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A mostrar mensagens de Setembro, 2008

Pintor António Neves no Centro Cultural de Ílhavo

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É inaugurada no próximo dia 4 de Outubro, no Centro Cultural de Ílhavo (CCI), uma exposição de aguarelas do pintor Ilhavense António Neves, denominada LATITUDES. Esta mostra individual de pintura é a primeira deste artista naquele espaço, após as exposições de Cândido Teles e João Carlos Celestino Gomes, que se manterão em local próprio no CCI. Questionado sobre a razão do nome LATITUDES para estes seus trabalhos, o aguarelista confidenciou-nos que, “tal como o significado da palavra, são linhas imaginárias criadas para cortar a Terra, também a pintura é feita de linhas onde o imaginário do artista traça, na tela, horizontes por vezes impensáveis de alcançar ou nunca visitados, sendo esta uma forma de viajarmos por esses locais”. Ao longo de 21 anos de pintura, sente-se, nos trabalhos mais recentes do aguarelista António Neves, uma maior intensidade e rigor nas formas e nas cores, sejam as paisagens quentes e arrebatadoras do Brasil ou do Alentejo, passando pelos tons tristes e bucól…

Cavaco Silva reconhece trabalho das IPSS

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«A CNIS foi esta manhã chamada a Belém. Num encontro entre o Presidente da República, o Pe. Lino Maia e Eugénio Fonseca, ficou patente o reconhecimento que Cavaco Silva tem pelo trabalho das instituições particulares de solidariedade social em Portugal. O Presidente da República quis ouvir o que a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade pensam sobre a situação social, as expressões da crise e perceber a disponibilidade de as instituições continuaram o seu trabalho para reduzir os efeitos da actual crise. O Pe. Lino Maia, Presidente da CNIS, explica à Agência ECCLESIA que Cavaco Silva demonstrou uma “grande preocupação pelo actual momento”. O Pe. Lino Maia lê um “momento difícil que se perspectiva mais complicado ainda, com a sensibilidade financeira mundial, e com implicações graves na situação nacional”.» Fonte: Ecclesia

Reunião da CMI no veleiro russo gera protesto

Caro Professor Fernando Martins, Algumas vezes, utilizo algum do meu tempo livre observando os comentários do "Pela Positiva". São comentários pessoais e por isso, merecedores e dignos de respeito. Em reunião da Assembleia Municipal quando efectuei aquele requerimento à Exma Mesa, foi porque tal reunião me suscitou dúvida podendo estar em causa decisões importantes tomadas / aprovadas naquela mesma reunião. Não será obviamente, de "tanto quanto sei, ninguém da autarquia se opôs..." que havendo alguma ilegalidade ela o não seja pelo facto de ninguém se opôr. A bem da verdade e liberdade do pensamento não deve o sr professor exprimir-se desta maneira. É claro que todos nós ilhavenses, pertencentes a um mesmo concelho, ficámos deveras satisfeitos com tal espectáculo que foi termos nesta terra maruja a presença dos maiores veleiros do mundo. A minha dúvida, não é de maneira nenhuma "ninharias", ou mesmo "politiquices" porque o sr professor se estiv…

O Fio do Tempo

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A consolidação do ser cultural 1. Talvez nunca como hoje as mobilidades desinstalam aquilo que se julgavam ser os públicos e as práticas garantidas. Os vários níveis, pessoais e institucionais, de pertença são desafiados à renovação contínua, sem que com isso se perca aquilo que pode ser «a “ponta” por onde se lhe pegue». É uma virtude imensa a vasta rede de solicitações, das reais às virtuais; mas, tantas vezes, com pena, sente-se o perder de ponte com as memórias essenciais... A coragem da adaptação aos novos cenários, da autocrítica como quem procura antever o futuro, a mudança renovadora como atitude contínua, serão alguns dos ingredientes capazes de unir no presente a memória da história ao desejado futuro humano cultural. 2. Toda a gama mais variada de instituições comunitárias debatem-se com esta problemática. No início de cada ano projecta-se e inscreve-se como objectivo um maior investimento nas redes de relacionamentos (família, escola, sociedade, trabalho), procurando uma m…

Falar em Igreja

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De tempos a tempos, surge em público a questão sobre se a Igreja em Portugal deveria ter ou não um órgão nacional na imprensa para funcionar como voz oficial, que deixasse claras as posições da hierarquia católica a respeito dos mais diversos temas da actualidade, permitindo também esclarecer falsidades ou deturpações lançadas noutros meios. Deixando de lado o facto – relevante – de não existirem Igrejas “nacionais” no nosso mundo católico, a grande questão passa, mais do que pela existência de um ou de centenas de meios de comunicação social, pela centralização de posições e opiniões num número restrito de pessoas, por mais responsabilidades que tenham, algo que acaba por parecer um contra-senso numa sociedade cada vez mais aberta ao pluralismo e a novos protagonismos. É verdade que nem todos podem falar em nome da Igreja, mas é curioso notar que, quando se quer saber a posição católica sobre determinado tema, só se assumam como possíveis interlocutores os seus Bispos ou, no máximo, …

O Dia Começou Bem

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Espreitando pela janela, manhã cedo, registei um dia bonito. O sol despontava no horizonte e indiciava calor neste Outono acabado de nascer e uma luminosidade que alimenta a alma. Sair para passear um pouco foi decisão tomada de imediato. Ao sair, à beira da minha porta, li esta frase estampada numa carrinha. Não dizia mais nada. Talvez até nem seja preciso dizer mais nada. Mas que é um bom lema de vida, lá isso é. O meu dia começou assim muito bem... Claro que eu gostaria que lhe acrescentassem um simples "o", ali antes de "bem". Leiam agora... Não seria um grande lema para toda a vida? FM

