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A mostrar mensagens de Abril, 2008

Ausente, mas presente quando possível

Ausente, mas presente quando possível. Por aí, onde encontrar uma porta que possa abrir, voltarei ao convívio com os meus leitores e amigos. Sempre com reflexos do que vi, li e senti. FM

NA LINHA DA UTOPIA

A regulação do regresso à terra1. As mudanças estão em curso. A par de toda a especulação económica, a incerteza cresce abalando mesmo com alguns fundamentos encontrados pelo pensamento ocidental, como a dignidade da pessoa humana no mundo do trabalho. No geral, os novos paradigmas asiáticos emergentes na lógica da quantidade nem sequer perdem muito tempo a discutir as questões, e a corrente social da China que esboça um primeiro alinhamento de algumas leis do trabalho não iludem a desumanização reinante. Uma nova regulação diante de um novo mundo torna-se um imperativo. Tanto a regulação do que anda desregrado como uma nova concepção reguladora, pois que as formas de ver antigas não respondem à nova complexidade e universalidade das problemáticas. 2. Por vezes aquilo que vai acontecendo todos os dias tem momentos de forte safanão. É o que tem acontecido nestes últimos meses. Uma onda de mobilidade económico-social que não pára, mas que se vai consolidando como permanente agitação. Sã…

Um poema de Afonso Lopes Vieira

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Dança do vento

O vento é bom bailador,
Baila, baila e assobia.
Baila, baila e rodopia
E tudo baila em redor.
E diz às flores, bailando:
- Bailai comigo, bailai!
E elas, curvadas, arfando,
Começam, débeis, bailando.
E suas folhas, tombando,
Uma se esfolha, outra cai.
E o vento as deixa, abalando,
- E lá vai!...
O vento é bom bailador,
Baila, baila e assobia,
Baila, baila e rodopia,
E tudo baila em redor.
E diz às altas ramadas:
Bailai comigo, bailai!
E elas sentem-se agarradas
Bailam no ar desgrenhadas,
Bailam com ele assustadas,
Já cansadas, suspirando;
E o vento as deixa, abalando,
E lá vai!...
O vento é bom bailador,
Baila, baila e assobia
Baila, baila e rodopia,
E tudo baila em redor!
E diz às folhas caídas:
Bailai comigo, bailai!
No quieto chão remexidas,
As folhas, por ele erguidas,
Pobres velhas ressequidas
E pendidas como um ai,
Bailam, doidas e chorando,
E o vento as deixa abalando
- E lá vai!
O vento é bom bailador,
Baila, baila e assobia,
Baila, baila e rodopia,
E tudo baila …

DIA MUNDIAL DA DANÇA

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Uma simples dança pode mudar o ritmo da nossa vida
O “Para ti” é a folha dominical do CUFC. Para além dos textos da missa da eucaristia dos domingos, lembra, aos seus leitores, os Dias Assinalados, com o intuito de nos levar a reflectir um pouco. Semana a semana, vamo-nos dando conta de que cada dia, quase, é dedicado a um tema. Hoje, por exemplo, é o Dia Mundial da Dança. Os dançarinos, decerto, rejubilam com este dia e com a possibilidade que há de se pensar um pouco na beleza e na prática da dança.
É sabido que todos, desde a mais tenra infância, reagimos aos ritmos que as músicas ou os batuques nos impõem. Quem há por aí que não tenha visto crianças a tentarem acertar o passo ou mexendo o corpo, cadenciadamente, ao ouvir certas músicas? E quem há que não goste de bater o pé ou de menear a cabeça ao ritmo de bonitos sons musicais? E de ver quem dança com arte?
Por tudo isso, aqui fica a minha admiração por quem cultiva a dança, por quem dança e por quem gosta de apreciar a dança. Para…

"PORTUGAL E OS PORTUGUESES"

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Um livro de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto

Esta Terça-feira, dia 29 de Abril, pelas 19 horas, será lançada a obra «Portugal e os Portugueses», da autoria de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto e Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.
A apresentação do livro, que terá lugar na livraria da Assírio & Alvim – Rua Passos Manuel 67B, Lisboa – será feita por Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura.
No primeiro capítulo – “Portugal e os Portugueses”, é reflectida a “relação entre os Portugueses e Portugal”. A segunda parte da obra – “Notas de Cultura Portuguesa” – aborda os temas do “Clericalismo e anticlericalismo na cultura portuguesa”, “O culto de Nossa Senhora: da fundação à restauração da nacionalidade”, “Maria na devoção dos portugueses – uma devoção nacional?” e “O Cristianismo é uma realidade ribeirinha”.
O terceiro e último capítulo – “Religião na Europa” – examina as questões do “Cristianismo e Europa: um…

PONTES DE ENCONTRO

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Cereais: de novo, para ajudar a entender!

