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A mostrar mensagens de Abril, 2009

Crónica de um Professor

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Dia 1 de Maio. Dia do Trabalhador Faz-se uma interrupção no trabalho, um feriado, para comemorar o Dia do Trabalhador! É, no mínimo, paradoxal, esta lógica do ser humano! Sendo um valor que acompanha o homem em todas as sociedades, tem sido encarado das mais diversas formas. A ironia que subjaz à expressão “O trabalho dá saúde que trabalhem os doentes!”, atesta de forma jocosa a ambivalência do conceito. É um valor, sim, para muitos, mas também uma imposição para tantos outros, que, não o acatam com prazer! O aforismo popular “O trabalho não azeda” contraria o outro provérbio, “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”. Afinal, sendo o povo detentor de uma sabedoria catalogada e milenar, também se contradiz nestas tiradas de sapiência! O valor do Trabalho que a teacher interiorizou, por herança genética, tem o peso e o valor que os seus progenitores lhe transmitiram. Sempre observou, empiricamente, como os pais, desde tenra idade, o iam transmitindo. Nesta perspectiva, discorda d…

Dar Portugal a Portugal

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D. Manuel Martins Frei Nuno de Santa Maria foi finalmente canonizado. Este acontecimento não mereceu grande atenção a boa parte dos portugueses, sobretudo a nível dos responsáveis do país e de alguns dos meios de comunicação social. Não vem para aqui a questão dos milagres exigidos pela Congregação para a Causa dos Santos. Adianto só que, com todo o respeito pelas disposições da Igreja, julgo sinceramente que tais milagres não deviam funcionar como condição para a glorificação dos cristãos. Além de saberem a tentação de Deus, acontece que muitos deles não convencem. Já D. António Ferreira Gomes, nas célebres “Cartas ao Papa” põe clara e corajosamente esta questão. A Igreja, quero dizer mais propriamente, a Comunidade dos cristãos sabe bem quem é santo e merece, por isso, ser glorificado. Ao que vêm tantos exames aos escritos, ao que vem a audição de tantas testemunhas, ao que vem a perscrutação dos sentimentos do povo relativamente a este ou àquele cristão que viveu e morreu com fama …

Câmara de Ílhavo adere ao Plano Nacional de Leitura

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A Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) adere ao Plano Nacional de Leitura (PNL), através de um protocolo com o Ministério da Cultura, numa cerimónia de assinatura agendada para hoje, 30 de Abril, pelas 17.30 horas, na Biblioteca Municipal de Ílhavo (BMI). Com a assinatura deste protocolo, a CMI pretende levar os cidadãos a ler mais e melhor, proporcionando-lhes um maior acesso ao livro e à leitura, desde a primeira infância até à idade adulta. Também se pretende-se promover, de forma mais eficaz, junto das escolas e das famílias, o contacto com os livros e o gosto pela leitura. Entre as várias obrigações, o PNL ficará responsável pelo apoio financeiro durante os próximos três anos aos Jardins-de-Infância e escolas dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico do concelho, com vista à aquisição de livros destinados a leitura orientada nas salas de aula e nas demais actividades curriculares. Ainda foi agendada a assinado de um protocolo de Cooperação e Constituição da Rede de Bibliotecas de Íl…

Marcos Cirino desfia recordações

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Marcos Cirino desfia recordações com muito amor à Gafanha da Nazaré Marcos Cirino da Rocha, 87 anos, gafanhão de gema, vibra com as coisas da Gafanha da Nazaré. Conhece muito da sua história. Evoca com entusiasmo os assuntos em que se envolveu. Conta pormenores que escapam a muito boa gente. E insiste na ideia de que há pessoas que nos querem prejudicar, decerto marcado por tempos e comportamentos idos. Fomos ouvi-lo um dia destes. Entrámos em sua casa e vimos miniaturas de barcos de várias épocas. Todos construídos por si. “À escala”, sublinha. Mas também vimos inúmeras pastas de documentos e processos relacionados com antigas, e talvez recentes, reivindicações e polémicas. Fernando Martins Leia toda a entrevista aqui

Clube dos incorruptos, uma iniciativa com actualidade

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O diário francês “Le Monde” de 22/23 de Março, dava conta de uma iniciativa original, a ganhar relevo nos tempos que correm, que, pelos seus objectivos, merece aplauso e, quiçá, seguidores onde vai grassando a peste tão nefasta da corrupção. A iniciativa deste Clube deve-se a Eva Joly, magistrada franco-norueguesa, que teve de instruir o famoso processo ELF. Um processo que envolvia pessoas do seu país e de África, ligadas, de um e de outro lado, ao poder político e ao poder económico. Os membros do “Clube dos Incorruptos” são magistrados que sentiram necessidade de pôr em comum as suas preocupações ante o dever grave, um verdadeiro desafio, de enfrentar e julgar casos de alta corrupção e de apreciar dossiers sobre o tema, que envolvem pessoas e entidades influentes, famosas e socialmente intocáveis. Reúnem-se com regularidade para confrontar métodos usados e resultados obtidos, e para se apoiarem, mutuamente, nesta tarefa, quase sempre ciclópica e difícil, que, muitas vezes, term…

Seja festa Académica!