Favores e Cunhas

O escândalo das casas distribuídas, por rendas simbólicas, pela Câmara de Lisboa, a amigos, amigos de amigos, correligionários, artistas, jornalistas e outros, que se fazem valer da sua projecção social para reclamar favores, não deixa de ser curioso. Curioso, porque, em alguns casos, as habitações foram para pessoas exímias em pregar justiça social; e porque se apoiaram em compadrios, tão ofensivos das normas democráticas. Claro que, depois da denúncia, alguns beneficiários, decerto envergonhados, já começaram a devolver o que de mão beijada receberam. Esta questão vem lembrar o eterno hábito da senhora cunha, descarada ou camuflada, tão em voga na nossa sociedade, em desfavor do seguimento normalíssimo da lei. Não sei de onde veio esta maneira de ser e de estar na vida, mas gostaria de saber. Não acredito que seja por congénita deformação mental; muito menos por deficientes bases educativas. Talvez por convencimento de que as leis são injustas, que é preciso contornar, ou pura e sim…

Postais da Figueira da Foz

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Pelourinho do século XVIII O pelourinho da Figueira da Foz pode ser apreciado na Praça General Freire de Andrade. Trata-se de um símbolo do poder local e da administração autónoma da justiça, datado de 1782. A coluna torcida é coroada por um capitel, onde se destacam as armas nacionais.

Paul Newman: Um Homem de Estatura

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A propósito do recente falecimento do actor de cinema Paul Newman, recebi da minha leitora Madona um texto que, pela sua oportunidade, aqui transcrevo, em parte. Foi num programa radiofónico, esta manhã. Um conhecido jornalista da nossa praça, na sua crónica matinal, diária, referia uma homenagem, feita a uma celebridade da sétima arte, de nacionalidade americana, falecida há dias. Depois de enumerados os seus grandes sucessos, alguns, êxitos retumbantes na indústria cinematográfica, ficaram-me gravadas na memória, algumas façanhas deste actor. Na sua época, em parte a minha, dado que é um pouco mais velho que eu, foi a coqueluche das jovens e adolescentes, que suspiravam quando o viam contracenar com as actrizes mais belas de Hollywood. Refiro-me ao galã de olhos azuis que enfeitiçou meio mundo feminino. Era másculo, dinâmico... e possuía uns penetrantes olhos azuis! Na verdade, o que mais me impressionou na sua biografia, foi a referência à sua mulher, também actriz. Mas que sacrifi…

O Fio do Tempo

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A fuga do passeio espacial 1. Desde os tempos da guerra fria (entre os Estados Unidos da América e a União Russa) que a conquista do espaço representa a maior afirmação da humanidade. A chegada americana à Lua, em 1969, ficaria para sempre registada como esse sinal político confirmado de se ser superpotência no panorama mundial. Ninguém duvida do interesse para a investigação científica dessas viagens espaciais. Mas, sejamos realistas: elas, mesmo no seu potencial científico, são bem mais realizadas numa estratégia de ânsia de poder do que numa lógica de investigação como serviço generoso à humanidade. É assim! 2. Quase que existe nestas lides das potências uma “moda” criada que prefere bem mais o atirar-se à fuga para o espaço do que o mobilizar-se para a resolução dos problemas essenciais na terra. É bem mais fácil responder e afirmar-se com tecnologia, mesmo que seja espacial, que com sentido de Humanidade. O que foram os anos 60 para EUA e Rússia, são agora os tempos da China. Depo…

OUTONO

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O Outono, que chegou e pelos vistos p'ra ficar, com todo o seu manto de suaves matizes, sugere-me este poema dos tempos de outrora... Outono Os tons dourados Do teu manto E os avermelhados Em espanto Ou nostalgia, Descem em nós A melancolia. Cobre-se a natureza Que rescende a mosto Dum véu de tristeza. Sentido ao sol-posto. E neste sabor Há pranto Ou louvor? Madona Nota: Este poema, colocado no meu blogue nos comentários, por alguém que assina Madona, vem agora, aqui, para a ribalta, por sugestão do leitor assíduo João Marçal. O meu obrigado para ambos. FM

Reunião da CMI no veleiro russo gera protesto

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Aquando da Regata dos Grandes Veleiros, que atraiu ao Porto de Aveiro muitos milhares de visitantes, a Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) deliberou fazer a reunião habitual a bordo do veleiro russo Sedov. Pessoalmente, considero muito feliz a iniciativa, pelo simbolismo de que se revestiu, ao sublinhar, de forma original, a importância por todos atribuída à regata. Mas houve quem criticasse a decisão da autarquia, já que, dentro do veleiro, e segundo as normas internacionais, a CMI estaria em território estrangeiro. Tanto quanto sei, ninguém da autarquia se opôs, tendo até apoiado tão simbólica ideia de mostrar quanto o povo considerou meritória a Regata dos Grandes Veleiros. Tenho para mim que a grande maioria dos ilhavenses (e neles incluindo os gafanhões, naturalmente) até gostou que a reunião se tivesse realizado no veleiro russo. Noutro qualquer, teria o mesmo gosto, penso eu. As políticas, porém, às vezes têm destas coisas, perdendo tempo com ninharias e descurando o verdadeiro va…

Qual é a melhor qualidade de um professor?

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Arsélio Martins e Tomás Fidélis A revista PÚBLICA de hoje traz uma entrevista curiosa. Arsélio Martins, o professor do ano em 2007, responde a questões postas pelo Tomás Fidélis, um aluno brilhante em 2008. Professor e aluno da mesma escola travaram um diálogo interessante, que vale a pena ler, para longa e necessária reflexão sobre a escola, os professores e os alunos que temos. A dado passo, o Tomás pergunta, para uma resposta desafiante: Qual é que acha que é a melhor qualidade de um professor? A melhor qualidade de um professor é ter aprendido bastante para saber que sabe muito pouco. E saber que é muito importante que a geração seguinte seja melhor que ele. É preciso que faça todos os esforços para que quem vem a seguir tenha mais conhecimentos e competências e desempenhe um papel melhor. A minha mãe dizia assim: “Eu quero o melhor para os meus filhos.” Os professores devem ter esta pulsão como fundamental. Acrescida da humildade de saberem que têm de estudar, ler e cultivar-se…