Por mais de uma vez tenho abordado algumas questões relativas ao aumento dos cereais, em todo o mundo, com a consequente escassez destes bens alimentares na dieta básica de milhões de pessoas, o que tem provocado reacções de todo o género, que vão das manifestações públicas, em todos os continentes – algumas até bem violentas -, até a declarações de preocupação, proferidas por vários responsáveis políticos e religiosos, designadamente ao nível da Organização das Nações Unidas, independentemente da ineficácia que vem demonstrando, desde há vários anos, no seu funcionamento.
São factos indesmentíveis, ainda que, relativamente à causa, ou causas, que estão na origem destes aumentos, continuam a não aparecer respostas claras, explícitas e objectivas. Esta falta, persistente, de esclarecimentos rigorosos não deixa de ter uma leitura, a meu ver, negativa, pois começa a sobressair a ideia de que as explicações surgem em função dos interesses políticos…

JARDEL ALERTA PARA O PERIGO DA DROGA

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Em entrevista à Rede Globo do Brasil, Jardel, o grande goleador que ensinou como se marcam golos com aparente facilidade, passou um mau bocado na vida. De um dia para o outro, o goleador, o jogador que decidia campeonatos, como aconteceu no Sporting, foi derrotado pela cocaína. Confessou isso mesmo em entrevista que está a correr mundo. Quer, agora que se considera curado, pois não consome drogas há dois meses, voltar a jogar num clube grande do seu país, numa luta consigo mesmo. Resta saber se aos 34 anos ainda conseguirá marcar golos que resolvem jogos. Para mim, porém, a sua grande lição de vida está no testemunho que deu com a entrevista, alertando a juventude para o perigo da droga. Perigo que pode pura e simplesmente destruir um grande jogador. Ou um homem!

Coimbra: IPO

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Na sala de espera do Instituto Português de Oncologia está sempre patente o rosto do País doente. E se não faltam expressões de dor, também nos confrontamos sempre com sinais de esperança.
Hoje estive em Coimbra como acompanhante de um familiar, para consulta de rotina. Nada de grave, é certo, mas é bom cultivar a prevenção. E ali, na sala de espera cheia de pacientes e acompanhantes, os meus olhos saltitaram de rosto para rosto, na ânsia de perscrutar o que ia na alma de cada um. Uns denotavam tranquilidade, outros reflectiam angústias, outros acreditavam na cura, outros fixavam os seus olhares num horizonte muito longe dali. Falta de cabelo disfarçada com lenço garrido em forma de chapéu que mãos hábeis souberam aconchegar, rostos macilentos, ternura em casais mais jovens e menos jovens, solidão de quem está só e que chega com bombeiro a ajudar. Todos os dias é isto.
Mas hoje ainda reparei nos voluntários que dão a sua alegria aos pacientes. Uns que acompanham os doentes às salas das …

RIA DE AVEIRO

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(Clicar na foto para ampliar) O meu amigo e amante da fotografia Carlos Duarte teve a gentileza de me enviar esta foto da nossa Ria com a Gafanha d'Aquém à vista. Dizia-me ele que era para o meu arquivo. Contudo eu acho melhor partilhá-la com os meus leitores. É que guardá-la poderá ser interpretado como sinal de egoísmo. E eu não estou nada interessado em cultivar esse defeito. Aqui fica ela com um abraço para o Carlos Duarte.

Na Linha Da Utopia

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As Juventudes, todos os dias
1. Como hábito, o discurso presidencial do chamado dia da liberdade trouxe à ribalta sentimentos e preocupações que são reflexo da vivência diária da sociedade portuguesa. Desta feita o centro de referência foi a juventude. Duas tónicas foram sublinhadas: a «ignorância dos jovens» em relação à história política recente de Portugal, e nela a do 25 de Abril, e a «notória insatisfação» dos portugueses em relação ao funcionamento da vida política e democrática. Do que foi revelado pelo estudo efectuado sobre o alheamento das juventudes face à política, a configuração político-partidária tem deixado bastante a desejar nestas décadas democráticas.
2. Se por um lado se pode justificar o alheamento dos jovens da nossa história contemporânea pelo facto da idade, pois os jovens de hoje não viveram esse tempo concreto, por outro toda a complexidade da história que encerra a revolução dos cravos parece ainda mal compreendida, carecendo de uma pacificação na sua justa e …