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1. Esta quadra do ano é assinalada, de norte a sul do país e também em Aveiro, pelo espírito festivo dos estudantes, no seu diálogo com a sociedade envolvente e na manifestação pública da força das academias. Como se diz, tendo de haver tempo para tudo, trata-se de uma época saudável de festa, de encontros partilhados nos mais variados níveis, da cultura ao desporto, da música aos tradicionais cortejos académicos, passando pelos festivais de Tunas (o magnífico FITUA!), entre nós concluindo a Semana Académica com o momento celebrativo da bênção dos finalistas. Cada momento de festa, como cada dia, merecerá a melhor atenção; mas não poderá nenhum momento isolado infeliz diminuir o sentido comunitário das festas académicas. 2. O olhar crítico e derrotista poderá dizer que “não estamos em tempo para festas”. Com esta visão menor nunca se avançaria nada para lado nenhum. Tudo na justa medida terá o seu lugar e esta expressão de tradição típica nossa acaba por ser um sinal de vitalidade das…

Pescadores na Praia da Barra

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No molhe da Meia-Laranja, mesmo com céu enevoado, os pescadores não faltaram. E eram bastantes, um pouco por todo o lado. Na minha passagem, apenas vi um peixe a sair da água, preso ao anzol. Mas os pescadores lá estavam, pacientemente, à espera da sorte, ou do saber.

AVEIRO: Bênção dos Finalistas

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Mensagem do Bispo de Aveiro Bispo de Aveiro na Bênção dos Finalistas de 2008 (Foto do meu arquivo) CONFIANTES NO FUTURO AGARRAI O PRESENTE COM DETERMINAÇÃO A festa da bênção chegou, finalmente! É um dia feliz e promissor, pólo de convergência de esforços e lazeres, de êxitos e fracassos, início de uma aventura que se deseja ainda mais feliz e afirmativa. É uma data assinalável na vida académica que encerra um ciclo de sonhos e abre horizontes novos a uma outra fase repleta de aspirações e ansiedades. É uma oportunidade única e solene na história da vossa afirmação pública que vos ajuda a assumir a complexidade do presente, a reconhecer o valor do passado e a dar largas às dimensões do futuro. Por isso, a quereis celebrar com entusiasmo confiante, na companhia dos vossos familiares e amigos, em campo aberto e espaço público, de forma livre e assertiva, na presença de colegas e outros membros da instituição académica; por isso, a quereis celebrar em assembleia cristã que realiza a eucar…

ÍLHAVO: intervenção social racional e eficiente

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Folgo em saber que o Conselho Local de Acção Social do Município de Ílhavo (CLAS) reiterou, na sua última reunião, a importância do trabalho desenvolvido pelo Serviço do Atendimento Social Integrado, no sentido da concretização de uma intervenção social racional e eficiente, justa e preferencialmente geradora de estruturação da vida dos cidadãos necessitados, com o envolvimento de toda a comunidade e numa busca incessante de crescimento qualitativo. Nessa linha, importa que todos se mobilizem, tendo em visto a ajuda aos mais necessitados, em tempo de crise. Fonte: CMI

Grupo Poético de Aveiro: mais um número da revista Folhas – letras e outros ofícios

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Contributos para os 250 anos da elevação de Aveiro a cidade O Grupo Poético de Aveiro, que surgiu em 1993 como associação cultural empenhada no desenvolvimento, promoção e divulgação da poesia e da cultura de expressão portuguesa, irá brevemente editar mais um número da revista folhas – letras e outros ofícios, o número doze. Pretende com ele prestar um contributo para o assinalar dos 250 anos da elevação de Aveiro a cidade. Não que a revista deixe de ser o que é, um espaço aberto a todo o tipo de colaboração escrita, sobretudo poética, desde que a mesma apresente a dignidade que convém a uma revista literária. Neste espaço cabem os novos autores, ainda que nunca tenham publicado, e cabem os consagrados, ainda que diariamente apareçam em várias publicações. Além da livre temática porque sempre se tem pautado a nossa revista, propomos desta vez o tema Memórias da cidade e das suas gentes, a todos os que, disponíveis para tal, não queiram deixar morrer este ou aquele episódio marcante,…

Laurinda Alves dispensada pelo PÚBLICO

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O PÚBLICO dispensou a colunista Laurinda Alves, alegando exigências de contensão nas despesas. Tanto quanto sei, os restantes colunistas continuam ao serviço do diário que costumo ler desde o primeiro número. Fiquei triste, porque aprecio os escritos desta jornalista e escritora, fundamentalmente por seguirem a linha que há muito defendo, de apostar numa forma de estar na vida, sempre pela positiva. Tive pena, porque o PÚBLICO deixou de ter nas suas páginas uma profissional que aprecio, tal como muitos outros leitores. Presumo que não houve na decisão do director, José Manuel Fernandes, uma motivação política, já que Laurinda Alves é candidata a eurodeputada pelo MEP (Movimento Esperança Portugal). A ser assim, é grave. Outros colunistas, contudo, na mesma posição, isto é, também candidatos a eurodeputados, Vital Moreira e Rui Tavares, pelo PS e pelo BE, respectivamente, ainda não foram despedidos, que eu saiba. Num comentário que escrevi no seu blogue, não deixei de lhe manifestar a …

