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A mostrar mensagens de Dezembro, 2012

Cortejo dos Reis na Gafanha da Nazaré — 6 de janeiro

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Nova Luz da Humanidade 


O Cortejo dos Reis, mais que centenária festa popular da paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, vai animar a nossa terra no próximo dia 6 de janeiro. Dissemos mais que centenária, pois a sua origem remonta a tempos anteriores à criação da freguesia, que ocorreu em 1910. Sabe-se que nos primórdios não se realizava o cortejo tal como hoje, já que as pessoas, pessoalmente ou em grupo, se encaminhavam no dia aprazado para junto da antiga capela, existente na Chave, que serviu de matriz até à abertura ao culto da nossa atual igreja, o que aconteceu a 14 de janeiro de 1912. Aí havia cerimónias próprias da época litúrgica, enquadrando-se nelas, segundo relatos orais dos nossos avós, algumas cenas de teatro religioso, posteriormente ampliadas e melhoradas.  Os tempos e hábitos evoluíram e com eles foi-se alicerçando o Cortejo dos Reis, integrando-se no trajeto os autos natalícios bem conhecidos e muito apreciados pelo povo, ano após ano, sem cansaço nem desinteresse. Em …

Votos de Bom Ano do Google

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Faço meus os votos do Google, na preparação para a chegado do novo ano, anunciado há muito como um ano para esquecer. Apetece-me dizer para longe vá o agoiro, porque a esperança não pode morrer. Importa, isso sim, lutar com garra para que tal não aconteça. Com garra, mas também com o sentido do discernimento e da ousadia, necessários na hora das dificuldades. E se for mesmo  mau, ao menos que se vislumbrem sinais de vitória à custa da nossa vontade de levantarmos Portugal do atoleiro em que o meteram. Que no mínimo saibamos aprender a lição de que não se pode gastar mais do que se tem. Já agora, que ainda saibamos olhar e ajudar quem nada tem, neste século de tantos progressos científicos e tecnológicos.

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

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Praia da Barra em dia sol...

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Ontem estava um lindo dia de sol. Dir-se-ia que estávamos em plena primavera, tal era a luminosidade que nos envolvia e nos atraía para o mar. No inverno, quando assim acontece, sentimo-nos outros e até agradecemos o dom da vida que nos permite saborear momentos tão agradáveis, desprendidos de ganâncias e de problemas. Pela praia andámos, eu e a minha Lita, como tantos outros, olhando o mar, fixando as marcas de gente que está e passa, contemplando as dunas, conversando sem tema, apreciando pescadores de cana, admirando o engenho do homem a querer domar as correntes marinhas. Foi assim. Deus queira que em 2013, de  inverno e inferno para muitos portugueses, possamos ao menos usufruir da beleza da natureza. Penso que ainda, neste âmbito,  não haverá impostos a pagar. Bom ano para todos.
FM






Felizes as famílias que se esforçam por ser sementes de novas famílias

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BEM-AVENTURANÇAS DA FAMÍLIA Georgino Rocha

A família de Jesus, Maria e José, inspira um modo de vida onde brilham valores altamente humanizantes para todos os tempos. Enuncio, apenas, alguns em jeito de bem-aventuranças e faço votos para que a família estruturada e feliz continue a atrair e a mobilizar as energias de quem se dispõe a promover o bem integral da humanidade.
Feliz a família que se preocupa mais em ser um lar do que em ter uma casa, em dialogar a sério do que em falar simplesmente de algo que ocorre, em partilhar o que possui e tem do que em dar uma esmola ou fazer um empréstimo beneficente, em viver a fé cristã do que em recorrer a orações devotas e a ritos religiosos, em cultivar o amor oblativo sobrepondo-o a tudo do que em ter gestos ocasionais de tolerância e desculpa, em confiar nos filhos e honrar os anciãos, em cuidar dos mais frágeis e incluir os marginalizados, em construir progressivamente uma sociedade melhor do que em apreciar os bens acima das pessoas, em ali…

Escutar as crianças

"Quando os sábios chegam no limite da sua sabedoria,  convém escutar as crianças"
George Bernanos (1888–1948)
Pessoa dizia, com todo o seu saber e poesia, que o melhor do mundo são as crianças. George Bernanos vai mais longe ao afirmar que, depois do saber dos sábios, resta-nos escutar as crianças. Um bom pensamento, este, para o fim de semana.



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Crise?