O Papa Bento XVI nos Estados Unidos

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Embora evitasse temas tão sensíveis nos Estados Unidos como a democracia e a discriminação das mulheres na Igreja ou a pena de morte, por exemplo, há quase unanimidade no reconhecimento do êxito da visita.
Dois objectivos principais moviam o Papa: tentar sarar as feridas profundas na Igreja e no país, causadas pelos abusos sexuais de padres com menores, e a visita à sede das Nações Unidas.
Quanto aos abusos sexuais, logo no voo a caminho de Washington, disse aos jornalistas que sentia “profunda vergonha”. Outra coisa, aliás, não poderia dizer. De facto, trata-se de pelo menos quatro mil padres pedófilos que abusaram de muitos milhares de menores. É repugnante e intolerável, tanto mais quanto a Igreja tem um discurso moral duro e até intolerante sobre a sexualidade. A Igreja perdeu, pois, autoridade moral e muitos crentes sentiram-se abalados na sua confiança.
Em sucessivas intervenções, o Papa referiu o incalculável sofrimento infligido por esses padres e reprovou que a hierarquia tenha …

Na Linha Da Utopia

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A crise do arroz 1. Cerca de metade da população mundial tem no arroz a sua base alimentar. Este mapa cresce tanto mais quando tomamos consciência da acentuação demográfica da Ásia, populações nas quais o arroz se assume quase como uma matriz cultural. A reconfiguração mundial da globalização económica vai-nos trazendo os seus efeitos inevitáveis, e a adaptação aos novos contextos é tarefa sempre difícil. Lembramo-nos de há algumas semanas a crise dos cereais, nomeadamente de trigo, ter despertado as instâncias económicas mundiais para cenários de crise sem precedentes, ou não fosse o trigo da base do pão, o elemento mais básico da alimentação, das mesas humanas.
2. Sem alarmismos, mas na consciência realista do que está a acontecer, vem agora o alerta estatístico da crise no mercado mundial do arroz, tido de «consequências imprevisíveis». O preço tem subido em catadupa, recordes de sempre são batidos. Os níveis de produção são, desproporcionalmente, dos mais baixos desde a década de oi…

ESTÔMAGOS VAZIOS GERAM REVOLUÇÕES

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O trigo subiu 130 por cento
O problema da escassez de alimentos começa a inquietar o mundo. O tema já foi abordado, com oportunidade, pelo meu colaborador Vítor Amorim, hoje e aqui no meu blogue, mas será sempre bom voltarmos a ele, porque tudo quanto se disser não será demasiado.
Em opinião, na coluna lateral, Ferreira Fernandes, do Diário de Notícias, lembra até que “o estômago vazio é que dá horas às revoluções, não a falta de liberdade”. E é verdade.
O PÚBLICO de hoje dedica umas boas seis páginas ao assunto, porque é importante reflectir com muita seriedade, sob pena de perdermos a carruagem da busca de soluções, que são inadiáveis.
Ao abordar a questão da fúria dos pobres, lembra que ela já está em campo, prenunciando revoluções sociais de consequências imprevisíveis, apoiadas, essencialmente, na falta de pão. Recorde-se, antes de mais, que os preços baixos da alimentação duraram 40 anos e que, de um dia para o outro, as subidas foram simplesmente brutais, segundo o PÚBLICO: o milh…

CHINA ACEITA DIALOGAR COM DALAI LAMA

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Afinal, os protestos sempre surtiram efeito. A China já aceitou dialogar com Dalai Lama, o líder espiritual tibetano. No entanto, a imprensa chinesa não desarma e prossegue com os seus ataques, dando pouca importância à oferta do regime de Pequim. Dalai Lama, contudo, já afirmou que quer discussões "sérias" com a China, porque em causa está a liberdade e a defesa da cultura tibetana. Vamos esperar para ver. De qualquer forma, o facto de Pequim acolher os próximos Jogos Olímpicos, já por si pode estar na base deste diálogo. Ainda bem.

TECENDO A VIDA UMAS COISITAS – 75

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Prova caligráfica de João Simões Amaro, em 9 de Julho de 1930, na escola da Cambeia. O professor atribuiu-lhe a classificação de Bom. (clicar na foto para ampliar)





TINTEIROS, CANETAS E APAROS

Sentados nas carteiras, dois a dois, três a três ou mesmo quatro a quatro, começávamos por gatafunhar com os lápis de bico mais ou menos rombudo. Falaremos deste e de outros lápis quando nos dedicarmos ao desenho; hoje fiquemos pela escrita no papel... Durante largos meses, os nossos dedos faziam equilíbrios mirabolantes no lápis (por mais que esticássemos o dedo indicador nunca estava na posição correcta! Que martírio...)
Quando, por alturas do Carnaval, passávamos para a letra miudinha do livro de leitura, a nossa Professora mandava-nos comprar uma caneta! No nosso tempo na loja só havia daquelas redondas e coloridas. O primeiro encantamento era pois para os “traços e arabescos” que atravessavam ou corriam ao comprido do nosso novo e mágico instrumento; depois era o aparo a que se chamava “bico”.…