O Fio do Tempo

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A política da agenda diária 1. Nestes dias vieram à ribalta algumas das contas do negócio dos combustíveis. Quando muitos questionam o modelo do capitalismo (até lhe chamam de “selvagem”!), o certo é que das ditas contas lucrativas o Estado vai buscar fatia significativa. Relata o estudo da Visão (25-09-2008) que «cada cêntimo a mais, do gasóleo e da gasolina, representam 230 mil euros nos cofres» de lucro por dia, este conseguido às custas da dependência energética que, no fim de contas, convém grandemente aos poderes. As inverdades, omissões e estratégias dos dois sistemas de poderes, sejam os capitalistas sejam os estatais, servem-se fortemente das conjunturas mais que servem… 2. Como eco da recente apresentação pública de livro de Marques Mendes, que não deseja o regresso antes pelo contrário, vem uma certa renegação da condição política, ele que esteve anos a fio nessa linhagem das lideranças. Denunciar-se que se sente surpreendido tantas vezes com a pequenez de horizontes da «age…

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 96

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AS CIÊNCIAS NATURAIS Caríssima/o: Ora aqui está um assunto que sempre ... (o que eu ia a escrever, Santo Deus!... o que vale é que o computador tão depressa escreve como apaga,... safa, agora ia a sair delita!...) ..., mas vou completar: um assunto que sempre me interessou, bem como aos meus companheiros. Também aqui se ia para o tal quarto (que não tinha nada de escuro!...) decorar a teoria, mas com uma diferença: o que se lia e estudava reflectia-se na nossa cabeça em imagens bem reais. Reinos da Natureza: animal, vegetal e mineral; exemplos: a porca lá de casa, a couve do quintal e a pedra com que o Amílcar rachou a cabeça do... Mesmo quando o estudo incidia sobre o corpo humano não havia dificuldade que ainda a semana passada se tinha matado o porco e o Ti João André o desmanchou e nos mostrou o coração, os pulmões... e por aí fora, à medida que ia pondo para o alguidar e separando a fressura das tripas, até que chegou à bexiga que nos mandou bater e secar para depois jogarmos à b…

Declaração de Conimbriga

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Jovens da Terceira Idade, em passeio 1. Envelhecer é o maior atributo da vida, expressão completa da existência. 2. Todo o ser humano tem o direito a envelhecer com saúde, segurança e dignidade. 3. A sociedade deverá proporcionar a todos os que atingirem a fase superior da vida meios para uma existência condigna em termos sociais, familiares, económicos, médicos e culturais. 4. Os seniores têm a obrigação de transmitir à família e à sociedade a cultura e sabedoria acumuladas ao longo da vida. 5. Os seniores têm direito ao convívio com os seus netos naturais e adoptivos, ajudando-os e acompanhando-os e transmitindo, pelo exemplo, valores, princípios e ensinamentos. 6. Os seniores têm direito a que sejam respeitadas as suas disposições e vontades, no estrito respeito pela ética e pela lei. 7. A sociedade tem a obrigação de adaptar e construir as estruturas, de valorizar e modificar a organização social e ensinar os cidadãos em função da nova realidade social, fruto do envelhecimento. 8. Os sen…

UM NÃO CONVERTIDO EM SIM

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A cena parece um enigma com aspectos de armadilha. Mas é antes uma historieta com grandes ensinamentos de vida. Passa-se com Jesus e os chefes do povo na esplanada do Templo em Jerusalém. Um homem tem dois filhos e diz a um: vai trabalhar na vinha e ele, solícito, diz que sim, mas não foi; e diz a outro: vai trabalhar também para a vinha e ele, contundente, não vou, mas depois reconsiderou e foi. Qual fez a vontade do Pai?! Ambos, em algum momento, dizem fazer-lhe a vontade. Mas basta dizer?! O trabalho da vinha fica feito com palavras de assentimento?! Este momento fugidio não constituirá um símbolo emblemático de tantas fases da vida que têm o mesmo sentido e alcance? Sinceramente acho que sim. Estou convencido que, se as “coisas” se resolvessem com palavras, muitas coisas correriam melhor e funcionariam mais certo. Tudo, não, porque diz-se cada uma que nem a honra escapa, quanto mais a ética de povos civilizados! Ambos, em algum momento, negam corresponder ao pedido feito. Afirmam-…

FESTA NA COSTA NOVA

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Costa Nova antiga. Seria dia normal ou de romaria? ROMARIA DA SENHORA DA SAÚDE MANTÉM A TRADIÇÃO Este fim-de-semana vamos ter festa rija na Costa Nova, em honra de Nossa Senhora da Saúde. Amanhã há missa, procissão e as tradicionais devoções particulares a Nossa Senhora. Para além disso, que é o substrato religioso das festividades em honra dos padroeiros, neste caso da padroeira da paróquia da Costa Nova, vem a romaria do povo das redondezas, ao jeito de quem encerra a época balnear. Diz o padre Rezende, na sua Monografia da Gafanha, que “Frei João Pachão, no século Jerónimo Pachão, das Aradas, naquele tempo já frequentador da Praia, fundou em 1822 ou em 1824, com o auxílio das companhas e com esmolas do povo, uma capela de madeira, que dedicou a Nossa Senhora da Saúde”. A história continua e a dado passo, com mais banhistas a procurarem a praia, José da Graça, de Ílhavo, gerente de uma das companhas, avançou com a ideia de construir outro templo, porque o primeiro não oferecia as con…