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Li na RR



Ainda faltam uns diazinhos para o ano 2013 começar. E pelo que tenho ouvido, um pouco por cada canto, já se fala em planos para passar o ano em festa. Li também que muitos portugueses vão passar o ano em casa. A crise a isso obriga. Mas há coisas que me deixam confuso e intrigado.  Eu sei que a crise afetou já centenas de milhares de famílias, que não podem mesmo viver a quadra que atravessamos com festas, em casa ou fora dela. Sem empregos, não haverá hipótese de se poder sonhar com festanças. Mas a verdade é que, apesar de tudo isso, não falta quem teime em folgar, porque a alegria também é precisa. Folgar com mais modéstia, faz parte do esquema.  Mas afinal o que é que me intriga? A RR informa que, apesar de tudo, não falta quem possa frequentar hotéis de luxo, em ambiente de férias festivas, com folguedos pagos decerto  a bom dinheiro.  Li ainda que a doçaria esgota nas pastelarias finas, que acepipes não chegam para as encomendas e até ouvi jovens desempregados que prog…

Lançamento de um Livro de João Gonçalves Gaspar

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“A Princesa Santa Joana e a sua Época”:  Um roteiro para famílias e jovens 

«Aveiro, cidade e diocese, deve a Monsenhor João Gaspar este gosto natural e este esforço empreendedor de incansável investigador sobre tudo quanto à sua história diz respeito e sobremaneira sobre tudo quanto à Princesa Santa Joana se refere. Muito do espontâneo e inicial afeto dos aveirenses por Santa Joana foi sendo progressivamente esclarecido e transformado em religiosa devoção, graças ao aprofundado conhecimento da sua vida e ação que, desde há muito, o autor nos seus diferentes livros nos tem facultado.» Estas afirmações de D. António Francisco, Bispo de Aveiro, lidas pelo Reitor do Seminário de Santa Joana Princesa, Padre João Alves, na impossibilidade da presença do nosso bispo, pelo falecimento de seu tio e padrinho, sintetizam bem quanto Aveiro, cidade e diocese, deve ao autor, João Gonçalves Gaspar, historiador e membro da Academia Portuguesa da História, pelos seus múltiplos trabalhos sobre a região…

O Papa e as injustiças no mundo

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«Gostei muito das suas explicações biblicas que primam, como sempre, pelo rigor e pela serenidade. Mas gostava de lhe colocar uma questão: nos tempos que correm, quando tantos de nós sofrem as injustiças de um mundo em que a economia se sobrepôs às pessoas, não acha que seria muito mais importante ver o Chefe Supremo da Igreja Católica aproveitar para se referir, como fez Cristo, aos vendilhões do templo e ser a voz dos que a não têm? Eu lamento imenso que, de uma maneira formal, a Igreja não se manifeste com mais veemência como afinal o fez o seu criador. desejo que tenha passado um Natal em paz, junto dos seus.» 
Albertina Vaz 
Ver aqui 
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Boa noite, minha cara amiga 
Muito obrigado pelo seu comentário, sinal de que gosta de partilhar opiniões e de manifestar inquietações, rumo a uma sociedade mais justa e mais fraterna. Nesse espírito, permita-me que também me pronuncie sobre o tema que é por demais pertinente.  O assunto que põe à minha consideração nã…

A alegria completa nasce da fé

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VIMO-LO CHEIO DE GRAÇA E DE VERDADE

Georgino Rocha


“Vimo-Lo cheio de graça e de verdade” é como João apresenta o Verbo de Deus que se faz carne e habita entre nós. “Vimo-lo” é certeza reconhecida e testemunho assertivo, afirmação testada e anúncio jubiloso. O Verbo de Deus faz-se carne humilde e a sua glória brilha na fragilidade de uma criança. A Palavra eterna ressoa nas vozes do tempo e assume as formas de comunicação humana. A tenda de Deus ergue-se na história e assume as “marcas” contingentes da humanidade, configurando-se não como templo de pedras, mas como consciência desperta para a dignidade da sua vocação a deixar-se encher de graça e de verdade. Grande maravilha! Felizes os que a sabem apreciar.

Um Conto de Natal: O meu amigo Xavier

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No recreio da escola que frequentámos, já lá vão boas décadas, o Xavier dava nas vistas. Na formação das equipas, com a malta alinhada à espera da escolha, o Xavier orientava o processo e ditava as leis, sem ninguém resmungar, não fosse isso motivo para em próxima operação o resmungão ficar de lado. E os jogos, de futebol e outros, lá decorriam com o Xavier a tirar dúvidas ao jeito de árbitro sabido e experimentado. Era um líder natural e respeitado.  Noutros momentos, sem jogos por não haver tempo para isso, as conversas em que participava mostravam um jovem atento e dialogante, amigo do seu amigo, parcimonioso com os colegas menos conhecidos, frontal na defesa das suas posições e ideias, mas respeitador, aceitando que cada um era livre de pensar e de dizer o que bem entendesse, sem ferir ninguém. A nossa amizade vem daí e assim tem continuado.  A vida do Xavier deu muitas voltas. Profissional competente e esforçado foi saltando de emprego em emprego ao sabor da vida e das necessida…

Chegou num dia de chuva miudinha...