Tempo e acção das perguntas

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1. À situação que se vem vivendo nos últimos meses junta-se agora o alerta de saúde pública que a OMS – Organização Mundial de Saúde confirmou devido à chamada gripe mexicana. É como se de repente um conjunto de elementos se juntassem diante dos quais urge (re)agir na perseverança confiante dos grandes valores que poderão fermentar novas vias de solução, um dos quais é a solidariedade. Os tempos que vivemos são de reposição das grandes questões, de modo a reinventar para novos quadros de problemas as inovadoras respostas. Não chegam as respostas habituais diante de cenários efectivamente novos. Para descortinar amplas soluções, assim, torna-se imperativo, consequentemente, a arte de saber relançar as questões essenciais, desmistificando certas visões mecanizadas e abrindo novas vias. 2. As perguntas sobre os valores, as políticas, a sociedade civil, as economias, a justiça, a saúde, as redes sociais, a subsidiariedade, a solidariedade global como o desafio do século, o respeito ambie…

Bênção dos Finalistas da Universidade de Aveiro

Domingo, 3 de Maio, 11 horas, na Alameda da Universidade

UM PASSO NO FUTURO

Num tempo que voou, Porque o vivemos a brilhar, Foram anos, trabalhos, cadeiras e canseiras sem parar! A todos, foram imensos, Eis chegada a hora de reconhecer: Olhar para trás, sentir o vencido mar, À Ria, às gentes de Aveiro agradecer! E se ao futuro a incerteza pertence Na hora sempre sofrida de partir, Fica-nos o sabor bem especial Da arte da esperança sentir! A Bênção é a nossa festa especial, Finalistas da academia vamos cantar! É o dia da unidade e grito maior Que nos leva aos céus a Deus louvar! Será, em mesa universal, a aula maior Onde a abundância da paz todos encanta…, Símbolos e Cursos, na Alameda, projectam o melhor… O sonho, o futuro, triunfo de agiganta!

Pobreza em Portugal continua, 35 anos depois do 25 de Abril

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O antigo Presidente da República Mário Soares disse ontem, como ouvi na rádio, que se envergonhava de, passados 35 anos após o 25 de Abril, ainda não ter sido erradicada a pobreza entre nós. O País foi democratizado, a descolonização aconteceu, mas o desenvolvimento tarda em instalar-se na nossa sociedade. Os três D, afinal, estão em grande parte por cumprir. Mas a pobreza, santo Deus, é que teima em criar raízes em Portugal. As dificuldades dominam a situação e os pobres estão cada vez mais pobres. Como é isto possível? Quem pode andar por aí sem se envergonhar?

Gripe suína mostra a nossa fragilidade

A fragilidade em que vivemos está bem patente na ameaça de pandemia que aí está, com a gripe suína a preocupar toda a gente. Foi há tempos a gripe das aves, como tem sido com outras doenças. O homem vive, realmente, na corda bamba. E se é verdade que algumas pandemias podem ser anunciadas, como esta está a ser, também é certo que há outras que se insinuam sem ninguém dar por ela. Em Portugal, pelo que se sabe, ainda não entrou. Mas todo o cuidado é pouco. E já repararam que a mola real das pandemias assenta na globalização?

Inclusão do semelhante

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Ser diferente ou existir em minoria é o estandarte para reivindicar a bandeira da inclusão. E com justiça, pois nunca são de monta as diferenças evocadas para distinguir pessoas, grupos ou etnias. A unir todas as particularidades está essa circunstância única que é a dignidade da pessoa: uma condição antes de ser um direito. O problema não se colocará, no entanto, apenas em contextos de diferença. Também onde reina a semelhança não são poucos os episódios de exclusão, de diferenciação, de distinção subjectiva de pessoas, ideias ou projectos. E com o prejuízo que decorre dessas atitudes: para o próprio grupo, como também para toda a sociedade. São mais notórias essas “falsas-diferenças” quando emergem na história do presente exemplos de grandes feitos à custa da construção da unidade entre pessoas, ao redor de causas, sejam elas nacionais ou religiosas, mas sempre humanas. É o caso de S. Nuno de Santa Maria, o Condestável que rejeitava apenas o erro, o perverso, o corrupto para cat…

Um poema de Domingos Cardoso

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PalavrasPuras... são como um cristal as palavras Que baixinho ao ouvido me segredas; Com elas o meu peito inteiro lavras, De alva paixão semeias labaredas. Doces... palavras são como a fina trama Desse tear de enredos em que teces Os límpidos lençóis da nossa cama E onde, abraçada a mim tu adormeces. Frágeis... palavras são como a branca taça Por onde tomo um leve e suave trago: Bebendo, longamente, a tua graça, Perdido em teu sorriso eu me embriago. Leves... palavras são como a clara brisa Passando, fresca, ao fim das tardes calmas E o segredo que nelas se eterniza, É o que mantém unidas nossas almas. Domingos Freire Cardoso

