, voltada para o reconhecimento da dignidade de cada pessoa, veio ao encontro desta necessidade. Conhecido o caminho, loucura será andar ao arrepio dele.» 

Igreja da Gafanha da Encarnação

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Visitei hoje a reformulada igreja da Gafanha da Encarnação, de que gostei bastante. Na minha ótica, trata-se de um trabalho de qualidade, digno de ser apreciado. Fiquei com a sensação de que ficou um templo acolhedor, com pormenores de muita beleza.  Aqui ficam algumas fotografias, para que os nossos emigrantes possam ficar com uma ideia, embora limitada, das obras que foram executadas em pouco tempo. Os meus parabéns aos paroquianos da Gafanha da Encarnação, ao pároco, Padre Francisco Melo, e seus colaboradores mais próximos, Padres Pedro José e César Fernandes.


Papa Francisco

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«O Papa Francisco assinalou hoje no Vaticano a celebração do 1.º de Maio, alertando para o “trabalho escravo” no mundo e pedindo um novo “ímpeto” dos responsáveis políticos para a criação de emprego. “Uma situação particular de trabalho que me preocupa (...) é aquilo que poderíamos definir como ‘trabalho escravo’, o trabalho que escraviza”, disse o Papa na audiência pública semanal, que esta quarta-feira coincide com o dia em que a Igreja evoca os trabalhadores sob a intercessão de São José, operário. Segundo Francisco, há muitas pessoas “em todo o mundo” que são vítimas deste tipo de “escravidão”, na qual “é a pessoa que serve o trabalho” e não o contrário.»

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O 1.º de Maio promete

O 1.º de Maio promete. O tempo vai estar bom e a festa está garantida. S. José Operário não será esquecido.  E como manda a tradição, sobretudo, entre nós, depois do 25 de Abril de 1974, os festejos vão sair enriquecidos com a alegria dos trabalhadores. É certo que muitos pouca alegria terão para cantar, dançar ou festejar de qualquer forma o dia que lhes é dedicado e que não vale a pena recordar por tão conhecido ser. Que ao menos, por umas boas horas, se esqueçam as crises, alimentando a esperança em melhores dias,  Por estas bandas, a Colónia Agrícola da Gafanha vai encher-se de gente, de música, de comes e bebes, de convívio, de amizades reforçadas, de partilha sempre apetecida. Amanhã teremos tempo de retomar a labuta do dia a dia ou da espera de trabalho, que eu desejo promissora para todos.