FÁTIMA

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Um terço dos visitantes do santuário são católicos não praticantesUm terço dos visitantes do santuário de Fátima são católicos não praticantes, revela um estudo a apresentar hoje, em Fátima, por ocasião das comemorações do Dia Mundial do Turismo. A autora do trabalho, Graça Poças Santos, disse à agência Lusa que “existe hoje uma religiosidade menos enquadrada institucionalmente e mais assumida individualmente”. “Uma boa parte da população portuguesa que nos Censos Populacionais do Instituto Nacional de Estatística se afirma como católica, tem uma prática religiosa muito intermitente ou mesmo nula”, adiantou a docente. Graça Santos traçou o perfil de quem se desloca a Fátima, recorrendo ao trabalho de investigação da sua tese de doutoramento, a que acresceram os resultados de 384 inquéritos e também entrevistas a autarcas e pessoas ligadas à hotelaria, religião e turismo. Segundo o estudo, o visitante de Fátima é maioritariamente do sexo feminino, tem uma idade média de 50 anos, é casa…

MINHA PÁTRIA É A LÍNGUA PORTUGUESA

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Dois leitores assíduos do meu blogue recordaram a célebre frase de Fernando Pessoa. Aqui a deixo para melhor a sentirmos. FM «Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente. Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m'a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.» Livro do Desassossego, por Bernardo Soares, ed. de Jacinto do Prado Coelho, Lisboa, Á…

BIMILENÁRIO DE SÃO PAULO: A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

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Nada move tanto o ser humano como a necessidade de reconhecimento. O que vale a minha vida? O quê ou quem lhe dá sentido? Vale para quê e para quem? Quem lhe dá valor? Quem me reconhece? De muitos modos e por múltiplas vias, pela violência e pela paz, pelo amor e pelo ódio, por caminhos estreitos e grandezas sublimes, são estas perguntas que querem ver-se respondidas. Durante um ano (entre 28 de Junho de 2008 e 29 de Junho de 2009), será lembrada, através de congressos e actividades múltiplas, a figura de São Paulo, determinante para o cristianismo e para a História mundial. Nasceu entre 6 e 10 depois de Cristo, talvez no ano 8. De perseguidor dos cristãos, tornou-se apóstolo, erguendo o cristianismo a religião universal. Converteu-se a caminho de Damasco, pelo ano 33, num "encontro" imprevisível com Jesus ressuscitado. Foi uma experiência de tal modo avassaladora que daí para diante nada a não ser o anúncio da mensagem do Deus de Jesus lhe interessou. Foi decapitado no ano …

REVISTA LER

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Para quem gosta de livros e de leituras Quem gostar de livros e de leituras tem na revista LER, do Círculo de Leitores, um excelente suporte. Dirigida por Francisco José Viegas, a LER publica-se todos os meses, excepto em Agosto.Para além de um conteúdo variado, com diversificada informação de livros publicados e a publicar, a revista oferece crónicas e críticas de real importância, a par de uma grande entrevista. Pela LER, que começou uma vida nova em segunda série, já passaram António Lobo Antunes, José Saramago e Margarida Rebelo Pinto. O número deste mês apresenta, em longa e circunstanciada entrevista, Eduardo Lourenço, de 85 anos, “O homem que ensina Portugal a pensar”. Quem gostar de Eduardo Lourenço, ficará a conhecer um pouco melhor este nosso compatriota, emigrante em França, mas que mantém uma ligação afectiva e efectiva a Portugal e a tudo o que por aqui se passa, sobretudo a nível cultural, e não só. Até parece que vive permanentemente entre nós, tendo em conta o que refl…

Igreja Católica recusa ministrar sacramentos pela Internet

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O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais rejeitou hoje, em Fátima, a possibilidade de a Igreja poder ministrar sacramentos on-line, informou o SOL. Questionado sobre a hipótese dos sacerdotes poderem confessar pessoas on-line, uma das sugestões deixadas no decurso das Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, D. Manuel Clemente citou a experiência pessoal para negar tal hipótese. «Eu, quando me confesso, quero diálogo face a face. Não quero apenas ter a minha ideia de interlocutor», afirmou, declinando, ainda, a eventualidade de transmissão de casamentos ou funerais na Internet. No caso dos outros sacramentos, lembrou que «se trata de uma comunidade que celebra e para uma comunidade são precisos pelo menos dois», adiantou aquele semanário.

Música partilhada

Um vídeo gentilmente enviado pelo Nelson Calção, com a amizade de sempre. A música é, indubitalmente, um bom motivo de encontro e de partilha. Um abraço, com votos de bom regresso, quando for hora disso.

O Fio do Tempo

A reinvenção da Economia 1. Os dias são de continuada turbulência. A economia virtual (do vender o que não se tem com segurança) tem os dias contados. Os anseios repetidos pelos especialistas são o milagre da regulação. As reflexões globais em realização, que também recuam décadas e vão mesmo aos anos 30, falam-nos de um safanão que tem raízes bem mais profundas que a agitação diária das bolsas de valores. Todavia, a resposta a este cenário terá se ser nova porque o momento é mesmo inédito. Dizem os estudiosos que também os cataclismos económicos são sinais de mudanças de época. 2. Em causa acabará por estar a realidade de uma economia virtual de modelo publicitário que cresceu desmedidamente, mas que não consegue nem pode libertar-se de todo o potencial, hoje insubstituível, das novas formas de comunicação. O reajustamento ao novo império asiático a par da mágica especulação dos mercados imobiliários e bolsistas a que se juntam as energias (petróleo e outras que virão…) como element…

Aldeia da Luz

Os moradores da Aldeia da Luz, segundo vi e ouvi na televisão, não estarão felizes. Foi uma aldeia construída, de raiz, para substituir a que foi ocupada pela barragem do Alqueva. Aparentemente, tem todas as condições para se viver bem, com traçados rectilíneos e casas novas, decerto de acordo com as actuais exigências para as pessoas se sentirem comodamente instaladas. Igreja moderna, chaminés vistosas, ruas sem buracos… Mas nem assim os moradores se vêem compensados. Porquê? Simplesmente porque é uma aldeia sem memória, sem história, sem alma. As pessoas não podem conviver nos antigos recantos que as acolhiam com intimidade, com carinho. Nem podem sentar-se nos velhos bancos cheios de segredos. Deram-lhes tudo, mas esse tudo, sem alma, não é vida. E por isso, de quando em vez, os habitantes da nova povoação lá vão espreitar à velha aldeia, na ânsia de captarem as forças telúricas que tanta falta lhes fazem.