Desafios do Condestável

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1. Corria o ano de 1360, a 24 de Julho, segundo os historiadores em Cernache do Bonjardim nascia Nuno de Santa Maria. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, sendo acolhido na corte e acabando pouco depois em cavaleiro. Quando da morte do rei D. Fernando I (a 22 de Outubro 1383), sem ter gerado filhos varões verifica-se o vazio no poder, a que seu irmão D. João Mestre de Avis responde envolvendo-se na luta pela coroa pretendida pelo rei de Castela. Os contextos difíceis da história da época de trezentos, sofrendo de profundas mazelas e de grave crise social, reclamavam visões e posturas claras de defesa da identidade e do património nacional, não que tal represente com os olhos de hoje um nacionalismo cego mas um dever de zelo comunitário inalienável. 2. Nuno Álvares Pereira toma o partido da defesa da nacionalidade no proteger D. João, o qual o nomeou Condestável, estratega e comandante supremo do exército, missão que levou a efeito com sucesso registando-se a 14 de Agosto…

O que os ovos moles tiveram de mudar para poderem ficar precisamente na mesma

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Foram vários os caprichos da União Europeia que, por exemplo, roubou aos ovos moles a possibilidade de se aconchegarem em tabuleiros de madeira e os fez acamar em desconfortáveis grelhas de inox. Mas este mês chegou a hora da retribuição. As mais antigas e tradicionais doceiras, como a dona Silvininha, podem dormir descansadas, que a receita original já está protegida pela lei. Por Graça Barbosa Ribeiro (texto) e Paulo Pimenta (fotos), no PÚBLICO

O Condestável já não mobiliza (quase) ninguém

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Em seis séculos, o Condestável perdeu capacidade de mobilizar o país e a Igreja. O homem a quem se reconhecem virtudes éticas mesmo na guerra e que foi capaz de renunciar a títulos e bens para andar descalço por Lisboa a pedir para os pobres não criou agora, com a sua canonização, grandes entusiasmos por parte do Estado, nem dos católicos. Esse vazio foi, aliás, ocupado (legitimamente) por sectores conservadores da Igreja e pela causa monárquica. Certo que o acontecimento de ontem era religioso. Mas quando o Estado se associa com entusiasmo a celebrações de futebóis, causa estranheza não ver mais empenho em relação a uma figura que marcou a História do país - para o bem ou para o mal, admitam-se as opiniões. A Igreja também não foi capaz ainda de vincar um discurso rigoroso e actual em relação ao novo santo - as duas intervenções do Papa, ontem, são disso exemplo. A hagiografia tem oscilado entre a "exaltação patriótica" do militar - que o patriarca de Lisboa teve a preocup…

A liberdade como tarefa

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1. Por estes dias das comemorações do 25 de Abril, talvez mais que o hábito de cada ano até pela conjuntura social e política (de três eleições), ouviram-se da parte dos cidadãos as maiores generalizações, estas que são sempre reflexo de questões e valores ainda não justamente diferenciados e por isso não sábia e sadiamente amadurecidos. O valor da liberdade, mesmo que com a subjectividade que encerra, não é como um jogo de números ou um resultado de futebol. Pelas rádios nacionais de maior audiência, muitos foram os fóruns dedicados ao designado 25 de Abril. Muita da intervenção dos cidadãos revelou, dizemos, sinais preocupantes em termos cívicos, parecendo desnorteado o equilíbrio do bom senso e transvazando sempre para os «outros» os males do país, este também um hábito discursivo das lideranças políticas revelador do estado de sítio desculpabilizador. 2. O dizer-se num “de repente” radiofónico que, em termos do valor liberdade, antes era tudo mau e agora é tudo bom, ou, ao contrá…

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 128

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BACALHAU EM DATAS - 18A PESCA NOS DÓRIS Caríssimo/a: Falar nos dóris, na pesca nos dóris, leva a minha geração a recuados tempos em que nos víamos transportados para bordo do navio acabadinho de atracar onde íamos abraçar o familiar roído de saudades... Quantos dias nos sentámos a olhar para a vela que o tio Mário içava no quintal para a enxugar e experimentar como reagia aos sopros da nortada! No fio secava a roupa que em breve seria ensacada para a nova viagem!... Ou então no Esteiro, a remos ou à sirga, no bote do tio naquelas aventuras pesqueiras que nos deliciavam... De outra vez, na seca do Coimbra, o Pai e o tio Manel ajustaram a reparação e a construção de botes novos... Recordar conversas de familiares e amigos... Oh, palavras mágicas de naufrágios, incêndios, conflitos, pescas quase milagrosas!... Façamos silêncio, ponhamos o dedo na página 19 do livro “Nos Mares do Fim do Mundo”, de Bernardo Santareno, e que o tempo pare: A PESCA À LINHA «Louvado seja o bom Jesus, Nosso Se…

Onde estavas no 25 de Abril?