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A prenda!  Maria Donzília Almeida


Chegou num dia de chuva miudinha, que enche de humidade o ar e cria uma saturação tal, que tudo parece escorrer à nossa volta. É a morrinha de uso tripeiro, que nos penetra até aos ossos. Assim estava o aposento, onde a prendinha foi depositada.  Apesar de já ter passado a idade da inocência, quase acreditaria que foi prenda do Menino Jesus, que a colocou no meu sapatinho, quatro dias antes do Natal. Apareceu, assinaladamente, no dia em que aconteceu o solstício do inverno, 21 de dezembro.  Evoco aqui, as palavras de ST Éxupery: “Mal nos conhecemos, inaugurámos a palavra amigo!” 

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

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Poesia para este tempo

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Carta de Natal a Murilo Mendes
Querido Murilo: será mesmo possível Que você este ano não chegue no verão Que seu telefonema não soe na manhã de Julho Que não venha partilhar o vinho e o pão
Como eu só o via nessa quadra do ano Não vejo a sua ausência dia-a-dia Mas em tempo mais fundo que o quotidiano
Descubro a sua ausência devagar Sem mesmo a ter ainda compreendido Seria bom Murilo conversar Neste dia confuso e dividido
Hoje escrevo porém para a Saudade — Nome que diz permanência do perdido Para ligar o eterno ao tempo ido E em Murilo pensar com claridade —
E o poema vai em vez desse postal Em que eu nesta quadra respondia — Escrito mesmo na margem do jornal Na Baixa — entre as compras do Natal
Para ligar o eterno e este dia
Sophia de Mello Breyner Andresen 
Lisboa, 22 de Dezembro de 1975
Em  "O Nome das Coisas", 1977

Jesus não é um simples conto ou um mito

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Natal da dignidade humana Anselmo Borges


Numa troca célebre de cartas entre o cardeal Carlo M. Martini e o agnóstico Umberto Eco, publicadas com o título "In cosa crede chi non crede?", U. Eco escreve: Mesmo que Cristo fosse apenas o tema de um grande conto, "o facto de esse conto ter podido ser imaginado e querido por bípedes implumes, que só sabem que não sabem, seria miraculoso (miraculosamente misterioso)". O Homem teve, a dada altura, "a força, religiosa, moral e poética, de conceber o modelo do Cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos, da vida oferecida em holocausto pela salvação dos outros. Se fosse um viajante proveniente de galáxias longínquas e me encontrasse com uma espécie que soube propor-se este modelo, admiraria, subjugado, tanta energia teogónica, e julgaria esta espécie miserável e infame, que cometeu tantos horrores, redimida pelo simples facto de ter conseguido desejar e crer que tudo isto é a Verdade."

A Caminho do Natal - 21

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E o Natal aconteceu…



Aquela pequena aldeia no sopé da montanha parecia uma pequena cidade. Ficava no fim da estrada que vinha de longe logo após a ponte que atravessava o pequeno rio, tendo como pano de fundo a alta montanha coberta de árvores com resquícios da neve acumulada durante a noite. Inspirava uma certa quietude a quem se aproximava, começando por ver a torre da igreja num ponto mais alto e depois o fumo que saía de algumas chaminés nestes dias de fim de Outono.
Embora pequena, possuía muitas das comodidades de uma cidade, ainda que em ponto mais pequeno: a igrejinha era como uma pequena catedral, a escola primária, o salão de festas, o campo de jogos, a filarmónica, o grupo de teatro e o clube desportivo. Era também muito orgulhosa das suas tradições que ia relembrando através do ano, mas o que empolgava deveras toda a população era o Auto de Natal levado à cena pelos alunos da escola, anualmente no início das férias desta quadra, que o representavam no salão de festas. Era …

A fé de Maria abre caminho a quem acolhe Deus

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FELIZ ÉS TU PORQUE ACREDITASTE Georgino Rocha
Isabel proclama feliz Maria, sua prima, porque acreditou na mensagem que o enviado de Deus lhe anunciara. Não se dirige a ela na linguagem de hoje, do tu relacional, mas na terceira pessoa, deixando “em aberto” que a saudação abrange todo aquele que acredita. A fé de Maria abre caminho a quem acolhe Deus na sua vida e com Ele colabora na realização do projecto de salvação. A felicidade de Maria – tão bem expressa no poema/cântico do Magnificat – brota da leitura da história, tempo e espaço onde Deus actua e quer envolver-nos. A nossa correspondência livre e generosa origina a experiência feliz de sermos amados e responsabilizados.