Poema de Neruda

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Para Marieke, minha leitora assídua, galega de raízes e de coração Vuelve, España Espãna, España corazón violeta, me has faltado del pecho, tú me faltas no como falta el sol en la cintura sino como la sal en la garganta, como el pan en los dientes, como el odio en la colmena negra, como el día sobre los sobresaltos de la aurora, pero no es eso aún, como el tejido del elemento visceral, profundo párpado que no mira y que no cede, terreno mineral, rosa de hueso abierta en mi razón como un castillo. Pablo Neruda Excerto do poema Vuelve, España, in Antologia, da Relógio D´Água

Subsistência empreendedora, no reverso do "país"

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"Existe uma tendência muito visível para a eliminação da economia de subsistência; até se considera que tal eliminação é um imperativo do desenvolvimento económico e da dignificação do trabalho. Tudo isto é verdade, em parte, mas também é verdade que a economia mais regular não resolve inúmeros problemas de emprego e de rendimentos. Portanto, há que optar: ou pela eliminação da economia de subsistência ou pela sua integração gradual na economia mais regular: a primeira hipótese é a que vem predominando; a segunda parece claramente a mais defensável, até porque os «empresários» e os outros trabalhadores honestos da economia de subsistência lutam por trabalho e rendimentos dignificantes." Acácio Catarino, em artigo publicado no Correio do Vouga, aborda, de forma muito simples, mas objectiva, uma questão pertinente, ligada a mais de dois milhões de trabalhadores que no nosso país lutam diariamente pela subsistência. Leia aqui para reflectir.

LEIS PARA TODOS, POR OPINIÃO E DECISÃO DE ALGUNS

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"Aqui há anos, quem optava pela união de facto, à margem das leis do Estado, ridicularizava o casamento porque “não são os papéis que dão a felicidade” e reagia, negativamente, sempre que se falava de qualquer forma legal para a situação. Mas verificou-se que podia haver benefícios fiscais e os papéis deixaram de repugnar… O INE diz que os divórcios crescem em flecha. Gente da ribalta e com influência nas leis vai coleccionando casamentos e divórcios. Que benefícios para a família, filhos e casal? E para a sociedade? Casar, descasar, voltar a casar e a divorciar-se pode ser um ideal de família a sério e de sociedade equilibrada? Será que a família, célula vital, por excelência, da nossa sociedade, ainda interessa aos legisladores? Será que a Constituição, em relação a outras formas, goza do respeito devido? Será legítimo, ao legislar sobre minorias, que se proponham às famílias formas que as destroem e aos seus valores, empurrando-as para facilidades que não querem?" Antóni…

REGATA DOS GRANDES VELEIROS

Ontem, terça-feira, depois do nevoeiro muito fechado que atrasou a partida, os Veleiros deixaram o Porto de Aveiro, rumo ao Funchal. Partiram, mas deixaram saudades. Como se dizia antigamente, na hora da saída dos bacalhoeiros: Boa viagem e que regressem com saúde.

O Fio do Tempo

E a Teresa continua! 1. Não é novidade a apetência da Teresa Guilherme para a exploração radical das emoções na Tv. Quem não se lembra da polémica despertada quando do primeiro big brother? Preocupante é o hábito destas programações que se vai generalizando e a massa crítica que se vai diluindo a ponto de perder a sua força capaz de propor uma alternativa ética de qualidade. O programa «O Momento da Verdade» da SIC é esse rosto actualizado da máquina concorrencial em que, quanto pior melhor para as audiências, essas que telecomandam autenticamente o panorama das comunicações. 2. A degradação do programa referido, de que nenhum órgão que se digne faria publicidade, talvez venha tornar patente mais uma vez o gosto lusitano para a intriga na praça pública. O entretenimento transformado como lavadouro de roupa suja aparece como o novo ópio do povo, dissuasor dos próprios compromissos de co-responsabilidade social a assumir. O crescer destas tendências para o “quanto mais esquisito mais di…

Plágios

O PÚBLICO denuncia hoje, em Nota da Direcção, ao lado do Editorial, a transcrição de parte de um seu texto, da edição online, pelo Diário de Notícias, sem qualquer referência à fonte. Apesar do pedido de desculpas apresentado pelo DN, o PÚBLICO lembra que até as gralhas mostram o plágio. Infelizmente, isso acontece um pouco por todo o lado, numa clara falta de respeito pelos autores, que chegam a investir o seu tempo, e não só, na procura do suporte para as notícias e crónicas que publicam. E tal acontece um pouco por todo o lado. Até na blogosfera. E se é verdade que alguns amigos têm autorização para utilizar os meus textos, também não posso aceitar que outros sejam, de facto, indelicados, injustos e desonestos. O seu a seu dono. FM

REGATA DOS GRANDES VELEIROS

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Sédov - SinoCreoula Carranca - Oman Aqui ficam três registos da ilhavense Ana Maria Lopes, que comanda, com perícia, o Marintimidades. Pormenores de veleiros que nos visitaram no último fim-de-semana, para gáudio de muitos amantes das coisas do mar.