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"Onde estavas no 25 de Abril? Esta pergunta, que Baptista-Bastos fixou sobre a revolução dos cravos, baila muito na minha cabeça. Também eu me questiono com ela, quando o 25 de Abril vem. E afinal onde estava, realmente? Quando a liberdade veio, com a força para muitos de nós desconhecida, tinha eu já 35 anos.Na manhã desse dia, levantei-me sem saber de nada. Como a grande maioria dos portugueses. Estava destacado, profissionalmente, para uma tarefa do Ministério da Educação, ao tempo chefiado por Veiga Simão. Animava bibliotecas populares e outras, promovia e apoiava cursos de adultos, dinamizava instituições de cultura e recreio, formava bibliotecários e preparava professores para a difícil missão de ensinar gente crescida a ler e a escrever. Gostava muito do que fazia. Nesse dia, o concelho de Sever do Vouga estava na agenda. Saí de casa e meti gasolina na Cale da Vila. Nesse ínterim, liguei o rádio portátil para ouvir as notícias. Perplexo, achei estranho sentir o rádio confu…

35 anos depois

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Hoje, é como se vivêssemos (ou vivemos mesmo?) numa democracia deprimida. Que se passou? Para a abertura da exposição "Abril, ânimos mil", na Galeria da Associação 25 de Abril, em Lisboa, António Colaço desafiou-me para um intróito: "De que falamos, quando falamos de ânimo?" 1. A identidade humana é narrativa. Mas a história narrada de cada um(a) é sempre incomensuravelmente incompleta, pois seria preciso narrar a história do universo todo, donde vimos e onde somos, até ao big bang - a grande explosão. O universo é dinamismo, que se vai configurando em estruturas cada vez mais complexas, numa história com 13.700 milhões de anos e aberta. De que falamos, quando falamos de ânimo? Deste dinamismo cósmico que se autoconfigura, da cosmogénese, da biogénese, da hominização. Deste dinamismo em luxo e luxúria, presente em milhares de milhões de galáxias e em expansão. 2. A estrutura mais complexa que conhecemos é o Homem. De que falamos, quando falamos de ânimo? Do Homem…

Crónica de um Professor: 25 de Abril de 2009

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Era o 1º ano da sua actividade profissional. Encontrava-se a leccionar numa escola do concelho, a mais próxima da sua residência, da altura. A manhã acordara-a tranquila e preparava-se para mais um longo dia, trabalho árduo, mas compensador. Escolhera esta profissão, não por imposição de alguém, muito menos por qualquer conveniência de qualquer nível. Fora a escolha do coração, no mais amplo sentido da palavra. Alguém com alguma responsabilidade havia-a “empurrado”, sem sequer ter dado aquele empurrãozinho de que hoje tanto se fala. Foi uma personagem marcante na sua vida e, sem dúvida que influenciou, que marcou indelevelmente o seu percurso profissional. Refere-se à sua English teacher do 5º ano do Liceu, altura em que era feita a escolha da carreira profissional. Recorda-se tão bem desta criaturinha de estatura mediana, tal qual a sua, o carro que usava na altura, até a própria indumentária lhe ficara retida na memória. O nome também tinha algo em comum, pelo menos naquilo que car…

Grândola Vila Morena: a canção da liberdade

Na madrugada de 25 de Abril de 1974, a liberdade acordou ao som de Vila Morena.

Alunos de EMRC "cortaram" as ruas em Aveiro

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EMRC é a favor da pessoa humana : Os alunos de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) da diocese de Aveiro elaboraram um livro sobre S. Paulo. Cada escola apresentou uma página sobre o Apóstolo. Com mais de quarenta escolas presentes no Inter-Escolas realizou-se hoje (dia 24 de Abril) esta iniciativa que congregou mais de três mil alunos. “O livro não é editável” porque “cada página tem mais de metro e meio de comprimento” – referiu Fernando Baptista. Depois da representação do «Hino da Caridade» pela Escola Secundária de Albergaria e da intervenção de D. António Francisco, bispo de Aveiro, os alunos de EMRC percorreram as ruas da cidade. “Foi de cortar o trânsito e de não deixar ninguém indiferente” – disse à Agência ECCLESIA Fernando Baptista, um dos coordenadores do Inter-Escolas daquela diocese. Depois de várias interrogações, as pessoas “aperceberam-se que na diocese de Aveiro somos muitos” Depois do almoço, as escolas montaram stands onde mostravam e vendiam objectos. “Os fu…

O símbolo de Nuno Álvares

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Guilherme d'Oliveira Martins diz que é «tempo de olhar a figura, em si, para além de equívocos e de aproveitamentos» em volta da canonização À primeira vista há quem manifeste perplexidade. Porquê falar de Nuno Álvares Pereira em pleno século XXI, e ainda por cima como referência religiosa? Porquê homenageá-lo como referência cristã? A dúvida tem, no entanto, muito menos a ver com a personagem histórica e com o seu significado, do que com a sua escolha em diversos momentos (cuja recordação está viva) em nome de uma relação equívoca entre o Estado e a Igreja ou de uma relação na qual havia quem desejasse que as fronteiras não fossem nítidas – como em tempos da pré-história da liberdade religiosa, distantes de uma laicidade serena e criadora. É, pois, tempo de olhar a figura, em si, para além de equívocos e de aproveitamentos. Não há, assim, razão para associá-la a um nacionalismo desajustado dos sinais dos tempos de hoje, nem para a ligar a um patriotismo fechado e retrógrado, q…