O INVERNO JÁ CHEGOU

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À espera da primavera
Começa hoje o inverno. O solstício do inverno, que se assinala nesta data, diz-nos que temos hoje o dia mais pequeno e, consequentemente, a noite mais longa. Teremos assim possibilidades de ficar um pouquinho mais no quentinho da cama. Agora, acabaram-se as queixinhas de que há frio, vento e chuva. E ficaremos à espera da primavera que surgira em março.  Tenho para mim que todas as estações do ano, cá pelas bandas do mundo onde fica Portugal e não só, têm o seu encanto e o inverno não foge à regra santíssima de nos convidar a ficar mais por casa, no aconchego da família e ao calor da fogueira, se a pudermos manter, que a lenha agora custa bom dinheiro. Já la vai o tempo de se ir à lenha à mata da Gafanha, contentando-se os gafanhões com os ramos secos que caíam ou arrancavam à socapa, sem o guarda-florestal ver, a que chamávamos frança, nem sei porquê. Nos tempos que correm, quem pode compra lenha cortada à medida, para não dar trabalho.  O que esperamos, afinal,…

Pedofilia: crime hediondo

Eu fico tão chocado e tão revoltado com as notícias de pedofilia que nem me apetece abordar o assunto. E quando se trata de pedófilos ligados à Igreja Católica e a outras religiões, então a revolta atinge dimensões que nem sei quantificar. As religiões, que são ou devem ser mensageiras da bondade, da justiça, da paz e do amor, não podem pactuar com estes crimes e com criminosos hediondos, sem alma, sem dignidade, sem respeito pelos outros, isto é, pela sociedade, em geral, e pelas crianças inocentes e indefesas, em especial.  Todos sabemos que a pedofilia existe por cada canto e que os pedófilos estão em todo o lado. Sabemos que, infelizmente, também estão no seio de muitas famílias, mas os crimes, desta natureza e doutras, praticados por clérigos são indesculpáveis.  Eu sei que o perdão é lei fundamental do cristianismo e que toda a pessoa tem de ser, em teoria, perdoada. Mas os pedófilos, que são portadores, ao que se sabe, de doença incurável, não podem ficar livres porque a qualq…

A Caminho do Natal - 20

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O meu presépio
O presépio foi, durante muito tempo, o ícone da cristandade. No meio rural, onde nasci e cresci, foi, em grande parte do século passado, uma grande manifestação de religiosidade popular e da imaginação, arte infantil.  Quando chegava Dezembro, apareciam, à janela da sala do Senhor, em cascata são-joanina, as principais figuras evocativas do nascimento de Jesus, em Belém. Montado em palanques, para que pudesse ser avistado, do exterior, expressava a crença do povo, num Menino que nascera em palhinhas e seria o salvador da humanidade.  Fiel às tradições que incorporei, na meninice e preservando a beleza que acompanha esta arte popular, também eu faço, todos os anos, o meu próprio presépio.  Ali, mesmo à entrada da casa, no jardim, a sagrada família contempla o Menino, envolvido pelo bafo dos animais. Não está debaixo de telha, como reza a tradição, num estábulo, sobre terra batida. Passados vinte e um séculos sobre o acontecimento, houve necessidade de adaptar ao nosso te…

Bispo de Aveiro na Ceia de Natal com pessoas sem-abrigo

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«O bispo de Aveiro anunciou que vai partilhar a ceia de Natal com as pessoas sem-abrigo da cidade e encontrar-se na tarde desse dia, 24 de dezembro, com estudantes estrangeiros da universidade. Na mensagem de Natal publicada pela página da diocese, D. António Francisco dos Santos dirige “uma palavra de carinho e de dedicação aos doentes, aos desempregados, aos pobres, aos idosos e aos que vivem sem liberdade, sem alegria ou sem esperança”. “Espero que todos possam encontrar franqueadas as portas do nosso coração, reafirmada a atenção das nossas comunidades e disponíveis os serviços das nossas instituições sociais”, sublinha.»
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Caridade e Solidariedade

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Li na VISÃO


Governo põe Portugal à venda, diz El País

"El Gobierno portugués, en pocos días, se deshará de la compañía aérea nacional, la TAP; de los aeropuertos portugueses; decidirá la suerte (privada) de su televisión pública, la RTP, y venderá de paso los astilleros de Viana do Castelo. Lo de se vende Portugal no es ninguna originalidad y ya ha salido en alguna publicación portuguesa con un fatalismo pesimista muy de estos días. Mientras, los ciudadanos, abrumados por recortes de servicios públicos y subidas de impuestos equivalentes a la cuantía de un mes de salario, asisten entre estupefactos y deprimidos a esta ceremonia del despojamiento que comenzó hace un año, cuando la parte estatal de la principal eléctrica del país, la EDP, pasó a manos del gigante chino Three Gorges (Tres gargantas) por 2.700 millones de euros. La empresa china se aseguraba una base para abordar desde allí el mercado latinoamericano y el Estado portugués ingresaba dinero que servía para limpiar las telarañas de la caja y enjugar la inmensa deuda que a…

A Caminho do Natal - 19

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«Na pequenez do presépio busquemos juntos a grandeza das coisas simples»