BICENTENÁRIO DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO - 7

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As comemorações do Bicentenário da abertura da Barra de Aveiro prosseguem. A Secção Filatélica e Numismática do Clube dos Galitos associa-se à efeméride, com a realização da Mostra do Mar – mostra filatélica subordinada ao tema Mar.
Esta iniciativa realizar-se-á de 2 a 7 de Maio, nas instalações da antiga Capitania do Porto de Aveiro (no centro da cidade).
O carimbo comemorativo será lançado sábado, dia 3 de Maio, pelas 14h00, no local da Exposição.
A partir das 15h30m, realizar-se-ão três palestras subordinadas aos seguintes temas:
- “Os Estaleiros dos Mónicas na história da construção naval na Ria de Aveiro”, pelo Capitão João Batel;
- “História Postal – Correio Marítimo”, pelo Dr. Luís Frazão;
- “Pesca do Bacalhau – uma viagem”, pelo Capitão Marques da Silva.

Aveiro, o Clube dos Galitos, a Secção Filatélica e Numismática e a Comissão das Comemorações do Bicentenário da abertura da Barra aguardam pela vossa visita.

PONTES DE ENCONTRO

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Falta de alimentos e respostas, porquê?

Tanto no dia 27 de Março como no dia 17 de Abril, do corrente ano, tive a oportunidade de partilhar dois textos sobre dois bens que estão a influenciar, cada vez mais, o destino do mundo: o preço do petróleo e a escassez e o aumento dos cereais. Em ambos os casos, procurei transmitir uma ideia que me parece óbvia: o mundo entrou em “roda-livre” e ninguém parece entender-se nele, ou seja, nem nos mercados mais liberalizados e concorrenciais pode valer tudo.
Agora, ninguém assume responsabilidade por nada e quando são tomadas algumas medidas têm, sempre, um carácter pontual e temporário, pelo que a necessária estratégia global e concertada, com líderes capazes de a executarem, está na casa dos sonhos.
Mesmo nas economias de mercado-livre e concorrencial, mais ou menos liberais, tem que haver regras e regulamentos a cumprir, para além dos organismos de supervisão que têm que fiscalizar e regular os próprios mercados.
Parece, no entanto, que alguém se “…

Um poema de Orlando Figueiredo

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Um navio de rosas

Como se fosse o princípio do mundo
olhei o mar dos teus pensamentos
e decidi construir
um navio de rosas

Tinha duas rotas
qual delas a mais bela

O navio quedou-se
encalhado nos teus dedos

As rosas
dormem comigo
todas as noites

Orlando Jorge Figueiredo

CALORZINHO: Como ele sabe bem!

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Hoje, o calorzinho encheu-me as medidas. Quase nem podia sair de casa, tão forte é ele. E alguém se me queixou, dizendo que estava insuportável. Respondi que assim é que está bem, desde que chova de quando em vez, de preferência à noite. À noite, para podermos usufruir da natureza acolhedora que nos envolve. E como a Net está a dormitar, decerto com o calor, dando-me cabo da cabeça, por aqui me fico com votos de bom fim-de-semana, se possível em espaços verdes, como este que vos ofereço.

Basquetebol na Gafanha da Nazaré

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Hoje resolvi assistir a um jogo de basquetebol no Pavilhão Desportivo da Gafanha da Nazaré. Devia esse gesto ao meu neto Ricardo que joga nos iniciados do Grupo Desportivo da Gafanha. Sempre gostei de desporto, mas ultimamente tenho-me situado ao nível do sofá, para ver o que se joga e como se joga na televisão. Reconheço, contudo, que a nossa juventude precisa de estímulos, porque o desporto, quando bem orientado, é uma riquíssima escola de virtudes.
Gosto de ver basquetebol, por me parecer um desporto que não pactua com violência entre atletas. À menor falta ou toque no adversário, a punição vem logo. Quem quer ganhar tem de mostrar não só habilidade mas também muito treino.
No confronto com o Esgueira, o Gafanha perdeu, desta vez, por 66 – 81. No fim do jogo, porém, não faltaram os aplausos para as duas equipas, que se portaram com muita dignidade, mostrando que têm treinado bastante. Não é de um dia para o outro que estes jovens acertam com o cesto.
Foi bonito de ver o entusiasmo dos…