Tanto drama na comunicação social

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Hoje ouvi um desabafo de pessoa amiga sobre os noticiários das nossas TVs. Diz que as más notícias já cansam. Eu sei que o nosso mundo está cheio de coisas más, com guerras, desastres, assaltos, mortes. Também há, é certo, notícias e reportagens agradáveis: gente solidária, artistas que transmitem alegria, projectos inovadores, vitórias em vários domínios, imagens belíssimas, sons que tranquilizam, culturas que nos enriquecem… Mas, realmente, o que nos fere é o negativo, o triste. Como inverter este estado de coisas na nossa comunicação social? Será difícil, até porque é preciso educar para novas mentalidades. O negativo terá o seu lugar, mas urge mostrar também, com destaque, o positivo.

Ruas da Gafanha da Nazaré: João XXIII

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Rua João XXIII O bom Papa João provocou a maior revolução eclesial do século XX A Rua João XXIII é uma rua típica, com a marca dos traçados rectilíneos do antigo presidente da Junta de Freguesia, Manuel da Rocha Fernandes, a que me referi no mês de Março. Podemos entrar nela a partir da Rua São Francisco Xavier e continuar em linha recta quase até à Mata Nacional, na Rua Luís de Camões. Quando alguém pergunta onde fica, logo os mais conhecedores das muitas ruas da Gafanha da Nazaré adiantam que é a “rua do padre”, numa clara alusão à primeira residência paroquial construída de raiz pelo Prior Bastos, que fica nessa rua. Penso que esta foi, ou pode ter sido, uma homenagem a um Papa que marcou a vida da Igreja Católica. De facto, embora alguns pensassem que João XXIII, pela sua idade, não seria mais do que um Papa de transição, a verdade é que foi ele que lançou a maior revolução eclesial do século XX, com a convocação do Concílio Vaticano II. Com João XXIII, nasceu uma grande abertura da…

Alargamento de escolaridade até ao 12.º ano

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O Governo anunciou que vai alargar a escolaridade obrigatória ao Ensino Secundário (12.º ano), o que significa a entrada de mais 30 mil alunos nas nossas escolas. Ao mesmo tempo, garantiu que as instalações e os professores existentes são suficientes para este acréscimo de alunos. Tenho alguma dificuldade em entender esta conclusão. Das duas, uma: ou o Governo não sabe fazer contas ou temos pelo País escolas a mais e professores que, nos estabelecimentos de ensino, não trabalham. Expliquem-me por favor como é que 30 mil alunos não exigem mais professores e mais salas? Vejam bem: não são mais três mil alunos!

Genéricos gratuitos para pensionistas com rendimentos inferiores ao salário mínimo

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Segundo notícias de hoje, os pensionistas com rendimentos inferiores ao salárío mínimo nacional vão ter acesso aos medicamentos genéricos, sem qualquer custo. A medida foi ontem aprovada em Conselho de Ministros, entrando em vigor em breve. Medida para aplaudir, obviamente. Não é verdade que muitos pensionistas não conseguem aviar medicamentos prescritos pelos seus médicos? Mais de um milhão de pensionistas beneficiarão com esta medida.

Cronologia da vida de Santo Condestável

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1360: Nuno Álvares Pereira nasce em Castelo do Bonjardim, Santarém, filho do prior da Ordem dos Hospitalários. 1361: É legitimado por D. Pedro I 1373: Entra na Corte de D. Fernando e torna-se escudeiro da rainha D. Leonor Teles. Em breve é armado cavaleiro. 1376: A 15 de agosto casa com d. Leonor de Alvim, de quem vem a ter uma filha, D. Beatriz. 1383: Morre D. Fernando. D. Leonor Teles manda proclamar a filha e o genro, D. João de Castela, sucessores do trono de Portugal. Nuno Álvares Pereira distingue-se no paartido patriótico que incita D. João, Mestre de Avis, a chefiar a revolta contra os castelhanos. É nomeado fronteiro entre Tejo e Guadiana. 1384: Vence os castelhanos na Batalha dos Atoleiros. 1385: D. João UI de Portugal, entretanto aclamado rei, nomeia-o Condestável do reino. A 14 de agosto vence na Batalha de Aljubarrota. Recebe numerosos títulos e domínios, entre os quais o Condado de Ourém e o Condado de Arraiolos. 1388: Começa a construção da capela de S. Jorge, em Aljub…

Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré pronto para nova temporada de Folclore

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Podemos dizer que a temporada de actuações do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN) está prestes a começar. Para já estão agendadas 16 saídas para outras tantas apresentações deste grupo, um pouco por toda a parte. Começa no próximo dia 26 de Abril, em Matosinhos, e termina a temporada com a Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, em 20 de Setembro. Como não podia deixar de ser, daqui desejamos um excelente trabalho na divulgação dos nossos trajes antigos, bem como das nossas danças e cantares. Escusado será dizer que os ensaios não podem parar, até porque o GEGN tem muito respeito por quem o quer ver e ouvir.