Os votos de Santo Natal e Próspero Ano Novo, que me foram enviados pelo Centro Social Paroquial da Vera Cruz, traduzidos numa frase tão simples quanto  a grandeza da verdade que encerra, merecem este destaque no meu blogue Pela Positiva, na esperança de que todos saibamos pôr de pé gestos de amor e de paz. Eu sei que Natal é quando o Homem quiser, mas também sei que muitas vezes nos esquecemos disso. Então, para os meus leitores e amigos, aqui fica o desafio de buscarmos nas coisas simples os grandes princípios e sonhos da fraternidade universal.
Fernando Martins

Casa do Povo da Gafanha da Nazaré

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40 anos ao serviço da nossa comunidade 



A Casa do Povo da Gafanha da Nazaré (CPGN) vai completar 40 anos ao serviço da comunidade, iniciando em 16 de dezembro as celebrações que se prolongam até 23 de setembro de 2013.  A fundação daquela instituição aconteceu naquele dia e mês de 1973, conforme reza o despacho da Junta Central das Casas do Povo, sendo justo frisar a importância das comemorações, que hão de realçar a ação desenvolvida ao longo de quatro décadas.  Como nota histórica, sublinhamos que o Timoneiro noticiou, no seu número de setembro daquele ano, a realização de uma assembleia de proprietários e agricultores, onde foi nomeada uma comissão que teria por tarefa lutar pela criação da Casa do, constituída por Humberto Rocha (presidente), Manuel dos Santos Medeiro (vice-presidente), Salviano Augusto da Silva Conde (secretário), Ângelo Ribau Teixeira (tesoureiro), José Maria Nunes e Gabriel Ribau Nunes (vogais).  A notícia diz ainda que «Os requerimentos da Junta de Freguesia e…

A Caminho do Natal - 18

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Sentir a esperança… 
A esperança é mão delicada  que te empurra suavemente  que te motiva fortemente  que te dá alento e  converte a escuridão em luz.  Vem de onde tu não sabes  lá bem do fundo do teu eu  e torna-se alicerce da tua vida.  Passa despercebida  e envolve-te num doce calor  fazendo desaparecer  a tristeza, a mágoa e até a dor… 
A esperança é brisa suave  Que não te deixa à deriva  e te leva até ao rumo certo;  É força que te faz vencer,  que te faz crer,  que te move e renova  em cada amanhecer… 
A esperança é fortaleza  sem muralhas  onde te sentes seguro e  animado a continuar  desbravando valados,  endireitando veredas,  alisando a estrada  do teu coração. 
A esperança é encontro de corações,  é encontro de emoções,  é encontro com a verdade  que te resgata  e que te predispõe a confiar  neste Deus Menino  que chega para te salvar.
M. Lurdes

“Ílhavo Ensaio Monográfico...", um livro de Senos da Fonseca

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A apresentação da 2.ª edição de “Ílhavo Ensaio Monográfico séc. X - séc. XX”, em formato diferente do habitual, vai realizar-se no dia 21 de dezembro, pelas 21 horas, no Hotel de Ílhavo, em sessão pública, subordinada ao tema “Nós à conversa…”. O autor, Senos da Fonseca, e a editora contam com a presença da Sociedade Civil, representantes dos Partidos, Escolas e Instituições Desportivas e de Solidariedade Social, especialmente convidados para discutirem o que fomos, desenharem o que somos e, mais importante, sugerirem o que queremos ser.  Numa altura em que tudo se questiona, inclusivamente a sobrevivência do país, que impôs a sua existência livre há mais de oito séculos, é mesmo oportuno refletir sobre o nosso futuro. Daí a importância deste encontro “Nós à conversa…”

A Caminho do Natal - 17

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Mensagem de Natal 2012 do Bispo de Aveiro


“Vive esta Hora!”

Aproxima-se o Natal! São muitos os sinais, os gestos, as palavras e as vozes que nos falam de Natal. Ao celebrarmos setenta e cinco anos da restauração da nossa Diocese de Aveiro, convido todos os diocesanos a viver este Natal, neste Ano da Fé, em espírito de Missão Jubilar. O Natal é Hora de Deus inscrita no relógio do tempo da Humanidade. “Vive esta Hora!” É hora de percorrer os caminhos da nossa Diocese para ir ao encontro de todas as famílias, levando uma Palavra que nos traz notícias de Deus, nos fala da presença de Jesus no meio de nós, nos manifesta a beleza da Igreja e nos torna mais atentos, próximos e irmãos. A Missão Jubilar é, assim, uma bela maneira de celebrar o Natal e de fazer do Natal de Jesus o Natal de todos nós. Este mês vamos ler, escrever e anunciar a Palavra de Deus por toda a parte e sentir que ela nos envolve com a Sua ternura, nos conforta com o bálsamo da fé, nos anima com a fortaleza da esperança e …

A Caminho do Natal - 16

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VOTO DE NATAL

Acenda-se de novo o Presépio no Mundo!
Acenda-se Jesus nos olhos dos meninos! 
Como quem na corrida entrega o testemunho, 
passo agora o Natal para as mãos dos meus filhos. 