25 de Abril

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Comemora-se hoje mais um 25 de Abril. Houve os tradicionais discursos comemorativos na Assembleia da República, um dos símbolos da liberdade então conquistada. Assembleia que se vestiu de gala para recordar uma data histórica que marcou a era de uma nova democracia.
Paralelamente às celebrações oficiais ao nível mais alto do Estado, registo o silêncio na grande maioria das autarquias portuguesas, afinal um símbolo do Poder Local que se enraíza nas conquistas de Abril. Esse silêncio, malhas que a ignorância e a injustiça tecem, merece ser combatido. Realmente, sem o 25 de Abril, não teríamos um Poder Local tão expressivo e tão defensor dos interesses das nossas gentes.
Ouço e leio quanto baste para saber que o 25 de Abril tem defensores acérrimos e críticos ferozes. Uns e outros, ao que julgo, terão algumas razões para cantar vitórias e para manifestarem a sua tristeza. Ambas as situações encarnam beneficiados com a liberdade e condenados à pobreza.
Há tempos, entre amigos, falava-se diss…

O 25 DE ABRIL E O FUTURO

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Passados 34 anos sobre o 25 de Abril de 1974, altura em que foi derrubado o regime que vigorou em Portugal durante quarenta e oito anos, muitas são as opiniões divergentes, que ainda hoje se fazem sentir. É natural e salutar que assim seja.
Para uns, tratou-se do corolário de uma luta, de décadas, que culminou na “revolução dos cravos”, acabando com o regime fascista, corrupto, ditatorial e sangrento que governava Portugal.
Para outros, foi o fim do sonho do grande império colonial, que começava no Minho e acabava em Timor, sendo um dos baluartes dos valores cristãos e da luta anticomunista que o mundo ocidental travava contra os chamados “países da cortina de ferro”.
Para alguns, o 25 de Abril, foi uma oportunidade de assumirem a personagem de “vira-casaca” adaptando-se às novas circunstâncias criadas e tirando delas os máximos benefícios, em proveito próprio.
Um outro grupo de portugueses – bem minoritário – para quem o 25 de Abril de 1974 representava uma ruptura com um passado boloren…

A CIDADE ENCHEU-SE DE ALEGRIA

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A afirmação é de Lucas, o médico. Expressa o ambiente social criado pela actuação de Filipe, o fugitivo de Jerusalém, após a morte de Estêvão. Relaciona a verdadeira alegria com Jesus Cristo. Atesta a simpatia e a atenção que as multidões lhe dispensam. Testemunha a transformação operada na cidade liberta de males ameaçadores.
O anúncio de Jesus é feito por palavras acompanhadas de gestos concretos. A união de ambos torna credível a mensagem. O povo da Samaria, apesar de praticar uma religião híbrida, adere cheio de entusiasmo. O facto torna-se notícia e chega a Jerusalém. Os Apóstolos vêem-se perante uma situação nova e enviam Pedro e João para verificarem o sucedido. Reunida a assembleia, oram e confirmam o trabalho feito por Filipe, impondo as mãos aos que haviam sido baptizados. E o Espírito Santo revela-se presente com os seus dons e dando os seus frutos.
Aceitar Jesus é viver este dinamismo de transformação, nascido no coração e configurado nos comportamentos sociais; é reconhecer…

BICENTENÁRIO DA ABERTURA DA BARRA DE AVEIRO - 6

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(Clicar nas fotos para ampliar) O Bicentenário da Abertura da Barra de Aveiro continua a ser lembrado na exposição que está patente ao público na antiga Capitania. Se ainda lá não foi, aproveite esta boa oportuniada. Eu fui ver a exposição mais uma vez. Tive pena de não encontrar por ali muita gente. E o mais curioso é que a mostra está num lugar central da cidade. Depois queixamo-nos de que entre nós não há acções culturais de relevo.

FORTE DA BARRA NA AGENDA POLÍTICA

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Tenho-me dado conta de que o Forte da Barra começa a estar na agenda dos partidos políticos. Isso mesmo se verificou no programa "Discurso Directo" da Rádio Terra Nova. Já não era sem tempo. Penso que o património histórico que nos foi legado pelos nossos antepassados deve estar, permanentemente, tanto na agenda dos partidos políticos como nas preocupações de todos nós. Por isso, congratulo-me com o interesse manifestado, deixando aqui, ainda, uma palavra de estímulo a todos, para que o Forte da Barra não caia no esquecimento. FM

Modernidade, casamento, família e divórcio

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Li, com cuidado, a longa “Exposição de motivos”, dezasseis folhas, nada menos, com que o PS apresenta e justifica o seu Projecto de Lei, no qual propõe Alterações ao Regime Jurídico do Divórcio e que, a meu ver, vai acelerar a destruição da família. Aqui se verifica que a modernidade com seus postulados é para os legisladores da maioria, e neste ponto com outros colegas a ler pela mesma cartilha, o novo dogma e o ponto de partida indiscutível para leis e orientações superiores. Na modernidade estão implícitos os apregoados “valores republicanos”, como é evidente.
Deste modo, o que, por sua natureza, tem carácter de responsável e permanente dá de mão beijada lugar ao transitório e ao efémero, sem história nem futuro, ainda que culturalmente disseminado e acolhido por muita gente. Trata-se de um legado, pobre e discutível, que se transmite para o futuro de um país que, em alguns aspectos essenciais, já vagueia sem rumo, nem sentido. O destino de um povo não pode estar dependente de corre…