Dia Mundial para a Erradicação da Pobreza: 17 de Outubro

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Levanta-te e actua! “Dia 17 de Outubro é o Dia Mundial para a erradicação da pobreza e, à semelhança do ano passado, espera-se que volte a ser um grande momento de mobilização a nível nacional e internacional. Em 2007, mais de 43 milhões de pessoas levantaram-se para exigir aos líderes mundiais que cumpram as suas promessas para acabar com a pobreza e desigualdade. Portugal contribuiu com mais de 65 mil vozes nesta iniciativa. Este ano precisamos da tua ajuda para bater um novo recorde e a enviar uma mensagem ainda mais forte para os nossos governantes. Estamos a meio caminho de 2015, ano que marcará o final do período para alcançar os Objectivos do Milénio. É urgente “Levantarmo-nos e Actuarmos”, para que os governos honrem os seus compromissos. Tal só acontecerá se tomarmos uma posição clara.” Clique aqui para ler mais

Memórias da Romaria da Senhora da Saúde

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No carrocel Cá, para nós, a festa dos Grandes Veleiros, grandiosa, mesmo com alguns boas perturbações atmosféricas, já acabou. Agora, vem aí a romaria…p’ra te comprar uma flor…A minha mais antiga recordação desta romaria é uma fotografia, no terraço da minha casa, em que tenho dois anos, com um grande laçarote na cabeça. A armação da festa comprova a data – fins de Setembro de 1946. Vivia no “coração” da romaria.Outra, bastante mais forte e de que ainda hoje me recordo vivamente, foi a minha integração na procissão, “vestida de anjinho” – a primeira e a única vez. Cá perdurou “o boneco” tirado “à la minuta”, como mandava a tradição. Só que foi uma procissão complicada e agitada, porque durante o seu trajecto, deflagrou um forte incêndio na, à época, Pensão Pardal, na esquina norte da Estrada do Banho. Alterado o percurso, o susto apoderou-se de todos, crianças, jovens e adultos. As chamas lambiam as outras casas e todos temiam que se propagassem às casas vizinhas. Foi um alvoroço. Po…

OUTONO

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SE DESTE OUTONO Se deste Outono uma folha, apenas uma, se desprendesse da sua cabeleira ruiva, sonolenta, e sobre ela a mão com o azul do ar escrevesse um nome, somente um nome, seria o mais aéreo de quantos tem a terra, a terra quente e tão avara de alegria.Eugénio de Andrade In O Sal da Língua

REGATA DOS GRANDES VELEIROS

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ORGANIZAÇÃO COM NOTA DE EXCELENTE Hoje à tarde, a Regata dos Grandes Veleiros deixou o Porto de Aveiro, com rumo traçado para chegar à cidade do Funchal, que está a celebrar meio milénio de existência. O espectáculo da saída da barra foi presenciado por numeroso público, que vibra sempre com navios, mastros, velas, sirenes estridentes e marinheiros. No final, o presidente da Câmara, Ribau Esteves, anunciava que a organização tinha sido premiada com nota de Excelente, pelo alto nível dos serviços prestados e pelo acolhimento manifestado aos veleiros e suas tripulações. Da parte da manhã, bem esperei pelos veleiros, mas o nevoeiro intenso, que cobria totalmente a boca da barra, impediu a saída, para tristeza de imensa gente que enchia os paredões mais próximos. Segundo li na Rádio Terra Nova, mais de 350 mil pessoas visitaram os 22 veleiros atracados no Porto de Aveiro, participando na festa rija que a Câmara Municipal de Ílhavo, de braço dado com a APA (Administração do Porto de Aveir…

O Fio do Tempo

Nas raízes da inovação 1. Como tantas outras, «inovação» pode ser palavra gasta. Há mesmo já quem diga inovar a inovação. Para além dos malabarismos da linguagem, importa aprofundar a atitude inspiradora. No contexto do início de ano escolar, esta capacidade de sermos parte das soluções merecerá nota de louvor. Este ano a Lição de Abertura da Sessão Solene da abertura do Ano Académico da UA contou com a presença do Presidente Executivo da Portugal Telecom SGPS, SA, Eng. Zeinal Bava. A temática da comunicação era: «A inovação como chave do sucesso». Podendo ser hoje esta uma temática de lugar-comum, valerá a pena, acima de outros aspectos e mesmo dos naturais prós-e-contras que existem em tudo, destacar duas ideias fundamentais. 2. Quando Zeinal sublinha que «uma equipa é sempre mais inteligente que uma pessoa sozinha» acentua uma tecla essencial que tem sido um dos parentes pobres da mentalidade portuguesa. Ao destacar que, mais que os mecanismos de retorno da satisfação do consumidor…

O PODER DO LINK

O desenvolvimento da informática, da electrónica e das telecomunicações estão na origem das revoluções mediáticas constantes a que as últimas décadas do séc. XX deram origem. Da convergência das tecnologias de cada um desses mundos resultou uma nova matriz onde se processa a comunicação: a matriz digital. Que oferece sempre novas ferramentas à transmissão de conteúdos, que os torna progressivamente mais céleres e cada vez mais acessíveis. Trata-se de uma realidade sempre nova, que foge a estereótipos comunicacionais de outros tempos. Resulta antes do contributo de um conjunto vasto de actores, todos os cidadãos mesmo, e emerge em qualquer recanto da vida pessoal, familiar ou social: porque são muitos os emissores ao nosso alcance e ainda mais os receptores desses pixéis, a nova sebenta onde se inscrevem mensagens em circulação constante pelas redes de comunicação. Claro que todos os conteúdos têm de passar por esta comunicação, porque é também aí que acontecem, hoje, as relações huma…

Cinema na Televisão

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"Quer os cinéfilos gostem ou não gostem, o cinema hoje passa muito além da projecção em sala conhecendo uma crescente divulgação em DVD e através da televisão. As condições de imagem, em formato e em qualidade, não têm comparação possível, mas é um facto que sem estes novos suportes estaria inacessível a maior parte das obras de outros tempos. Se nos referirmos apenas à televisão aberta, com quatro canais, só nos dois dias do último fim-de-semana foram apresentados 24 filmes, ou seja, uma dúzia por dia. É um número considerável que respeita uma variedade muito grande e abrange diferentes épocas de produção." Francisco Perestrello Clique aqui para ler mais

Voluntariado Universitário

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HÁ SEMPRE TEMPO, SE QUISERMOS Há projectos que me merecem um cuidado especial. O Voluntariado Universitário é um deles, porque promove o serviço em favor dos que mais precisam. Na proposta dirigida aos universitários das escolas superiores de Aveiro diz-se que há sempre “tempo”, de acção e reflexão, para dedicar ao bem comum. Se todos quisermos, claro. Para cada um e à medida de cada qual. Em Explicações no Bairro de Santiago, no Voluntariado Hospitalar, em Instituições Comunitárias, no Estabelecimento Prisional de Aveiro. É óbvio que tem de haver informação e preparação. As inscrições estão abertas no CUFC (Centro Universitário Fé e Cultura) e na AAUAv (Associação Académica da Universidade de Aveiro).