E a corrida que siga, o facho não se apague! 
Eu aperto no peito uma rosa de cinza. 
Dai-me o brando calor da vossa ingenuidade, 
para sentir no peito a rosa reflorida! 

Filhos, as vossas mãos! E a solidão estremece,
como a casca do ovo ao latejar-lhe vida... 
Mas a noite infinita enfrenta a vida breve: 
dentro de mim não sei qual é que se eterniza. 

Extinga-se o rumor, dissipem-se os fantasmas!
Ó calor destas mãos nos meus dedos tão frios! 
Acende-se de novo o presépio nas almas. 
Acende-se Jesus nos olhos dos meus filhos. 

David Mourão-Ferreira


A Igreja não é partido político

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Princípios propostos  para problemas da sociedade António Marcelino
A hierarquia da Igreja e os cristãos, em concreto os mais preparados e intervenientes, vivem, em cada tempo e, mais ainda nos tempos de crise, um incómodo que pode redundar em tentação ou em deixar correr. A Igreja, pela sua missão profética, não se pode omitir ante os problemas da sociedade, mormente quando atingem as pessoas e destas as mais vulneráveis. Mas, de modo normal, não deve ir além de um apontar, de modo claro e como proposta, que também pode ser denúncia, os princípios, éticos e morais, iluminadores de decisão e ação para quem tem de decidir e agir. A sua competência não é indicar soluções técnicas ou desenhar estratégias políticas para a solução dos problemas em campo, devendo evitar também os juízos críticos generalizados. Mais se indica, para bem das pessoas e das comunidades, o caminho por onde, com alguma segurança, se pode ir ou não ir.

PÚBLICO: Crónica de Bento Domingues

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O SER HUMANO SERÁ UMA CAUSA PERDIDA?



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A Caminho do Natal - 15

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Natal
Menino dormindo… Silêncio profundo. Bem-vindo, bem-vindo, Salvador do Mundo!
Noite. Noite fria. Mas que linda que é! De um lado Maria. Do outro José.
Um amigo descerra A ponta do véu... E cai sobre a Terra A imagem do Céu!
 Pedro Homem de Melo

Política: Tudo o que está mau ficará pior?

Dez tendências para 2013
Por Pacheco Pereira 1.De mal a pior - Esta é a mais sólida tendência para 2013. Tudo o que está suficiente será medíocre. Tudo o que está mau ficará pior. Pobreza, desemprego, economia, dívidas, falências, direitos, liberdades, garantias, corrupção, ataques à democracia.

2. O "exercício" vai ter maus resultados - O primeiro-ministro chama "exercício" à governação, incapaz de escapar a uma mescla de economês com a linguagem escolar que o caracteriza. O "exercício" é o Orçamento, no "país de programa" que é Portugal. A devastação intelectual do vocabulário corrente no poder é apenas mais um sinal do nosso empobrecimento, da impregnação do espaço público por um vocabulário de má consultora. Mas como vai ser possível insistir no mesmo quando o "exercício" falhar? Vai. Vai, porque eles só sabem fazer isto e não sabem o que fazem. O país corre o risco de ser entregue aos que se seguem em muito pior estado do que foi re…

"A Princesa Santa Joana e a sua Época"

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3.ª edição revista e melhorada

Uma das mais significativas obras de João Gonçalves Gaspar, Vigário-Geral da Diocese de Aveiro, é, sem margem para dúvidas, "A Princesa Santa Joana e a sua Época", cuja terceira edição vai ser lançada no próximo dia 22 de dezembro, pelas 16.30 horas, na Biblioteca Municipal de Aveiro. O livro vai ser apresentado pelo Bispo de Aveiro, D. António Francisco dos Santos,   Esta 3.ª edição, da responsabilidade da Câmara Municipal  de Aveiro, apresenta-se com a indicação de que foi  revista, ou não fosse o autor, que eu e muitos consideram como memória viva e expressiva de Aveiro, cidade, concelho e diocese, um historiador meticuloso e em constante procura e estudo do que a esta terra e suas gentes diz respeito. Trata-se, pois, de uma obra que merece uma leitura (ou releitura?) atenta, sobretudo pelos amantes da história, dos aveirenses interessados pela sua terra, dos diocesanos que nutrem especial devoção pela princesa que escolheu esta terra para v…

Entre a Ciência e a Religião não há conflito

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Ciência e religião: 
um desafio, não um conflito 
Anselmo Borges
Ele sabe do que fala. É o jesuíta George Coyne, director emérito do Observatório do Vaticano, onde desempenhou um papel relevante no quadro das relações entre conhecimento científico e religião, dialogando com alguns dos mais prestigiados cien-tistas contemporâneos: Stephen Hawking e Richard Dawkins, entre outros. 
Numa entrevista à US Catholic, defende precisamente que, mesmo que a Igreja nem sempre tenha sido dessa opinião, entre a ciência e a religião não há conflito, mas um desafio, ajudando ambas, desde que se trate da verdadeira fé religiosa e da verdadeira ciência, a compreender um universo dinâmico e criativo.
O universo é "um desafio incrível". Em primeiro lugar, lida-se com números avassaladores: o universo tem 13 700 milhões de anos - mil milhões é um seguido de nove zeros - e o número de estrelas existentes, nos cem mil milhões de galáxias, é um seguido de 22 zeros. 