A MEMÓRIA DE 1506

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A MEMÓRIA DE 1506. Esta ideia de civilização era tão recente. Estavámos em 70. d.C. e a destruição de Jerusalém obrigou à dispersão dos judeus pelo mundo, ao exílio, diáspora, גלות. Até meados do século XV, a Península Ibérica foi um mundo possível para os judeus sefarditas. Em Portugal, obtiveram relativa liberdade religiosa e destacaram-se na vida pública até que veio um doloroso baixar de pano. As perseguições começaram em Espanha: em 1355, 12 mil judeus morreram em Toledo; em 1391, foram 50 mil em Palma de Maiorca. A Inquisição iniciou operações e o terror alastrou em larga escala, veio o édito de expulsão e milhares de judeus procuraram refúgio em Portugal. Triste rumo. Leia mais aqui e aqui

O marnoto de Santiago

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Morreu o senhor Manuel. Com os pés desfeitos e o coração aos pedaços. Vivera os últimos tempos de pobre envergonhado, que só estendia a mão a quem o conhecia. Triste e injustiçado protagonista de uma história que merecia outro fim.
Falei aqui dele. Uma generosa voluntária, obreira de amor e de caridade que percorre ruas e casas do Bairro, deu-me a notícia da sua partida sem regresso.
Sabia que já não o encontraria, mas fui ao Bairro. Falei com vizinhos e amigos, ali junto ao café onde nos encontrávamos e conversámos.
Porque persiste, como chaga cruenta, a pobreza imerecida? Porque vale tão pouco o trabalho honesto dos humildes, que morrem tristes e desiludidos com uma sociedade ingrata, onde a uns sobra e a outros falta, onde uns contam milhões e outros nem sequer tostões? Porquê?
Porque se empenham tanto legisladores e governantes em leis e decisões que se consolam o individualismo de uns, destroem a vida e a esperança de outros? Porque não se preocupam os donos do poder, com os pobres q…

Na Linha Da Utopia

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XVIII FITUA: privilégio para Aveiro 1. A tradição está criada, a qualidade sempre garantida. As gentes da cidade acolhem o XVIII FITUA – Festival Internacional de Tunas da Universidade de Aveiro. Como todos os anos, é em beleza que se iniciam as festas académicas. Da organização cuidadosa da TUA - Tuna Universitária de Aveiro (http://www.tua.com.pt/), núcleo cultural da Associação Académica da Universidade de Aveiro, o FITUA dá o verdadeiro espírito da confraternização festiva da cidade com a universidade, dos estudantes com a sociedade em geral. Faz-nos bem, a uma comunidade construtiva chamada a ser participativa, apreciar este esforço que traz a Aveiro tunas de estudantes de outras paragens: este ano o FITUA, além da habitual presença colaboradora dos da casa e de Portugal, no espírito animado intercultural que caracteriza as juventudes, Aveiro acolherá tunas de Espanha e Peru.
2. A estimulante história é longa, no mar alto, já é o XVIII FITUA. Nas sociedades do futuro, na historiogr…

PORTUGUÊS DE OUTROS TEMPOS

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"Cartas Familiares e Bilhetes de Paris", de Eça de Queiroz, edição de 1922
Diccionário de Portuguez, edição de 1874

"Segredos Necessarios", edição de 1861



Para os críticos do Acordo Ortográfico, aqui ficam três pequenas amostras do Português de outros tempos.

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR

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O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.

Não ficaria de bem com a minha consciência se neste dia, à semelhança do que tenho escrito neste meu espaço, não abordasse a importância dos livros e das leituras. Faço-o, então, na convicção de que ainda há muita gente que menospreza a riqueza que nos vem dos livros e da certeza que alimento, no sentido de educarmos os mais novos para as leituras.
Um dia destes falei aqui da carrada de papéis que acompanh…