Dias de Propaganda

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1. A propaganda está a sair à rua. Este ano, por todas as conjunturas, tanto sociais como eleitorais, será ano (daqui em diante) repleto de slogans e pensamentos políticos, uns mais brandos outros mais fortes. Parece que a cada dia que passa a crispação típica que tanto fragmenta os possíveis consensos se vai avolumando. Diz-se mesmo que para os lados lisboetas do marquês de Pombal, cenário e personalidade propícios a grandes mensagens, a propaganda eleitoral ocupa o espaço das divulgações habituais das festas de Lisboa. Não se sabendo até onde haverá lugar para todos, o que parece certo é que o local das festas parece ficar comprometido. Em todos os escaparates se vai gizando e aplicando o cartaz no melhor espaço, naquele sítio em que quem passa tem mesmo que dar “de caras” com o candidato “x” ou “y”. 2. E o entusiasmo será tanto e tão grande que, a certa altura, a campanha e os seus materiais de divulgação – grande investimento neste ano de três eleições – vai mesmo avançando para …

Próximas eleições: Nota Pastoral dos Bispos Portugueses

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D. Jorge Ortiga, presidente da CEP "É fundamental que os eleitores tenham consciência do que está em causa quando se vota. Os responsáveis políticos têm o dever de formular programas eleitorais realistas e exequíveis, que motivem os eleitores na escolha das políticas propostas e dos candidatos que apresentam. Este dever exige dos mesmos responsáveis a obrigação de visar o bem comum e o interesse de todos, como finalidade da acção política, propondo aos eleitores candidatos capazes de realizar a sua missão com competência, cultura e vivência cívica, fidelidade e honestidade, sempre mais orientados pelo interesse nacional, que pelo partidário ou pessoal. Ser apresentado como candidato não é uma promoção ou a paga de um favor, mas um serviço que se pede aos mais capazes. Os regimes democráticos, como as pessoas que neles actuam mais visivelmente, não são perfeitos. A política é acção do possível. É, porém, necessário que se vão alargando sempre mais as margens do possível, para que …

A Festa da Páscoa e as festas religiosas populares

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Vão celebrar-se, nos próximos meses e em todos cantos e recantos onde haja igreja ou capela, as festas religiosas tradicionais. Não há santo que não tenha a sua festa, mesmo que a devoção por ele não seja tanta que a justifique. A tradição pesa muito na história de um povo, mesmo quando a vida dispersou a sua gente por outras terras. Se a tradição se vem da lonjura do tempo, de avós e bisavós, o respeito e a fidelidade em a cumprir não se discutem. Nada conta mais. Nem leis dos bispos, imposições dos padres, crises sociais, morte de vizinhos. É festa, é festa. O bairrismo dos lugares, a emulação dos mordomos, o que se viu noutros lados, o que a televisão mostra servem de inspiração ao programa da festividade, publicitado em cartazes de gosto duvidoso, onde se misturam santos com cantores e conjuntos musicais, missas e procissões com arraiais e tômbolas. O povo precisa da festa porque é dura a vida de todos os dias. Mas as festas, por aí fora, são cada vez menos festas do povo que as…

Dia Mundial do Livro

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O Livro é um Amigo Nunca me cansarei de sublinhar a importância do livro e da leitura. Mas hoje, Dia Mundial do Livro, não posso deixar de o fazer, para ficar de bem com a minha consciência. Porque a leitura é uma fonte inesgotável de saberes e um extraordinário caminho que conduz ao sonho e à magia do encontro com outros povos e culturas, com o ineditismo de tantas civilizações. Pela leitura, de livros fundamentalmente, o leitor recria o seu imaginário, dá largas à sua imaginação, ocupa tempos livres, abafa tristezas, inventa alegrias. O livro é, realmente, um grande amigo, sempre disponível, sempre à espera que nele peguemos, para, recatadamente, partirmos em viagens cheias de fantasias que preenchem a vida, levando-nos para longe de inquietações, situando-nos no bom que existe à nossa volta. Hoje, Dia Mundial do Livro, pare uns minutos, sente-se comodamente e leia. Verá que tenho razão. Fernando Martins

Centro de Estudos de História Religiosa investiga implantação da República

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No seguimento do trabalho que tem vindo a ser realizado pelo Centro de Estudos de História Religiosa (CEHR) nos últimos anos, e considerando as exigências do debate historiográfico existente sobre o final da Monarquia Constitucional e a instauração do regime republicano em Portugal, estabeleceu-se uma programação de investigação, de grupos de trabalho e de iniciativas científicas. Considerou-se que esta programação se deveria articular com diversos âmbitos de carácter oficial eclesial e académico, respondendo também às necessidades de participação pública no decorrer de iniciativas das Comemorações Nacionais referentes aos 100 anos da República. Esta programação, própria do CEHR, constitui-se exclusivamente com carácter científico, no âmbito da historiografia. Ler mais aqui

Jardim Oudinot vai ter Bar e Restaurante

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Jardim Oudinot O Executivo Municipal deliberou aprovar, após análise do concurso público, a adjudicação da Concepção, Instalação e Exploração do Bar/Restaurante do Jardim Oudinot à firma “Reflexo Lunar Unipessoal, Lda.” . O Apoio de Praia do Jardim Oudinot foi atribuído a Maria Isabel Cruz da Silva. No primeiro caso, por um período de nove anos, e no segundo, de cinco anos. Espera-se agora que tudo esteja afinado o mais depressa possível, para prazer de todos os frequentadores daquele espaço à beira-ria recriado, com muito bom gosto.