Repartir é a palavra de ordem

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QUE DEVEMOS FAZER? Georgino Rocha
Pergunta simples que manifesta a vontade da coerência de atitudes com a descoberta da verdade. Pergunta feita, não individualmente mas em conjunto, por multidões, publicanos e soldados que se dirigem a João Baptista. Pergunta que desvenda a eficácia do anúncio da Boa Nova, a força do testemunho de João e a acutilância da sua palavra. A resposta, segundo narra Lucas, sai pronta e assertiva: repartam os bens, pratiquem a justiça, amem e promovam a paz. Ontem, como hoje. Àqueles que a ouvem nas categorias apresentadas segundo a organização social de então ou em linguagem mais do nosso tempo: os homens da violência e da guerra, os profissionais da máquina administrativa e da fiscalização legal, os reguladores dos circuitos comerciais e respectivos produtos. 

A Caminho do Natal - 14

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Menino Jesus
O “meu”... Menino Jesus,  Que trouxe da Terra Santa,  Com seu olhar me seduz  Irradiando tanta luz,  Que seu sorriso me encanta! 
Outrora, a mãe encantava  Que até mo queria “usurpar”.  Então eu, lá, lho deixava  E ela o contemplava  Com devoção a rezar! 
A terra da Natividade  Conquistada ao deserto,  É, hoje, dura realidade  E palco de hostilidade  P’ra quem mora, ali, por perto. 
O povo que o crucificou,  De o invocar não se cansa,  Mas a História o marcou  E p’ra sempre lhe deixou  Uma, bem pesada herança! 
Mas Jesus tudo perdoa,  Em misericórdia infinita.  E por muito que a alguém doa,  A sua terra não soa  A uma pátria proscrita! 
Mª Donzília Almeida 
10.12.2012

Escola Secundária da Gafanha da Nazaré com modernas instalações

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Um novo ambiente  para uma pedagogia mais ativa


Em dia sem aulas da parte da tarde, assistimos ao corrupio de trabalhadores que ultimavam as obras de remodelação geral e ampliação do edifício da Escola Secundária da Gafanha da Nazaré (ESGN). Fomos a convite de um professor, António Rodrigues, para conhecer a dimensão e a qualidade da nova escola, enriquecida por moderna arquitetura e tecnologias avançadas, que representam, sem margem para dúvidas, uma mais-valia no campo pedagógico-didático, numa perspetiva de formação e educação mais completas, numa altura em que se regista, na sociedade em mudança, uma inversão dos valores, a nível comportamental.
A ESGN passou recentemente a sede do Agrupamento das Escolas da Gafanha da Nazaré. Será um mega-agrupamento, que terá vantagens e desvantagens, no dizer de Eugénia Pinheiro, presidente da Comissão Administrativa daquele Agrupamento. «Uma desvantagem é a perda do sentido de proximidade, uma vez que os professores trabalham muito na base da…

Paulo Portas: A nossa voz não foi suficientemente ouvida

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Coligação em perigo




«O líder do CDS Paulo Portas deixou esta noite um aviso bem claro a Passos Coelho sobre a coligação e o processo do Orçamento do Estado. "A nossa voz não foi suficientemente ouvida. No próximo Orçamento esta situação não se vai repetir”, disse Portas, no início do Conselho Nacional, segundo relatos feitos ao PÚBLICO.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros repetiu assim o tom do aviso já deixado pelo porta-voz do partido, João Almeida, numa entrevista na edição do passado sábado do Expresso. Portas voltou a justificar o voto a favor da bancada ao Orçamento para evitar uma crise política e avisou que o voto contra do deputado Rui Barreto “terá consequências”. O movimento Alternativa e Responsabilidade, corrente interna do CDS, apresentou entretanto uma moção para reiterar a vontade de manter o compromisso do CDS com a coligação e cumprir o mandato até ao fim. Filipe Anacoreta Correia, um dos conselheiros deste movimento, defende que esta votação signif…

A Caminho do Natal - 13

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Advento...  ... Esperar a Esperança 