Faleceu Adolfo Roque

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As notícias de hoje referenciam a morte de Adolfo Roque. Um industrial de sucesso, mas também um exemplo cívico para todos. Águeda e o País ficaram mais pobres. Para além de provedor da Santa Casa da Misericórdia, o comendador Adolfo Roque envolveu-se em diversas instituições, dinamizando-as, sem nunca descurar o espírito de bem-fazer que sempre o animou. Era um benemérito por excelência e um homem bom por natureza. Paz à sua alma.

O Fio do Tempo

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O tempo do regresso 1. O retomar das actividades impele-nos ao reerguer de projectos. Nos cenários de um surpreendente mundo em convulsão transformadora, e em que não podemos fugir dele mas actuar renovados nele, o estabelecer de objectivos ambiciosos que consigam gerar pontes de cooperação na busca de soluções é, hoje, uma claro sinal da necessária e inspirada procura revitalizadora. O mundo está como os humanos o fazem. E diante dele sempre houve, pelo menos, duas tentações: a cómoda “fuga ao mundo” típica de quem julga ter adquirido já a verdade plena, como se ela não existisse para o aperfeiçoamento comunitário; ou o diluir-se de tal modo no mundo perdendo a força crítica, afogando-se no conformismo, no deixar andar, no não vale a pena. 2. O retomar dos vários níveis de actividade, como a função educativa do aprender escolar, a missão política de servir o bem comum, as propostas de sentido de vida das Igrejas, os projectos de concertação social, humanitária e cultural, os novos p…

Ainda a Senhora dos Navegantes

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FOLCLORE AO LADO DOS VELEIROS Quem participa em cerimónias oficiais, no âmbito da freguesia ou do município, regista, com gosto, a participação do Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré (GEGN), bem como de outras instituições culturais. Nas festas que se realizaram este fim-de-semana, referenciadas neste meu espaço, sublinho a representação de um par de gafanhões antigos, concretamente, dos princípios do século passado. A Isabel e o Acácio, casal na vida real, membros do GEGN desde a primeira hora, apresentaram-se como gafanhoa em traje de inverno e como feirante, para mostrar as modas doutros tempos. Fizeram-no agora como o têm feito por todo o país e até pelo estrangeiro, onde o Grupo se desloca, na sua missão de exibir, com galhardia, o folclore da região das Gafanhas. Ontem, o GEGN, para além da responsabilidade de organizar os festejos em honra da Senhora dos Navegantes, em parceria com o Stella Maris e com a paróquia de Nossa Senhora da Nazaré, e ainda com o apoio da Câmara Munic…

OUTONO

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O Castanho e as Castanhas vêm aíNão podemos exigir das estações do ano aquilo que elas não têm a obrigação de dar. O Outono, que hoje começa, está no seu legítimo direito de começar com chuva e, para já, sem sol à vista. Querer o contrário, isto é, um dia luminoso e bonito, é pedir o ilógico. Portanto, há que aceitar a natureza, com tudo o que ela tem para nos oferecer em cada época do ano. O importante, a meu ver, é criarmos em nós o gosto por descobrir no Outono, se possível, o belo até no horroroso. Será um exagero, mas tem uma pontinha de verdade. Assim, até me está a saber bem ouvir a chuva a cair nesta manhã sombria, sem ponta de sol, sem ponta da alegria esfusiante que um dia de Primavera ou de Verão nos pode proporcionar. E não é verdade que, com o Outono, vamos poder apreciar a beleza e a riqueza do castanho com todos os seus matizes? E também não é nesta época que podemos saborear as castanhas assadas, mesmo que elas venham embrulhadas numa folha de jornal ou de lista telefó…

REGATA DOS GRANDES VELEIRO

FESTA NO PORTO DE AVEIROPor gentileza do meu amigo Dinis Alves, aqui fica um vídeo que mostra a alegria que os Grandes Veleiros trouxeram ao Porto de Aveiro. A festa continua amanhã.

Senhora dos Navegantes na Festa da Ria

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Nós, os da beira-mar e beira-ria, somos assim, no dizer poético do primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal: nascemos “na proa de alguma bateira…” e “somos feitos, dos pés à cabeça, de Ria, de barcos, de remos, de redes, de velas, de montinhos de sal e areia, até de naufrágios. Se nos abrissem o peito, encontrariam lá dentro um barquinho à vela, ou então uma bóia ou uma fateixa, ou então a Senhora dos Navegantes". 


A festa, de que falei por aqui algumas vezes nos últimos tempos, mostra isso mesmo. Começou no sábado, no Stella Maris, também a celebrar uma data festiva, para lembrar a bênção da primeira pedra do actual edifício-sede, que aconteceu em 18 de Setembro de 1983.  Na homilia da missa de acção de graças, presidida pelo nosso bispo, D. António Francisco, não faltou o momento para a evocação de quantos, ao longo de décadas, contribuíram para que esta instituição fosse, realmente, uma âncora para muitos trabalhadores do mar e suas fam…