O tempo e os Valores

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1. A cultura precisa de tempo. O que nos fica depois do exame ou das tarefas práticas é esse rasto de luz e de sabedoria que o tempo não apaga. A sociedade actual, embora mergulhada na pressa agitada para sempre chegar primeiro, sente a carência genuína e afectiva do saborear do tempo da vida. Saboreia quem aprecia, mas para apreciar é precisa aquela distância crítica que não se aprende só nos livros, mas que se vai construindo como fio condutor de tudo o que somos como pessoas e eco dos envolvimentos a que pertencemos na comunidade. Existem muitos prémios em Portugal dedicados à área da cultura, um deles é o «Prémio Padre Manuel Antunes», atribuição que procura fazer perdurar o homem da cultura e intuição futura que foi Manuel Antunes (1918-1985) e a escola de interpelação ética que nos legou. 2. Em edições anteriores foram reconhecidos de mérito recebendo o galardão da entidade organizadora eclesial (Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura) o poeta Fernando Echevarria (2005), …

A espuma do tempo

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Talvez não haja muito que contar, meus filhos, porque não são muitas as coisas que aconteceram, no espaço de uma sempre breve vida, que valha a pena reter e transmitir. Ao contrário, a arte de esquecer a inutilidade em que se traduz a maior parte das inquietações que consomem o nosso tempo, reduz as recordações a tão pouco que muitas vezes se contam num gesto, e sem palavras. É assim que os que se amam, e até os que se odeiam, adoptam uma espécie de código secreto e breve que resume num instante anos de convívio. Porque quase tudo se concentra num resumo sem grande importância, depois de ter parecido que justificava canseiras demoradas, debates prolongados, vigílias de angústia, pontos finais. Nisso se gasta a maior parte daquilo que chamam o nosso tempo, e que é simplesmente a nossa vida, que é em unidades de vida que o tempo se mede. Entretanto, descura-se o essencial nos nadas a que não sabemos que nos obriga. É por isso que os livros de memórias tantas vezes parecem mais um prot…

O CAIXILHO: Exposição de Fotografia de Carlos Mendes

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FOTOGRAFIAS COM ARTE No Galeria Virtual Caixilho.com está patente ao público uma exposição de fotografia de Carlos Mendes, que merece ser visitada. A mostra tem por tema a Arte Xávega, uma técnica de pesca bem conhecida entre nós. Carlos Mendes, pelo que já vi, é possuidor de uma sensibilidade muito grande, apresentando registos bastante expressivos. A partir das suas fotografias, é possível fazer quadros decorativos, sendo garantido que o tema é de aceitação geral, tanto na região como para além dela.

ÍLHAVO: Santa Casa da Misericórdia comemora 90 anos

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Misericórdia de Ílhavo-Aspecto das obras Misericórdia de Ílhavo-Outro aspecto No próximo dia 24 decorre em Ílhavo a comemoração do 90.º aniversário da Santa Casa da Misericórdia, numa altura de grande azáfama com a construção do Hospital de Cuidados Continuados Integrados, a decorrer no local do antigo hospital. Segundo o Provedor da Santa Casa, Fernando Maria, os trabalhos decorrem em bom andamento prevendo-se o final das obras do edifício do hospital para o final do ano corrente e o hospital a funcionar em pleno, no segundo trimestre de 2010. Em relação à Capela, e devido às precárias condições das fundações da mesma que não permitem a remodelação, terá de ser demolida construindo-se nova capela com os mesmos traços arquitectónicos da anterior. Entretanto já está aberta uma nova saída que irá dar acesso à rua Ferreira Gordo. A obra de construção, de autoria do Arquitecto José Paradela, começou no dia 9 de Dezembro tendo sido entregue à empresa Construções José Coutinho, SA, pelo valo…

Nós, Sri Lanka

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1. Se no 11 de Setembro 2001 muito se sublinhou a consciência generalizada ocidental de que «hoje todos somos americanos», se diante do gigante Tsunami da Ásia (29-12-2004) foi um facto a solidariedade global em que todos «nós» estivemos envolvidos e que, até pelas proximidades recriadas, contribuiria para tirar as lições do que é a «condição humana» como obrigação de na terra construir a paz, se… então poderemos dizer que «nós» estamos em todo o lado. Não fisicamente (a física quântica ainda não o permite!) mas espiritualmente, pois a gestão do tempo e espaço nas novas formas de comunicação vai-nos mostrando que mesmo para os sistemas mais fechados os muros vão caindo, as barreiras físicas vão-se esbatendo ficando «nós» diante uns dos outros em ordem à convivência. 2. A noção de que somos cidadãos do mundo poderá dizer que somos «nós, europeus», «nós, portugueses», «nós, humanos» … Este sentido de se estar em comunhão universal, sofrendo com os problemas da humanidade (das pessoas) …