NOVOS TEMPOS

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Nos meus tempos de menino e moço, na Gafanha da Nazaré, só havia a Igreja Católica. Tempos depois, um gafanhão, Manuel Vilarinho, alfaiate de profissão e pessoa de leituras, aderiu, sem eu saber porquê, ao protestantismo, arrastando, consigo, boa parte da família e muitos amigos. Ainda hoje essa Igreja existe na Gafanha da Nazaré, com membros que vêm do trabalho de Manuel Vilarinho, de quem fui amigo, enquanto ele foi vivo, e que hoje recordo com saudade.
Lembro, agora, a “guerra” que houve na Gafanha da Nazaré com a comunidade protestante nascente… E senti bem como os protestantes dominavam os católicos, que de Bíblia pouco sabiam. Mas foi complicado o relacionamento. Houve ofensas, ataques pessoais e boicotes ao estabelecimento comercial do meu amigo Manuel Vilarinho. Depois, com o tempo, tudo se esqueceu. Ainda bem.
Falo disto hoje por causa da Páscoa Ortodoxa que anuncio no meu blogue. Com a imigração, novas gentes assentaram arraiais em Portugal, um pouco por toda a parte. E com el…

PÁSCOA ORTODOXA

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Celebra-se na próxima noite de sábado, dia 26 de Abril, a Ressurreição de Cristo, ou Páscoa Ortodoxa, entre os que seguem o velho calendário juliano.
Em Aveiro, a liturgia terá lugar às 22.30h na igreja da paróquia ortodoxa de S Nicolau, situada na Estrada de S Bernardo, nº 267.
A partir das 21,30 o pároco estará disponível para a confissão, seguindo-se a Celebração da Luz às 22.30h no espaço fora do templo, após o que se continuará com a Divina Liturgia e Àgapes no final.

PONTES DE ENCONTRO

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O poder da palavra

O ser humano é o único ser vivo da Terra que utiliza a palavra como meio de comunicação intrapessoal (consigo mesmo) e interpessoal (com o outro). A palavra é um símbolo que expressa uma ideia e está intrinsecamente relacionada com a nossa mente. A mente, por sua vez, está relacionada, directamente, com os nossos sentimentos, as nossas emoções, os nossos impulsos, o nosso corpo, as nossas atitudes e as nossas acções. A palavra, escrita ou falada, por cada um de nós, pode ter uma grande influência na maneira como vivemos, pois é através dela que a maioria das pessoas comunica com o mundo externo (os outros) e o interno (nós próprios).
Ainda, não há muito, a sociedade, em geral, valorizava a palavra, naquilo que ela de melhor pode e deve representar. Expressões do género: "Dou-lhe a minha palavra de honra!", "A sua palavra basta-me.", e tantas outras, valiam mais que qualquer documento assinado e atestado oficialmente.
A palavra fundia-se com a própri…

Manuela Ferreira Leite candidata a líder do PSD

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Está confirmada a candidatura de Manuela Ferreira Leite à liderança do PSD. É, pelo que se ouve e sabe, a candidatura mais consensual para arrumar a casa do maior partido da oposição. No entanto, os críticos de tudo e mais alguma coisa já avançaram com a ideia de que Manuela Ferreira Leite é passado e que Pedro Passos Coelho é que será o futuro do PSD.
A partir de agora não hão-de faltar os especialistas em vasculhar o passado para porem a descoberto as eventuais decisões menos felizes da antiga ministra das Finanças e da Educação. Tão certo como três mais dois serem cinco. Para esses especialistas, o que importa é criar, a todo o custo, a desestabilização, por mais sérios e competentes que sejam os políticos.

FM

MUSEU MARÍTIMO DE ÍLHAVO

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Minituras de barcos
Modelo de vela
Agulha de marear
Moinho de café (Clicar nas fotos para ampliar)

Colecção do Capitão António Marques da Silva

A cultura marítima alimenta-se do fascínio pelo mar, de pequenas sensibilidades e grandes rigores.
O fabrico artesanal de miniaturas de embarcações governadas ou conhecidas pelos seus próprios modelistas corresponde à necessidade afectuosa (ou mesmo nostálgica) de lembrar o mar, de evocar os navios e exprimir socialmente o saber exigido pela navegação. (...)
O Capitão Marques da Silva reúne todas estas características e invulgares qualidades. As peças de sua autoria que agora confiou ao Museu Marítimo de Ílhavo exprimem talentos diversos que acrescentam ao seu curriculum de mar as facetas de modelista exímio e de pesquisador metódico, sempre preocupado com o alcance pedagógico dos seus modelos, desenhos e estudos de carácter monográfico sobre “embarcações tradicionais”.