Assim como se diz da mulher, quando grávida, que está de esperanças, também o advento é um tempo de esperanças, porque “grávido de Deus”.  É um tempo para ter esperança em conseguir ser um bocadinho melhor todos os dias, reencontrando-se consigo próprio e reencontrando o outro.  É um tempo de esperança na descoberta da solidariedade, da partilha, do amor.  É um tempo de esperança para descobrir e ajudar a construir a paz.  É um tempo de esperar a esperança trazida por aquele Menino que se fez pobre, nasceu pobre, aquecido somente pelo bafo dos animais, numa relação estreita com a natureza.  E para quê?  Exactamente para semear no coração dos homens a Esperança, semente que gera Vida, que se concretiza naquela criança que é Deus e que se fez Homem para nos salvar.  Esta é a certeza da minha, da tua, da nossa esperança de cristãos.
M. Lurdes 

Jovens em retiro no Centro Comunitário

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Para, Escuta e Olha 
«Para, Escuta e Olha à tua volta» foi recomendação feita a 12 jovens da catequese da nossa comunidade que participaram num retiro, no Centro Comunitário Mãe do Redentor, sob a direção da catequista Neide Almeida. O retiro foi encerrado na missa das 11.15 horas, com palavras oportunas e amigos do Padre César, à volta do altar. Importa estar atento ao chamamento do Senhor presente realmente no pão e no vinho consagrados, visível «não pelos olhos da razão, mas pelos olhos da fé e da nossa consciência», sublinhou o celebrante.  A oração que Jesus nos ensinou, o Pai Nosso, foi rezada por todos, de mãos dadas, em jeito de unidade e de fraternidade nos caminhos da vida e da fé, que devem expressar-se em simultâneo. E no final da eucaristia a catequista Neide recomendou, como se fosse Jesus a falar: «Para, Escuta e Olha à tua volta…», porque só assim «consegues ver o mundo lindo que criei para ti».  «Eu não te escolhi por acaso, preciso que sejas o mensageiro do Meu sorri…

Para recordar e viver as Obras de MIsericórdia

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COMUNICAR:  Revista da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo 
Chegou-me ontem a revista COMUNICAR, n.º 14, dezembro de 2012, da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo. Na capa, sobre foto de Carlos Duarte, mesário, oferece-se ao leitor, para meditação e como bandeira fundamental da instituição, a possibilidade de recordar as Obras de Misericórdia, que muitos talvez ainda conheçam de cor, dos tempos da catequese. Boa ideia esta dos responsáveis pela revista, cujo título é, sem sombra de dúvidas, um lema de vida para toda a gente, onde frequentemente mais se grita para impor ideias do que se dialoga com serenidade para se chegar a bom porto. Afinal, se o comunicar se desligar do dialogar nunca chegaremos aos consensos necessários.  O Provedor Fernando Maria, um amigo de longa data que muito estimo, afirma no Editorial a importância de promover «uma permanente interligação entre a Instituição e a Comunidade», esperando que a revista seja «uma via para o diálogo e que contribua para irmos sem…

Timoneiro inicia publicação em dezembro de 1956

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O Timoneiro nasceu por iniciativa dos párocos das comunidades das Gafanhas da Nazaré, Encarnação e Carmo, respetivamente, Padres Domingos José Rebelo dos Santos, António Augusto da Silva Diogo e José Soares Lourenço, em Dezembro de 1956. Publicava-se mensalmente e a sua tiragem inicial era de 1500 exemplares. Aliás, sempre se publicou com essa periodicidade, embora por vezes houvesse alguma irregularidade.  Em “Palavras de Bênção”, D. João Evangelista de Lima Vidal sublinhou que este jornal [Timoneiro] quer ser apenas «o eco fiel e solícito do comando central do navio, o emissor das suas vozes, da sua doutrina, dos seus mandamentos, e assim um fator autêntico, no meio, da católica comunhão da Igreja». E acrescenta: «Aos que não são da casa poderá não interessar, nem muito nem pouco, o que lá se diz no jornal da água que corre no chafariz, do barulho que se fez de noite e não deixou dormir o doente, da qualidade e do número dos foguetes que estoiraram na festa, da racha que apareceu n…

A Caminho do Natal - 12

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Quando poderemos
dizer que é Natal?

Quando poderemos dizer que é Natal?
Quando os preparativos todos se avizinharem do fim
segundo o mapa que nós próprios estabelecemos
ou quando nos acharmos pequenos e impreparados,
à espera do que vai chegar?
Quando, seguras de si, as mãos se fecharem
sobre tarefas e embrulhos
ou quando se declararem simplesmente disponíveis
para a reinvenção da partilha e do dom?

Quando poderemos dizer que é Natal?
Quando os símbolos nos saciarem com o seu tilintar encantado
ou quando aceitarmos que tão só eles ampliem
o tamanho da nossa sede?
Quando nos satisfizer o vento que sopra de feição
ou quando avançarmos entre contrários
provados pela aspereza e pelo silêncio
unicamente movidos por uma confiança maior?

Quando poderemos dizer que é Natal?
Quando a fronteira do calendário ritualmente nos disser
ou quando, hoje e aqui, o nosso coração ousar?


José Tolentino Mendonça

Na Ecclesia