Bairrismos doentios

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“TURISMO DO CENTRO DE PORTUGAL” É público que a nova Entidade Regional de Turismo do Centro, designada por “Turismo do Centro de Portugal” poderá ficar sedeada em Aveiro. Numa manifestação doentia de bairrismo provinciano, o presidente da câmara coimbrã, Carlos Encarnação, segundo li no Diário de Aveiro de hoje, considera “aberrante” esta decisão e ameaça que Coimbra não integrará a nova estrutura de turismo, se tal ideia for por diante. Pensava eu, talvez na minha ingenuidade, que os bairrismos saloios estariam a diluir-se na sociedade democrática e que o respeito pelos outros tenderia a impor-se. Mas não, afinal. Não tem conta o número de vezes que diversos departamentos regionais foram instalados em Coimbra e noutras cidades, em desfavor de Aveiro, sem que ameaças ofensivas como as de Carlos Encarnação tivessem surgido, que me lembre, por estas bandas. Discordar é uma coisa. Ameaçar, por retaliação ou chantagem, é outra. Coimbra tem todo o direito de dizer que não concorda. Mas ch…

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS - 95

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A GEOGRAFIA... E OS MAPAS Caríssima/o: Viajar de comboio pelas pontas dos dedos..., poderia ser este o ponto de partida para um conto de encantamento ou para uma viagem interminável de terror sem fim. Mas o que estava em jogo era a aprendizagem da Geografia ou Coreografia de Portugal (Continental, Insular e Ultramarino, com passagem rápida pelo Brasil e seus estados e pelo Mundo Universo...). Não se trata, pois, de ir, ir e não voltar! Ali, naquela Escola do Ti Lopes, estudava-se com afinco para preparar o exame e, na quase totalidade, tirar o “passaporte” para o mundo do trabalho. Como já disse, «o Professor mandava-os sempre para aquele quarto, onde se sentavam no chão, cada um no seu canto, e aí cantarolavam palavra a palavra até papaguearem as vírgulas e os acentos. Quando a cantilena diminuía de intensidade, sinal de que o estudo chegara ao fim, logo um recado os chamava para a sabatina!...» e o “saber” era debitado desde a rosa dos ventos (vá lá a nossa cabeça matutar para desco…

REGATA DOS GRANDES VELEIROS

FESTA NO PORTO DE AVEIROOs Grandes Veleiros chegaram ontem, para partirem, no dia 23, rumo ao Funchal. Ali, com a sua presença, vão associar-se aos 500 anos da fundação da capital da Madeira. Hoje, depois do cerimonial da chegada, iniciou-se a visita aos Veleiros. Em terra, como podem ver, houve momentos de alegria.

ÍLHAVO: Fórum Náutico

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Creoula
A bordo do “Creoula”, numa viagem entre Lisboa e o Porto de Aveiro, foram traçadas as coordenadas do “Fórum Náutico do Município de Ílhavo”. Delinearam-nas 14 entidades das 18 convidadas pela autarquia ilhavense, sublinhando o presidente Ribau Esteves que este foi um passo importante, com vista a criar “uma plataforma institucional de grupo e de conjunto que vai valorizar esta área tão importante e cada vez mais atractiva”, em especial no sector náutico de recreio, conforme pude ler no Diário de Aveiro. Esta aposta pretende congregar todas as isntituições ligadas ao mar e à ria, nomedamente, clubes, empresas e marinas, em especial para incentivar o gosto pelas actividades náuticas, promovendo a região, sob todos os pontos de vista.

REGATA DOS GRANDES VELEIROS

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De hoje até à próxima terça-feira, 23 de Setembro, o Município de Ílhavo acolhe, no Terminal Norte do Porto de Aveiro, a Regata dos Grandes Veleiros. Uma iniciativa de grande impacto, que conta com a parceria do Porto de Aveiro. A iniciativa da passagem por Aveiro da Regata dos Grandes Veleiros é da Câmara Municipal de Ílhavo. Venha visitar alguns dos maiores e mais belos veleiros do mundo. A cerimónia de abertura realiza-se este sábado. Com início às 14:00, vai decorrer no Porão de Salgado do Navio-Museu Santo André. Meia hora mais tarde começam as visitas aos Veleiros. Às 16:00, no Jardim Oudinot, realiza-se a “Corrida Mais Louca da Ria 2008”. A animação no Jardim Oudinot prossegue até à uma da manhã de domingo. Fonte: Newsletter do Porto de Aveiro

Festa de Nossa Senhora dos Navegantes

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Só tive contacto com a festa em honra de Nossa Senhora dos Navegantes aí pelos meus quinze anos, nos anos sessenta. Todavia, pelas conversas a que assistia à mesa apercebi-me da sua particularidade em relação a todas as outras: era a uma 2ª feira, patrocinada por um organismo público -a JAPA- e mexia com o comércio em Aveiro que era normal fechar neste dia. Não sei se para possibilitar a participação nos piqueniques no Jardim Oudinot, se por respeito à reabertura da Barra que revitalizou a cidade após anos de incertezas durante os períodos em que esteve encerrada, se por ambas as razões. O certo é que as conversas sobre esta festa nos tempos idos me deixou esta ideia de diferença. Mesmo antes de a conhecer me apercebi que as pessoas que a procuravam tinham uma conduta diferente. Havia um acorrer de gentes das redondezas que se identificavam com esta festa e ao vê-los passar sabia para onde iam ou de onde vinham. A festa começava e acabava na 2ª feira. Era usual no regresso trazerem u…

Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro

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Hoje, pelas 21:30, no Centro Cultural de Ílhavo, vai realizar-se o Concerto de encerramento das Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro. Participações do Coro da Casa do Pessoal do Porto de Aveiro (direcção: Artur Pinho), Coral de Salreu (direcção: Daniel Fernandes), Coro de Santa Joana (direcção: António Costa), Coro Infantil de Santa Joana (direcção: Susana Matos e Sandra Morais), Orquestra Filarmonia das Beiras e da soprano Ângela Alves (direcção: Artur Pinho). Realce para a estreia absoluta de “mar da Alma – Pistis Sophia”, obra encomendada pela Administração do Porto de Aveiro para celebrar os 200 anos da abertura da Barra de Aveiro. A obra é da autoria de Rui Paulo Teixeira, contando com a direcção musical do Maestro Artur Pinho. Fonte: Newsletter do Porto de Aveiro