Álvaro Garrido
Director do Museu Marítimo de Ílhavo
: NOTA: Somente hoje tive possibi…

Na Linha Da Utopia

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A essência da Educação: para todos

1. Embora esta afirmação pareça uma evidência muito prática, a verdade é que são já alguns milhares de anos de caminho percorrido nesta descoberta e o horizonte da «educação para todos» e para cada um apresenta-se ainda como tarefa ideal a realizar. Inesgotável por essência, ou não estivessem a riqueza e a pluralidade de expressões humanas inscritas no ser ilimitado, todavia, algumas balizas referenciais já, hoje, são assumidas de forma geral na educação. Mas na medida em que quer o contacto dos povos com a sua diversidade sociocultural, quer a própria multiplicidade cada vez mais emergente de tecnologias, tudo lança desafios (desinstaladores quanto estimulantes) às concepções de educação, na fronteira do discernimento entre o essencial que deve permanecer e o acessório a mudar.
2. Proclamado pela Conferência Geral da UNESCO (1995), 23 de Abril é o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, na promoção de uma maior consciencialização, mesmo em tempos …

DIA MUNDIAL DA TERRA

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Salmo 65




Por onde passas, brota a alegria (v.12b)


Tudo canta e grita de alegria!

Obrigado por este sol
que ilumina os caminhos da tua criação.

Obrigado por este oceano,
reflexo do teu mar infinito.

Obrigado por este deserto,
onde o silêncio e as estrelas,
nos aproximam melhor de Ti.

Obrigado por este mundo:
ele conduz a alma das pessoas.

Obrigado por este pão,
porque nem só da tua palavra vive o homem.

Obrigado por estes montes,
vestidos de rebanhos e de festa
por estas sementes e estes sons
que chegam dos campos, da lua e dos espaços,
pelos rios de cibernética.
São eles a caligrafia
dos nossos pastores, cientistas e poetas.

Tudo canta e grita de alegria!


Frei Manuel Rito Dias

In Revista Bíblica, de Maio-Junho de 2008

DIA MUNDIAL DA TERRA

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A consciência ecológica foi uma das maiores conquistas da humanidade. E se foi Francisco de Assis, porventura, o precursor do amor ao planeta terra, com todos as suas componentes, não há dúvida de que foi o século XX, a meu ver, o século que tomou plena consciência do respeito que todos devemos à natureza. Natureza que herdámos dos nossos antepassados e que temos de legar aos vindouros, ainda mais enriquecida do que a recebemos.
É com esse objectivo que se celebra hoje o DIA MUNDIAL DA TERRA. E se é verdade que no mundo não faltará quem lhe dedique grandes projectos e acções convincentes, também é certo que todos poderemos, no dia-a-dia, fazer algo, por mais simples que seja, que contribua para o culto e preservação da natureza. O jardim natureza precisa de ser cuidado com o nosso amor e regado com o nosso suor. Fundamentalmente, para que continue viçoso e asseado, proporcionando-nos horas de paz e de prazer espiritual de que tanto precisamos.

FM

NÃO HÁ SEGUNDA SEM PREGUIÇA

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É claro que não li estas revistas
Quando era miúdo aprendi um ditado que dizia o segunte: "Não há sábado sem sol, domingo sem missa e segunda sem preguiça." Não sei se isto bate certo semana após semana, mas é natural que sim. Nestes dias, de frio e chuva, penso que o ditado se pôde aplicar em pleno. Houve um sol tímido no sábado, missa ao domingo e na segunda lá veio a preguiça. Pelo menos no que me diz respeito. É certo que a preguiça foi reflexo do muito que tive de ler e de escrever ao fim-de-semana. Sacos e mais sacos de jornais, com leituras para todos os gostos. Até à exaustão. É verdade que muita coisa que os jornais e revistas trouxeram, como habitualmente trazem, foi direitinho para o caixote do lixo. Deve acontecer o mesmo em muitas casas. E já pensaram, os meus amigos, no prejuízo ecológico que isto representa, tudo em nome da publicidade, a tal técnica que tem por princípio fundamental levar-nos ao consumo e a comprarmos o que por vezes nem precisamos? Pois é. D…

Na Linha Da Utopia

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A Terra é única

1. Quando Neil Armstrong chegou à lua, a 20 de Julho de 1969, e deu um pequeno passo para um homem mas um grande passo para a Humanidade, inaugurava a era espacial com o ser humano presencial. Dessa aventura, devidamente preparada pela missão Apollo 11, em que as imagens a preto e branco na altura percorreram o mundo, uma grande admiração foi o olhar para a Terra à distância, a partir da lua. O terceiro planeta do sistema solar, visto do nosso único satélite natural (a lua), mostrava-nos um lindo planeta azul! Os anos foram passando, a nova era industrial do séc. XX, agora química e tecnológica, trouxe consigo uma cor diferente, o cinzento; as ameaças dos buracos do ozono, como as comprovadas e inquestionáveis alterações climáticas, lançam hoje o alerta SOS Terra; alguns são intransigentes nessa defesa, outros indiferentes a poluir. Mas uma nova «eco consciência», como dever ético, vai-se multiplicando pelas agendas, já políticas (embora ainda pouco), pelo mundo fora.
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